segunda-feira, agosto 28, 2006

MINC divulga relatório da 1ª Conferência Nacional de Cultura

25.08.06
Relatório da 1ª CNC
Registros, dados e informações consolidadas

A Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC) torna público o Relatório da 1ª CNC, realizada ao longo do segundo semestre de 2005. Ao todo, cerca de 60 mil pessoas participaram diretamente das conferências municipais, estaduais, setoriais e nacional da Cultura. Os municípios que encaminharam os relatórios das conferências de 2005 ao Ministério da Cultura estão listados no Anexo III ao Relatório. Os perfis da participação social-governamental e das faixas populacionais dos Municípios que organizaram conferências próprias ou que integraram conferências intermunicipais estão reunidos nas tabelas do Anexo IV.O Relatório da 1ª CNC faz, também, uma apresentação e análise transversal das propostas aprovadas pela Plenária Nacional da Conferência. Com a presente publicação, o Ministério da Cultura cumpre uma etapa importante de devolução, aos participantes do processo da Conferência Nacional de Cultura, das questões debatidas e referendadas – que subsidiarão a elaboração do Plano Nacional de Cultura e dos planos municipais e estaduais de Cultura. Tais questões poderão também pautar os debates sobre os compromissos relacionados aos programas de Cultura das diferentes candidaturas proporcionais e majoritárias nos Estados e de âmbito nacional.No último bimestre de 2006, o Ministério da Cultura publicará os registros dos debates e discussões que pautaram a 1ª Conferência Nacional de Cultura, em suas diferentes etapas.Acesse o Relatório da 1ª CNC e os Anexos nos links abaixo:Parte I – Dados de ParticipaçãoParte II – Relatório AnalíticoAnexo I – Propostas aprovadas pela Plenária NacionalAnexo II – 30 propostas prioritáriasAnexo III – Dados espacializados das conferências municipais e intermunicipais em 2005Anexo IV – Informações sobre participação e realização de conferências municipais e intermunicipais em 2005Quaisquer comentários ou pedidos de esclarecimentos devem ser enviados à Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, pelo endereço sai.info@minc.gov.br. Para eventuais retificações dos dados, que serão reconsolidados para a publicação dos Registros da Conferência, pede-se fazer o encaminhamento, por parte das comissões organizadoras das conferências de cultura de 2005, até o próximo dia 6 de setembro à SAI/MinC.(Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura)

domingo, agosto 27, 2006

CRISE NA CULTURA

O semanário JORNAL OPÇÃO publicou em sua edição do dia 27/08 uma excelente reportagem de autoria da jornalista Heloisa Amaral sobre a crise na área cultural goianiense. E demonstra que jogar a poeira em baixo do tapete não é a melhor opção. Os tempos são outros, e a falsa democracia não acha espaço para sobreviver.

E recusar-se a compactuar com desmandos não é fugir do diálogo, foge do diálogo quem não admite que errou e permanece no erro.

O menino que aponta o dedo e diz que "O rei está nu!", não está mais sozinho, enquanto os amigos do "poder " gritam " Esse menino é doido, a roupa do rei é bela!".

Mas, a verdade é que o rei está nu, o menino está correto e muitos outros acreditam denunciando também a nudez palaciana.

Que vistam o rei!

Produtores culturais criticam gestão de Kleber Adorno

por HELOIZA AMARAL , JORNAL OPÇÃO

"Fundo de Apoio à Cultura (FAC), Festcine, Lei de Incentivo, Cine Ouro, Conselho Municipal de Cultura e o abandono do Grande Hotel são alguns dos pontos questionados por parte das entidades culturais de Goiânia. Produtores culturais afirmam que há uma “panelinha” beneficiada pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult). Quem não faz parte dela, estaria, segundo eles, enfrentando dificuldades para conseguir manter seus projetos. Deolinda Taveira, restauradora de bens culturais, está entre os críticos mais ferrenhos. Para não depender de espaço na mídia, resolveu fazer suas denúncias num blog na Internet. Lá, ela discorre sobre todo e qualquer tema ligado à cultura no município e, em especial, ao que considera equívocos da administração do secretário Kleber Adorno. "

Para ler a matéria basta clicar no título do post e será automaticamente encaminhado para o semanário JORNAL OPÇÃO.

sábado, agosto 26, 2006

GRANDE HOTEL IMAGENS DO DESCASO

A invasão do Grande Hotel pela Secretaria de Obras da Prefeitura Goiânia iniciou-se em uma 2ª feira e só foi abortada na 5ª feira, após a mobilização da imprensa e do IPHAN, entretanto, de acordo com a assessoria de imprensa da SECULT isso jamais aconteceu. "A Secretaria de Obras chegou a cogitar a utilização de umas salas, mas desistiram ao conversar com o secretário. Isso foi ontem pela manhã, e a chefe de Gabinete, Rosana, ao sair passou pela minha sala, comentando o resultado da empreitada que não deu certo. " Marley Costa Leite




Aconteceu e tanto aconteceu que na sala de exposição ainda ficaram os móveis da futura SECRETARIA DA HABITAÇÃO e a prova ainda estava lá na 2ª feira seguinte, os armários e as gavetas das mesas. As mesas já haviam sido retiradas ou escondidas.



Uma palestra bastante interessante com a professora Mônica Martins da Silva, co-autora do livro "História das festas e religiosidades em Goiás"para um grupo de estudantes da ESEFEGO, acontecia em meio aos móveis, sob o olhar complacente da chefia da Divisão do Patrimônio Histórico municipal.



A Constituição Federal no seu Artigo 216 § 1º declara que "A proteção dos bens culturais não é só uma prerrogativa com também um dever do poder público". No caso do Grande Hotel estará o poder público fazendo o seu dever de casa?

Será que fingir que os fatos não aconteceram com o objetivo claro de desqualificar qualquer denuncia é a melhor solução?

O Decreto Lei 25 de 30/11/37 no seu artigo 20 diz que " As coisas tombadas ficam sujeitas à vigilância permanente do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que poderá inspecioná-las sempre que julgar conveniente, não podendo os respectivos proprietários ou responsáveis criar obstáculos a inspeção...", entretanto, segundo a assessoria de imprensa da SECULT justificando a proibição do acesso dos fiscais do IPHAN ao prédio,"Existe uma ordem expressa do secretário para não deixar ninguém alheio ao trabalho entrar nas dependências do Grande Hotel. "

E ainda segundo a mesma fonte, os fiscais ficaram furiosos pela denúncia falsa e anônima. Os fiscais do IPHAN furiosos já é um caso a parte, visto que são pagos para fiscalizar e não para ficarem furiosos, mesmo que a comunicação dos fatos fossem falsas e anônimas. E não foi esse o caso. Nem a denúncia foi falsa e muito menos anônima. E se recebido o telefonema comunicando a invasão do prédio, os fiscais tivessem imediatamente procurado apurar os fatos, certamente teriam encontrado os agentes da Secretaria de Obras trabalhando tranquilamente.

No dia seguinte, mais de 24 horas depois da comunicação da invasão o circo já estava armado para ocultar a verdade, aos olhos da fiscalização. E será que não era o caso de ficarem furiosos por terem sido impedidos de realizar o seu trabalho?

A verdade é que existiu uma ordem expressa de impedir o acesso da imprensa ao local, aos fiscais do IPHAN, e desta forma garantir que teriam tempo de apagar os rastros deixados pela "abortada" operação invasão.

Todavia, será que alguém poderia explicar como é que a Secretaria de Obras enviou na 2ª feira o encarregado Sr. Carlos para verificar quantas salas haviam desocupadas ( e são muitas) e a Diretora da Divisão de Patrimônio Histórico, só se deu conta dos fatos na 4ª feira? E olha que na 4ª feira, os móveis já estavam no prédio, e cerca de 12 pessoas estranhas circulavam tranquilamente verificando os melhores locais para passar os cabos de rede de computadores, sem que qualquer funcionário perguntasse o significado ou pedisse um documento.

Na 5ª feira, após a denúncia no Blog, a invasão já estava abortada e a versão dos fatos era a de que o próprio secretário não sabia de absolutamente nada. Não é curioso? A diretora da Divisão de Patrimônio Histórico não sabia de nada, o secretário também não, então que autorizou a Secretaria de Obras a ocupar o prédio para ali fazer instalar a Secretaria de Habitação sob o comando do Senhor Iram Saraiva?

Essas são as imagens do descaso. O contraste no piso é a maior prova da ausência de limpeza no prédio, buracos nas paredes, coleções amontoadas de qualquer maneira ou seja, o Grande Hotel não é um Centro de Memória, se for Centro de Referência, certamente, uma referência de tudo aquilo que não se deve fazer com patrimônio cultural.















E isso tem solução. Basta a SECULT parar de investir em prédios de particular e passar a investir na preservação do patrimônio que já está sob sua responsabilidade.

Enquanto escondem a verdade, como as avestruzes enfiando a cabeça no buraco, o que fica de fora mostra a ausência de políticas públicas no município para cultura. Eventos não são políticas públicas para cultura.