quarta-feira, outubro 07, 2009

LEONARDO DA VINCI


A pintura, chamada "A Batalha de Anghiari", estava oculta sob a parede no Palazzo Vecchi, a chamada Câmara dos 500



07 de outubro de 2009

Foto: The New York Times

John Tierney
Em Florença, na Itália

Reduzir Normal Aumentar Imprimir Se, como Maurizio Seracini, você acredita que a maior das pinturas de Leonardo da Vinci está escondida no interior de uma parede na sede da prefeitura de Florença, há duas técnicas essenciais para encontrá-la e, como de hábito, Leonardo mesmo antecipou as duas.

A primeira envolve o recurso a equipamento científico. Depois de encontrar o que parecia ser uma pista quanto ao trabalho de Da Vinci deixada por outro artista do século XVI, Seracini liderou uma equipe internacional de cientistas em um projeto que resultou no mapeamento de cada milímetro da parede e da sala que ela delimita com o uso de lasers, radar, luz ultravioleta e câmeras infravermelhas. Assim que conseguiram identificar o possível esconderijo, os pesquisadores desenvolveram aparelhos com os quais será possível detectar a pintura por meio do disparo de feixes de nêutrons contra a parede.

"Da Vinci adoraria ver o quanto a ciência está sendo utilizada, na procura por sua mais célebre obra-prima", disse Seracini, enquanto contemplava a parede em cujo interior ele espera encontrar a pintura, e recuperá-la intacta. "Consigo perfeitamente imaginar o fascínio que ele sentiria por todos os aparelhos de alta tecnologia que viremos a utilizar para esse processo".

Seracini estava no grande salão cerimonial do Palazzo Vecchi, a chamada Câmara dos 500, que na era do Renascimento ocupava posição política central na vida de Florença e por isso terminou sendo decorada com murais de vitórias militares florentinas, pintadas por Da Vinci e Michelangelo, sob encomenda dos líderes da cidade. Era julho de 2009 e a sala continua a ser um centro de poder político, como se podia perceber com a entrada repentina de Matteo Renzi, o novo prefeito de Florença, que percorria rapidamente o caminho entre sua sala e o carro que o esperava na saída do edifício.

A palestra científica foi interrompida enquanto Seracini se apressava para interceptar a comitiva do prefeito. Ele estava ansioso para empregar a segunda das estratégias essenciais, na busca por uma pintura de Da Vinci em Florença: encontrar o patrono certo.

Essa foi sempre uma tática inteligente na cidade natal dos Medicis e de burocratas como Maquiavel, o amigo de Da Vinci cuja assinatura consta do contrato no qual o mural sobre as vitórias da cidade foi encomendado ao pintor. Seracini, professor de engenharia na Universidade da Califórnia em San Diego, passou anos perdido em um labirinto burocrático, esperando aprovação para testar sua técnica de localização por feixes de nêutrons, mas diz que o novo prefeito da cidade representa a melhor esperança de localizar a pintura de Da Vinci.

A busca foi iniciada mais de três décadas atrás e com uma pista digna de figurar em um romance de suspense do escritor Dan Brown. Em 1975, quando estava estudando engenharia nos Estados Unidos, Seracini retornou à sua Florença natal para uma análise da Câmara dos 500, em companhia de Carlo Pedretti, um estudioso da vida e obra de Da Vinci.

Os dois estavam em busca de "A Batalha de Anghiari", a maior pintura que Da Vinci realizou em sua vida (a largura do mural era três vezes maior que a de "A Última Ceia"). Ainda que o trabalho jamais tenha sido concluído - Da Vinci o abandonou em 1506-, uma das cenas centrais, que mostra soldados e cavalos em pleno combate, foi elogiada como um estudo sem precedentes dos princípios da anatomia e do movimento. Por décadas, artistas como Rafael visitaram a Câmara dos 500 a fim de contemplar o mural e copiá-lo para referência.

E um dia a pintura desapareceu. Quando o salão foi remodelado, em 1563, o arquiteto e pintor Giorgio Vasari recobriu as paredes com afrescos que mostravam vitórias militares da família Medici, retornada ao poder. O mural de Da Vinci terminou esquecido. Mas em 1975, quando Seracini estava estudando uma das cenas de batalha pintadas por Vasari, ele percebeu a imagem de uma pequena bandeira contendo as palavras "Cerca Trova", ou seja, "procure e encontrará". Será que elas serviam como sinal de Vasari para a presença de algo oculto por sob a sua pintura?

A tecnologia dos anos 70 não permitia obter resposta clara. Seracini levou sua carreira adiante e veio a conquistar a fama por conta de suas análises científicas de outras obras de arte e, posteriormente, fundou o Centro de Ciência Interdisciplinar para a Arte, Arquitetura e Arqueologia, integrado à Universidade da Califórnia em San Diego. Em 2000, ele voltou a Florença e à Câmara dos 500, equipado com novas tecnologias e com o apoio de um novo patrono, Loel Guinness, um filantropo britânico.

Ao registrar imagens em infravermelho e mapear a sala com o uso de laser, a equipe de Seracini descobriu onde ficavam as portas e janelas antes que Vasari conduzisse a sua reforma. A planta reconstituída, combinada a documentos do século XVI, bastou para localizar o ponto que teria sido pintado por Da Vinci. Também serviu para oferecer uma potencial explicação para o fato de que Michelangelo tenha realizado não mais que um esboço inicial do mural a ele encomendado: o pintor deve ter ficado enciumado ao descobrir que a seção da parede atribuída a Da Vinci oferecia iluminação natural muito melhor.

"A sala é imensa, mas não grande o suficiente para que Michelangelo e Da Vinci pudessem dividi-la", disse Seracini. A nova análise demonstrou que o local em que Da Vinci pintou sua cena ficava exatamente sob o ponto em que a bandeira com os dizeres "cerca trova" foi pintada. E uma notícia ainda melhor, obtida por meio da análise da parede com radar, foi o fato de que Vasari não revestiu o mural de Da Vinci e pintou o seu; ele fez construir novas paredes de tijolos para sua pintura e tomou o cuidado de deixar um pequeno espaço para respiração por trás de uma dessas seções de tijolos - exatamente aquela que fica por trás do "cerca trova".

Mas como um pesquisador trabalhando hoje poderia descobrir o que existe atrás do afresco e dos tijolos? Como é que alguém poderia contemplar a parede original, a uma profundidade de 15 cm, sem prejudicar o afresco também histórico que existe em sua superfície?

Seracini não sabia como proceder, até 2005, quando pediu ajuda durante uma conferência científica e recebeu uma sugestão quanto ao uso de feixes de nêutrons que atravessariam o afresco sem prejudicá-lo. Com ajuda de físicos dos Estados Unidos, da autoridade italiana de energia nuclear e de universidades da Holanda e Rússia, Seracini desenvolveu aparelhos capazes de identificar os reveladores produtos químicos usados por Da Vinci.

Um desses aparelhos é capaz de detectar os nêutrons que retornam depois de colidir com átomos de hidrogênio, um componente abundante nos materiais orgânicos (como o óleo de linhaça e resina) empregados por Da Vinci. Em lugar de utilizar tinta à base de água, o método convencional para um afresco em gesso como o de Vasari, Da Vinci recobriu a parede com uma camada base impermeabilizada e utilizou tintas a óleo.

O segundo aparelho utilizado pelos pesquisadores permite distinguir os raios gama produzidos pelas colisões de neurônios com átomos de diferentes elementos químicos. O objetivo é localizar o enxofre na camada de impermeabilização de Da Vinci, o estanho na camada branca que servia como base à pintura e os produtos químicos nos pigmentos de cor, como o mercúrio usado para produzir pigmento vermelho e o cobre usado para o azul.

Desenvolver essa tecnologia foi difícil, mas mesmo assim representou desafio menor do que conquistar aprovação burocrática ao seu uso. Seracini encontrou uma série de obstáculos políticos e burocráticos. Assim, quando viu o novo prefeito atravessando o Salão dos 500 naquela tarde de julho, ele se apressou a fazer um apelo pessoal a Renzi, que era favorável ao projeto antes de sua eleição.

Com a polidez de um Medici, o prefeito parou para escutar o pedido, e depois prometeu que ajudaria a empreitada artística a avançar, assim que tivesse cumprido a sua primeira leva de promessas eleitorais. "Meu sonho é ver essa descoberta o mais rápido possível", disse Renzi. "Rápido" pode ser um termo altamente relativo, na burocracia italiana, mas o prefeito de fato agiu para reiniciar o processo e conduziu uma reunião com um de seus atuais patronos, a National Geographic Society dos Estados Unidos. Na semana passada, Renzi declarou que esperava que o trabalho pudesse ser realizado em breve.

"Estamos dispostos a conceder permissão ao professor Seracini", disse Renzi na quinta-feira. "A única questão é a data, e saber quem fará o quê. Dentro de uma ou duas semanas, o projeto deve receber luz verde". Assim que obtiver autorização, diz Seracini, ele espera concluir o trabalho de análise dentro de um ano.

Caso "A Batalha de Anghiari" esteja mesmo lá, diz, seria viável que as autoridades florentinas encarregassem especialistas de remover o afresco exterior de Vasari, extrair a pintura de Da Vinci e em seguida recolocar o afresco em sua posição. É claro que ninguém sabe em que estado o mural de Da Vinci estará. Mas Seracini, que conduziu extensas análises sobre os danos sofridos por quadros do Renascimento, diz que se sente otimista quanto ao mural.

"A vantagem é que ele esteve coberto por cinco séculos", disse. "Esteve protegido contra vandalismo, contra o ambiente e contra más restaurações. Não espero que tenha decaído demais". Caso ele tenha razão, então talvez Vasari tenha feito um favor a Da Vinci ao cobrir sua pintura - mas tomando o cuidado de deixar aquela enigmática bandeira por sobre o local do tesouro.

Tradução: Paulo Migliacci ME

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4026832-EI238,00-Descoberta+pintura+de+Da+Vinci+escondida+dentro+de+parede.html

segunda-feira, outubro 05, 2009

LEI DE INCENTIVO - GOIÂNIA

O mais importante da excelente matéria de autoria do Edson Wander sobre a Lei de Incentivo não está escrito no jornal, está nas entrelinhas. Vamos pensar juntos, qual é mesmo a representatividade desse Conselho de Cultura? Nenhuma. A maioria ululante é de funcionário da Prefeitura de Goiânia, comissionado, ou seja, vínculo bem claro de quem votará sempre com o chefe da pasta.

Segundo ponto importante, quando foi mesmo que a Lei mudou permitindo que a SECULT faça o que bem entender, inclusive reservar recursos, e não serão poucos, para serem usados próximo do período eleitoral?

Uma nova Conferência Municipal de Cultura está acontecendo, eu, da minha parte, não reconheço como legal, tendo em vista a anulação de Conferência anterior e que nunca foi realizada. Então, expliquem, como pode? Um fato desses na iniciativa privada, pelos menos os autores da façanha seriam condenados a pagar cestas básicas, mas neste caso, todos foram alçados a Conselheiros de Cultura. E pior, recebem por isso uma boa grana, pagos com os recursos do Erário, ou seja, somos nós quem pagamos.

E então? Artistas, produtores e agora também, políticos, vamos continuar permitindo um Conselho Municipal de Cultura que é um desrespeito a cidadania? É essa a cultura goiana?


Abaixo a matéria citada:
Seminário discute mudanças na lei de incentivo à cultura
Secult reuniu artistas e produtores para explicar modificações na lei atual

Edson Wander

A Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia (Secult) reuniu artistas e produtores culturais para explicar as mudanças que a pasta promoveu no novo edital da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Realizado na Fundação Jaime Câmara na quarta-feira à tarde, o seminário reuniu produtores e artistas da cidade e provocou dúvidas sobre as novidades anunciadas – a principal delas foi a limitação no número e valores dos projetos apresentados por área para captar recursos pela lei. O secretário Kleber Adorno só abriu os trabalhos e deixou o encontro alegando outros compromissos, mas afirmou que o objetivo das mudanças é ampliar a possibilidade de a lei de incentivo cultural da capital beneficiar mais projetos.

Jorge Leal, chefe de gabinete de Adorno e integrante do Conselho Municipal de Cultura (CPM), explicou os principais itens do novo edital. Ele disse que a mudança é de foco. “Não se trata mais de fomento e sim de incentivo. Não estamos dizendo que o seu projeto vale isso, mas quem quiser captar mais do que isso deve procurar outras fontes de recursos”, disse.

Pela nova proposta, os projetos devem ser inscritos em sete áreas e seus valores estão limitados a R$ 35 mil (festivais de música). Gravação de discos e shows poderão captar no máximo R$ 15 mil, assim como projetos de literatura (livros de ficção e ensaio; poesia é R$ 10 mil). Teatro terá no máximo R$ 20 mil por projeto e o total de projetos também está limitado de acordo com a área. A área que poderá ter o maior número de projetos aprovados é o de cultura popular (12 projetos a R$ 5 mil cada um ), seguido por música (gravação de discos popular e erudito – 11 projetos a R$ 15 mil cada um).

O valor total dessa primeira etapa de incentivo da lei municipal é de R$ 1,5 milhão. A lista do novo quadro de valores pode ser conferida no edital levado ao site da Prefeitura de Goiânia (www.goiania.go.gov.br).

Entre os pontos que causaram estranheza na classe artística presente ao seminário foi o que determina que artistas aprovados para gravar CD ou DVD musical pela lei terão de realizar duas apresentações designadas pela Secult. A medida entrou no capítulo da Contrapartida Social do Projeto, que já prevê desde o início da lei a doação à Secult de 10% de produtos (CD, DVD, livro, etc.) ou bens (ingresso de espetáculos) culturais beneficiados pela lei. O prazo de inscrições de projetos vai até o próximo dia 9.

Sandoval Eterno, outro dos integrantes do CMC, informou que até agora apenas oito projetos foram inscritos. O debate acabou esvaziado porque a coordenação do seminário impediu que os participantes usassem o microfone para perguntas. Inconformados por ter de fazer as questões por escrito, muitos deixaram o seminário antes do fim.

Participantes do seminário elogiaram a iniciativa do encontro, mas lamentaram o fato de ele não ter se destinado à discussão do mérito das propostas e sim apenas servir de um “tira-dúvidas” sobre as mudanças. O produtor Marcelo Carneiro disse que a ideia de limitação de valores dos projetos “é boa” se aplicada aos recursos do Fundo Municipal de Cultura e não à lei de incentivo.

“Eu não sei se esta tabela de valores está de acordo com a realidade de mercado”, afirmou. “Do jeito que a Secult propõe engessa a produção”, disse. O diretor de teatro Constantino Isidoro reforçou a crítica.

“Com esse valor não temos mais condições de realizar um festival de teatro pela lei. Não sei de onde saíram esses critérios, isso tinha de ter sido discutido com a classe”, afirmou. Os pontos mais elogiados do novo edital foram a separação da apresentação dos projetos em dois envelopes (um para documentação e outra para a proposta artística), a avaliação pública da parte de documentação das propostas e a redução do prazo da resposta a um recurso, que caiu de 30 para 10 dias

FONTE: JORNAL O POPULAR 02/10/09.

Morreu Mercedes Sosa

'En la lista de los presentes
los ojos abiertos
LA AMERICA DESPIERTA
Mercedes Sosa
los instrumentos en ristre
la cara de frente
Lanza el grito
de la amarga denuncia
de la protesta caliente
Porque elegiste ése camino
Tú que cantas
porque cantemos
desde la tierra
a la paz
A LA PAZ JUSTA
de los que somos testigos,
desta AMERICA
e en el mundo.
( ... Martinez)


Para ouvir ... http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umcd&nomeplaylist=008992-8<@>Corazón_Libre

Mercedes Sosa, La Negra, conquistou grande reconhecimento internacional como cantora da música argentina e popular latino-americana.Da Redação


Buenos Aires - A cantora argentina Mercedes Sosa morreu, neste domingo em Buenos Aires, aos 74 anos, vítima de doença prolongada. A cantora é uma das intérpretes mais conhecidas da música latino-americana.

Também conhecida como "La Negra", pelos longos e negros cabelos, a cantora argentina estava internada numa clínica da capital argentina desde o dia 18 de Setembro.

Militante comunista, Mercedes Sosa esteve exilada na Europa durante a ditadura militar na Argentina (1976-1983) e ganhou grande reconhecimento internacional como cantora da música argentina e popular latino-americana.

Devido ao estado de saúde, La Negra não participou do lançamento de um duplo álbum com o título "Cantora", composto por duetos com Joan Manuel Serrat, Luís Alberto Spinetta, Caetano Veloso e Shakira.

Em Portugal, Mercedes Sosa atuou em 1979, na primeira Festa do Avante, no Alto da Ajuda, em Lisboa.

Desde La Voz de la Zafra

Descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, quando foi-lhe oferecido um contrato de dois meses. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino.

Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.

Sosa interpretou um vasto repertório, gravando canções de vários estilos. Atuava freqüentemente com muitos músicos argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, e outros latino-americanos como Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.

Foi uma conhecida ativista política de esquerda, tendo sido militante comunista. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora da figura de Carlos Menem e apoiou a eleição do ex-presidente Néstor Kirchner.

A preocupação sócio-política refletiu-se no repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rejeição ao que entendiam como imperialismo norte-americano, consumismo e desigualdade social.

Possuia um dueto ("So le piedo a Dios") com a consagrada cantora de Samba Beth Carvalho, cada uma cantando no seu idioma.

Destacamos também o dueto dela com o cantor cearense Fagner na música Años, sucesso gravado em 1981.

Uma música muito conhecida na sua firme e, ao mesmo tempo, terna voz é a canção "Gracias a la vida", composição de Violeta Parra.

Discografia

La voz de la zafra (1962)
Canciones con fundamento (1965)
Yo no canto por cantar (1966)
Hermano (1966)
Para cantarle a mi gente (1967)
Con sabor a Mercedes Sosa (1968)
Mujeres argentinas (1969)
Navidad con Mercedes Sosa (1970)
El grito de la tierra (1970)
Homenaje a Violeta Parra (1971)
Hasta la victoria (1972)
Cantata Sudamericana (1972)
Traigo un pueblo en mi voz (1973)
Niño de mañana (1975)
A que florezca mi pueblo (1975)
La mamancy (1976)
En dirección del viento (1976)
O cio da terra (1977)
Mercedes Sosa interpreta a Atahualpa Yupanqui (1977)
Si se calla el cantor (1977)
Serenata para la tierra de uno (1979)
A quién doy (1980)
Gravado ao vivo no Brasil (1980)
Mercedes Sosa en Argentina (1982)
Mercedes Sosa (1983)
Como un pájaro libre (1983)
Recital (1983)
¿Será posible el sur? (1984)
Vengo a ofrecer mi corazón (1985)
Corazón Americano (1985) (con Milton Nascimento & León Gieco)
Mercedes Sosa ´86 (1986)
Mercedes Sosa ´87 (1987)
Gracias a la vida (1987)
Amigos míos (1988)
En vivo en Europa (1990)
De mí (1991)
30 años (1993)
Sino (1993)
Gestos de amor (1994)
Oro (1995)
Escondido en mi país (1996)
Alta fidelidad (1997) (con Charly García)
Al despertar (1998)
Misa Criolla (2000)
Acústico (2002)
Argentina quiere cantar (2003) (con Víctor Heredia & León Gieco)
Corazón Libre (2005)

Filmografia

Güemes, la tierra en armas (1971)
Argentinísima (1972)
Ésta es mi Argentina (1974)
Mercedes Sosa, como un pájaro libre (1983)
Será posible el sur: Mercedes Sosa (1985)
Historias de Argentina en Vivo (2001)

Fonte: Wikipédia
Fonte: http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=8984179&indice=10&canal=156
"Algumas lembranças
Quando entrei na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, bem no estilo, bocoió do cerrado, fui morar no alojamento de estudantes, não me recordo o número do quarto, mas o certo que nos idos de 78 ainda era muita droga e Violeta Parra (Que dira el santo padre, Los pueblos americanos), Neruda e Ortega ( Cuencas de Joaquim Murieta. Quem podia imaginar que haveria de fato a "abertura", com o retorno dos exilados, dos brasileiros que estavam perdidos pelo mundo, distantes da pátria amada.

Deu no que deu, me formei bacharel em Pintura, segui pela estreita e complicada estrada da preservação do patrimônio cultural, e como se dizia na época, com diploma de pós graduação, chamado Camilo.

Das drogas não levei nada, sempre achei que a melhor droga era viver, mas das canções, ainda escuto, nos discos de vinil, Violeta Parra, Quilapayun, Mercedes Sosa, Isabel Parra, e sem deixar morrer o sonho de ver a américa despertar.

Quem sabe ainda ver o Brasil despertar?

Mercedes se foi, uma parte das memórias dos passado se vai também ou quem sabe, chegou a hora de rememorar?
Deolinda"