26/06/2008
Câmara dos Deputados aprova o PL 7568/06, que valida e fortalece o Sistema Brasileiro de Museus.
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, dia 25 de junho, o Estatuto dos Museus (Projeto de Lei nº 7.568/2006), que prevê normas de preservação, conservação, restauração e segurança dos bens artísticos.
Elaborado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, o PL 7568/06 visa dar condições para o desenvolvimento dos museus e o fortalecimento das redes e sistemas existentes. A medida valida e fortalece o Sistema Brasileiro de Museus (SBM), instituído pelo Decreto n° 5.264/2004.
Cria normas gerais reguladoras, busca contribuir para uma definição mais ampla do conceito de museus, estabelece os procedimentos de criação de instituições museológicas, identifica suas funções e atribuições e regula as atividades específicas.
Outro ponto relevante do Estatuto de Museus trata da obrigatoriedade das instituições de elaborar e implementar um plano museológico contendo um diagnóstico participativo, a identificação dos espaços e conjuntos patrimoniais sob sua guarda e a identificação de seus públicos destinatários. O texto também contém um capítulo sobre exigências para os sistemas de segurança, estabelecendo um padrão a ser seguido pelos museus brasileiros.
“O Estatuto é um marco jurídico para o campo museal, um instrumento de desenvolvimento estratégico na Política Nacional de Museus, pois trará legislações específicas para orientar e auxiliar os museus em suas tarefas de rotina”, afirma o diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto Patrimônio Histórico Artístico e Nacional, José do Nascimento Júnior.
O projeto de criação do Estatuto de Museus segue para análise do Senado Federal. Conheça a proposta na íntegra e sua tramitação na Câmara dos Deputados.
Mais informaçõesDepartamento de Museus e Centros Culturais Instituto Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Demu/Iphan).Fone: (61) 3414-6234 e demu@iphan.gov.brFonte: Ascom
http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=13975&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia
Esse Blog tem como objetivo discutir a produção do patrimônio cultural brasileiro e a sua permanência. Os AMIGOS DOS MUSEUS atuam diretamente de Goiânia, capital do Estado de Goiás. Coração do Brasil. Do cerrado para o mundo!
Mostrando postagens com marcador museus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador museus. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, junho 27, 2008
sexta-feira, maio 23, 2008
Nunca antes neste país os museus...
Jornal Folha de São Paulo.
São Paulo, quarta-feira, 21 de maio de 2008 - Os museus são ferramentas para todas as classes sociais, instrumentos de mudança social e desenvolvimento
"Os conservadores são pessimistas quanto ao futuro e otimistas quanto ao passado" (Lewis Mumford)
por JOSÉ DO NASCIMENTO JÚNIOR
NUNCA ANTES neste país os museus foram tão discutidos. O espaço que o tema dos museus vem ocupando está refletindo positivamente para que as políticas culturais se aproximem mais do universo museal. Atualmente, existem cerca de 60 mil museus em todo o mundo, dos quais 90% criados após a Segunda Guerra Mundial. Fazer uma reflexão sobre o papel dessas instituições é de fundamental importância e deve ser uma preocupação permanente. Para que a sociedade se aproprie de suas múltiplas possibilidades, os museus aprofundam suas ações de comunicação, educação e pesquisa, que, por sua vez, possibilitam o desenvolvimento de novas ações de caráter inclusivo. Isso torna a instituição museu uma das mais complexas criadas pelo ser humano, com diversas expressões em mais de uma centena de países. No Brasil, são cerca de 3.000 museus, que representam 5% dos museus do mundo. Por essa razão, tal como em outros países, a realidade museológica brasileira tem que ser pensada e repensada a todo momento. Nossa diversidade museal tem relação direta com o tema do Ano Ibero-Americano de Museus, que comemoramos em 2008. O tema, que foi também adotado para as comemorações do Dia Internacional dos Museus, 18 de maio, é "Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento". Olhando para esse cenário após cinco anos do lançamento da Política Nacional de Museus pelo ministro Gilberto Gil, podemos ver os resultados já alcançados: a criação do Sistema Brasileiro de Museus; a Semana de Museus, que vai para a sexta edição, com mais de 1.500 eventos em todo o país; o aumento da visitação, de 14 milhões, em 2003, para 21 milhões, em 2007; a ampliação dos investimentos, de R$ 24 milhões para R$ 140 milhões; a capacitação de mais 20 mil profissionais nesses cinco anos; e a ampliação da oferta de cursos de graduação em museologia, de dois para oito, em diversas regiões brasileiras. A Política Nacional de Museus tem o reconhecimento internacional, servindo até mesmo de modelo para outros países. Esses números mostram que o Estado deve assumir a coordenação de suas políticas públicas e ser gestor, indutor e regulador, diferentemente da receita neoliberal do Estado mínimo. O Congresso nunca atuou tanto em relação aos museus como nos últimos cinco anos, a exemplo da proposta de criação do Estatuto de Museus e dos mais de dez projetos de lei que tramitam na Câmara e no Senado. A Política Nacional de Museus tem em sua gênese um caráter democrático e participativo, rompendo com a lógica de barões e vassalos, ampliando os interlocutores, e continua recebendo diversas contribuições que chegam de toda a parte para aperfeiçoar esse processo colocado em marcha ao longo desses anos. É claro que ainda falta muito a fazer nessa trajetória, pois apenas 20% dos municípios brasileiros têm museus. Diferentemente da China, que decidiu que até 2010 criaria 5.000 museus novos, temos que sensibilizar cada vez mais a sociedade para a preservação da memória e para pensar os museus como ferramentas para todas as classes sociais, como instrumentos de mudança social e desenvolvimento. Os museus são espaços de poder e muitos deles foram criados para simbolizar isso. Temos exemplos como o MoMa, de Nova York, que serviu à Guerra Fria, e até mesmo o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, que foi criado pelo Estado Novo para produzir uma idéia de nação. Nessa nova fase, os museus brasileiros trabalham na institucionalização da política museológica, com a criação do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus). Essa proposta integra o programa de governo do presidente Lula e é um passo fundamental para dar continuidade às conquistas da Política Nacional de Museus. É uma inovação em relação ao atual modelo de gestão do patrimônio cultural, inovação que já ocorreu em outros países. Essas ações são uma construção da imaginação museal brasileira, que tem caminhado em busca de garantir um futuro perene para o campo museal brasileiro. Esse futuro se constrói hoje.
JOSÉ DO NASCIMENTO JÚNIOR, 41, antropólogo, mestre em antropologia da política, é diretor de Museus e Centros Culturais do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), do Ministério da Cultura.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
São Paulo, quarta-feira, 21 de maio de 2008 - Os museus são ferramentas para todas as classes sociais, instrumentos de mudança social e desenvolvimento
"Os conservadores são pessimistas quanto ao futuro e otimistas quanto ao passado" (Lewis Mumford)
por JOSÉ DO NASCIMENTO JÚNIOR
NUNCA ANTES neste país os museus foram tão discutidos. O espaço que o tema dos museus vem ocupando está refletindo positivamente para que as políticas culturais se aproximem mais do universo museal. Atualmente, existem cerca de 60 mil museus em todo o mundo, dos quais 90% criados após a Segunda Guerra Mundial. Fazer uma reflexão sobre o papel dessas instituições é de fundamental importância e deve ser uma preocupação permanente. Para que a sociedade se aproprie de suas múltiplas possibilidades, os museus aprofundam suas ações de comunicação, educação e pesquisa, que, por sua vez, possibilitam o desenvolvimento de novas ações de caráter inclusivo. Isso torna a instituição museu uma das mais complexas criadas pelo ser humano, com diversas expressões em mais de uma centena de países. No Brasil, são cerca de 3.000 museus, que representam 5% dos museus do mundo. Por essa razão, tal como em outros países, a realidade museológica brasileira tem que ser pensada e repensada a todo momento. Nossa diversidade museal tem relação direta com o tema do Ano Ibero-Americano de Museus, que comemoramos em 2008. O tema, que foi também adotado para as comemorações do Dia Internacional dos Museus, 18 de maio, é "Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento". Olhando para esse cenário após cinco anos do lançamento da Política Nacional de Museus pelo ministro Gilberto Gil, podemos ver os resultados já alcançados: a criação do Sistema Brasileiro de Museus; a Semana de Museus, que vai para a sexta edição, com mais de 1.500 eventos em todo o país; o aumento da visitação, de 14 milhões, em 2003, para 21 milhões, em 2007; a ampliação dos investimentos, de R$ 24 milhões para R$ 140 milhões; a capacitação de mais 20 mil profissionais nesses cinco anos; e a ampliação da oferta de cursos de graduação em museologia, de dois para oito, em diversas regiões brasileiras. A Política Nacional de Museus tem o reconhecimento internacional, servindo até mesmo de modelo para outros países. Esses números mostram que o Estado deve assumir a coordenação de suas políticas públicas e ser gestor, indutor e regulador, diferentemente da receita neoliberal do Estado mínimo. O Congresso nunca atuou tanto em relação aos museus como nos últimos cinco anos, a exemplo da proposta de criação do Estatuto de Museus e dos mais de dez projetos de lei que tramitam na Câmara e no Senado. A Política Nacional de Museus tem em sua gênese um caráter democrático e participativo, rompendo com a lógica de barões e vassalos, ampliando os interlocutores, e continua recebendo diversas contribuições que chegam de toda a parte para aperfeiçoar esse processo colocado em marcha ao longo desses anos. É claro que ainda falta muito a fazer nessa trajetória, pois apenas 20% dos municípios brasileiros têm museus. Diferentemente da China, que decidiu que até 2010 criaria 5.000 museus novos, temos que sensibilizar cada vez mais a sociedade para a preservação da memória e para pensar os museus como ferramentas para todas as classes sociais, como instrumentos de mudança social e desenvolvimento. Os museus são espaços de poder e muitos deles foram criados para simbolizar isso. Temos exemplos como o MoMa, de Nova York, que serviu à Guerra Fria, e até mesmo o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, que foi criado pelo Estado Novo para produzir uma idéia de nação. Nessa nova fase, os museus brasileiros trabalham na institucionalização da política museológica, com a criação do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus). Essa proposta integra o programa de governo do presidente Lula e é um passo fundamental para dar continuidade às conquistas da Política Nacional de Museus. É uma inovação em relação ao atual modelo de gestão do patrimônio cultural, inovação que já ocorreu em outros países. Essas ações são uma construção da imaginação museal brasileira, que tem caminhado em busca de garantir um futuro perene para o campo museal brasileiro. Esse futuro se constrói hoje.
JOSÉ DO NASCIMENTO JÚNIOR, 41, antropólogo, mestre em antropologia da política, é diretor de Museus e Centros Culturais do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), do Ministério da Cultura.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Museus ganham doação milionária
O Credit Suisse dá R$ 2 milhões para Pinacoteca do Estado e Museu de Arte Moderna de São Paulo renovarem seus acervos
por Antonio Gonçalves Filho
A falta de recursos financeiros dos museus brasileiros para renovar suas coleções é crônica. As doações bissextas nem sempre atendem às necessidades dessas instituições, cujas lacunas no acervo raramente são preenchidas com obras oferecidas por colecionadores, artistas e galerias. Felizmente, essa situação parece estar mudando. O Credit Suisse Brasil acaba de destinar R$ 2 milhões para a aquisição de obras de arte que vão beneficiar dois grandes museus de São Paulo, a Pinacoteca do Estado e o Museu de Arte Moderna. Não é a primeira vez que a instituição financeira apóia os dois museus, mas é pioneira sua atitude de transferir aos curadores dos mesmos a decisão de escolher as obras e os artistas que farão parte de suas respectivas coleções.A Pinacoteca do Estado já escalou sua seleção: Beatriz Milhazes, Carlos Zílio, Carmela Gross, Daniel Senise, Efrain Almeida, Ivan Serpa, Marepe, Rosângela Rennó e Valeska Soares. Com exceção do carioca Serpa, morto prematuramente, aos 50 anos, em 1973, todos os outros são contemporâneos ativos, alguns com passagem por bienais e mostras internacionais. Já o Museu de Arte Moderna (MAM) procurou em sua seleção corrigir algumas falhas históricas do acervo, particularmente as de três movimentos importantes da arte brasileira, o concretismo, a arte pop e o neoconcretismo. Com o dinheiro da doação o MAM vai comprar obras de Waldemar Cordeiro, Antônio Dias e Hélio Oiticica, respectivos representantes desses movimentos.O Credit Suisse, que no ano passado destinou mais de R$ 8,5 milhões para patrocínio cultural, tem ainda dois outros grandes projetos para este ano: a restauração e digitalização da obra do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos (leia texto nesta página) e a instalação de uma escultura de Tomie Ohtake em frente à Faculdade de Economia e Administração da USP. O diretor de investment banking do Credit Suisse, José Olympio Pereira, também um grande colecionador de arte, explica que a ausência de obras contemporâneas em espaços públicos motivou o banco a tomar essa e as outras iniciativas. 'No nosso julgamento, a arte contemporânea, que é tão importante como a nossa música e o nosso futebol, precisa ser exposta ao público', diz José Olympio, explicando que o banco não tem acervo justamente por acreditar que as doações aos museus ajudam a facilitar o acesso da população às obras.O diretor da Pinacoteca do Estado, Marcelo Araújo, conta com o apoio do Credit Suisse desde a retrospectiva do escultor norte-americano Alexander Calder (1898-1976), realizada em agosto de 2006. Nos últimos cinco anos, segundo ele, 1.700 novas obras entraram no acervo da Pinacoteca, mas faltam ainda nomes fundamentais de movimentos como o modernista - Rego Monteiro e Ismael Nery, entre eles - e peças históricas do século 19.O curador do Museu de Arte Moderna, Felipe Chaimovich, também adotou como critério a incorporação de artistas ausentes do acervo da instituição. Ele negocia, entre outras peças, a aquisição de um 'bólide' (peça de vidro ou madeira com massa-pigmento) com a família de Hélio Oiticica (1937-1980), um dos maiores nomes do neoconcretismo. Outro conjunto de trabalhos na mira do MAM é uma série de dez filmes realizados nos anos 1970 pelo artista multimídia paraibano Antonio Dias. Do artista Waldemar Cordeiro (1925-1973) o museu quer comprar Luz Semântica, obra dos anos 1960 marcada pela passagem do concretismo para a experimentação informal pop (ou popcreto, como ficou conhecida essa fase).
http://txt.estado.com.br/editorias/2008/02/11/cad-1.93.2.20080211.7.1.xml
por Antonio Gonçalves Filho
A falta de recursos financeiros dos museus brasileiros para renovar suas coleções é crônica. As doações bissextas nem sempre atendem às necessidades dessas instituições, cujas lacunas no acervo raramente são preenchidas com obras oferecidas por colecionadores, artistas e galerias. Felizmente, essa situação parece estar mudando. O Credit Suisse Brasil acaba de destinar R$ 2 milhões para a aquisição de obras de arte que vão beneficiar dois grandes museus de São Paulo, a Pinacoteca do Estado e o Museu de Arte Moderna. Não é a primeira vez que a instituição financeira apóia os dois museus, mas é pioneira sua atitude de transferir aos curadores dos mesmos a decisão de escolher as obras e os artistas que farão parte de suas respectivas coleções.A Pinacoteca do Estado já escalou sua seleção: Beatriz Milhazes, Carlos Zílio, Carmela Gross, Daniel Senise, Efrain Almeida, Ivan Serpa, Marepe, Rosângela Rennó e Valeska Soares. Com exceção do carioca Serpa, morto prematuramente, aos 50 anos, em 1973, todos os outros são contemporâneos ativos, alguns com passagem por bienais e mostras internacionais. Já o Museu de Arte Moderna (MAM) procurou em sua seleção corrigir algumas falhas históricas do acervo, particularmente as de três movimentos importantes da arte brasileira, o concretismo, a arte pop e o neoconcretismo. Com o dinheiro da doação o MAM vai comprar obras de Waldemar Cordeiro, Antônio Dias e Hélio Oiticica, respectivos representantes desses movimentos.O Credit Suisse, que no ano passado destinou mais de R$ 8,5 milhões para patrocínio cultural, tem ainda dois outros grandes projetos para este ano: a restauração e digitalização da obra do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos (leia texto nesta página) e a instalação de uma escultura de Tomie Ohtake em frente à Faculdade de Economia e Administração da USP. O diretor de investment banking do Credit Suisse, José Olympio Pereira, também um grande colecionador de arte, explica que a ausência de obras contemporâneas em espaços públicos motivou o banco a tomar essa e as outras iniciativas. 'No nosso julgamento, a arte contemporânea, que é tão importante como a nossa música e o nosso futebol, precisa ser exposta ao público', diz José Olympio, explicando que o banco não tem acervo justamente por acreditar que as doações aos museus ajudam a facilitar o acesso da população às obras.O diretor da Pinacoteca do Estado, Marcelo Araújo, conta com o apoio do Credit Suisse desde a retrospectiva do escultor norte-americano Alexander Calder (1898-1976), realizada em agosto de 2006. Nos últimos cinco anos, segundo ele, 1.700 novas obras entraram no acervo da Pinacoteca, mas faltam ainda nomes fundamentais de movimentos como o modernista - Rego Monteiro e Ismael Nery, entre eles - e peças históricas do século 19.O curador do Museu de Arte Moderna, Felipe Chaimovich, também adotou como critério a incorporação de artistas ausentes do acervo da instituição. Ele negocia, entre outras peças, a aquisição de um 'bólide' (peça de vidro ou madeira com massa-pigmento) com a família de Hélio Oiticica (1937-1980), um dos maiores nomes do neoconcretismo. Outro conjunto de trabalhos na mira do MAM é uma série de dez filmes realizados nos anos 1970 pelo artista multimídia paraibano Antonio Dias. Do artista Waldemar Cordeiro (1925-1973) o museu quer comprar Luz Semântica, obra dos anos 1960 marcada pela passagem do concretismo para a experimentação informal pop (ou popcreto, como ficou conhecida essa fase).
http://txt.estado.com.br/editorias/2008/02/11/cad-1.93.2.20080211.7.1.xml
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Elogios para a polícia e críticas a museus
Filho de Portinari diz que desfecho do caso não elimina ‘vergonha’
por Bruno Paes Manso e Rodrigo Brancatelli
João Cândido Portinari fala correndo, às vezes atropelando as palavras. “Acabei de ficar sabendo da notícia, a minha esposa me ligou do shopping center para contar que encontraram os quadros do Masp”, diz o diretor-geral do Projeto Portinari, responsável pela preservação da obra e da memória do pintor. “Graças a Deus, que alegria, que alegria.”O filho de Cândido Portinari, cuja obra O Lavrador de Café foi furtada do Masp no dia 20, é taxativo ao pedir mudanças nos museus brasileiros. “O que aconteceu foi uma vergonha”, conta. “Estava profundamente triste. No começo, até achava que iam pedir resgate e devolver o quadro. Mas depois, quando o tempo começou a passar, perdi as esperanças. A sensação que eu tive foi de quase um luto. Era um 11 de setembro, tinham atingido um grande símbolo da nação, que é o Masp. Não tinham roubado o nosso bolso, mas sim um pedaço da nossa memória, da nossa história, da nossa alma. Apesar da alegria desta noite, isso não pode cair no esquecimento. O roubo do patrimônio histórico está acontecendo por todo o País, o governo precisa zelar pela nossa memória.”O diretor do Departamento de Museus do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), José do Nascimento Júnior, também espera que a recuperação dos quadros sirva de exemplo. Segundo ele, o trabalho da polícia paulistana deveria ser exaltado. “Essa notícia vai melhorar a imagem do País”, diz ele, que recentemente enviou carta a todos os governadores, pedindo que criassem uma delegacia especializada na repressão de crimes contra o patrimônio e os bens culturais. “A polícia de São Paulo é exemplar nesse quesito. Encontrou obras roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, do Museu do Ipiranga e agora do Masp. Eu me sinto de alma lavada, é uma grande emoção.” Igualmente emocionado, o ex-curador do Masp, Luiz Marques, líder do movimento SOS Masp, que defende a mudança no comando do museu, preferiu só comemorar. “Isso é magnífico. Os quadros pareciam estar perdidos para sempre”, diz. O arquiteto Marcelo Ferraz, ex-diretor-executivo do Instituto Lina Bo Bardi e P. M. Bardi, ressalta que a recuperação das obras não pode esfriar as discussões a respeito das mudanças da diretoria e do conselho do Masp. “Não podemos perder esse olhar que foi voltado ao museu. Está na hora de a diretoria do Masp passar o bastão.”O curador da Bienal Internacional de São Paulo, Ivo Mesquita, reforça a idéia de que a opinião pública não deve perder os problemas do museu de vista. Para o bibliófilo e colecionador Pedro Corrêa do Lago, apesar do trabalho da polícia, era “evidente que o roubo havia sido feito por amadores”. Ele diz que a suposição de que quadrilhas organizadas haviam praticado o crime é irreal. “Não existem colecionadores loucos que encomendam um quadro de um pintor como Picasso para ver escondido em uma salinha. Obras como essa ou valem R$ 100 milhões ou não valem nada.” Corrêa do Lago afirma que a escolha de um Portinari mostrou mais desconhecimento dos ladrões. “Não há mercado lá fora para Portinari.” Segundo afirmou, o destino de ladrões que roubam obras famosas é sentar-se em cima da obra ou acabar preso. “Eles ouvem dizer que valem milhões. Depois que roubam, descobrem que é impossível vender. O maior risco era que eles destruíssem as obras para não ser presos.”
http://txt.estado.com.br/editorias/2008/01/09/cid-1.93.3.20080109.40.1.xml
FONE: O ESTADO DE SÃO PAULO
por Bruno Paes Manso e Rodrigo Brancatelli
João Cândido Portinari fala correndo, às vezes atropelando as palavras. “Acabei de ficar sabendo da notícia, a minha esposa me ligou do shopping center para contar que encontraram os quadros do Masp”, diz o diretor-geral do Projeto Portinari, responsável pela preservação da obra e da memória do pintor. “Graças a Deus, que alegria, que alegria.”O filho de Cândido Portinari, cuja obra O Lavrador de Café foi furtada do Masp no dia 20, é taxativo ao pedir mudanças nos museus brasileiros. “O que aconteceu foi uma vergonha”, conta. “Estava profundamente triste. No começo, até achava que iam pedir resgate e devolver o quadro. Mas depois, quando o tempo começou a passar, perdi as esperanças. A sensação que eu tive foi de quase um luto. Era um 11 de setembro, tinham atingido um grande símbolo da nação, que é o Masp. Não tinham roubado o nosso bolso, mas sim um pedaço da nossa memória, da nossa história, da nossa alma. Apesar da alegria desta noite, isso não pode cair no esquecimento. O roubo do patrimônio histórico está acontecendo por todo o País, o governo precisa zelar pela nossa memória.”O diretor do Departamento de Museus do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), José do Nascimento Júnior, também espera que a recuperação dos quadros sirva de exemplo. Segundo ele, o trabalho da polícia paulistana deveria ser exaltado. “Essa notícia vai melhorar a imagem do País”, diz ele, que recentemente enviou carta a todos os governadores, pedindo que criassem uma delegacia especializada na repressão de crimes contra o patrimônio e os bens culturais. “A polícia de São Paulo é exemplar nesse quesito. Encontrou obras roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, do Museu do Ipiranga e agora do Masp. Eu me sinto de alma lavada, é uma grande emoção.” Igualmente emocionado, o ex-curador do Masp, Luiz Marques, líder do movimento SOS Masp, que defende a mudança no comando do museu, preferiu só comemorar. “Isso é magnífico. Os quadros pareciam estar perdidos para sempre”, diz. O arquiteto Marcelo Ferraz, ex-diretor-executivo do Instituto Lina Bo Bardi e P. M. Bardi, ressalta que a recuperação das obras não pode esfriar as discussões a respeito das mudanças da diretoria e do conselho do Masp. “Não podemos perder esse olhar que foi voltado ao museu. Está na hora de a diretoria do Masp passar o bastão.”O curador da Bienal Internacional de São Paulo, Ivo Mesquita, reforça a idéia de que a opinião pública não deve perder os problemas do museu de vista. Para o bibliófilo e colecionador Pedro Corrêa do Lago, apesar do trabalho da polícia, era “evidente que o roubo havia sido feito por amadores”. Ele diz que a suposição de que quadrilhas organizadas haviam praticado o crime é irreal. “Não existem colecionadores loucos que encomendam um quadro de um pintor como Picasso para ver escondido em uma salinha. Obras como essa ou valem R$ 100 milhões ou não valem nada.” Corrêa do Lago afirma que a escolha de um Portinari mostrou mais desconhecimento dos ladrões. “Não há mercado lá fora para Portinari.” Segundo afirmou, o destino de ladrões que roubam obras famosas é sentar-se em cima da obra ou acabar preso. “Eles ouvem dizer que valem milhões. Depois que roubam, descobrem que é impossível vender. O maior risco era que eles destruíssem as obras para não ser presos.”
http://txt.estado.com.br/editorias/2008/01/09/cid-1.93.3.20080109.40.1.xml
FONE: O ESTADO DE SÃO PAULO
quinta-feira, julho 19, 2007
Paralisação no MinC faz cair turismo cultural
Programação prevista para o Pan teve de ser cancelada e ministério teme queda de seu desempenho na execução orçamentária, de 99,8% no ano passado
por Jotabê Medeiros para o Estado de São Paulo
A greve dos servidores do Ministério da Cultura completa 64 dias hoje, e seu impacto no financiamento e do acompanhamento de projetos culturais deve comprometer significativamente a dinâmica do setor neste ano. Os grevistas estimam, por exemplo, que no Pronac (Programa Nacional de Apoio à Cultura) e na Lei Rouanet, mais de mil projetos estejam aguardando encaminhamento, além dos mais de 1.500 que dependem de parecer técnico.
A matéria é de acesso livre no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO para ler basta clicar no título da postagem no blog.
Não é hora do governo brasileiro tomar tento e resolver essa questão? Afinal, para os empregados da iniciativa privada existem leis e os empresários devem cumpri-las, e no caso do servidor público? Ficam a espera de um milagre?
Plano de cargos e salários já para os servidores do MINC!!!!!
por Jotabê Medeiros para o Estado de São Paulo
A greve dos servidores do Ministério da Cultura completa 64 dias hoje, e seu impacto no financiamento e do acompanhamento de projetos culturais deve comprometer significativamente a dinâmica do setor neste ano. Os grevistas estimam, por exemplo, que no Pronac (Programa Nacional de Apoio à Cultura) e na Lei Rouanet, mais de mil projetos estejam aguardando encaminhamento, além dos mais de 1.500 que dependem de parecer técnico.
A matéria é de acesso livre no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO para ler basta clicar no título da postagem no blog.
Não é hora do governo brasileiro tomar tento e resolver essa questão? Afinal, para os empregados da iniciativa privada existem leis e os empresários devem cumpri-las, e no caso do servidor público? Ficam a espera de um milagre?
Plano de cargos e salários já para os servidores do MINC!!!!!
sexta-feira, maio 18, 2007
V Encontro do ICOM Brasil
Realização é do Demu/Iphan, do ICOM Brasil e do Fórum de Museus de Pernambuco
De 22 a 25 de maio, em Recife, o V Encontro do ICOM Brasil terá como tema Museus e Patrimônio Universal. A iniciativa é do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan), em parceria com o Conselho Internacional de Museus (ICOM) e o Fórum dos Museus de Pernambuco. As inscrições para o evento - que vai contar com conferências, debates e painel - podem ser feitas até o dia da abertura.
O V Encontro do ICOM Brasil visa a divulgação das missões, ações e iniciativas do Comitê Brasileiro do ICOM para os profissionais e entidades da área museológica do Norte e Nordeste. O objetivo é descentralizar sua atuação e ampliar a representatividade nas regiões, além de congregar profissionais de museus e áreas afins para troca de experiências e informações no âmbito das ações museológicas, numa reunião coordenada pelo ICOM Brasil e o Fórum dos Museus de Pernambuco. Dentro do mesmo encontro, o Demu/Iphan e o Fórum dos Museus de Pernambuco vão organizar a reunião preparatória para o IX Fórum Nordestino de Museologia.
E será realizada, ainda, uma sessão dos comitês do ICOM para a preparação dos documentos a serem apresentados na Conferência Geral do ICOM em Viena, prevista para agosto.Confira a programação.A ficha para inscrição está disponível no site www.forumdosmuseusdepernambuco.com.br.
O V Encontro do ICOM Brasil acontecerá no Auditório Benício Dias, do Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco.
Fonte:(Texto: Carolina Mazzaro)(Edição: Carol Lobo)(Comunicação Social/MinC)
Só para lembrar hoje é o dia internacional dos museus.
De 22 a 25 de maio, em Recife, o V Encontro do ICOM Brasil terá como tema Museus e Patrimônio Universal. A iniciativa é do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan), em parceria com o Conselho Internacional de Museus (ICOM) e o Fórum dos Museus de Pernambuco. As inscrições para o evento - que vai contar com conferências, debates e painel - podem ser feitas até o dia da abertura.
O V Encontro do ICOM Brasil visa a divulgação das missões, ações e iniciativas do Comitê Brasileiro do ICOM para os profissionais e entidades da área museológica do Norte e Nordeste. O objetivo é descentralizar sua atuação e ampliar a representatividade nas regiões, além de congregar profissionais de museus e áreas afins para troca de experiências e informações no âmbito das ações museológicas, numa reunião coordenada pelo ICOM Brasil e o Fórum dos Museus de Pernambuco. Dentro do mesmo encontro, o Demu/Iphan e o Fórum dos Museus de Pernambuco vão organizar a reunião preparatória para o IX Fórum Nordestino de Museologia.
E será realizada, ainda, uma sessão dos comitês do ICOM para a preparação dos documentos a serem apresentados na Conferência Geral do ICOM em Viena, prevista para agosto.Confira a programação.A ficha para inscrição está disponível no site www.forumdosmuseusdepernambuco.com.br.
O V Encontro do ICOM Brasil acontecerá no Auditório Benício Dias, do Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco.
Fonte:(Texto: Carolina Mazzaro)(Edição: Carol Lobo)(Comunicação Social/MinC)
Só para lembrar hoje é o dia internacional dos museus.
segunda-feira, março 26, 2007
Edital de Modernização de Museus 2007
Resultado será divulgado em maio na abertura da 'Semana Nacional de Museus'
Mais de três centenas de museus de todas as regiões do país estão concorrendo ao Edital de Modernização de Museus 2007, que conta com recursos de R$ 2 milhões. O Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan) recebeu 317 projetos aptos para a seleção e cada instituição poderá receber até R$ 100 mil para aquisição de acervos museais, equipamentos e material permanente para museus. Dos projetos que participam da seleção, 36 são de instituições museológicas federais, 51 estaduais, 132 municipais e 98 privadas. Quanto à origem regional, 194 são do Sudeste, 121 do Sul, 57 do Nordeste, 23 do Norte e 22 do Centro-Oeste, com a respectiva distribuição de concorrentes por estado:
Região Norte - Amapá, 2; Amazonas, 4; Pará, 14; Roraima, 1; Tocantins, 2
Região Nordeste - Alagoas, 5; Bahia, 9; Ceará, 14; Maranhão, 2; Paraíba, 3; Pernambuco, 13; Piauí, 4; Rio Grande do Norte, 4; Sergipe, 3
Região Centro-Oeste - Distrito Federal, 3; Goiás, 9; Mato Grosso, 5; Mato Grosso do Sul, 5
Região Sudeste - Minas Gerais, 31; Rio de Janeiro, 24; São Paulo, 39
Região Sul - Paraná, 22; Rio Grande do Sul, 69; Santa Catarina, 30A seleção será realizada no período de 9 a 13 de maio, por uma comissão julgadora formada por especialistas na área de museologia e profissionais do setor. O resultado será divulgado durante a solenidade de abertura da V Semana Nacional de Museus, que acontece de 14 a 20 de maio, com a participação de instituições de todo o país.Edital de Modernização de Museus - A iniciativa tem como objetivo apoiar a aquisição de acervos museais, equipamentos e material permanente para instituições museológicas. Os equipamentos devem ser destinados para segurança, iluminação, exposições, reserva técnica, ações educativas, informática, mobiliário, climatização, comunicação, entre outros.Outras informações: (61) 3414-6234 e demu@iphan.gov.br.(Sara Schuabb)(Demu/Iphan)
Mais de três centenas de museus de todas as regiões do país estão concorrendo ao Edital de Modernização de Museus 2007, que conta com recursos de R$ 2 milhões. O Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan) recebeu 317 projetos aptos para a seleção e cada instituição poderá receber até R$ 100 mil para aquisição de acervos museais, equipamentos e material permanente para museus. Dos projetos que participam da seleção, 36 são de instituições museológicas federais, 51 estaduais, 132 municipais e 98 privadas. Quanto à origem regional, 194 são do Sudeste, 121 do Sul, 57 do Nordeste, 23 do Norte e 22 do Centro-Oeste, com a respectiva distribuição de concorrentes por estado:
Região Norte - Amapá, 2; Amazonas, 4; Pará, 14; Roraima, 1; Tocantins, 2
Região Nordeste - Alagoas, 5; Bahia, 9; Ceará, 14; Maranhão, 2; Paraíba, 3; Pernambuco, 13; Piauí, 4; Rio Grande do Norte, 4; Sergipe, 3
Região Centro-Oeste - Distrito Federal, 3; Goiás, 9; Mato Grosso, 5; Mato Grosso do Sul, 5
Região Sudeste - Minas Gerais, 31; Rio de Janeiro, 24; São Paulo, 39
Região Sul - Paraná, 22; Rio Grande do Sul, 69; Santa Catarina, 30A seleção será realizada no período de 9 a 13 de maio, por uma comissão julgadora formada por especialistas na área de museologia e profissionais do setor. O resultado será divulgado durante a solenidade de abertura da V Semana Nacional de Museus, que acontece de 14 a 20 de maio, com a participação de instituições de todo o país.Edital de Modernização de Museus - A iniciativa tem como objetivo apoiar a aquisição de acervos museais, equipamentos e material permanente para instituições museológicas. Os equipamentos devem ser destinados para segurança, iluminação, exposições, reserva técnica, ações educativas, informática, mobiliário, climatização, comunicação, entre outros.Outras informações: (61) 3414-6234 e demu@iphan.gov.br.(Sara Schuabb)(Demu/Iphan)
Assinar:
Postagens (Atom)