quinta-feira, julho 29, 2010

Pedro e seu cavalo 3

Pedro na praça

Botando os pingos nos is: após tanta coisa escrita sobre o melhor lugar para a colocação da estátua equestre de Pedro Ludovico algumas coisas precisam ficar bem definidas e claras. Embora a família de Pedro tenha opinião bem definida sobre a localização da estátua, ela reconhece que não tem nenhuma autoridade sobre esse assunto, pois isso cabe às pessoas que estão no governo.

A opinião da família está inquestionavelmente exposta em uma carta assinada pela maioria dos filhos do homenageado e alguns netos, que foi entregue no protocolo do Palácio das Esmeraldas, para o governador Alcides Rodrigues.

Nesta carta, a família pede que a obra de arte seja instalada na Praça que leva seu nome, na antiga Praça Cívica, hoje Praça Pedro Ludovico Teixeira. Após muitas reuniões, consultas, telefonemas, cartas publicadas de diversas pessoas, algumas coisas saltam aos olhos.

A primeira e mais importante é que não se fez um projeto de adequação da estátua que fosse discutido amplamente; houve sim, um projeto de uma rampa que seria colocada no Serrinha, que, após, exposto à opinião pública não teve o apoio popular. Há até uma lei municipal que interpreta a vontade da maioria dizendo que a estátua seja instalada na Praça Pedro Ludovico (rua 82 não é a Praça Pedro Ludovico) e ainda assim continua faltando um projeto.

A Praça Pedro Ludovico tem diversos pontos tombados pelos três níveis de governo, o que não impede que alguma modificação seja feita, desde que adequadamente apresentada e negociada através de proposta às autoridades municipais, estaduais e federais, para que se faça o projeto definitivo de alguns deslocamentos e retiradas de coisas que nunca pertenceram à Praça.

Entre essas estão os postes de cimento gigantescos que servem de mastros para as bandeiras e para iluminação, retornando a iluminação original em pequenos postes de luz, estilo art déco. E, eventualmente, a retirada do prédio "provisório" da Prefeitura, hoje a destoante Secretaria de Finanças, para ali fazer o Memorial de Goiânia e dos Pioneiros.

UBIRATAN ESTIVALLET TEIXEIRA

MARIA DULCE LOYOLA TEIXEIRA

Goiânia - GO

quarta-feira, julho 28, 2010

Estátua de Pedro 2

Carta do Leitor
28/07/2010 - Jornal O POPULAR

Chego a Goiânia, depois de meses distante, e pelas páginas do POPULAR e nas rodas de amigos fico sabendo da polêmica na cidade acerca do local de implantação da escultura em bronze de Pedro Ludovico sobre um cavalo. De um lado, estão os que defendem a implantação da escultura no Morro da Serrinha, como previa o projeto idealizado há 20 anos, quando a estátua foi encomendada a Neusa Moraes.

Esse projeto buscava fazer referência a um fato histórico, pois foi no Morro da Serrinha, na década de 30, que Pedro, a cavalo, vislumbrou o local da futura capital de Goiás. Do outro lado, estão os que defendem a transferência da escultura para a Praça Cívica.

Diante do debate, me posiciono como arquiteta e urbanista que sou. Meus argumentos giram em torno de questões compositivas e urbanísticas e, consequentemente, questões simbólicas que permeiam qualquer intenção projetual. A Praça Cívica, pela sua configuração e dimensão, não é adequada para receber a escultura com 7 metros de altura, a não ser que o objetivo seja ofuscá-la em meio a outros monumentos que a praça acolhe. Compositivamente, é importante observar que uma figura, para se fazer visível e imponente, precisa ter um fundo neutro, e me parece que a Praça Cívica não cumpre este papel.

Do ponto de vista urbanístico, deve-se avaliar que a possibilidade de levar a estátua à Serrinha pode ser uma oportunidade para revitalizar uma área privilegiada que, há anos, vem sendo mal utilizada e degradada. Obviamente, não se está falando da simples inserção da estátua, mas de associá-la a um mirante, ao parque, ou a outros elementos que animem a Serrinha e que a configurem como um evento urbano.

Simbolicamente, acredito que o estadista moderno montado a cavalo só ficará bem inserido num contexto histórico que explique o fato e não no centro cívico da cidade, símbolo maior de modernidade e urbanidade. A modernidade de Ludovico se vincula mais à linguagem art déco, que fazia referência mais ao aerodinamismo das máquinas do que ao do lombo de um cavalo.

ANA ELÍSIA DA COSTA

Goiânia – GO

sexta-feira, julho 23, 2010

ROCK PELO NIEMEYER 2

MANIFESTAÇÃO NO DIA 24 DE JULHO!

"CONVIVENDO NAS DIFERENÇAS, CULTURA NÃO PODE FALTAR"
FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA

PROGRAMAÇÃO
Dia 24 de julho – sábado
Em frente ao Centro Cultural Oscar Niemeyer – GO 020
A partir das 16h

Shows durante toda a manifestação!

Terrorista da Palavra
Antes do Fim
Radiocarbono
Barfly
Vida Seca
Death from Above
TNY
Fígado Killer
MC Dyskreto + Ivo Mamona
Gloom
Cicuta
Black Drawing Chalks


Abços
Ferraz
Música Nacional! Acessem http://www.radioweb.bocalivre.org
http://twitter.com/wilmarferraz
"Nunca, Nunca e nunca de novo esta bela terra experimentará de novo a opressão de um sobre o outro" Nelson Mandela