Por Deolinda Conceição Taveira Moreira *
Durante o mês de dezembro de 2005, dia sim e dia não, os jornais diários locais publicavam as últimas novidades sobre a tão falada Taxa do Poste. Uma matéria de interesse do executivo se propunha cobrar por metro a ocupação do solo onde estivessem instalados os postes de iluminação da CELG. Protestos de um lado, explicações de outro e ameaças de encaminhar a conta ao consumidor. Cá entre nós, alguém já esqueceu que o Paço Municipal já ficou no escuro por falta de pagamento da conta de energia elétrica?
Pois então, no dia 28 de dezembro de 2005, a Lei Nº 8382 que dispõe sobre a permissão de uso das vias públicas, logradouros e obras de arte do Município de Goiânia, foi sancionada. Muito feliz, o prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado, tornou pública a decisão de desistir de ressuscitar a taxa do poste, pois já, havia sancionado outro Projeto de Lei mais abrangente.
É verdade que o projeto é muito abrangente, a tal ponto que permite a “título precário e oneroso, o uso das vias e logradouros públicos e obras de arte de domínio municipal”. Alguém pode explicar onde entram as obras de arte de domínio municipal em permissões de uso do solo subterrâneo, superficial e do ar?
Mas também ninguém pode explicar a quantas anda a cultura em Goiânia. Tradicionalmente, os candidatos ao governo municipal elaboram discursos sobre as várias áreas da administração fazendo promessas ao eleitor de realização de obras, desde as megalomaníacas ou mesmo aquelas bem baratinhas, do tipo asfalto que põe hoje e a chuva leva amanhã.
E na cultura? As promessas foram as de um governo onde a cultura seria prioridade. Em um texto muito interessante intitulado “CULTURA, O VERNIZ DOS POVOS"
( http://geocities.yahoo.com.br/confrade1/feb/aquino.htm),
o escritor Luiz de Aquino elabora uma viagem as promessas e aos feitos culturais da administração pública em Goiás. O escritor usa como musa inspiradora uma pesquisa promovida pela Confraria da Cultura que buscava identificar qual o governador do Estado de Goiás mais havia apoiado o setor cultural e é claro, Marconi Perillo em primeiro lugar, Henrique Santillo em 2º lugar, Íris Rezende em 3º lugar e Maguito Vilela em 4º.
Quais os méritos do Marconi para receber 62% de votos favoráveis? Na minha opinião soube escolher e apoiou o presidente da Agência Goiânia de Cultura, Nasr Chaul além de historiador (doutor) é também poeta musical e professor. Enquanto gestor cultural do Estado soube propor experiências acertadas tais como o FICA no cinema e vídeo, o TENPO na área do teatro, o Canto da Primavera na música, democratizou parcialmente o Conselho Estadual de Cultura (os membros são indicados pelas entidades, mas bem que poderiam ser eleitos em uma Conferência Estadual de Cultura); a Bolsa Cora Coralina, na área de literatura, aprimorada e contando com um conselho editorial e claro, não dá para esquecer o titulo de Patrimônio Cultural da Humanidade concedido pelo UNESCO à cidade de Goiás. E a proposta mais ousada, a do Centro Cultural Oscar Neymaier, espaço esse que finalmente irá dignificar a produção cultural de Goiás (pelo menos aquelas dirigidas às elites). Há quem diga quem nem tanto, afinal construir e depois terceirizar é um tanto estranho mesmo, mas, fazer o quê? Nem tudo é perfeito, e, cultura realmente não parece ser um negocio de Estado.
E como recordar é viver, se Íris Rezende (1983) enquanto governador colocou na pasta da cultura o fazendeiro e deputado Iron Nascimento, enquanto prefeito(1969) criou em Lei o Museu de Arte de Goiânia (um ato falho?), em 2005 prometeu um governo onde a cultura seria prioridade e para isso escolheu Kleber Branquinho Adorno,ex-PSDB, ex- secretário dos governos de Santillo e do Darci. Acredito que o prefeito, consciente do permanente descaso e da dívida histórica do PMDB, sigla que representa, para com a cultura, decidiu que colocaria na pasta da SECULT um nome que fosse unanimidade. Ledo engano.
Contrariando todas as expectativas do setor, “A primeira impressão que causa Kleber Branquinho Adorno à frente da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Goiânia é a de segurança.”(entrevista publicada no caderno Cultura, edição nº 943 do jornal http://www.tribunadoplanalto.com.br/), iniciou a gestão como sorrisos e amabilidades com o Conselho Municipal de Cultura, para em seguida passar ao confronto direto, primeiramente promovendo a alteração do decreto do FAC e posteriormente, diante dos protestos, desqualificando pejorativamente os conselheiros.
É certo que os Conselheiros, eleitos na 1ª Conferência Municipal de Cultura em 2003, não são flor que se cheire, pois, no exercício de seus mandatos, exigiram prestação de contas e transparência na gestão anterior, indo até apresentação denúncia junto ao Ministério Público da ausência de depósitos no FAC e olha que eram vistos como simpatizantes. Coisa mais feia, não é? Imaginem do que não seriam capazes no futuro (o futuro se faz agora?), se reeleitos para mais 02 anos em uma administração na qual são vistos como antipatizantes?
Então, o secretário de cultura e presidente do CMC resolveu que, para manter a desenvoltura de sua gestão era preciso fazer instalar nas cadeiras do CMC, conselheiros mais cordatos. E patrocinou a maior fraude eleitoral da cultura na 3ª Conferência Municipal de Cultura de Goiânia (ainda sob judice). E os novos conselheiros, com raras e gloriosas exceções, uns são cargos comissionados da Prefeitura, outros de instituições suspeitas de troca de favores em premiações literárias (prêmio é pago com recursos do erário municipal), são muito cordatos.
No rastro da modificação do decreto do FAC, a intenção objetiva de realizar um outro festival de cinema e vídeo, o FESTCINE. (Contraponto do FICA?) E nesse festival foram empregados todos os recursos do FAC, enquanto o Goiânia em Cena (teatro), contou apenas com o apoio financeiro da Petrobrás captados na gestão anterior. E a proposta do Centro Cultural Goiânia Ouro (um contra-pontinho ao Centro Cultural Oscar Neymaier) reformar prédio de particular com recursos do erário e depois pagar aluguel de teatro(?) de 200 lugares para uma cidade 1 milhão e meio de habitantes , uma salinha de exposição para o MAG, tudo bem miudinho, menos a verba pública para reformar? Ah, mas bonito mesmo seria usar recursos do erário para manter o prédio do Grande Hotel, sucateado e abandonado, trocar o telhado do MAG que continua a fazer água por todos os lados.
E nas artes plásticas? E na música? E na cultura popular? E no patrimônio imaterial? E na preservação do patrimônio cultural? E nas demais áreas que compõe o fazer cultural?O que aconteceu de positivo, que mesmo de longe nos fizesse recordar o secretário do governo Santillo (do governo Darci é melhor esquecer)?
Mas, algo de muito negativo e grave aconteceu e levou o Ministério Público a representar contra secretário de cultura de Goiânia em uma ação civil pública por improbidade administrativa (aguardando liminar). E, além disso, é apontado pela UFG como autor (???) de uma tese de doutorado, como aspectos bastante duvidosos para o meio acadêmico.
E já pensaram que a árbitra Sirlei Cândida de Jesus e a personal trainer Elaine Faria de Oliveira foram presas e enquadradas no artigo 171 do Código Penal (tentativa de estelionato). E só tentaram fraudar um concurso público. A cultura deve ser diferente do esporte (futebol). Acreditariam em menos comoção pública?! Será?
Nos últimos 20 anos, a Secretaria Municipal de Cultura foi palco para os mais diversos tipos de gestores públicos, uns com visão de futuro, outros apegados a religião, a música, ao dinheiro do Centro Livre de Artes, os demolidores e finalmente, um, promessa de bons tempos que superou todas as expectativas negativas.
Pois é, se no caso da taxa do poste, o prefeito se deu bem descobrindo um projeto de Lei já votado e mais abrangente, prontinho, só aguardando a sanção, não foi muito feliz ao apostar na unanimidade aparente do seu secretário de cultura. Isso é igual doce enlatado, se o prazo estiver vencido, a lata estufando e com sinais de ferrugem pode apostar que quem se atrever a devorar tal iguaria pode acabar com botulismo. E haverá salvação? Só Diante do Trono saberemos!
A propósito, perguntar não ofende (causa polêmica as vezes), mas a permissão de uso “provisório e oneroso” das obras de artes do Município de Goiânia é para enfeitar a parede de alguma sala/escritório/gabinete?
*Deolinda Conceição Taveira Moreira é Conservadora Restauradora de Bens Culturais, especialista em Gestão Integrada do Patrimônio Cultural – ITUC – AL, ex- Conselheira de Cultura de Goiânia, faz parte do Conselho Diretor da Associação de Amigos do MAG – AAMAG, da ONG KULTUR, do Fórum Permanente de Cultura de Goiânia e motivada pela situação político cultural de Goiânia publica o blog http://amigosdemuseu.blogspot.com/ .
Esse Blog tem como objetivo discutir a produção do patrimônio cultural brasileiro e a sua permanência. Os AMIGOS DOS MUSEUS atuam diretamente de Goiânia, capital do Estado de Goiás. Coração do Brasil. Do cerrado para o mundo!
terça-feira, fevereiro 14, 2006
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
A IMPRENSA É MARROM? QUAL A COR DA DE GOIÁS?
Nos últimos dias o jornalismo goiano parece atacado de dengue – febre alta, perde de noção das coisas e dos sentidos. No final de semana o jornal semanário OPÇÃO publicou uma lista de 513 “jornalistas” goianos que perderam os seus registros profissionais. O motivo é que não possuem o diploma do curso de jornalismo.
No final, muitos dos que hoje estão dentro das redações da imprensa goiana vão terminar sendo enquadrados pelo exercício ilegal da profissão. Isso tem seu lado bom, pois retira do cenário os que jamais foram jornalistas ( os piolhos e os contabilistas da SECULT) e seu lado ruim, pois na lista consta os nomes dos melhores “textos” do jornalismo goiano. E ai como fica o cenário?
Mas não é esse o grande motivo da dengue do jornalismo goiano (esses não estão na lista), e sim uma série de matérias dando publicidade aos atos e feitos da administração municipal na área cultural.
Para os que não sabem como funciona as coisas aqui pelo cerrado e para que compreendam melhor, Goiás possui dois grande jornais diários impressos : www.dm.com.br e o www.opopular.com.br , o primeiro sempre foi tido como um tanto chegado a escorrer sangue e o segundo um tanto quanto mais comportado ( menos no caso Wilma Martins a raptora de bebês). E vários semanários, tais como OPÇÃO, O SUCESSO, TRIBUNA DO PLANALTO, a HORA ON LINE e etc. Em sua maioria raramente publicam matérias cuspindo no prato que comem. No caso do DM existe espaço para que o leitor virtual expresse sua opinião sobre o material publicado, mas, não significa que o leitor do jornal impresso vá um dia tomar conhecimento disso.
Mas no geral, o espaço da carta do leitor costuma ser democrático e censurado levemente ou interpretado para evitar mal entendidos (para o jornal é claro).
Então, retomando ao acontecimentos dos últimos dias, imaginem vocês como é espantoso abrir o jornal e deparar-se no caderno de cultura com o seguinte título “Histórias da Estação”. É claro que imediatamente partimos para a leitura e daí para frente é pura surpresa. Não tem história alguma, mas estória ou conto do vigário para dar publicidade aos atos da municipalidade na área cultural em Goiânia. E leiam:
“Histórias da estação
Exposição de painéis fotográficos revela fatos históricos e a construção da Estação Ferroviária
Por Valbene Bezerra*
Estação Ferroviária - Presente no Passado e no Futuro é a exposição que está sendo realizada na antiga Estação Ferroviária, agora transformada em sede do Pólo Digital, implantado pela Prefeitura de Goiânia. No saguão do prédio, estilo art déco, tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), encontram-se expostos 26 painéis em grandes dimensões, reproduzindo fatos históricos e a construção da própria estação, anteriormente vinculada à Rede Ferroviária Federal (RFF).
Selecionadas pelo arquiteto e professor Wolney Unes, as fotografias em preto-e-branco levam a assinatura dos fotógrafos pioneiros Hélio de Oliveira, Sílvio Berto e Alois Feichtenberg. As modernas e coloridas foram clicadas por Wolney Unes, Paulo Rezende e Genilda Alexandria.
A Estação Ferroviária foi o último edifício art déco construído em Goiânia. Desde sua inauguração em 1954, é um dos cartões-postais da capital. A imensa torre do relógio é avistada ao longe por quem trafega pelas Avenidas Goiás e Independência. Apesar de deteriorados pelo tempo, os dois murais modernistas de Frei Nazareno Confaloni estampados nas paredes internas remetem à construção da estrada de ferro, que nos primeiros tempos de sua fundação ligava Goiânia a outros Estados. Nunca restaurados, os murais estão desbotados pelas infiltrações e devem passar por uma minunciosa recuperação.**
Um projeto para restaurar o prédio foi aprovado pela Lei Rounet. Para isso, a Prefeitura aguarda patrocínio para iniciar a obra, que tem dezenas de simpatizantes. Na noite de lançamento do Pólo Digital, foram entregues troféus aos amigos da estação. Várias personalidades, como o ex-governador Mauro Borges, ganharam a miniatura em bronze e acrílico desenhada pela artista plástica Fernanda Coelho, um convite para que todos se empenhem na preservação do patrimônio histórico da cidade. De caráter educativo, a exposição fotográfica ficará em cartaz por dois meses. As visitas podem ser feitas das 8 às 18 horas, de segunda à sexta-feira. “ Publicado originalmente no jornal O POPULAR dia 06/02/2006.
* Valbene Bezerra é jornalista de O POPULAR e também da Prefeitura Municipal de Goiânia.
** Grifo meu, pois remete à carta enviada para jornalista solicitando correções nas informações, vejam a seguir:
Prezada Valbene,
O artigo Histórias da Estação, publicado o caderno Magazine de O POPULAR, de sua autoria, veicula algumas informações incorretas. Conforme o trecho a seguir "Apesar de deteriorados pelo tempo, os dois murais modernistas de Frei Nazareno Confaloni estampados nas paredes internas remetem à construção da estrada de ferro, que nos primeiros tempos de sua fundação ligava Goiânia a outros Estados. Nunca restaurados, os murais estão desbotados pelas infiltrações e devem passar por uma “minunciosa”(?) recuperação."; ,informações equivocadas são veiculadas e gostaria que fossem corrigidas: Estamparia é um processo típico de transferir para o tecido desenhos, gravuras e etc, então afirmar que os dois murais foram estampados é como dizer ao leitor que alguém, quer certamente não foi o Frei, usou processos típicos de trabalhos realizados em tecidos, para realizar uma obra cujo suporte é uma parede(muro).
As pinturas murais de Frei Nazareno Confaloni possuem cada uma (são duas) a dimensão de 450 X 800 cm e foram realizadas em parte em técnica de afresco(ausência de adesivo) e parte em técnica mista (presença de adesivo), e tendo como suporte a parede(muro).
As duas obras citadas acima formam um conjunto de pinturas monumentais que retratam a história da chegada da estrada de ferro à Goiânia em 1953. "Os Bandeirantes Antigos e Modernos " foram restaurados no período de agosto de 1991 a setembro de 1992, em um trabalho conjunto entre a equipe técnica da atual AGEPEL e a Prefeitura de Goiânia, através do Setor de Conservação e Restauração do Museu de Arte de Goiânia.
Como parte da equipe (Prefeitura /MAG) que atuou na restauração dos murais elaborei e apresentei em 1992 no IV Seminário Nacional da ABRACOR (Associação Brasileira de Conservadores Restauradores) um trabalho técnico, de minha autoria, intitulado "Pintura Mural;fixação e consolidação de camada pictórica e substratos; eliminação de micro organismos." que pode ser consultado no endereço eletrônico : www.abracor.com.br
Em caso de dúvida poderá consultar os arquivos do jornal, pois, no Caderno 2 de O POPULAR de 31/10/91 consta uma matéria intitulada"Em defesa dos painéis de Frei Confaloni", assim como, no DM Revista de outubro de 1992 foi veiculada a noticia da apresentação do texto técnico no Seminário da ABRACOR - "Restauradores Goianos participam de seminário".
Outra informação improcedente é afirmar que estão "desbotados" pelas infiltrações, não é verdade, para em seguida dizer que irão passar por "uma minuciosa recuperação", vão se recuperar de quê? As pinturas continuam com sua cor original, com muita sujidade na superfície pictórica, as áreas de infiltração são claramente delimitadas e normalmente não "desbotam" a obra, mas carreiam tanto o substrato quando a camada pictórica, além de favorecer a proliferação de micro organismos.
E qual projeto foi aprovado para restaurar o prédio? O mesmo não acabou de passar por uma restauração e sendo inclusive reinaugurado recentemente? E que projeto é esse não consta no site do MINC? www.cultura.gov.br E se existe algum projeto proposto para restauração das pinturas é bom, que, se atente para o fato, de que , se o secretário Kleber Branquinho Adorno, acha dispensável a atuação de profissional da área de conservação e restauração de bens culturais no município, o Ministério Público não pensa assim, e o IPHAN idem.
É evidente no artigo que não houve a intenção de escrever um texto técnico sobre o assunto, mas, a de veicular informação que deixam o leitor desinformado, na minha opinião, ainda que cumprem o seu papel publicitário, geram prejuízos incalculáveis.
Em uma cidade onde a ética e a dignidade do cidadão é vista como moeda de troca e de politicagens, espera-se que ao menos a imprensa não compactue.
um grande abraço,
Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais e esp. Gestão de Patrimônio Cultural Integrado
http://amigosdemuseu.blogspot.com/
Bom, se o jornal não publicar a correção solicitada, pelo menos, já havia feito a minha parte, não é?
Mas, não é mesmo! Acreditem no dia 08 de fevereiro de 2006 dando uma passadinha inocente no site da Prefeitura Municipal de Goiânia (http://www.goiania.go.gov.br ) encontro outra pérola da lavra da mesma jornalista, mas dessa vez lhe dei o crédito de apenas consultar informantes mal informados e novamente, uma cartinha sugerindo as correções do texto seguiu via e.mail;
Goiânia, 08 de fevereiro de 2006.
Prezada Valbene,
Desculpe a intromissão, e neste caso, julgo que a sua fonte de informação não sabe do que está falando, mas, nunca existiu Giorgio Viaro no acervo do MAG, mas Guido Viaro, o mesmo do Museu Guido Viaro.(http://www.curitibaturismo.com.br/museus.htm#guido%20viaro)
E quanto a possibilidade ainda que remota do artista plástico italiano Giorgio Bagnoli algum dia ter vindo ao Brasil e pior, se perder nessa terra de politiqueiros é literalmente impossível.
O trabalho dele foi doado ao MAG pelo senhor Fabio Nardi, Assessor de Cultura da cidade San Vincenzo - província de Livorno - Itália, quando esteve em Goiânia em outubro de 2000, em um programa de intercâmbio cultural entre a AAMAG - Associação de Amigos do MAG, o MAG e o Opificio delle Pietre Dure de Firenze - IT. O senhor Fabio Nardi acompanhava a restauradora de pinturas murais, Maria Rosa Lanfranchi, que veio ao Brasil para ministrar um curso de restauro de pintura mural em Goiânia. O curso contou com a participação de profissionais de restauro de todas as partes do território nacional, infelizmente, de Goiânia e de Goiás, os poucos que participaram sequer eram da área, mas curiosos, para variar.
E infelizmente, também Goiânia na ocasião estava ocupada demais na politicagem habitual para dar atenção a qualquer fato relacionado acontecimentos de importância cultural.
Nessa ocasião, o Sr. Fabio Nardi fez a doação não apenas do desenho do italiano Giorgio Bagnoli (escultor e desenhista), , mas também de trabalhos dos artistas Daniele Govi (litografia), Giampaolo Talani (litografia) e Renzo Mezzacapo (litografia), que tinham seus trabalhos expostos no Palácio da Cultura juntamente com mais 22 artistas italianos contemporâneos. Foi curador dessa mostra o senhor Fabio Nardi.
E na mesma ocasião, a Agencia Central dos Correios recebeu uma exposição de fotografias que contava com imagens dos 02 italianos (Nardi e Mezzacapo) e uma brasileira, Margareth Nunes, professora da UFG e coordenadora do Italianoggi Centro de Estudos de língua e cultura italiana.
É com surpresa que li o seu texto, pois, a informação sobre as obras e os artistas é habitualmente pesquisada cuidadosamente pelo Setor de Reserva Técnica e Documentação do MAG e, francamente é a decadência total e absoluta.
Quanto ao "diretor" Antonio da Mata, há ai um equivoco maior ainda, pois, o MAG tem uma diretora nomeada a senhora Claudia Regina Ribeiro Rocha, aliás, ambos alvos de uma ação civil pública do Ministério Público por improbidade administrativa. http://amigosdemuseu.blogspot.com/2005/12/mp-ao-civil-pblica.html.
É lamentável que a cultura em Goiânia esteja entregue à plagiadores, falsos jornalistas como é caso do Diretor de Política e Eventos Culturais da SECULT e apaniguados políticos, além é claro do uso do dinheiro público para troca de favores entre presidentes de entidades culturais.
Atenciosamente,
Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais
Esp. Gestão de Patrimônio Cultural Integrado - ITUC - AL
http://amigosdemuseu.blogspot.com
Por favor, não percam a paciência. Leiam a seguir a matéria publicada no site da PMG com a chancela da Secretaria Municipal de Comunicação:
MUSEU DE ARTE DE GOIÂNIA ABRE TEMPORADA DE EXPOSIÇÕES 08/02/2006 - 10:56h
O Museu de Arte de Goiânia, unidade da Secretaria Municipal de Cultura, inaugura a temporada de exposições de 2006, com a coletiva O Erótico e a Paisagem no Acervo do MAG, que será aberta amanhã, às 9 horas. A mostra presta homenagem ao artista plástico Juca de Lima, que completa 80 anos de idade e 63 de pintura.
Para expor as paisagens, confeccionadas em papel, o curador Antônio da Mata reservou a Sala Reinaldo Barbalho. Desenhos, pinturas, gravuras e aquarelas de artistas como Guido Viaro, Giorgio Bagnoli, Selvo Afonso, Marli Gonçalves, Fernando Costa Filho, Carlos Sena e Márcia Sales integram a mostra.
Nomes relevantes das artes em Goiás, entre eles, Gustav Ritter, Amaury Menezes, Carlos Corrales, G.Fogaça, Zé César, DJ Oliveira, Sílvia Cestari Cunha, Iza Costa, Zofia Ligeza, Paulo Werneck, Airton Marinho e Busnardo foram selecionados pela curadoria. Aquarelas de Juca de Lima, Odalva Guimarães, Gudrun, Sanatan e AB Régis também fazem parte da mostra, que pode ser visitada até 5 de março.
Antônio da Mata destaca a obra do gaúcho Giorgio Viaro, ex-integrante do Clube da Gravura, movimento importante da arte brasileira, realizado nos idos dos anos 1950, no Rio Grande do Sul. Sua gravura em exposição faz parte do lote de obras que deram origem à formação do acervo do MAG. O italiano Giorgio Bagnoli deu sua contribuição ao museu quando veio ao Brasil nos anos 1990. Os outros são artistas goianos ou radicados em Goiás.
Na Sala Amaury Menezes estarão expostas as obras com enfoque erótico. Pinturas, desenhos, gravuras e colagem de Adir Sodré, Adriana Rocha, Carlos Sena, DiPaiva, Gervane de Paula, Kleber Figueira, Marco Rodrigues, Nelisa e Nonatto foram selecionados por Antônio da Mata. Pinturas de Omar Souto, Pedro Lopes, Sá Nuñez e Vanda Pinheiro, gravuras de Antunis Arantes, Eimir Magalhães, Heliana de Almeida, Marilda de Souza, Rosângela Imolesi e Yara Tupinambá e colagem de João Colagem.
Trata-se de uma abordagem simples do tema, que é pouco exibida, segundo o diretor Antônio da Mata, mas povoada de vários estilos e técnicas. Em março, o MAG vai expor tecidos e pinturas maias oriundos da Guatemala. Os trabalhos fazem parte da coleção de Monique e Ivan Avena.
SERVIÇOAssunto: Exposição O Erótico e a Paisagem no Acervo do MAGData: Amanhã, às 9 horasLocal: Museu de Arte de Goiânia (Rua 1, nº 605, Bosque dos Buritis, Setor Oeste. Telefones: 3524.1190/1196
Publicada originalmente no site da Prefeitura de Goiânia no GOIÂNIA EM REDE do dia 08 de fevereiro de 2006 pela manhã.
E leiam agora a delicadeza da correção postada no site no final da tarde (só o trecho corrigido):
“Antônio da Mata destaca a obra do gaúcho Guido Viaro, ex-integrante do Clube da Gravura, movimento importante da arte brasileira, realizado nos idos dos anos 1950, no Rio Grande do Sul. Sua gravura em exposição faz parte do lote de obras que deram origem à formação do acervo do MAG. Além do italiano Giorgio Bagnoli, os outros são artistas goianos ou radicados em Goiás. “
Não interessante? Pois, Guido Viaro nasceu na Itália, portanto italiano tanto quanto Giorgio Bagnoli que nunca esteve no Brasil (talvez em alguma outra encarnação). E ainda, O senhor Antônio Rodrigues da Mata Neto não é e nem nunca foi diretor do Museu de Arte de Goiânia, as sua ações junto a essa instituição cultural não passam de atos de falsidade ideológica praticados sob a benção da municipalidade. Que tem primado na área cultural por cometer atos de improbidade administrativa. Atualmente, a diretora do Museu de Arte de Goiânia é a bibliotecária e esposa do senhor Rui Rocha, Cláudia Regina Ribeiro Rocha, nomeada pelo decreto Nº 2586 de 18 de agosto de 2005, publicado no DOM de24/08/2005. Além do cargo de diretora do museu (cargo privativo de servidor de carreira da municipalidade), a mesma é servidora da UFG, e mais uma vez a lei é jogada na lata de lixo com acumulação indevida de cargos públicos.
Quais são as exposições programadas para 2006? Esse cidadão(?) imposto ao MAG pelo espírito "politiqueiro" e de favorecimento à "apaniguados" entrou em um espaço com exposições programadas até março de através de seleção por edital público, desrespeitou todas as decisões tomadas pela curadoria e retoma a velha prática de usar o acervo do museu para cobrir os buracos de um calendário inexistente. Que verdade cultural vive Goiânia atualmente? É a sobreposição dos interesses individuais sobre os direitos da coletividade.
E na edição impressa do jornal O POPULAR do dia 09 de fevereiro de 2006, com pequeninas alterações na forma e os mesmos erros de informação, o seguinte texto é publicado para o deleite de todo os leitores:
Exposição no MAG explora temas eróticos e paisagens
Por Valbene Bezerra
O Museu de Arte de Goiânia (MAG) inaugura a temporada de 2006 com uma exposição de seu acervo em papel. Hoje de manhã, será aberta a coletiva O Erótico e a Paisagem no Acervo do MAG, que reúne desenhos, pinturas, gravuras e aquarelas de nomes representativos da arte brasileira, enfocando temas eróticos e paisagens.
Entre os destaques na coletiva na Sala Reinaldo Barbalho estão obras do gaúcho(?) Guido Viaro e do italiano Giorgio Bagnoli, que, em visita ao Brasil nos anos 1990, doou o trabalho para o acervo do museu. Um dos componentes do chamado Clube da Gravura, importante movimento da arte no Brasil, Guido Viaro foi um dos primeiros artistas a doar uma obra para o acervo do MAG, na época de sua fundação nos anos 1970.
Outros artistas importantes de Goiás, como Gustav Ritter, Amaury Menezes, Carlos Corrales, DJ Oliveira, Iza Costa, Odalva Guimarães, Gudrun, Sanantan e G.Fogaça integram a mostra das paisagens. Exemplares paisagísticos de Selvo Afonso, Marli Gonçalves, Fernando Costa Filho, Carlos Sena, ZéCésar, Sílvia Cestari, Zofia Ligeza, Paulo Werneck e Airton Marinho foram selecionados pelo diretor(?) Antônio da Mata.
Reservada às obras que exploram o erotismo na arte, na Sala Amaury encontram-se as pinturas, desenhos, gravuras e colagem. Leituras do erótico feitas em pinturas por Adir Sodré, Adriana Rocha, Carlos Sena, DiPaiva, Gervane de Paula, Kleber Figueira, Marco Rodrigues, Nelisa, Nonatto, Omar Souto, Pedro Lopez, Sá Nuñez e Vanda Pinheiro fazem parte da coletiva, que, segundo Antônio da Mata, tem um caráter didático. Os desenhos de Cordilina, Ivone Lyra e Zello Visconte, e as gravuras de Antunis Arantes, Eimir Magalhães, Heliana de Almeida, Marilda de Souza, Rosângela Imolesi e Yara Tupinambá dividem as paredes do museu com a colagem erótica de João Colagem.
O Erótico e a Paisagem é a primeira de uma série de exposições programadas(?) pelo MAG para este ano. Em março, entra em cartaz uma exposição de tecidos e pinturas maias oriundos da Guatemala. A coleção pertence ao casal argentino Monique e Ivan Avena. Antônio da Mata organiza também individuais em homenagem à memória da escultora Neusa Morais, e dos pintores Cleber Gouvêa e DJ Oliveira. Tancredo Araújo, artista goiano há 30 anos radicado no Rio de Janeiro, também deve expor no MAG em 2006. (VB)
EXPOSIÇÃO: ¤ O Erótico e a Paisagem no Acervo do Mag¤ Data: Hoje, a partir das 9 horas¤ Local: Museu de Arte de Goiânia (Rua 1, nº 605, Setor Oeste. ¤ Telefone: 3524-1196/1190)¤ Visitas: Terça a sexta, das 9 às 18 horas. Aos sábados,das 10 às 15 horas. Até 5 de março. Monitores à disposição
Isso não incrível? E eis que na mesma data, no mesmo jornal , os jornalistas Rogério Borges e Malu Longo assinam a seguinte matéria:
Antiga Estação Ferroviária será 'plataforma da cultura'
Goiânia- 08/02/2006 por Malu Longo e Rogério Borges
Um dos símbolos da cidade e cartão-postal de Goiânia, a antiga Estação Ferroviária de Goiânia, depois de desativada, foi utilizada para diversos fins. Já abrigou a sede de associação de artesãos, serviu como espaço para ensaio de músicos. Com a assinatura do decreto que criou um pólo digital no local, na semana passada, pelo prefeito Iris Rezende, novos ares de cultura voltaram a invadir o espaço. No local foram gastos mais de R$ 1 milhão com pintura e restauração dos guichês, gradis, fachada e revestimento em cerâmica, todos originais.
O prédio ganhou banheiros novos e espaço para abrigar um cibercafé. Ainda no primeiro trimestre de 2006 também passam a funcionar ali um Centro de Atendimento ao Turista (CAT), salas para exposições temporárias, espaço teatral e restaurante, os dois últimos em vagões cedidos pela Rede Ferroviária Federal S.A. que já foram reformados e que estão nos fundos do prédio, ao lado da velha locomotiva Maria-Fumaça, que tanta gente trouxe à capital.
Secretário de Cultura de Goiânia, Kleber Adorno explica que só aguarda parecer do Ministério do Turismo à solicitação de remanejamento de recursos alocados para a reforma do prédio, a serem empregados na compra do mobiliário, a fim de dar início às atividades da Secult na Estação Ferroviária. Uma decisão prevista para os próximos dias. A idéia é abrir uma nova oportunidade para os grupos culturais locais, já que o espaço será destinado também a encenações rápidas e performances de teatro, dança e circo.
A área destinada às exposições de artes plásticas e que deve receber, entre outras peças, parte do acervo do Museu de Arte de Goiânia (MAG), servirá simultaneamente para que artesãos mostrem seus trabalhos. Em relação ao acervo do MAG, a Estação Cultura será um dos pontos de exposição das obras. Outro é a parte superior da biblioteca Marieta Teles Machado, na Praça Universitária. “Vamos tirar o acervo de dentro do museu e levá-lo a outros cantos da cidade”, afirma Kleber Adorno.
Frei Confaloni A Estação Cultura também abriga dois afrescos de autoria de Frei Nazareno Confaloni, de 5m x 8m, datados de 1953. Eles, que ocupam as duas paredes laterais do hall da estação, serão restaurados brevemente pela primeira vez. A verba para este objetivo será liberada pelo governo federal por intermédio do Ministério da Cultura.
Uma outra atração do lugar será um espaço para leitura, que contará com uma biblioteca de aproximadamente 2 mil volumes. Os livros já foram adquiridos pela Secult e serão deslocados para a Estação Cultura quando o mobiliário já estiver disponível. “Estamos fazendo este investimento porque a antiga Estação Ferroviária carrega uma simbologia muito grande da nossa história e essa iniciativa visa estimular a revitalização do Centro da cidade”, justifica o secretário Kleber. “O Centro de Goiânia, apesar de a capital ser uma grande cidade, ainda é muito bonito e deve ser preservado”, sustenta.
Estudantes de escolas públicas e particulares estão conhecendo um pouco mais do prédio por meio da exposição montada pelo Instituto Centro Brasileiro de Cultura (ICBC). Curadora da exposição, a designer Genilda Alexandria explica que trata-se de uma síntese da história da estação e da memória arquitetônica de Goiânia enriquecida com fotos antigas e atuais.
O ICBC, responsável pela implementação do projeto Cara Limpa, que integra a revitalizaçao do Centro da cidade, também montou no prédio uma maquete das oito primeiras quadras da Av. Goiás, entre a Praça Cívica e a Praça do Bandeirante, que serão beneficiadas pelo projeto que visa recuperar as fachadas arquitetônicas em estilo art-déco."Publicado originalmente em O POPULAR.
Eu confesso que li a matéria, na expectativa, de, miraculosamente, finalmente me deleitar lendo informações verdadeiras, da história da antiga Estação Ferroviária de Goiânia, grande engano.
Pois é. Só me restou escrever durante horas uma nova missiva (antigo isso, hem?) enviada por e.mail para o jornal e entitulada :“Antiga Estação Ferroviária será “Plataforma da Cultura” ? Ou da politicagem?
Goiânia, 09 de fevereiro de 2006.
Prezados Editor, jornalistas Rogério Borges e Malu Longo,
Sirvo-me do presente para afirmar que a credibillidade de um jornal como O POPULAR está definitivamente comprometida ao publicar matérias com o conteúdo informativo da "Antiga Estação Ferroviária será "plataforma da cultura" .
Anterior a essa publicação, o jornal já havia veiculado no dia 06/02/06 sobre o mesmo tema, uma materia de autoria de Valbene Bezerra intitulada "Histórias da Estação", que longe de informar, causa indignação pela falta de conhecimento do assunto. (ver carta encaminhada a jornalista Valbene Bezerra)
Que credibilidade pode ter uma matéria que afirma que na Estação Cultura - esse é o verdadeiro nome do projeto - "No local foram gastos mais de R$ 1 milhão com pintura e restauração dos guichês, gradis, fachada e revestimento em cerâmica, todos originais." , onde foi parar a originalidade? Na substituição das portas de entrada originais por panos de vidro ? Na substituição do piso cerâmico por granitina? Se mais de R$ 1 milhão foram gastos no prédio certamente não foi no sentido de manter a originalidade.
A Sala do Palácio da Cultura é um espaço das artes plásticas , que está abandonado desde o início da gestão do Sr. Kleber Adorno, e que anteriormente, arbitrariamente foi transformado em boteco. Esse espaço legalmente já é subordinado ao Museu de Arte de Goiânia, e para confirmar isso basta consultar o regimento da SECULT. E aqui nem mesmo comentarei o significado tradicional e histórico, da frase do senhor secretário, sobre levar o acervo do museu a outros cantos da cidade.
Quanto a afirmação de que os painéis do Frei Confaloni serão restaurados pela 1ª vez, não acho necessário repetir aqui o que já escrevi para Valbene Bezerra, mas sugiro que faça uma pesquisa rápida junto aos arquivos do O POPULAR e leia a matéria intitulada "Em defesa dos painéis de Frei Confaloni" publicada no dia 31/10/91 e escrita pela jornalista Marluce Carvalho. E após isso, até mesmo, para esse jornal continue a ser um veiculo que tenha alguma credibilidade,abra o mesmo espaço para a verdade.
A gestão do senhor Kleber Adorno frente a SECULT consiste em pregar plaquetas em obras que herdou do seu antecessor,que foi criticado duramente por muitos pelo seu humor e vaidade, mas fez uma revolução no cenário cultural de Goiânia. E a mim, especialmente, é motivo de indignação que um jornal de grande circulação com é O POPULAR abra espaço durante dias para falar das obras(?) do Senhor Kleber Adorno e não comente uma linha sobre a ação civil movida contra ele pelo Ministério Público pelos atos de improbidade administrativa. E mais ainda, indigna-me que nós que militamos na área cultural com dignidade, ética tenhamos que recorrer a blogs na internet, a listas do Yahoo para "vencer" ou pelo menos tentar vencer, o silêncio da imprensa sobre os desmandos cometidos por esse cidadão a frente de uma Secretaria Municipal de Cultura. Será para facilitar a sua candidatura a deputado?
Ora, que futuro teremos em Goiânia quando um gestor público em um momento é acusado de plagiar uma tese de doutorado (parabéns pela matéria), de fraudar uma Conferência de Cultura para "garantir" ao "seu grupo de indicados" todos os assentos no Conselho Municipal de Cultura, que transforma um fundo de cultura (FAC) em verba extra para utilização a seu bel prazer, que as vésperas da 1ª Conferência Nacional de Cultura "mente" descaradamente dizendo que Goiânia participará com delegados eleitos(?) , em que eleição? Leia o mail do senhor Roberto Lima (MINC) publicado no blog ENTREATOS http://www.entreatos.blogspot.com/ ou informações sobre a participação dos convidados de Goiânia na 1ª CNC no blog http://amigosdemuseu.blogspot.com/ .
E que futuro terá Goiânia quando um gestor público da Cultura afirma “O Centro de Goiânia, apesar de a capital ser uma grande cidade, ainda é muito bonito e deve ser preservado”. (?) o centro é bonito apesar do abandono que se encontra nessa administração. Apesar do abandono do Grande Hotel (cadê a grande biblioteca central prometida no começo de 2005?). Apesar da poluição ambiental causada pela emissão de gases tóxicos pelo ônibus e a sonora provocada pelas centenas de megafones(?) enlouquecidos das lojas de 1.99. Apesar do uso de verbas públicas para promover concursos literários com cartas marcadas.
E francamente em uma cidade onde a ética e a dignidade do cidadão é vista como moeda de troca e de politicagens, espera-se que ao menos a imprensa(?) não compactue, uma vez que a justiça é lenta e em muitos momentos absolutamente cega. A memória curta do povo se deve também ao silêncio ou parcialidade da imprensa.
Atenciosamente,
Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais e esp. Gestão de Patrimônio Cultural Integrado
http://amigosdemuseu.blogspot.com/
Pela ética e o fim da corrupção!
Vamos lá, e agora de que cor é o jornalismo praticado em Goiás? Da cor do arco Iris?
No final, muitos dos que hoje estão dentro das redações da imprensa goiana vão terminar sendo enquadrados pelo exercício ilegal da profissão. Isso tem seu lado bom, pois retira do cenário os que jamais foram jornalistas ( os piolhos e os contabilistas da SECULT) e seu lado ruim, pois na lista consta os nomes dos melhores “textos” do jornalismo goiano. E ai como fica o cenário?
Mas não é esse o grande motivo da dengue do jornalismo goiano (esses não estão na lista), e sim uma série de matérias dando publicidade aos atos e feitos da administração municipal na área cultural.
Para os que não sabem como funciona as coisas aqui pelo cerrado e para que compreendam melhor, Goiás possui dois grande jornais diários impressos : www.dm.com.br e o www.opopular.com.br , o primeiro sempre foi tido como um tanto chegado a escorrer sangue e o segundo um tanto quanto mais comportado ( menos no caso Wilma Martins a raptora de bebês). E vários semanários, tais como OPÇÃO, O SUCESSO, TRIBUNA DO PLANALTO, a HORA ON LINE e etc. Em sua maioria raramente publicam matérias cuspindo no prato que comem. No caso do DM existe espaço para que o leitor virtual expresse sua opinião sobre o material publicado, mas, não significa que o leitor do jornal impresso vá um dia tomar conhecimento disso.
Mas no geral, o espaço da carta do leitor costuma ser democrático e censurado levemente ou interpretado para evitar mal entendidos (para o jornal é claro).
Então, retomando ao acontecimentos dos últimos dias, imaginem vocês como é espantoso abrir o jornal e deparar-se no caderno de cultura com o seguinte título “Histórias da Estação”. É claro que imediatamente partimos para a leitura e daí para frente é pura surpresa. Não tem história alguma, mas estória ou conto do vigário para dar publicidade aos atos da municipalidade na área cultural em Goiânia. E leiam:
“Histórias da estação
Exposição de painéis fotográficos revela fatos históricos e a construção da Estação Ferroviária
Por Valbene Bezerra*
Estação Ferroviária - Presente no Passado e no Futuro é a exposição que está sendo realizada na antiga Estação Ferroviária, agora transformada em sede do Pólo Digital, implantado pela Prefeitura de Goiânia. No saguão do prédio, estilo art déco, tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), encontram-se expostos 26 painéis em grandes dimensões, reproduzindo fatos históricos e a construção da própria estação, anteriormente vinculada à Rede Ferroviária Federal (RFF).
Selecionadas pelo arquiteto e professor Wolney Unes, as fotografias em preto-e-branco levam a assinatura dos fotógrafos pioneiros Hélio de Oliveira, Sílvio Berto e Alois Feichtenberg. As modernas e coloridas foram clicadas por Wolney Unes, Paulo Rezende e Genilda Alexandria.
A Estação Ferroviária foi o último edifício art déco construído em Goiânia. Desde sua inauguração em 1954, é um dos cartões-postais da capital. A imensa torre do relógio é avistada ao longe por quem trafega pelas Avenidas Goiás e Independência. Apesar de deteriorados pelo tempo, os dois murais modernistas de Frei Nazareno Confaloni estampados nas paredes internas remetem à construção da estrada de ferro, que nos primeiros tempos de sua fundação ligava Goiânia a outros Estados. Nunca restaurados, os murais estão desbotados pelas infiltrações e devem passar por uma minunciosa recuperação.**
Um projeto para restaurar o prédio foi aprovado pela Lei Rounet. Para isso, a Prefeitura aguarda patrocínio para iniciar a obra, que tem dezenas de simpatizantes. Na noite de lançamento do Pólo Digital, foram entregues troféus aos amigos da estação. Várias personalidades, como o ex-governador Mauro Borges, ganharam a miniatura em bronze e acrílico desenhada pela artista plástica Fernanda Coelho, um convite para que todos se empenhem na preservação do patrimônio histórico da cidade. De caráter educativo, a exposição fotográfica ficará em cartaz por dois meses. As visitas podem ser feitas das 8 às 18 horas, de segunda à sexta-feira. “ Publicado originalmente no jornal O POPULAR dia 06/02/2006.
* Valbene Bezerra é jornalista de O POPULAR e também da Prefeitura Municipal de Goiânia.
** Grifo meu, pois remete à carta enviada para jornalista solicitando correções nas informações, vejam a seguir:
Prezada Valbene,
O artigo Histórias da Estação, publicado o caderno Magazine de O POPULAR, de sua autoria, veicula algumas informações incorretas. Conforme o trecho a seguir "Apesar de deteriorados pelo tempo, os dois murais modernistas de Frei Nazareno Confaloni estampados nas paredes internas remetem à construção da estrada de ferro, que nos primeiros tempos de sua fundação ligava Goiânia a outros Estados. Nunca restaurados, os murais estão desbotados pelas infiltrações e devem passar por uma “minunciosa”(?) recuperação."; ,informações equivocadas são veiculadas e gostaria que fossem corrigidas: Estamparia é um processo típico de transferir para o tecido desenhos, gravuras e etc, então afirmar que os dois murais foram estampados é como dizer ao leitor que alguém, quer certamente não foi o Frei, usou processos típicos de trabalhos realizados em tecidos, para realizar uma obra cujo suporte é uma parede(muro).
As pinturas murais de Frei Nazareno Confaloni possuem cada uma (são duas) a dimensão de 450 X 800 cm e foram realizadas em parte em técnica de afresco(ausência de adesivo) e parte em técnica mista (presença de adesivo), e tendo como suporte a parede(muro).
As duas obras citadas acima formam um conjunto de pinturas monumentais que retratam a história da chegada da estrada de ferro à Goiânia em 1953. "Os Bandeirantes Antigos e Modernos " foram restaurados no período de agosto de 1991 a setembro de 1992, em um trabalho conjunto entre a equipe técnica da atual AGEPEL e a Prefeitura de Goiânia, através do Setor de Conservação e Restauração do Museu de Arte de Goiânia.
Como parte da equipe (Prefeitura /MAG) que atuou na restauração dos murais elaborei e apresentei em 1992 no IV Seminário Nacional da ABRACOR (Associação Brasileira de Conservadores Restauradores) um trabalho técnico, de minha autoria, intitulado "Pintura Mural;fixação e consolidação de camada pictórica e substratos; eliminação de micro organismos." que pode ser consultado no endereço eletrônico : www.abracor.com.br
Em caso de dúvida poderá consultar os arquivos do jornal, pois, no Caderno 2 de O POPULAR de 31/10/91 consta uma matéria intitulada"Em defesa dos painéis de Frei Confaloni", assim como, no DM Revista de outubro de 1992 foi veiculada a noticia da apresentação do texto técnico no Seminário da ABRACOR - "Restauradores Goianos participam de seminário".
Outra informação improcedente é afirmar que estão "desbotados" pelas infiltrações, não é verdade, para em seguida dizer que irão passar por "uma minuciosa recuperação", vão se recuperar de quê? As pinturas continuam com sua cor original, com muita sujidade na superfície pictórica, as áreas de infiltração são claramente delimitadas e normalmente não "desbotam" a obra, mas carreiam tanto o substrato quando a camada pictórica, além de favorecer a proliferação de micro organismos.
E qual projeto foi aprovado para restaurar o prédio? O mesmo não acabou de passar por uma restauração e sendo inclusive reinaugurado recentemente? E que projeto é esse não consta no site do MINC? www.cultura.gov.br E se existe algum projeto proposto para restauração das pinturas é bom, que, se atente para o fato, de que , se o secretário Kleber Branquinho Adorno, acha dispensável a atuação de profissional da área de conservação e restauração de bens culturais no município, o Ministério Público não pensa assim, e o IPHAN idem.
É evidente no artigo que não houve a intenção de escrever um texto técnico sobre o assunto, mas, a de veicular informação que deixam o leitor desinformado, na minha opinião, ainda que cumprem o seu papel publicitário, geram prejuízos incalculáveis.
Em uma cidade onde a ética e a dignidade do cidadão é vista como moeda de troca e de politicagens, espera-se que ao menos a imprensa não compactue.
um grande abraço,
Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais e esp. Gestão de Patrimônio Cultural Integrado
http://amigosdemuseu.blogspot.com/
Bom, se o jornal não publicar a correção solicitada, pelo menos, já havia feito a minha parte, não é?
Mas, não é mesmo! Acreditem no dia 08 de fevereiro de 2006 dando uma passadinha inocente no site da Prefeitura Municipal de Goiânia (http://www.goiania.go.gov.br ) encontro outra pérola da lavra da mesma jornalista, mas dessa vez lhe dei o crédito de apenas consultar informantes mal informados e novamente, uma cartinha sugerindo as correções do texto seguiu via e.mail;
Goiânia, 08 de fevereiro de 2006.
Prezada Valbene,
Desculpe a intromissão, e neste caso, julgo que a sua fonte de informação não sabe do que está falando, mas, nunca existiu Giorgio Viaro no acervo do MAG, mas Guido Viaro, o mesmo do Museu Guido Viaro.(http://www.curitibaturismo.com.br/museus.htm#guido%20viaro)
E quanto a possibilidade ainda que remota do artista plástico italiano Giorgio Bagnoli algum dia ter vindo ao Brasil e pior, se perder nessa terra de politiqueiros é literalmente impossível.
O trabalho dele foi doado ao MAG pelo senhor Fabio Nardi, Assessor de Cultura da cidade San Vincenzo - província de Livorno - Itália, quando esteve em Goiânia em outubro de 2000, em um programa de intercâmbio cultural entre a AAMAG - Associação de Amigos do MAG, o MAG e o Opificio delle Pietre Dure de Firenze - IT. O senhor Fabio Nardi acompanhava a restauradora de pinturas murais, Maria Rosa Lanfranchi, que veio ao Brasil para ministrar um curso de restauro de pintura mural em Goiânia. O curso contou com a participação de profissionais de restauro de todas as partes do território nacional, infelizmente, de Goiânia e de Goiás, os poucos que participaram sequer eram da área, mas curiosos, para variar.
E infelizmente, também Goiânia na ocasião estava ocupada demais na politicagem habitual para dar atenção a qualquer fato relacionado acontecimentos de importância cultural.
Nessa ocasião, o Sr. Fabio Nardi fez a doação não apenas do desenho do italiano Giorgio Bagnoli (escultor e desenhista), , mas também de trabalhos dos artistas Daniele Govi (litografia), Giampaolo Talani (litografia) e Renzo Mezzacapo (litografia), que tinham seus trabalhos expostos no Palácio da Cultura juntamente com mais 22 artistas italianos contemporâneos. Foi curador dessa mostra o senhor Fabio Nardi.
E na mesma ocasião, a Agencia Central dos Correios recebeu uma exposição de fotografias que contava com imagens dos 02 italianos (Nardi e Mezzacapo) e uma brasileira, Margareth Nunes, professora da UFG e coordenadora do Italianoggi Centro de Estudos de língua e cultura italiana.
É com surpresa que li o seu texto, pois, a informação sobre as obras e os artistas é habitualmente pesquisada cuidadosamente pelo Setor de Reserva Técnica e Documentação do MAG e, francamente é a decadência total e absoluta.
Quanto ao "diretor" Antonio da Mata, há ai um equivoco maior ainda, pois, o MAG tem uma diretora nomeada a senhora Claudia Regina Ribeiro Rocha, aliás, ambos alvos de uma ação civil pública do Ministério Público por improbidade administrativa. http://amigosdemuseu.blogspot.com/2005/12/mp-ao-civil-pblica.html.
É lamentável que a cultura em Goiânia esteja entregue à plagiadores, falsos jornalistas como é caso do Diretor de Política e Eventos Culturais da SECULT e apaniguados políticos, além é claro do uso do dinheiro público para troca de favores entre presidentes de entidades culturais.
Atenciosamente,
Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais
Esp. Gestão de Patrimônio Cultural Integrado - ITUC - AL
http://amigosdemuseu.blogspot.com
Por favor, não percam a paciência. Leiam a seguir a matéria publicada no site da PMG com a chancela da Secretaria Municipal de Comunicação:
MUSEU DE ARTE DE GOIÂNIA ABRE TEMPORADA DE EXPOSIÇÕES 08/02/2006 - 10:56h
O Museu de Arte de Goiânia, unidade da Secretaria Municipal de Cultura, inaugura a temporada de exposições de 2006, com a coletiva O Erótico e a Paisagem no Acervo do MAG, que será aberta amanhã, às 9 horas. A mostra presta homenagem ao artista plástico Juca de Lima, que completa 80 anos de idade e 63 de pintura.
Para expor as paisagens, confeccionadas em papel, o curador Antônio da Mata reservou a Sala Reinaldo Barbalho. Desenhos, pinturas, gravuras e aquarelas de artistas como Guido Viaro, Giorgio Bagnoli, Selvo Afonso, Marli Gonçalves, Fernando Costa Filho, Carlos Sena e Márcia Sales integram a mostra.
Nomes relevantes das artes em Goiás, entre eles, Gustav Ritter, Amaury Menezes, Carlos Corrales, G.Fogaça, Zé César, DJ Oliveira, Sílvia Cestari Cunha, Iza Costa, Zofia Ligeza, Paulo Werneck, Airton Marinho e Busnardo foram selecionados pela curadoria. Aquarelas de Juca de Lima, Odalva Guimarães, Gudrun, Sanatan e AB Régis também fazem parte da mostra, que pode ser visitada até 5 de março.
Antônio da Mata destaca a obra do gaúcho Giorgio Viaro, ex-integrante do Clube da Gravura, movimento importante da arte brasileira, realizado nos idos dos anos 1950, no Rio Grande do Sul. Sua gravura em exposição faz parte do lote de obras que deram origem à formação do acervo do MAG. O italiano Giorgio Bagnoli deu sua contribuição ao museu quando veio ao Brasil nos anos 1990. Os outros são artistas goianos ou radicados em Goiás.
Na Sala Amaury Menezes estarão expostas as obras com enfoque erótico. Pinturas, desenhos, gravuras e colagem de Adir Sodré, Adriana Rocha, Carlos Sena, DiPaiva, Gervane de Paula, Kleber Figueira, Marco Rodrigues, Nelisa e Nonatto foram selecionados por Antônio da Mata. Pinturas de Omar Souto, Pedro Lopes, Sá Nuñez e Vanda Pinheiro, gravuras de Antunis Arantes, Eimir Magalhães, Heliana de Almeida, Marilda de Souza, Rosângela Imolesi e Yara Tupinambá e colagem de João Colagem.
Trata-se de uma abordagem simples do tema, que é pouco exibida, segundo o diretor Antônio da Mata, mas povoada de vários estilos e técnicas. Em março, o MAG vai expor tecidos e pinturas maias oriundos da Guatemala. Os trabalhos fazem parte da coleção de Monique e Ivan Avena.
SERVIÇOAssunto: Exposição O Erótico e a Paisagem no Acervo do MAGData: Amanhã, às 9 horasLocal: Museu de Arte de Goiânia (Rua 1, nº 605, Bosque dos Buritis, Setor Oeste. Telefones: 3524.1190/1196
Publicada originalmente no site da Prefeitura de Goiânia no GOIÂNIA EM REDE do dia 08 de fevereiro de 2006 pela manhã.
E leiam agora a delicadeza da correção postada no site no final da tarde (só o trecho corrigido):
“Antônio da Mata destaca a obra do gaúcho Guido Viaro, ex-integrante do Clube da Gravura, movimento importante da arte brasileira, realizado nos idos dos anos 1950, no Rio Grande do Sul. Sua gravura em exposição faz parte do lote de obras que deram origem à formação do acervo do MAG. Além do italiano Giorgio Bagnoli, os outros são artistas goianos ou radicados em Goiás. “
Não interessante? Pois, Guido Viaro nasceu na Itália, portanto italiano tanto quanto Giorgio Bagnoli que nunca esteve no Brasil (talvez em alguma outra encarnação). E ainda, O senhor Antônio Rodrigues da Mata Neto não é e nem nunca foi diretor do Museu de Arte de Goiânia, as sua ações junto a essa instituição cultural não passam de atos de falsidade ideológica praticados sob a benção da municipalidade. Que tem primado na área cultural por cometer atos de improbidade administrativa. Atualmente, a diretora do Museu de Arte de Goiânia é a bibliotecária e esposa do senhor Rui Rocha, Cláudia Regina Ribeiro Rocha, nomeada pelo decreto Nº 2586 de 18 de agosto de 2005, publicado no DOM de24/08/2005. Além do cargo de diretora do museu (cargo privativo de servidor de carreira da municipalidade), a mesma é servidora da UFG, e mais uma vez a lei é jogada na lata de lixo com acumulação indevida de cargos públicos.
Quais são as exposições programadas para 2006? Esse cidadão(?) imposto ao MAG pelo espírito "politiqueiro" e de favorecimento à "apaniguados" entrou em um espaço com exposições programadas até março de através de seleção por edital público, desrespeitou todas as decisões tomadas pela curadoria e retoma a velha prática de usar o acervo do museu para cobrir os buracos de um calendário inexistente. Que verdade cultural vive Goiânia atualmente? É a sobreposição dos interesses individuais sobre os direitos da coletividade.
E na edição impressa do jornal O POPULAR do dia 09 de fevereiro de 2006, com pequeninas alterações na forma e os mesmos erros de informação, o seguinte texto é publicado para o deleite de todo os leitores:
Exposição no MAG explora temas eróticos e paisagens
Por Valbene Bezerra
O Museu de Arte de Goiânia (MAG) inaugura a temporada de 2006 com uma exposição de seu acervo em papel. Hoje de manhã, será aberta a coletiva O Erótico e a Paisagem no Acervo do MAG, que reúne desenhos, pinturas, gravuras e aquarelas de nomes representativos da arte brasileira, enfocando temas eróticos e paisagens.
Entre os destaques na coletiva na Sala Reinaldo Barbalho estão obras do gaúcho(?) Guido Viaro e do italiano Giorgio Bagnoli, que, em visita ao Brasil nos anos 1990, doou o trabalho para o acervo do museu. Um dos componentes do chamado Clube da Gravura, importante movimento da arte no Brasil, Guido Viaro foi um dos primeiros artistas a doar uma obra para o acervo do MAG, na época de sua fundação nos anos 1970.
Outros artistas importantes de Goiás, como Gustav Ritter, Amaury Menezes, Carlos Corrales, DJ Oliveira, Iza Costa, Odalva Guimarães, Gudrun, Sanantan e G.Fogaça integram a mostra das paisagens. Exemplares paisagísticos de Selvo Afonso, Marli Gonçalves, Fernando Costa Filho, Carlos Sena, ZéCésar, Sílvia Cestari, Zofia Ligeza, Paulo Werneck e Airton Marinho foram selecionados pelo diretor(?) Antônio da Mata.
Reservada às obras que exploram o erotismo na arte, na Sala Amaury encontram-se as pinturas, desenhos, gravuras e colagem. Leituras do erótico feitas em pinturas por Adir Sodré, Adriana Rocha, Carlos Sena, DiPaiva, Gervane de Paula, Kleber Figueira, Marco Rodrigues, Nelisa, Nonatto, Omar Souto, Pedro Lopez, Sá Nuñez e Vanda Pinheiro fazem parte da coletiva, que, segundo Antônio da Mata, tem um caráter didático. Os desenhos de Cordilina, Ivone Lyra e Zello Visconte, e as gravuras de Antunis Arantes, Eimir Magalhães, Heliana de Almeida, Marilda de Souza, Rosângela Imolesi e Yara Tupinambá dividem as paredes do museu com a colagem erótica de João Colagem.
O Erótico e a Paisagem é a primeira de uma série de exposições programadas(?) pelo MAG para este ano. Em março, entra em cartaz uma exposição de tecidos e pinturas maias oriundos da Guatemala. A coleção pertence ao casal argentino Monique e Ivan Avena. Antônio da Mata organiza também individuais em homenagem à memória da escultora Neusa Morais, e dos pintores Cleber Gouvêa e DJ Oliveira. Tancredo Araújo, artista goiano há 30 anos radicado no Rio de Janeiro, também deve expor no MAG em 2006. (VB)
EXPOSIÇÃO: ¤ O Erótico e a Paisagem no Acervo do Mag¤ Data: Hoje, a partir das 9 horas¤ Local: Museu de Arte de Goiânia (Rua 1, nº 605, Setor Oeste. ¤ Telefone: 3524-1196/1190)¤ Visitas: Terça a sexta, das 9 às 18 horas. Aos sábados,das 10 às 15 horas. Até 5 de março. Monitores à disposição
Isso não incrível? E eis que na mesma data, no mesmo jornal , os jornalistas Rogério Borges e Malu Longo assinam a seguinte matéria:
Antiga Estação Ferroviária será 'plataforma da cultura'
Goiânia- 08/02/2006 por Malu Longo e Rogério Borges
Um dos símbolos da cidade e cartão-postal de Goiânia, a antiga Estação Ferroviária de Goiânia, depois de desativada, foi utilizada para diversos fins. Já abrigou a sede de associação de artesãos, serviu como espaço para ensaio de músicos. Com a assinatura do decreto que criou um pólo digital no local, na semana passada, pelo prefeito Iris Rezende, novos ares de cultura voltaram a invadir o espaço. No local foram gastos mais de R$ 1 milhão com pintura e restauração dos guichês, gradis, fachada e revestimento em cerâmica, todos originais.
O prédio ganhou banheiros novos e espaço para abrigar um cibercafé. Ainda no primeiro trimestre de 2006 também passam a funcionar ali um Centro de Atendimento ao Turista (CAT), salas para exposições temporárias, espaço teatral e restaurante, os dois últimos em vagões cedidos pela Rede Ferroviária Federal S.A. que já foram reformados e que estão nos fundos do prédio, ao lado da velha locomotiva Maria-Fumaça, que tanta gente trouxe à capital.
Secretário de Cultura de Goiânia, Kleber Adorno explica que só aguarda parecer do Ministério do Turismo à solicitação de remanejamento de recursos alocados para a reforma do prédio, a serem empregados na compra do mobiliário, a fim de dar início às atividades da Secult na Estação Ferroviária. Uma decisão prevista para os próximos dias. A idéia é abrir uma nova oportunidade para os grupos culturais locais, já que o espaço será destinado também a encenações rápidas e performances de teatro, dança e circo.
A área destinada às exposições de artes plásticas e que deve receber, entre outras peças, parte do acervo do Museu de Arte de Goiânia (MAG), servirá simultaneamente para que artesãos mostrem seus trabalhos. Em relação ao acervo do MAG, a Estação Cultura será um dos pontos de exposição das obras. Outro é a parte superior da biblioteca Marieta Teles Machado, na Praça Universitária. “Vamos tirar o acervo de dentro do museu e levá-lo a outros cantos da cidade”, afirma Kleber Adorno.
Frei Confaloni A Estação Cultura também abriga dois afrescos de autoria de Frei Nazareno Confaloni, de 5m x 8m, datados de 1953. Eles, que ocupam as duas paredes laterais do hall da estação, serão restaurados brevemente pela primeira vez. A verba para este objetivo será liberada pelo governo federal por intermédio do Ministério da Cultura.
Uma outra atração do lugar será um espaço para leitura, que contará com uma biblioteca de aproximadamente 2 mil volumes. Os livros já foram adquiridos pela Secult e serão deslocados para a Estação Cultura quando o mobiliário já estiver disponível. “Estamos fazendo este investimento porque a antiga Estação Ferroviária carrega uma simbologia muito grande da nossa história e essa iniciativa visa estimular a revitalização do Centro da cidade”, justifica o secretário Kleber. “O Centro de Goiânia, apesar de a capital ser uma grande cidade, ainda é muito bonito e deve ser preservado”, sustenta.
Estudantes de escolas públicas e particulares estão conhecendo um pouco mais do prédio por meio da exposição montada pelo Instituto Centro Brasileiro de Cultura (ICBC). Curadora da exposição, a designer Genilda Alexandria explica que trata-se de uma síntese da história da estação e da memória arquitetônica de Goiânia enriquecida com fotos antigas e atuais.
O ICBC, responsável pela implementação do projeto Cara Limpa, que integra a revitalizaçao do Centro da cidade, também montou no prédio uma maquete das oito primeiras quadras da Av. Goiás, entre a Praça Cívica e a Praça do Bandeirante, que serão beneficiadas pelo projeto que visa recuperar as fachadas arquitetônicas em estilo art-déco."Publicado originalmente em O POPULAR.
Eu confesso que li a matéria, na expectativa, de, miraculosamente, finalmente me deleitar lendo informações verdadeiras, da história da antiga Estação Ferroviária de Goiânia, grande engano.
Pois é. Só me restou escrever durante horas uma nova missiva (antigo isso, hem?) enviada por e.mail para o jornal e entitulada :“Antiga Estação Ferroviária será “Plataforma da Cultura” ? Ou da politicagem?
Goiânia, 09 de fevereiro de 2006.
Prezados Editor, jornalistas Rogério Borges e Malu Longo,
Sirvo-me do presente para afirmar que a credibillidade de um jornal como O POPULAR está definitivamente comprometida ao publicar matérias com o conteúdo informativo da "Antiga Estação Ferroviária será "plataforma da cultura" .
Anterior a essa publicação, o jornal já havia veiculado no dia 06/02/06 sobre o mesmo tema, uma materia de autoria de Valbene Bezerra intitulada "Histórias da Estação", que longe de informar, causa indignação pela falta de conhecimento do assunto. (ver carta encaminhada a jornalista Valbene Bezerra)
Que credibilidade pode ter uma matéria que afirma que na Estação Cultura - esse é o verdadeiro nome do projeto - "No local foram gastos mais de R$ 1 milhão com pintura e restauração dos guichês, gradis, fachada e revestimento em cerâmica, todos originais." , onde foi parar a originalidade? Na substituição das portas de entrada originais por panos de vidro ? Na substituição do piso cerâmico por granitina? Se mais de R$ 1 milhão foram gastos no prédio certamente não foi no sentido de manter a originalidade.
A Sala do Palácio da Cultura é um espaço das artes plásticas , que está abandonado desde o início da gestão do Sr. Kleber Adorno, e que anteriormente, arbitrariamente foi transformado em boteco. Esse espaço legalmente já é subordinado ao Museu de Arte de Goiânia, e para confirmar isso basta consultar o regimento da SECULT. E aqui nem mesmo comentarei o significado tradicional e histórico, da frase do senhor secretário, sobre levar o acervo do museu a outros cantos da cidade.
Quanto a afirmação de que os painéis do Frei Confaloni serão restaurados pela 1ª vez, não acho necessário repetir aqui o que já escrevi para Valbene Bezerra, mas sugiro que faça uma pesquisa rápida junto aos arquivos do O POPULAR e leia a matéria intitulada "Em defesa dos painéis de Frei Confaloni" publicada no dia 31/10/91 e escrita pela jornalista Marluce Carvalho. E após isso, até mesmo, para esse jornal continue a ser um veiculo que tenha alguma credibilidade,abra o mesmo espaço para a verdade.
A gestão do senhor Kleber Adorno frente a SECULT consiste em pregar plaquetas em obras que herdou do seu antecessor,que foi criticado duramente por muitos pelo seu humor e vaidade, mas fez uma revolução no cenário cultural de Goiânia. E a mim, especialmente, é motivo de indignação que um jornal de grande circulação com é O POPULAR abra espaço durante dias para falar das obras(?) do Senhor Kleber Adorno e não comente uma linha sobre a ação civil movida contra ele pelo Ministério Público pelos atos de improbidade administrativa. E mais ainda, indigna-me que nós que militamos na área cultural com dignidade, ética tenhamos que recorrer a blogs na internet, a listas do Yahoo para "vencer" ou pelo menos tentar vencer, o silêncio da imprensa sobre os desmandos cometidos por esse cidadão a frente de uma Secretaria Municipal de Cultura. Será para facilitar a sua candidatura a deputado?
Ora, que futuro teremos em Goiânia quando um gestor público em um momento é acusado de plagiar uma tese de doutorado (parabéns pela matéria), de fraudar uma Conferência de Cultura para "garantir" ao "seu grupo de indicados" todos os assentos no Conselho Municipal de Cultura, que transforma um fundo de cultura (FAC) em verba extra para utilização a seu bel prazer, que as vésperas da 1ª Conferência Nacional de Cultura "mente" descaradamente dizendo que Goiânia participará com delegados eleitos(?) , em que eleição? Leia o mail do senhor Roberto Lima (MINC) publicado no blog ENTREATOS http://www.entreatos.blogspot.com/ ou informações sobre a participação dos convidados de Goiânia na 1ª CNC no blog http://amigosdemuseu.blogspot.com/ .
E que futuro terá Goiânia quando um gestor público da Cultura afirma “O Centro de Goiânia, apesar de a capital ser uma grande cidade, ainda é muito bonito e deve ser preservado”. (?) o centro é bonito apesar do abandono que se encontra nessa administração. Apesar do abandono do Grande Hotel (cadê a grande biblioteca central prometida no começo de 2005?). Apesar da poluição ambiental causada pela emissão de gases tóxicos pelo ônibus e a sonora provocada pelas centenas de megafones(?) enlouquecidos das lojas de 1.99. Apesar do uso de verbas públicas para promover concursos literários com cartas marcadas.
E francamente em uma cidade onde a ética e a dignidade do cidadão é vista como moeda de troca e de politicagens, espera-se que ao menos a imprensa(?) não compactue, uma vez que a justiça é lenta e em muitos momentos absolutamente cega. A memória curta do povo se deve também ao silêncio ou parcialidade da imprensa.
Atenciosamente,
Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais e esp. Gestão de Patrimônio Cultural Integrado
http://amigosdemuseu.blogspot.com/
Pela ética e o fim da corrupção!
Vamos lá, e agora de que cor é o jornalismo praticado em Goiás? Da cor do arco Iris?
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
NOVIDADES NO ENTREATOS
Novidades no ENTREATOS, recentemente atualizado apresenta um histórico bastante interessante da situação da cultura em Goiânia.Para visitar use o link do blog http://www.entreatos.blogspot.com/
"...Escreveram pedindo que eu indicasse os documentos de onde tirei as informações. Coloquei as reproduções aí abaixo: os dois primeiros são trechos do pedido de suspensão da liminar que anulou a conferência, e o terceiro é o e-mail do Minc. Para obter a lista de participantes da CNC é só mandar um e-mail para cnc@minc.gov.br ."
Muita coisa interessante lá.
"...Escreveram pedindo que eu indicasse os documentos de onde tirei as informações. Coloquei as reproduções aí abaixo: os dois primeiros são trechos do pedido de suspensão da liminar que anulou a conferência, e o terceiro é o e-mail do Minc. Para obter a lista de participantes da CNC é só mandar um e-mail para cnc@minc.gov.br ."
Muita coisa interessante lá.
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