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domingo, maio 02, 2010

MUSEU DE ARTE DE GOIÂNIA, ENFIM PRONTO?




ENFIM, PRONTOS

Após criticada reforma que durou sete meses e chegou a causar danos, Museu de Arte de Goiânia e Centro Livre de Artes serão reinaugurados

por Rodrigo Alves para o jornal O POPULAR, caderno MAGAZINE.Goiânia,29 de abril de 2010.

Inicialmente, eram necessários 60 dias, com possibilidade de prorrogação para até 120. Mas ao todo foram mais de 200 dias de espera, cerca de 7 meses, para que ficasse pronta a reforma do prédio que abriga no Bosque dos Buritis o Museu de Arte de Goiânia (MAG) e o Centro Livre de Artes (CLA), mantidos pela Prefeitura. O CLA será reaberto amanhã e o MAG será entregue no dia 7. Ambos voltam a funcionar após uma conturbada reforma que abrangeu reparos no telhado e na fiação elétrica, chegou a causar danos ao mobiliário por causa da chuva e custou R$ 270 mil, segundo a Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

Requisitada há quase dois anos pelas diretorias dos espaços, a reforma demorou para sair do papel. Ambos precisaram esperar cerca de um ano desde que foi feito o primeiro pedido. A obra começou em setembro do ano passado, seguida de uma série de incidentes que atrasaram o andamento e pôs em risco a parte do acervo do museu que não pôde ser removida, além de mobiliário e equipamentos.

Como as chuvas vieram mais cedo em 2009, a reforma teve de ser paralisada, quando o telhado já havia sido retirado. O resultado foi o alagamento da parte interna do prédio, que estragou alguns móveis, e causou preocupação em artistas e entidades culturais em relação à parte do acervo do museu que permaneceu no local, como esculturas, pela falta de condições de mobilidade – cerca de 30%, de acordo com a direção do MAG. Sem telhado, móveis e obras ficaram expostos à umidade, sem proteção adequada.

Um agravante atrasou ainda mais a obra. A fiação do prédio, que já necessitava de troca, foi atingida pela chuva. A licitação teve de ser refeita para incluí-la, demandando mais tempo. “Quando o telhado foi retirado e choveu, a rede elétrica queimou. Aí foi preciso fazer outra licitação”, diz Mairone Barbosa, atual diretora do MAG. Segundo a diretora do CLA, Debora Marra, a fiação não havia sido incluída para não deixar a obra mais cara. “Em serviço público, para conseguir as coisas, às vezes temos de ir por partes”, justifica.

Prejuízos
Tanto o MAG quanto o CLA sofreram prejuízos. Fontes ouvidas pela reportagem disseram que até mesmo equipamentos de informática teriam sido danificados. A maior adversidade, contudo, se deu com os 30% do acervo técnico do museu que ficaram expostos à água, embalados somente em material plástico, conforme constatou uma vistoria do Ministério Público (MP). A situação suscitou protestos de artistas e pessoas ligadas ao museu, como a restauradora Deolinda Taveira, ex-diretora do local, que chegou a apresentar denúncia ao MP.


Comentário:“Os objetos de arte são em sua maioria compostos de diversos materiais, alguns mais sensíveis a determinados fatores de degradação, outros menos, mas todos são absurdamente sensíveis a ação nefasta do homem, é o caso do acervo do MAG. Em sua maioria são muito sensíveis a luz, a umidade e as mudanças bruscas de temperatura. A luz provoca a destruição das fibras dos papéis, o esmaecimento das cores e amarelecimento, dentre outros, a umidade é fonte de proliferação de fungos e bactérias em todos os objetos de arte, do apodrecimento das madeiras, da ferrugem nos metais e etc. E as mudanças bruscas de temperatura conduzem ao processo de contração e dilatação dos materiais que levam a danos irreversíveis.
Os 30 % do acervo(será que é isso mesmo?) deixados na reserva técnica, inundada durante meses, sem qualquer contenção ou cuidado com as obras, CERTAMENTE estão contaminados por agentes microbiológicos, popularmente conhecidos como FUNGOS, que proliferaram felizes no grande caldo que se tornou a sala.
A imagem mostrada na reportagem é clara na total ausência discernimento e de cuidados com o objeto e com o ser humano que está lá, desprotegido, usando apenas uma máscara.
Outra imagem impressionante foi a cobertura por telhas da pirâmide no centro do pátio, mas uma vez, reafirmando a ignorância e a falta de atenção para com as pessoas, usuários e servidores, que sufocam, por total ausência de ventilação no local. E o maior disparate, o MAG está situado no meio de um BOSQUE!”

“Durante o período de chuvas, o MAG passou destelhado e sem qualquer medida de contenção de danos”, anotou ela. A promotora substituta Gerusa Fávero Girardelli, da 7ª Promotoria de Justiça, responsável pelo patrimônio histórico, cultural, urbanístico e meio ambiente, explicou ao POPULAR que uma equipe de fiscalização foi mandada ao local para averiguações. “Os fiscais da promotoria constataram que algumas obras estavam no local, cobertas por um plástico”, relata.

O passo seguinte da promotoria foi enviar um ofício à Secult questionando onde estava o restante do acervo e sob quais condições estava acondicionado. “Não chegamos a receber nenhuma resposta formal”, afirma a promotora. Por telefone, um dos assessores da promotoria chegou a ser informado pela Secult que os 70% do acervo removido haviam sido levados para o nono andar do Pathernon Center, no Centro de Goiânia, no espaço pertencente à Orquestra Sinfônica Municipal.

“Agora vamos comparecer ao museu para que mostrem todo o acervo e sob quais condições foi mantido”, assegura a promotora. Se forem constatadas irregularidades, explica ela, a secretaria poderá ser alvo de ação civil de reparação de dano morais à coletividade. O POPULAR falou sobre o assunto com a diretora do MAG, Mairone Barbosa, e com o secretário de Cultura, Kleber Adorno. De acordo com a diretora, tanto as obras removidas quanto as que permaneceram no local não sofreram danos, embora ela admita que as condições de condicionamento não tenham sido ideais. “Elas vão precisar somente da limpeza habitual”, diz .

Kleber Adorno afirmou que tudo foi para preservar a integridade do acervo. “O acervo foi acomodado no espaço do Pathernon Center, sem nenhum prejuízo”, diz ele, que ainda se referiu às críticas e denúncias de displicência no processo desta reforma como “partidas de pessoas mal-intencionadas”. “Mandei verificar tudo e percebi que as denúncias não tinham fundamento.” O POPULAR visitou o MAG nesta semana, quando os retoques finais da reforma estavam sendo realizados. Algumas das obras que ficaram no local estavam embaladas, abrigadas em plásticos-bolha ou lonas pretas, esperando para serem recolocadas nas estantes da sala da reserva técnica. Embora aparentemente intactas, elas realmente não estavam acondicionadas nas condições ideias.
Comentário: "As pessoas mal-intencionadas aguardam a publicação do direito de resposta, mas antecipo algo que o velho coronel da cultura não se dá conta, o Museu de Arte de Goiânia é um direito e espera-se, constatados os danos, e não apenas no acervo de arte, mas ao patrimônio público, como é relatado na reportagem que o Ministério Público aja com rigor e entre com a ação de reparação por danos morais à coletividade, e acrescentaria ainda, aos direitos difusos!"

Volta às aulas no CLA

Após sete meses de reforma, o Centro Livre de Artes (CLA) volta às aulas na segunda-feira, dia 3, ainda com vagas disponíveis nos cursos desenho e pintura (infantil), desenho de moda (acima de 15 anos) e desenho de observação e história da arte (adultos). Amanhã, a partir das 8h30, uma cerimônia com apresentações artísticas de alunos e professores marcará a volta das atividades do local, com a presença da Banda Municipal de Goiânia, do prefeito Paulo Garcia e do secretário municipal de Cultura, Kleber Adorno.

O CLA volta ao pleno funcionamento na estrutura reformada que conta cerca de 20 salas, que recebem aulas de cem professores nos três períodos do dia. “Fizemos uma reestruturação do calendário para não prejudicar os cursos”, informa a diretora do CLA, Debora Marra. Segundo ela, cursos de artes, que são semestrais, serão iniciados agora e prolongados até o final do ano. Já o restante dos cursos, de duração anual, receberão adaptações para chegar até o fim sem prejuízo de conteúdo. “Como o atraso foi proporcionalmente menor, conseguiremos fazer isso”, ressalta a diretora.
Ao todo, cerca de 1,8 mil alunos voltarão às atividades (mais informações sobre vagas pelo telefone 3524-1194). Mesmo com a reforma, eles ainda enfrentarão problemas que já eram recorrentes, além de alguns causados pela reforma conturbada. Um deles é com relação à falta de móveis, já que muitos fora danificados pelas chuvas e não puderam ser recuperados. Outro é a carência de instrumentos musicais, que antes já faltavam e ficaram em número mais reduzido com a danificação de alguns equipamentos pelo alagamento em decorrência das chuvas.

Demora histórica

Inaugurado em 1970, o prédio do Museu de Arte de Goiânia (MAG), que há sete anos passou também a dividir espaço com o Centro Livre de Artes, foi concebido inicialmente para ser um hospital. Seu atual acervo de mais de 800 obras incluem artistas renomados como Siron Franco, Antônio Poteiro e Divino Sobral, em modalidades que incluem pintura, desenho, fotografia, gravuras, escultura, objetos, entre outros.

Por mais quase quatro décadas, a estrutura nunca passou por uma reforma estrutural drástica. No início da década de 2000, o prédio chegou a ser reformado pela Prefeitura, mas apenas recebeu novas divisões e pintura. As mudanças, no entanto, não resolveram a antiga necessidade prioritária da troca do telhado e da fiação elétrica. O teto, segundo fontes consultados pelo POPULAR, já apresentava infiltrações e goteiras há mais de 20 anos e não foram raras as vezes que funcionários tiveram de acudir às pressas para que o acervo do MAG e o material da CLA não fossem atingidos pelas goteiras.

O que era uma preocupação cotidiana tornou-se pesadelo quando, enfim, saiu a licitação para a obra, no ano passado. Autorizada ainda no início de 2009, a reforma recebeu o sinal verde para o início em setembro. O telhado seria retirado para receber nova cobertura. “Estávamos há tanto tempo esperando pela reforma, que decidimos começar imediatamente”, lembra a diretora do Centro Livre de Artes, Debora Marra. Junto com o ex-diretor do museu Antônio da Mata, Debora foi uma das principais articuladoras da obra.

Mesmo afastado da direção do museu desde maio do ano passado após o fim de seu contrato, Da Mata continuou a acompanhar o processo. Ele admite que a pressa aliada às chuvas fora de época acabaram colocando o MAG e o CLA em situação ainda pior. Adicionado à falta de celeridade na resolução, o problema, segundo ele, acabou ganhando dimensão maior. “O que aconteceu lá é o que acontece no Brasil todo: tudo que é relacionado à cultura sempre demora muito mais para ser resolvido”, opina.

terça-feira, dezembro 09, 2008

CORRUPTOS: CADEIA NELES!



















O blog CHAPA BRANCA dá os últimos informes sobre o encontro "Corrupção: Combate. Mudança de comportamento. Desafios."

Muito boa a fala do juíz, faltou porém avaliar a pouca agilidade do MP e no caso de Goiás da DERCAP, e mesmo o Judiciário, o que facilita a vida do corrupto. Uns, por apenas 900 reais, parcelado em 3 vezes, saem felizes e saltitantes, e são acusados de prevaricação.

Para outros, ações de improbidade administrativa seguem desde 2005 sem sentença final, quando sair, os acusados, já terão se safado. Com a palavra o juiz Eduardo Siade.

Abaixo uma parte do material postado no blog citado acima.

Juíz Fausto Martin De Sanctis, em Goiânia
"juíz do caso Satiagraha - que mandou prender Daniel Dantas -, chegou em Goiânia no sábado e hoje deu palestra no Centro de Convenções de Goiânia, no evento “Corrupção: Combate. Mudança de Comportamento. Desafios.”, organizado pelo Ministério Público Estadual.
De Sanctis foi muito solícito e atendeu com muita tranquilidade e firmeza os jornalistas presentes. Respondeu a várias perguntas e fez algumas “cobranças”.
Destacarei alguns pontos aqui.
Fausto De Sanctis frizou que a corrupção reflete a cultura do país e não titubeou em dizer: cada país tem o governo que merece."



http://chapabranca.wordpress.com/2008/12/08/juiz-fausto-martin-de-sanctis-em-goiania/

quinta-feira, setembro 18, 2008

FANTASMINHA CAMARADA

O bom de Goiânia é que as pessoas são apaixonadas, com esse modo meio sertanejo de ser, diria que até mesmo brega chique, daqueles que choram lagrimas infinitas, agradecidos aos galhos ornamentais distribuídos com muita generosidade musical.

Goiânia é uma cidade que quer ser metrópole, metida a ser melhor em tudo, doce ilusão. Há 20 anos era uma outra cidade, e hoje, decadente assiste impassível a morte de seus jovens nas mãos de grupos de extermínio, transporte urbano e um trânsito que não fica devendo nada para as verdadeiras metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, todavia, está muito mais para Duque de Caxias e o Bairro Centenário. Se não tem Funk, tem CarnaGoiânia, quer mais ou já está bão?

Mas vamos a coisas mais amenas... No post anterior comentei sobre o novo verbete do Aurélio “Deolindar” e imaginem que o autor do texto que propõe o novo verbete é um FANTASMINHA CAMARADA da SECULT. Uma pena, por que estava levando a sério a proposta do novo verbete.

Devo dizer em defesa do Fantasminha que em 24 anos de serviço público, quando assumi a nobre função de Restauradora do Museu de Arte de Goiânia, por concurso público, diga-se de passagem, o dito cujo Fantasminha Camarada já ali estava, membro do Conselho Municipal de Cultura e já se noticiava a sua nobre participação no famoso chá da 17 horas do Conselho Municipal de Cultura. Já nessa época, a pena esferográfica do Fantasminha Camarada já prestava os seus serviços de lambe saco e afaga egos.

Essa que é a verdadeira profissão do escritor Fantasminha Camarada goianiense.

Para o deleite de alguns e a ira de outras, abaixo na íntegra a ótima declaração de voto e apreço pelo Fantasminha Camarada do escritor, cineasta, multimídia PX Silveira. E claro, depois a declaração apaixonada do Fantasminha Camarada “PX, brilho de purpurina” que gerou toda essa celeuma.

Eh, mundão, nada supera Goiânia!

http://www.dm.com.br/impresso/7622/opiniao/49807,mais_um_motivo_para_votar_em_iris_rezende
Mais um motivo para votar em Íris Rezende

Px da SilveiraPX Silveira é executivo do Instituto Arte Cidadania

A gente anda tão desacostumado com o trato da coisa pública pelos homens ditos públicos que, quando surge alguém fazendo as coisas como deve ser, tecemos elogios e ficamos agradecidos.

Dando graças a deus, esquecemos que trabalhar não é virtude do gestor político, mas seu dever.Sou daqueles que acreditam que só pode ser um representante do povo quem por ele deseja e consegue trabalhar.

Do contrário, o melhor é o tal representante arrumar a trouxa e ir para casa.É por isso que temos vários motivos para votar em Iris Rezende. Mas bem que poderíamos ter mais um, que a gente sempre almeja por mais e queremos sempre ver as coisas melhorando. A começar pelo quintal da cultura, essa área de formadores de opinião que tanto podem fazer pela sociedade.Eu votaria ainda mais em Iris Rezende se ele assumisse o compromisso de acabar de vez com os funcionários-fantasmas na Secretaria Municipal da Cultura que, como muita gente sabe mas não diz, está repleta deles. Sei que não haverá de ser somente na pasta da Cultura que grassam estes tipos daninhos, mas me parece que lá a coisa é mais descarada, passa dos limites do aceitável; pois no poder público municipal ou estadual, em geral, um fantasminha aqui ou ali é coisa dada como natural.

Sei também que não é uma boa hora para falar de funcionários-fantasmas. Nesta altura do calendário político, tem muita gente que se livra do trabalho para bater pé em busca do eleitor, com o beneplácito do chefe, que até incentiva esse tipo de fantasmagoria, desde que seja partidária ou, como também acontece na cultura municipal, em benefício próprio, quando este se candidata.

Falemos então dos fantasmas permanentes, não dos sazonais, mas daqueles do ano inteiro. Podemos falar muito e sem esforço algum destes senhores que sabem se esgueirar como o vento, amantes do contracheque integral no fim do mês.Foi pela seção de cartas deste jornal que chegou-me a informação de que na Secretaria Municipal de Cultura tem fantasma graúdo.

A coisa chegou a tal ponto que lá têm fantasmas tratados em regime de engorda, barrigudos como carrapatos atrás da orelha do animal, onde (quase) nenhum movimento os fazem sair de onde estão. Já é fantasma de carreira, contabilizado no plano de cargos e salários com rendimentos papáveis e reais que lhe são tributados todo mês, incorporando a seu bolso leviano todos os benefícios decorrentes do anos e anos que tem assombrado aquela casa da cultura.É, na verdade, um fantasma brasileiro, feliz e poeta no seu ofício de ser bonachão com os recursos do povo que se lhe encorpam as banhas.

Um retrato desse, emoldurado na parede que separa o povo das alcovas, torna amargo o gosto da fé pública. É uma praga que medra na amizade com seus chefes e que se agarra indefinidamente aos muros internos daquela casa que deveria servir de exemplo para todas as outras.

Mais que um dano municipal, a fantasmagoria pública é um passo falso da nação, dando razão a Mário de Andrade, que bem declarava já na década de 40, que são eles, os funcionários públicos fantasmas, “as saúvas do Brasil”. E até hoje, mesmo com formicidas mais eficientes, ainda estamos à mercê desta pouca vergonha, muita vezes cometidas por pessoas próximas a nós.

Para se ter uma idéia do que são e podem esses senhores da neblina, tem desses que, com os proventos de suas fantasmices, fincaram pensão nas praias nordestinas. E que, para completar, fazem tão pouco caso do suor do contribuinte que recebem duplamente da mesma fonte pública pagadora: uma vez por ser fantasma de direto adquirido (sic), e outra por ser membro do conselho da mesma pasta, recebendo jetons por suas reuniões.

É claro, fantasma que se preza não pode nunca deixar de receber os seus, sem dar nada em troca, mesmo quando tem seus livros de poesia pagos e publicados pela mesma casa-da-mãe-joana cultural, que seus escritos, infelizmente, nada têm a nos acrescentar.

E o secretário municipal de Cultura, tirando ouro do nariz, faz vista grossa a essa situação. Não somente este atual secretário, que é preposto do anterior, mas também o anterior, que deu a senha e o exemplo ora seguido por este, em respeito à alta insignificância do fantasma contemplado.Será que uma coisa dessas, mesmo já incorporada ao dia a dia, não tem jeito de ser combatida e eliminada? De qualquer maneira, meu voto vai para o Iris Rezende, que sei que não tolera coisas assim. Sei que se ele ainda não deu um basta a essa situação, foi por não ter conhecimento do fato.

O Iris jamais se omitiria em assuntos assim, porque não tem medo sequer de viventes. Cá entre nós, dói mesmo é saber que essa praga medra na cabeça dos ditos intelectuais citadinos, que, ao menos teoricamente, são os que deveriam zelar pela ética na sociedade. Ou não?


http://www.revistabula.com/colunas/546/PX-brilho-de-purpurina
PX, brilho de purpurina

Por Brasigois Felício (Fantasminha Camarada)

Por que há de ser sempre o hospital das letras, das artes e da cultura uma fogueira de vaidades? Que espécie de praga mental faz que existam coronéis da cultura nas metrópoles e mais ainda nas províncias que não são mais do que fazendas asfaltadas?

Tais perguntas surgem-me à mente a propósito da doença infantil do intelectualismo, que faz certos autodenominados multimídias atirarem com metralhadora giratória para todos os lados, sem a pretensão de acertar, ou fazer coisa com coisa, apenas fazer barulho, assim passando a idéia de que são muito importantes e produtivos.

Tais são as personalidades in-culturais da boianidade, que não precisam produzir coisa alguma prestante, para serem conhecidas como celebridades com direito a dar pitaco em tudo quanto é assunto. Pois é sabido que há certas consagradas personas, das artes e das letras que já nasceram galardoadas com substanciosos currículos.

Nossa tórrida terrinha anhanguerina é pródiga tanto nos piolhos e Jorginhos do Pequi da vida, quanto abunda (e prejudica) em personas que se posicionam (por direito de nascimento) como capitães donatários de feudos no campo das artes e da cultura. Apoiados nos feitos de parentes próximos ou remotos, à sombra da familiocracia de que são herdeiros jactanciosos e diletos, julgam-se com direito divino de atropelar quem quer que, mesmo com méritos, venha ofuscar seu brilho de purpurina.

É a velha tradição brasileira de atropelar leis e arrostar autoridades, com a pompa e a circunstância de quem, em face de qualquer contrariedade, apelam para o clássico: "Sabe com quem você está falando?". Há muito em manjo o oportunismo sanguessuga destes que vivem a parasitar as falácias e feitos de seus avoengos. Isto quando não vêm os gênios do GE, a marcar e demarcar espaços de poder no arraial das letras, onde mandam e desmandam.

O fato de terem ocupado carguinhos ou cargões de mando (mesmo lá não tendo feito nada que aproveitável, a não ser locupletarem-se de benesses e favores, estendidas a seus grupelhos de apaniguados) faz que andem de nariz empinado, a pensar que podem mandar chover e ventar nas instituições culturais. Não raramente, instituções culturais particulares ou públicas são palcos de episódios deploráveis, com capitães donatários a posar de "donos do pedaço".

A propósito, vem o "multimídia" PX da Silveira, de parca produção artística, com alegre leviandade (e quem sabe se movido por interesses inconfessáveis) fazendo uso de sua metralhadora giratória, em campanha mesquinha contra autoridades da cultura que até há pouco tempo apoiava com entusiasmo. Mudaram estas pessoas, ou mudou o multimídia, sempre visto em articulações abaixo de qualquer suspeita, ora lançando intempestivas chapas fofoqueiras à sucessão, por exemplo, da Ube-go.

Ou, "deolindando" de vez, como bobinhos dos blogs, pondo-se a escrever invejosos artigos ressentidos contra Kleber Adorno, com notável folha de serviços prestados à cultura, e contra Doracino Naves, atual Secretário de Cultura. Se alguém mudou, certamente não foram Kleber Adorno ou Doracino Naves, cujo trabalho realizado em prol da cultura é largamente conhecido, o mesmo não se podendo dizer do que PX da Silveira teria feito em sua apagada passagem pela Funarte.

É triste, podendo até mesmo ser trágico, mas é inevitável dizer: o coronelismo, em Goiás, perdeu expressão na política, mas abunda e prejudica em todos os setores da cultura. O que equivale que Bóias evoluiu muito: passou do estado de sítio para o estado de fazenda asfaltada. O que não deixa de ser um avanço, em matéria de atraso e de ranço.

Os dois personagens citados pelo Fantasminha Camarada, como exemplos de folha corrida em favor da Cultura goianiense, são ambos alvos de uma "pesquisa" pelo MINISTÉRIO PÚBLICO, sendo um acusado de PREVARICAÇÃO. Sobre o assunto, em breve alguns posts interessantes.

Todavia precisamos reconhecer que o PX é o PX afinal conseguiu que um jornal local - aqui a imprensa é marrom, reconhece quem lhe paga e abana o rabo com afinco esperando ser contemplada com mais um biscoitinho financiado pelo erário - publicasse seu texto.

sábado, julho 26, 2008

O POPULAR: REPRESENTAÇÃO CONTRA SECRETÁRIO

Quem ainda não entendeu, abaixo o artigo do jornal O POPULAR. O único ponto curioso disso tudo é que na SEFUR, no SMT, no Cidadão 2000, houve uma ação rápida tanto da auditoria municipal, quando da delegacia de crimes contra o patrimônio público.

Na cultura, todas as denúncias encaminhadas a auditoria estão paradas no gabinete do Auditor, na Procuradoria foram arquivadas sem qualquer apuração dos fatos e no MP-GO cairam nas mão de um promotor engavetador. Por que será?

Ação de Deus? Da maçonaria? Dos irmãos? Akuma??????

Cultura boa é a de pasto!

Lembram? Oh, Gloria!!!!!


Goiânia, 23 de julho de 2008.

CULTURA
Representação contra secretário

A Associação Goiana de Cinema e Vídeo (AGCV) e a Federação de Teatro de Goiás (Feteg) ingressaram com uma representação contra o secretário municipal de Cultura, Doracino Naves dos Santos, por supostas irregularidades na Comissão de Projetos Culturais (CPC).

A representação está sob os cuidados do delegado Reinaldo Almeida, em recesso até segunda-feira, conforme a assessoria da delegacia.

Em reportagem publicada no dia 19 de maio, O POPULAR mostrou que o secretário se beneficiou de projetos apoiados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, aprovados na Comissão de Projetos Culturais, que ele presidia na época. Para concluir o curso de jornalismo que fez na UCG, Doracino participou de um documentário bancado pela lei, no valor de R$ 21 mil. Outros dois projetos, no valor de R$ 33 mil, tinham o secretário como beneficiário. Eles destinavam-se ao patrocínio de um programa da TV da igreja Ministério Comunidade Cristã, cujo apresentador era o próprio secretário.

O Conselho Superior do Ministério Público também determinou uma diligência para apuração dessas supostas irregularidades no CPC.

FONTE: Caderno MAGAZINE, jornal O POPULAR, coluna VARIEDADES

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

GAROTO PROPAGANDA?

Essa saiu no blog JORNALISTA LIORCINO MENDES e nada mais certeiro. A moda na Prefeitura de Goiânia é fazer promoção pessoal, qualquer promotor mais atento e que não tenha tido como mestre inspirador o próprio Prefeito de Goiânia investigaria os investimentos feitos no aniversário de Goiânia, no aniversário do Cine Ouro, em exposições no MAG. A promoção pessoal é escancarada e sem nenhum pudor.

E por que o MP não investiga?

A FETEG e AGCV apresentaram diversas denúncias contra a SECULT e depois de mofar na gaveta do promotor Umberto Machado acabaram arquivadas sem qualquer investigação.

Para fazer justiça devo dizer, que o promotor Fernando Krebs -MP entrou em dezembro de 2005, com uma ação cívil pública de improbidade administrativa contra Kleber Adorno a partir de uma denúncia formulada por mim. E a mesma mofa na gaveta do juiz de direito Eduardo Siade.

Cá entre nós, dá a impressão que todos acham perigoso investigar acontecimentos e fatos que envolvam advogados, reitores de faculdades particulares, ex-deputados, ex-ministros, maçons que criam lojas para se glorificarem, e sem contar as histórias de teses de doutorado na base do copiar e colar.

Alô! Terra! Goiânia!Se liga!Enquanto predem o "Homem Aranha" pelo roubo de R$ 1,40 em cidade do interior goiano, em Goiânia os especialistas de colarinho branco se fartam com dinheiro do povo!

"Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Prefeito de Goiânia é Garoto Propaganda ou faz propaganda com dinheiro Público
A Propaganda veiculada nas principais TVs de Goiânia informando que o Prefeito de Goiânia, Íris Rezende , PMDB irá participar de uma corrida Faculdade Padrão merece uma investigação do Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO).A apuração pode até resultar em ações de impobridade administrativa e penal contra o Prefeito Ìris Rezende.A Promotoria precisa abrir um inquérito civil público para apurar se o prefeitura aplicou recursos públicos no evento.De acordo com a assessoria de imprensa da faculdade Padrão, no seu site , a " II Corrida Universitária Padrão tem o apoio do Corpo de Bombeiros, Samu, Superintendência Municipal de Trânsito, Polícia Militar e Secretaria Municipal do Esporte e Lazer."Hoje,8/01, no intervalo comercial do programa Bom dia Goiás, da TV Anhanguera , foram veiculadas pelo menos duas propagandas informando que o Prefeito Íris Rezende abrirá a corrida.Um dos princípios da Administração Pública é a impessoalidade.De duas uma: A Prefeitura , através da Secom , esporte e lazer está gastando dinheiro público, com divulgação, propaganda, cartaz , recursos humanos ou equipamentos públicos com a corrida e o Prefeito utilizando da mesma para Promoção pessoal e campanha extemporanea para sua releição ou o prefeito Ìris Rezende encontrou tempo na sua vida para trabalhar como Garoto Propaganda de Televisão.Importante frisar, que na administração do Ex-Prefeito Pedro Wilson, do PT, o Ministério Público não dava trégua. Até a Letra P da palavra Plenária e T da palavra Temática, virava PT e foi motivo de ação pública contra a administração do ex-prefeito do PT.Fica ai a denúncia para a Promotora Marlene Nunes Freitas Bueno, Coordenadora da área do Patrimônio Público do MP-GO."
Ainda tem mais!
Para ler a postagem no blog http://liorcino.blogspot.com/2008/02/prefeito-de-goinia-garoto-propaganda-ou.html

segunda-feira, janeiro 21, 2008

A semana foi bastante agitada em Goiânia e com uma grande vitória por parte da sociedade organizada.


GATOS DO BOSQUE
Depois da manifestação realizada no sábado no Bosque dos Buritis, no dia 16/01 a Prefeitura de Goiânia anunciou que irá dispor da área junto ao velho CCZ para a construção de um abrigo para os gatos. A decisão não é a melhor, tendo em vista que em outras cidades a opção foi pela construção de abrigos para os animais nos locais a onde estavam inseridos. Todavia, melhor que a política matança lá isso é!
VACA BRAVA X CIRCO BOLSHOI
A promotora de justiça Marta Moriya Loyola, a mesma que mandou retirar os gatos do Bosque dos Buritis, também recomendou no dia 14/01 a interdição imediata do Circo Bolshoi. Calma, não é por que ela esteja de birra com gatos e circos. O Circo Bolshoi que chegou à Goiânia e segundo o noticiário local, com amplo apoio da Prefeitura, e especialmente da AAMA e da SECULT, a primeira deixou que ocupassem uma área de preservação ambiental e a segunda, iniciou um estudo para FINANCIAR uma escola de circo, acabou sendo alvo de investigação do MP-GO.

“14/01/2008 - MP reforça medidas para interdição do Circo Bolshoi
http://e-commerce.cultura.com.br/shopping/mostra_noticia.asp?txtEntidade=125651
A promotora de justiça Marta Moriya Loyola expediu hoje (14/01) recomendação à Secretaria Municipal de Fiscalização (Sefur), reforçando orientação feita por meio de ofícios, em dezembro do ano passado, no sentido de interdição imediata do Circo Bolshoi. O empreendimento está instalado numa área na Avenida T-5, esquina com Avenida T-3 e Rua T-56, em frente ao Parque Vaca Brava, no Setor Bueno. “
Para ler a matéria na íntegra basta clicar no link.

Parabéns ao MP-GO, à Associação de Defensores do Vaca Brava, ao ex secretário de Meio Ambiente Osmar Pires e todos que se mobilizaram para defender uma área pública, grilada e que deve retornar ao patrimônio da cidade.
ÁRVORE MOREIRA
Outra importante ação e dessa vez o herói foi o Prefeito Íris foi o tombamento com bem cultural da árvore Moreira. A sobra dessa árvore, Pedro Ludovico em 1937 fez os primeiros despachos oficiais, concretizando a mudança da capital de Goiás da antiga Vila Boa para Goiânia. A MOREIRA agora é patrimônio Histórico e Cultural de Goiânia. Infelizmente, a área onde a árvore se encontra é particular, na Rua 24 no Centro. Sobre esse assunto voltaremos em outro post.
ATACADÃO LITERÁRIO OU CALA BOCA?
E como não podia deixar de acontecer, a coleção Goiânia em Prosa e Verso foi um fiasco. A critica foi geral. Aqui no blog foi tema do post “Atacadão literário ou cala a boca?” E para encerrar esse assunto, publico abaixo uma carta enviada ao jornal O POPULAR do dia 18/01/08 e que resume bem a opinião de todos. Claro, exceto a dos 71 escritores, secretário e de seus assessores. Ah, e também de uma certa professora da UCG que aproveitou a onda para publicar vários livretos de sua produtiva lavra.
"Goiânia em Prosa e Verso
Professor da unidade curricular Design Editorial, me sinto obrigado a tecer alguns comentários sobre o que foi chamado de “atacadão literário”. Teço meus comentários a partir do que ouvi e do que li na matéria de 10 de janeiro deste jornal.
A Secretaria Municipal de Cultura, com a colaboração da Editora da UCG, fez lançar obras de 71 autores cometendo um dos maiores crimes editoriais de que tenho ciência. A belíssima matéria de Rodrigo Alves deixa transparecer nas diversas falas dos interessados e nos comentários a insensatez de tal feito.
O projeto Coleção Goiânia em Prosa e Verso, que está em sua segunda edição, teve como único critério a inscrição, como afirma o secretário de Cultura Kleber Adorno. Não foi estabelecido nenhum critério de seleção.

Que fique clara a crítica que faço. Conheço alguns dos autores e não questiono, aqui, suas obras. Mas que todas as obras e seus autores ficaram diminuídos com este desserviço, isso eu afirmo.
Marcos Amaral Lotufo Setor Pedro Ludovico – Goiânia "


QUEM NÃO CHORA NÃO MAMA
E por último, como não podia deixar passar em branco, na sexta-feira o Grande Hotel foi palco de mais um desmando por parte da coordenadora do CHORINHO. O filho da moça, conhecido por JUNINHO teve um chilique e destratou os servidores do Grande Hotel, pois notou a “falta” de 04 barris de chope que deveriam ser vendidos a noite em mais uma edição do CHORINHO.



Os barris haviam sido recolhidos pela fornecedora sabe-se lá por quê. Algumas teorias já estão sendo ventiladas, tal o afinco da Coordenadora durante a semana para "vigiar" mesas e cadeiras alugadas da mesma fornecedora dos chopes. Será que esperavam que recolhessem tudo? Como ocorreu no final do ano passado? O caso acabou com um BO na delegacia. Nada mais justo.

Aparentemente ninguém notou que as apresentações do CHORINHO estão se repetindo e o grande motivo é a falta de cachê. Para os músicos não tem cachê, mas sabe-se que a coordenadora recebe e recebe bem por cada edição semanal do projeto.

A figura “plantou” a imprensa local depois de um escândalo no final do ano passado que a venda de bebidas seria efetuada em parceria com a FOSFOROS e de fato foi, uma única vez. E mais que os valores arrecadados seriam para o pagamento do cachê dos músicos, todavia ganha um doce que mostrar um recibo de pagamento dos tais cachês. E a venda do chopes está sendo feita com noticiado na imprensa local, pelo filho da mesma, o tal JUNINHO.
E mais, ao que se fala a boca pequena, o povo que vende qualquer coisa nas imediações e que estão vestidos à caráter – camiseta laranja- estão sendo obrigados a dar uma contribuição básica. Será? Se for, há que se afirmar que estamos bem além da frase “pequenas igrejas, grande negócios”, e já vamos para “quem não chora não mama”.
Às vésperas de uma disputa eleitoral importante e talvez a última de uma carreira vitoriosa no campo político, o Prefeito Íris Rezende parece não perceber que seu calcanhar de Aquiles, nessas eleições será a Caixa Preta da SECULT. Quem viver ....
Depois tem mais!

quinta-feira, janeiro 03, 2008

E OS PROJETOS ?

E a saga continua... nada de projeto de educação ambiental e posse responsável, nada de campanha de castração, enfim nada de nada por parte do Poder Público.

Para não dizer que tudo se resume a ZERO, capturaram dois animais hoje e proibiram a alimentação dos gatos.

E enquanto isso ... a Operação Condor do Cerrado prossegue, ninguém assume a responsabilidade com o destino do animais, e ao que tudo indica, apenas as pessoas envolvidas como voluntárias estão preocupados em resolver o caso.

Interessante, pois a Prefeitura de Goiânia tem áreas para doar para Igrejas Protestantes, para a Maçonaria, e isso inclui recursos para manutenção, mas não dispõe de recursos e de área para resolver algo que é OBRIGAÇÃO do poder público.

E quem diria os vereadores, hem? Silêncio total e absoluto, mesmo diante do espacamento de mulheres por policiais, mesmo diante de recurso públicos sendo gastos de modo ineficiente.

Quem cuida de gatos, pelo vistoé muito mal visto, hem?

quarta-feira, janeiro 02, 2008

ZARABATANA NA CAPTURA DE GATOS?



No primeiro dia útil do ano, a AMMA – Agencia Municipal de Meio Ambiente e o Zoológico de Goiânia organizaram uma operação de guerra na selva para capturar os gatos do Bosque dos Buritis.

Desde o dia 28 de dezembro, fantasiada de Rambo, a bióloga da AMMA tenta com ajuda da PM, Batalhão Florestal e o Zoológico capturar cerca de 50 gatos. Por sua vez, indiferentes, os felinos passeiam pelo bosque, sem se importarem muito com as guloseimas que colocam nas gaiolas. Bem alimentados, e em bom estado de saúde, pouco se interessam pelo que lhes oferecido.

Diante da indiferença felina, a “bióloga” da AMMA proibiu a alimentação dos gatos, pois os mesmos estavam “cevados” e isso está atrapalhando. Claro, animais com fome realmente tornam-se predadores. É natural.


Diante do quadro, gatos zombando da cara da habilidosa e bem formada Rambo do Cerrado, algo inusitado está acontecendo: estão usando ZARABATANA para ABATER os animais. Tal procedimento “técnico” está sendo efetuado pelo Zoológico de Goiânia.

E essa operação de guerra na selva não conta com o apoio do CCZ- Goiânia, ÚNICO órgão habilitado para captura de animais abandonados.

E enquanto isso, o MP aqui especificamente falando da 15ª Promotoria, silencia, e como o general do Exercito Brasileiro, na Operação Condor, que apenas capturou e entregou, apenas RECOMENDOU a retirada dos animais. A forma e os meios, e o destino final desses animais, inocentemente, não são problemas da PROMOTORA.

Sinceramente, será que vale a pena continuar a protestar? Capturar GATOS com ZARABATANA já demonstra a qualificação tanto da “bióloga”, quanto do Zoológico de Goiânia. Ou será que estamos falando de TIGRES, LEÕES, ONÇAS? Antes quando acusaram os gatos de “limpar “ o Bosque dos Buritis das carcaças dos macacos, teoricamente, vítimas da febre amarela, eu imaginei, sem entender muito de gatos, que estivessem falando de HIENAS E URUBUS.


Mas ZARABATANA? Tenha paciência, definitivamente, só mesmo ambientalista de província mesmo!

Mais um dia na saga para salvar a pele dos Gatos do Bosque e até agora NADA de projeto de educação ambiental e de posse responsável, RECOMENDAÇÃO do MP.


Absurdo e configura MAUS TRATOS privar os GATOS de alimentação e mais ainda, é evidente que com o uso de ZARABATANA, cuja a ponta contem anestésico, os animais poderão sofrer um choque vindo a ter morte súbita. E esse é o motivo pelo qual o CCZ utiliza GAIOLAS. Privar de alimentação e capturar de forma inadequada está tipificado na LEI COMO CRIME.

É isso que o MP- GO pretende? Maltratar os animais? Que sejam mortos com ZARABATANAS? Por que transmitir FEBRE AMARELA qualquer criança de colo sabe que os GATOS não transmitem, assim como também não comem carcaça de animais mortos. A menos que estejamos falando de outro tipo de felino!

Absurdo!!!

terça-feira, janeiro 01, 2008

GATOS DO BOSQUE X MASP X CONDOR



Nos últimos dias a polêmica instalou-se, matar ou não matar os gatos do Bosque dos Buritis? Acompanhei tudo que a imprensa local escreveu, as cartas e até o discurso no estilo machista de boteco do Nilson Gomes, colunista do Armazém Geral do jornal HOJE.

O blog recebeu centenas de visitas e muitos comentaram o assunto, se posicionaram, ofereceram ajuda.

Hoje é o primeiro dia do ano de 2008, imagino que hoje as cabeças estejam mais frescas, e até pela data, o desejo de paz e amor deve se sobrepor.

Em reunião no MP/ GO no dia 28/12, com a coordenadora do CAO-Meio Ambiente, Drª Miryam Belle Moraes da Silva, ouvimos palavras de alento, uma postura de defesa da vida e das garantias constitucionais. Diante dos acontecimentos de véspera, envolvendo a captura dos Gatos do Bosque e violência policial empenhou-se para que fossemos recebidos pela promotora Dra. Marta Moriya Loyola substituta na 15ª Promotoria e autora da recomendação de retirada imediata dos animais.

Antes de relatar sobre a reunião, creio que seja pertinente relembrar algumas pessoas. Uma delas é o Dr. Sulivam Silvestre Oliveira, um jovem inteligente que em Goiás qualificou a posição do MP em defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural. E Dr. Juliano de Barros, titular da 15ª Promotoria, este, também um jovem promotor, que lapidou a sua postura em defesa do Patrimônio Cultural nas inúmeras lutas que travou para preservação da cidade de Goiás. Por que a lembrança? Um deles, infelizmente foi vítima de um desastre aéreo e o outro, dedica-se atualmente as tarefas administrativas do MP.

Dr.Sulivam em 1993 empenho-se na luta pela preservação do mural “O SONHO DE DOM BOSCO”, os originais, que foram demolidos a mando do secretário de cultura na época e atual, KLEBER BRANQUINHO ADORNO. Essa foi a primeira ação concreta do MP em Goiânia em defesa do patrimônio cultural.

Dr. Juliano de Barros em 2003 promoveu a primeira reunião em defesa do MUSEU DE ARTE DE GOIÂNIA, nesta ocasião, um secretário de cultura, oriundo do PV, condenou o prédio do MAG a demolição. Com um discurso flamejante afirmava que demoliria o prédio. Não demoliu e ainda descobriu que MUSEU em Goiânia tem valor ZERO para o poder público.

Após o afastamento do Dr. Juliano de Barros, a 15ª Promotoria ficou aos cuidados da Drª Marta Morya Loyola que passou a acompanhar tanto a problemática do MAG quanto a dos Gatos do Bosque. Entretanto, diferente do titular, a substituta, sempre se postou ao lado do poder público, tanto em um caso quanto no outro. Em setembro de 2005, questionei a postura da promotoria em aceitar sem discussão ou subsidio técnico as opiniões e palpites do secretário municipal de cultura. “...a primeira tentativa de proteção do patrimônio cultural da cidade de Goiânia, por parte do MP foi burlada pela ação desse mesmo cidadão que afirma que não existem motivos ou obstáculos na convivência entre Museu e CLA. O Museu de Arte de Goiânia abriga no seu interior o maior patrimônio artístico produzido no Estado de Goiás e deve ser protegido, inclusive da ignorância cultural do secretário de cultura. ... tem primado por ouvir e atender os técnicos e associações da área ambiental use do mesmo critério, ouvindo os técnicos da área cultural, e a AAMAG. A opinião do Sr. Kleber Branquinho Adorno, mesmo sendo o atual secretário de Cultura, nada mais é que a afirmação do poder público se qualquer subsidio técnico” (MOREIRA,2005)

Como sabem, o MAG tem sua sede no interior do Bosque dos Buritis e sua administração é feita por um FALSO diretor Antônio da Mata, que tornou o espaço público em local de negociação de compra e venda de obras de arte, como amplamente divulgado nos jornais locais. Qual foi a ação da 15ª Promotoria a respeito? Nenhuma. O acervo do MAG é patrimônio cultural de Goiânia.

Mas voltemos à polêmica dos gatos. Na véspera, no auge da confusão e do espancamento de mulheres pelos PM-GO presentes ao ato, diversas pessoas tentaram contatar a 15ª Promotoria que se recusou a atender os telefonemas. No dia seguinte, através da Drª Miriam, a Drª Marta aceitou receber as pessoas que buscavam garantir a vida dos animais capturados. A reunião foi pacífica e a Associação de Protetores buscava garantir a vida dos animais, o direito a alimentação e ainda o direito constitucional de ir e vir do cidadão.

A promotora em nenhum momento demonstrou preocupação com a vida dos animais, deixando claro que retirados e entregues ao CCZ, vivos ou mortos, não era problema da promotoria. E determinado ponto, quando insistentemente pedíamos que ela elaborasse um documento onde garantiria o direito a alimentação dos animais remanescentes, o que seria feito pela mesma pessoa que há mais de 10 anos cuida dos animais, taxou de BADERNEIROS os manifestantes. Ao protestar contra tal “qualificação” fui convidada gentilmente a me retirar da sala. Obedeci prontamente.

Goiânia é uma cidade curiosa, ela difere de Anápolis, por exemplo, pelo seu ar pseudo cosmopolita, mas o qual é mesmo a origem dos moradores? Na zona rural é muito comum que filhotes de gatos e mesmo de outros animais sejam jogados depois de colocados em sacos, em córregos ou rios. É o meio de controle de natalidade que praticam, considerando que não existe a prática de castração dos animais domésticos – cães e gatos.

Na cidade, cosmopolita como gostaria de ser Goiânia, o comum são as pessoas que se desgostam dos animais e os soltam nas ruas, e em se tratando de gatos, nas áreas verdes. E não é um fenômeno local, existem relatos do mesmo problema em vários lugares. O que difere é a forma de resolver . Por exemplo, os gatos de Veneza na Itália são famosos e tornaram-se curiosidade turística. Em São Paulo e no Rio de Janeiro o CCZ não recolhe e extermina animais sadios, e adota uma política de identificação, vacinação e castração, reconhecendo ainda que mesmo em logradouros públicos, os animais dispõem de uma comunidade que cuida deles. Uma pesquisa simples no GOOGLE resulta em respostas bem interessantes, além de muito material sobre o assunto.

E tudo é uma questão postura e de opção.

Na Operação CONDOR, um juiz italiano determinou a prisão dos envolvidos na ação de repressão ao crime de opinião na década de 70 em toda a América Latina. O jornal O ESTADO DE SÃO PAULO http://txt.estado.com.br/editorias/2008/01/01/pol-1.93.11.20080101.6.1.xml informa que o Exercito Brasileiro poderá vir a ser acusado, pois um general garantiu que houve participação sim, mas que apenas prendiam e entregavam os cidadãos capturados e que posteriormente acabaram sendo torturados e mortos.
“A gente não matava. Prendia e entregava. Não há crime nisso.” Palavras do general da reserva Agnaldo Del Nero Augusto, das quais discorda frontalmente Brito, presidente nacional da OAB “É preciso esclarecer se aqueles que participaram da operação tinham conhecimento do que aconteceria aos aprisionados, pois não se pode esquecer que é plenamente punível todos aqueles que se associaram para praticar um crime”.
A Operação Condor voltou à tona após a Justiça italiana pedir há cindo dias a prisão de 146 sul-americano, entre eles 13 brasileiros, pelo aprisionamento no Brasil de 2 ítalo-argentinos em 1980. Os dois foram enviados à Argentina e depois desapareceram. Para ler a matéria na íntegra é só clicar no link.


Também o ESTADO DE SÃO PAULO noticia que o MASP está sendo submetido a uma auditoria por técnicos do MP/SP e que esgotadas as possibilidades de resolver o impasse da aparente más gestão do acervo cultural do museu, poderá sim, haver uma intervenção no Museu por parte do MP. E tudo isso deve-se ao roubo de duas importantes obras de arte, patrimônio cultural brasileiro.


“Sem acordo entre Estado e Masp, MP pode intervir
Ministério Público, que convocou reunião, pode pedir abertura de ação civil pública e só aguarda perícia sobre a situação financeira do museu “ Para ler na íntegra basta seguir o link:
http://txt.estado.com.br/editorias/2007/12/29/cid-1.93.3.20071229.18.1.xml

No site da Policia Militar de Goiás uma interessante matéria sobre o ENCONTRO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS e afirma que grande parte das reivindicações visa coibir a violência policial.

“Comissão busca coibir violência policial
http://www.pm.go.gov.br/2007/index.php?i=libs/onoticiap&id=14069&idtipo_noticia=20
Participantes do Encontro Nacional de Direitos Humanos, encerrado na última Segunda-feira (01), aprovaram um documento final e 18 moções em que cobram medidas para dar efetividade aos direitos básicos da pessoa humana. Grande parte das reivindicações visa a coibir a violência policial.
No documento final do encontro, declara-se que o Plano Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), lançado pelo governo federal no mês passado com provisões para combate à violência que chegarão a R$ 4,8 bilhões, “contém avanços em relação aos planos anteriores para o setor, mas ainda preserva a concepção tradicional do papel das polícias, de ação repressiva dirigida aos grupos vulneráveis, em detrimento da defesa de direitos”.
Na linha dos debates que dominaram o último dia do encontro, Couto afirmou que a polícia não deve existir para defender apenas o patrimônio e as autoridades. “Ela precisa dar garantia de que cidadãos e cidadãs vão exercer seu direito de ir e vir sem serem molestados”, avaliou.
Pedro Wilson afirmou que o filme Tropa de Elite, recentemente lançado, reflete bem a realidade da atuação da polícia hoje no Brasil. “Ela ocupa, espanta e mata”, disse. “A população é inimiga até que se prove o contrário”, afirmou. “ Para ler na íntegra siga o link.


Por que será que passamos dos Gatos do Bosque para a Operação Condor, MASP e Comissão de Direitos Humanos?


Estamos todos enredados na mesma teia composta basicamente de crimes contra a humanidade, contra a dignidade, contra a vida e a impunidade. O crime seja ele violento ou de colarinho tornou-se a normalidade, a indiferença e a passividade é geral.

A bestialidade manifestada fortemente pelos policiais presentes ao ato pacífico, que espancou mulheres, e chega ao ridículo de acusar a presidente de uma das entidades presentes de feri-lo, o PM estava “arranhado”. Dá para imaginar uma mulher de 1.50 m, de salto alto, ferindo um PM de 1.90m, com colete a prova de balas e armado?


O que faltou? Diálogo, respeito ao cidadão, a vida.


A 15ª Promotoria esqueceu-se de um preceito básico: o direito ao contraditório. Os Gatos do Bosque são animais que estão em áreas públicas, mas pessoas e entidades cuidam, e no mínimo, antes de RECOMENDAR a retirada imediata dos animais, DEVERIA POR OBRIGAÇÃO comunicar por escrito as entidades e pessoas envolvidas.


Errou ainda ao não se certificar que os animais capturados teriam condições de permanecer no CCZ – Goiânia, simplesmente condenou-os a morte.Igual ao general do Exercito Brasileiro na Operação Condor: “a gente só prendia e entregava.”


E para saber quais as condições de manutenção de 60 animais no CCZ – Goiânia bastaria ler o artigo “PREFEITO INAUGURA AMANHÃ NOVO CENTRO DE ZOONOSES publicado no site da Prefeitura de Goiânia em 27/08/2007 - 16:27h.
Eis a descrição do CCZ:
A nova sede tem 10 mil m² e é composta por 7 blocos (veja a seguir) e 1 curral.
1) Bloco Técnico – administrativo:
Composto por sala de técnicos, refeitório, sala de reuniões, cozinha e dependências do Disk – Dengue (0800 – 646 – 1520);
2) Bloco de Operação de Campo:
Com o departamento de Inseticida, raticida, larvicida e suprimentos;
3) Bloco de Canil:
Composto pela sala de liberação de animais, 12 baias para cães (6 para machos e 6 para fêmeas), plataforma de desembarque de animais, setor de adoção de animais, sala de vacinas, setor de isolamento, gatil, sala de veterinária, sala de cirurgia, sala de esterilização, sala de eutanásia, necrotério, sala de depósito de ração e depósito de materiais de limpeza;
4) Bloco de Auditório:
Com auditório para 60 pessoas, setor de transporte e o SISFAD (Sistema de Informação das Fichas de Atendimento Domiciliar da Dengue);
5) Setor de Lavajato e Borracharia:
6) Baias de Equinos (com dois currais para cerca de 50 equinos e dois para bovinos)
7) Recintos de Aves:
8) Bloco de Suínos (com 8 baias para suínos).
A matéria pode ser lida na íntegra no link http://www.goiania.go.gov.br/sistemas/snger/asp/snger01010r1.asp?varDt_Noticia=27/08/2007&varHr_Noticia=16:27

Como dá para perceber não existem acomodações para GATOS.

Erra a AMMA em usar de truculência para resolver o problema de se ver impedida, PACIFICAMENTE, de capturar animais sadios, castrados, vacinados e vermifugados, e encaminha-los ao CCZ para serem mortos. Erra ainda ao levar pânico a população ao sugerir que GATOS transmitem FEBRE AMARELA.

E erra mais gravemente ao apressar-se para executar como ORDEM uma RECOMENDAÇÃO, sem apresentar a contrapartida à sociedade, PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E POSSE RESPONSÁVEL. Promove a matança de animais sadios e ignora que outros serão abandonados, pelo total AUSÊNCIA de ações positivas do Poder Público no sentido de PUNIR quem comete o crime de abandonar animais nas ruas.

ACERTA o CCZ – Goiânia em entregar os animais para as entidades protetoras e também em garantir que nenhum dos animais capturados serão exterminados, como gostariam a AMMA e a 15ª Promotoria.
Como disse antes, tudo é questão de postura e de opção. O MP em todo o Brasil vem dando exemplos de ações positivas, que incluem essa de GATOS em áreas verdes. Gatos são animais domésticos, em parte sim, são os mais independentes, e são antes de tudo animais urbanos, e possuem todo o direito de habitar um parque urbano.


E no caso do Bosque dos Buritis, um parque urbano que de um dia para o outro virou UNIDADE DE CONSERVAÇÃO, uai, perguntar não ofende, as obras lá dentro, as construções, os parquinhos e outros “inhos” podem em unidade de conservação? Francamente!


O jornalista Nilson Gomes cometeu o deslize de afirmar que estava tudo certo, coitado, mesmo se retratando, o povo ainda quer dar a ele o mesmo destino dos GATOS. Gaiola e o CCZ e logo em seguida a camara de gás – método de extermínio mais popular do CCZ. Saio em defesa do jornalista, o que expressou foi o lugar comum, não se percebe que qualquer vida que tiramos é uma vida. Toda vida é preciosa, dos gatos de quatro patas aos de duas. O que precisamos é garantir um mundo melhor para todos e para isso é fundamental o respeito a VIDA.


E me atrevo a parabenizar o jornalista Nilson Gomes, ao publicar as “asneiras”- não quero dizer que seja um asno – mas sim que escreveu bobagens sem fundamento, provocou nas pessoas a indignação necessária e forçou as manifestações de protesto. Todavia, seria louvável que essa indignação e as manifestações fossem direcionadas ao presidente da AMMA, ao Prefeito de Goiânia, ao MP na figura do Procurador Geral de Justiça.


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