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domingo, abril 06, 2008

As mascotes residentes do Museu da Água

E o brasileiro gosta de dizer que português é que burro. Lá gatos são tratados com animais de estimação até em museus, honrados e cuidados, aqui são caçados até com zarabatanas pela turma técnica da AMMA. Eh, Goiás!



por MARIA JOÃO PINTO para o DIARIO DE NOTICIAS - PORTUGAL

Carlota Joaquina, Petrolina, Ritinha, Cinzentinha, Yellow, Preto e Branco, Peka, Aristogato, Preto Gravatinha, Manel e Pipoca. Correndo pela relva, espreguiçando-se nos gabinetes de trabalho ou dormitando à sombra das árvores, todos os gatos do Museu da Água, em Lisboa, têm um nome. Ter um nome é ter uma identidade e é essa mensagem de respeito pela vida que preside a este projecto nascido nos anos 90, quando Margarida Ruas, directora do museu, e a sua equipa decidiram fazer alguma coisa para ajudar os animais que apareciam nos jardins da antiga Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos - núcleo-sede do museu, tutelado pela EPAL - em busca de alimento e de um colo. Adoptados pelo museu, encontraram nele a sua casa, que partilham hoje com a cadela Xabi, também ela abandonada e recém-chegada há uma semana. No núcleo da Mãe d'Água das Amoreiras há igualmente duas mascotes felinas residentes.

"Todos eles fazem parte do museu e da visita ao museu", sublinha ao DN Margarida Ruas, lembrando ser também esta uma parte integrante da responsabilidade social dos museus e do seu papel em prol do "património, do ambiente e da cidadania". E eles têm retribuído o gesto de inúmeras formas. Como no dia em que Peka - que tem nome de deusa finlandesa por sugestão de um antigo embaixador daquele país em Lisboa - acompanhou até à porta do museu a Presidente da República da Finlândia, na inauguração de uma exposição de pintura de compatriotas seus.

Projectos abertos à comunidade

A experiência do Museu da Água nesta área cruza-se com outras acções que tem vindo a promover, caso do I Seminário sobre Direitos do Animal, em 2001, experiência que Margarida Ruas gostaria de repetir este ano. Caso, também, do projecto Aqui há Gato!, que versou a edição (hoje esgotada) de uma caixa contendo um livro, três canecas e uma T-shirt, criações do artista plástico Manuel Carmo. O projecto seria mais tarde transposto para exposição do autor, destinada a invisuais, no Museu das Comunicações. Outro projecto, justamente chamado Os Gatos do Museu da Água, envolve igualmente o mundo da arte: Benjamim Marques, há muito radicado em Paris, foi o primeiro artista a aceitar o desafio do museu, por via da reprodução em T-shirts de um desenho inspirado na sua gata Matilde. E de animais, não já de companhia, mas de outros, falará um livro, no prelo, "sobre a vida animal do Aqueduto das Águas Livres", entre os quais morcegos e salamandras.

Uma nota adicional: escusado será dizer que, nos núcleos do museu dotados de zonas ajardinadas, também os animais em visita são bem-vindos: "Os nossos jardins", diz Margarida Ruas, "são jardins abertos à comunidade". Eis uma proposta para o próximo passeio pela cidade com o seu cão.|
http://dn.sapo.pt/2008/04/06/sociedade/as_mascotes_residentes_museu_agua.html
jornal português DIÁRIO DE NOTICIAS

quarta-feira, janeiro 02, 2008

ZARABATANA NA CAPTURA DE GATOS?



No primeiro dia útil do ano, a AMMA – Agencia Municipal de Meio Ambiente e o Zoológico de Goiânia organizaram uma operação de guerra na selva para capturar os gatos do Bosque dos Buritis.

Desde o dia 28 de dezembro, fantasiada de Rambo, a bióloga da AMMA tenta com ajuda da PM, Batalhão Florestal e o Zoológico capturar cerca de 50 gatos. Por sua vez, indiferentes, os felinos passeiam pelo bosque, sem se importarem muito com as guloseimas que colocam nas gaiolas. Bem alimentados, e em bom estado de saúde, pouco se interessam pelo que lhes oferecido.

Diante da indiferença felina, a “bióloga” da AMMA proibiu a alimentação dos gatos, pois os mesmos estavam “cevados” e isso está atrapalhando. Claro, animais com fome realmente tornam-se predadores. É natural.


Diante do quadro, gatos zombando da cara da habilidosa e bem formada Rambo do Cerrado, algo inusitado está acontecendo: estão usando ZARABATANA para ABATER os animais. Tal procedimento “técnico” está sendo efetuado pelo Zoológico de Goiânia.

E essa operação de guerra na selva não conta com o apoio do CCZ- Goiânia, ÚNICO órgão habilitado para captura de animais abandonados.

E enquanto isso, o MP aqui especificamente falando da 15ª Promotoria, silencia, e como o general do Exercito Brasileiro, na Operação Condor, que apenas capturou e entregou, apenas RECOMENDOU a retirada dos animais. A forma e os meios, e o destino final desses animais, inocentemente, não são problemas da PROMOTORA.

Sinceramente, será que vale a pena continuar a protestar? Capturar GATOS com ZARABATANA já demonstra a qualificação tanto da “bióloga”, quanto do Zoológico de Goiânia. Ou será que estamos falando de TIGRES, LEÕES, ONÇAS? Antes quando acusaram os gatos de “limpar “ o Bosque dos Buritis das carcaças dos macacos, teoricamente, vítimas da febre amarela, eu imaginei, sem entender muito de gatos, que estivessem falando de HIENAS E URUBUS.


Mas ZARABATANA? Tenha paciência, definitivamente, só mesmo ambientalista de província mesmo!

Mais um dia na saga para salvar a pele dos Gatos do Bosque e até agora NADA de projeto de educação ambiental e de posse responsável, RECOMENDAÇÃO do MP.


Absurdo e configura MAUS TRATOS privar os GATOS de alimentação e mais ainda, é evidente que com o uso de ZARABATANA, cuja a ponta contem anestésico, os animais poderão sofrer um choque vindo a ter morte súbita. E esse é o motivo pelo qual o CCZ utiliza GAIOLAS. Privar de alimentação e capturar de forma inadequada está tipificado na LEI COMO CRIME.

É isso que o MP- GO pretende? Maltratar os animais? Que sejam mortos com ZARABATANAS? Por que transmitir FEBRE AMARELA qualquer criança de colo sabe que os GATOS não transmitem, assim como também não comem carcaça de animais mortos. A menos que estejamos falando de outro tipo de felino!

Absurdo!!!