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quarta-feira, novembro 24, 2010

MUSEU PEDRO LUDOVICO



História
Museu Pedro Ludovico reabre depois de obras de restauro e revitalização
As obras abrangeram desde o prédio, com o restauro de paredes, telhados, piso, até a exposição de longa duração que ganhou novos painéis informativos e novos recursos para estudo e pesquisa.

A presidente da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), Linda Monteiro, e o governador Alcides Rodrigues reabrem na, quinta-feira, 25, o Museu Pedro Ludovico, unidade da agência, criado em maio de 1987 pelo governo de Goiás. O evento será às 20 horas, no hall de entrada do Museu, que fica na Rua Dona Gercina Borges, 133, Centro.

A casa foi construída de 1935 a 1937 para ser residência da família Ludovico. Nos períodos que Pedro Ludovico foi governador e senador, a família transferiu-se para o Palácio das Esmeraldas e para a cidade do Rio de Janeiro, respectivamente. Em 1969, depois de passar por temporadas arrendada e alugada, a casa recebeu novamente a família, que nela permaneceu até a morte de Pedro Ludovico, em 1979. Em 25 de setembro de 1979, a Lei 8.690 autorizou o governo de Goiás a desapropriar o imóvel para implantar o museu, que entrou em funcionamento oito anos depois, em 1987.

O Projeto de Revitalização da Exposição de Longa Duração do Museu Pedro Ludovico integra as ações de revitalização das exposições de longa duração dos museus estaduais goianos realizadas desde o ano passado pela Agência Goiana de Cultura. Além do Museu Pedro Ludovico, os trabalhos envolveram o Museu Ferroviário de Pires do Rio (que vai ser reinaugurado em dezembro) e o Museu da Imagem e do Som (que foi reaberto em agosto do ano passado).

No caso do Museu Pedro Ludovico, o Projeto manteve a proposta original de 1987, que definia o Museu sob duas vertentes: a figura de Pedro Ludovico Teixeira e a história de Goiás. A preservação da memória do fundador de Goiânia foi efetivada através da musealização do acervo deixado pela família — textual, mobiliário, prataria, porcelana, cristais e indumentária. A casa e seus elementos constitutivos e estilísticos também foram submetidos ao tratamento museológico.

O centro de pesquisa sobre a construção e o desenvolvimento de Goiás foi constituído a partir dos documentos textuais produzidos e colecionados ao longo dos 40 anos de vida pública de Ludovico.

Foi mantida também a concepção museográfica do projeto original, que conduz o visitante a vivenciar a figura de Pedro Ludovico em diferentes relações: Pedro Ludovico, o político; Pedro Ludovico, o homem; Pedro Ludovico, a família; Pedro Ludovico, a mudança da capital.

Na proposta expositiva atual, foram acrescentados dois novos ambientes temáticos: um deles reservado para Gercina Borges Teixeira, que será apresentada por meio de sua obra pioneira de assistência social e da presença determinante na família e nas ações políticas do marido. O outro ambiente, também composto de painéis fotográficos e textuais, apresenta a construção de Goiânia e o seu processo de desenvolvimento, tema que era previsto na proposta original, mas que não foi satisfatoriamente trabalhado no decorrer da trajetória do Museu.

As obras de restauro e revitalização abrangeram desde o prédio, com o restauro de paredes, telhados, piso, até a exposição de longa duração que ganhou novos painéis informativos e novos recursos para estudo e pesquisa. O projeto contou com um trabalho de pesquisa criteriosa em fontes bibliográficas — livros publicados, teses, dissertações e monografias de autores que estudaram a vida e a obra do fundador de Goiânia e a sua importância para a história de Goiás.

A pesquisa foi feita também através de fontes orais — dezenas de pioneiros, estudiosos, profissionais que participaram da criação do Museu e familiares de Pedro Ludovico foram ouvidos. São mais de 50 horas de depoimentos gravados em áudio e em vídeo, que estarão disponibilizados, a partir de agora, num espaço reservado para a consulta no piso superior do Museu. Dentre os depoimentos expressivos estão o do filho de Pedro Ludovico, Goianio Borges Teixeira, das profissionais responsáveis pelo projeto de criação do Museu, museóloga Edna Taveira e especialista em museologia, Maria Terezinha Campos Santana (primeira diretora do Museu). Foi ouvido também o escritor Adovaldo Fernandes Sampaio, que coordenou os trabalhos de implantação do Museu, na época como diretor da Fundação Cultural Pedro Ludovico. Os técnicos responsáveis pelo projeto contaram com a colaboração de Maria Dulce Loyola Teixeira, representante da família, que contribuiu na seleção, identificação e seção de imagens e na indicação e contatos com parentes e amigos de Pedro Ludovico e de dona Gercina.

Com a exposição de longa duração revitalizada, a ação de comunicação do Museu poderá ser aperfeiçoada e não ficará restrita somente à exposição, mas será estabelecida sistematicamente durante todo o processo museológico, desde a pesquisa e preservação até os eventos, reuniões, oficinas e ações educativas.

A equipe responsável pelo projeto de revitalização da exposição é composta pelos conservadores de bens culturais, Alba Tânia Rosauro Macedo, João Rosa e Deolinda Taveira, pelo mestre em história Guilherme Talarico, pelos arquitetos Marcílio Lemos e Solange Maria de Santana e Silva, além da chefe do Museu, Alenita Toledo, e equipe de funcionários. A coordenação técnica é da especialista e doutoranda em museologia Tânia Mendonça.

A partir de sexta-feira, 26, o Museu voltará ao horário de atendimento regular: de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas e nos sábados, domingos e feriados, das 9 às 15 horas. Os agendamentos de escolas poderão ser feitos pelos telefones (62) 3201-4678 e 3201-4680.
Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/posts/opcao-cultural/museu-pedro-ludovico-reabre-depois-de-obras-de-restauro-e-revitalizacao

domingo, abril 06, 2008

As mascotes residentes do Museu da Água

E o brasileiro gosta de dizer que português é que burro. Lá gatos são tratados com animais de estimação até em museus, honrados e cuidados, aqui são caçados até com zarabatanas pela turma técnica da AMMA. Eh, Goiás!



por MARIA JOÃO PINTO para o DIARIO DE NOTICIAS - PORTUGAL

Carlota Joaquina, Petrolina, Ritinha, Cinzentinha, Yellow, Preto e Branco, Peka, Aristogato, Preto Gravatinha, Manel e Pipoca. Correndo pela relva, espreguiçando-se nos gabinetes de trabalho ou dormitando à sombra das árvores, todos os gatos do Museu da Água, em Lisboa, têm um nome. Ter um nome é ter uma identidade e é essa mensagem de respeito pela vida que preside a este projecto nascido nos anos 90, quando Margarida Ruas, directora do museu, e a sua equipa decidiram fazer alguma coisa para ajudar os animais que apareciam nos jardins da antiga Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos - núcleo-sede do museu, tutelado pela EPAL - em busca de alimento e de um colo. Adoptados pelo museu, encontraram nele a sua casa, que partilham hoje com a cadela Xabi, também ela abandonada e recém-chegada há uma semana. No núcleo da Mãe d'Água das Amoreiras há igualmente duas mascotes felinas residentes.

"Todos eles fazem parte do museu e da visita ao museu", sublinha ao DN Margarida Ruas, lembrando ser também esta uma parte integrante da responsabilidade social dos museus e do seu papel em prol do "património, do ambiente e da cidadania". E eles têm retribuído o gesto de inúmeras formas. Como no dia em que Peka - que tem nome de deusa finlandesa por sugestão de um antigo embaixador daquele país em Lisboa - acompanhou até à porta do museu a Presidente da República da Finlândia, na inauguração de uma exposição de pintura de compatriotas seus.

Projectos abertos à comunidade

A experiência do Museu da Água nesta área cruza-se com outras acções que tem vindo a promover, caso do I Seminário sobre Direitos do Animal, em 2001, experiência que Margarida Ruas gostaria de repetir este ano. Caso, também, do projecto Aqui há Gato!, que versou a edição (hoje esgotada) de uma caixa contendo um livro, três canecas e uma T-shirt, criações do artista plástico Manuel Carmo. O projecto seria mais tarde transposto para exposição do autor, destinada a invisuais, no Museu das Comunicações. Outro projecto, justamente chamado Os Gatos do Museu da Água, envolve igualmente o mundo da arte: Benjamim Marques, há muito radicado em Paris, foi o primeiro artista a aceitar o desafio do museu, por via da reprodução em T-shirts de um desenho inspirado na sua gata Matilde. E de animais, não já de companhia, mas de outros, falará um livro, no prelo, "sobre a vida animal do Aqueduto das Águas Livres", entre os quais morcegos e salamandras.

Uma nota adicional: escusado será dizer que, nos núcleos do museu dotados de zonas ajardinadas, também os animais em visita são bem-vindos: "Os nossos jardins", diz Margarida Ruas, "são jardins abertos à comunidade". Eis uma proposta para o próximo passeio pela cidade com o seu cão.|
http://dn.sapo.pt/2008/04/06/sociedade/as_mascotes_residentes_museu_agua.html
jornal português DIÁRIO DE NOTICIAS

quarta-feira, julho 11, 2007

SELEÇÃO 2006/2007 PETROBRAS

Saiu o resultado da seleção do programa PETROBRAS CULTURAL e na área de museus~não deu outra, o projeto do MIS-GO aprovado!
Parabéns!

PROGRAMA PETROBRAS CULTURAL - SELEÇÃO 2006 / 2007 PRESERVAÇÃO E MEMÓRIA - APOIO A MUSEUS, ARQUIVOS E BIBLIOTECAS
PROJETOS CONTEMPLADOS

A DIGITALIZAÇÃO DOS ACERVOS DO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE GOIÁS
Protocolo: 383
Proponente: Associação de Amigos do Museu da Imagem e do Som de Goiás
Estado do Proponente: GO
Abrangência: GO
Apresentação: Projeto voltado ao compartilhamento das informações das coleções sob guarda no Museu da Imagem e do Som de Goiás.
OS VERTEBRADOS PERMO-TRIÁSSICOS DO RIO GRANDE DO SUL
Protocolo: 615
Proponente: Cesar Leandro Schultz
Estado do Proponente: RS
Abrangência: SP, RS, AC, PR, MA, SC, DF, RJ, MG, CE
Apresentação: Projeto de edição de livro e exposição para a difusão das pesquisas do laboratório de Paleovertebrados da UFRGS, que receberam apoio do CNPq.
PRESERVAÇÃO DO ACERVO CARTOGRÁFICO DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO SUL
Protocolo: 809
Proponente: Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul
Estado do Proponente: RS
Abrangência: RS
Apresentação: Trata-se da salvaguarda e da disseminação do acervo cartográfico do IHGRS, maior instituição histórica criada e mantida com recursos privados no sul do país.
ESTANDARTES DO MUSEU DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Protocolo: 1904
Proponente: Luis Marcelo Mendes de Siqueira
Estado do Proponente: RJ
Abrangência: RJ
Apresentação: Trata-se da restauração do conjunto de estandartes do século XIX, coleção integrante do acervo do Museu da Cidade do Rio de Janeiro, ultrapassa a mera caracterização de "bens culturais". A coleção pode ser colocada na categoria "relíquias históricas", contendo exemplares únicos de grande significação simbólica, como a primeira bandeira nacional republicana.
REESTRUTURAÇÃO DO ARQUIVO HISTÓRICO DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DA BAHIA
Protocolo: 3382
Proponente: Santa Casa de Misericórdia da Bahia
Estado do Proponente: BA
Abrangência: BA
Apresentação: Trata-se da acomodação adequada, em novas instalações, à extensa e rica documentação armazenada pela Santa Casa de Misericórdia da Bahia nos quatrocentos anos de sua existência.
RECUPERAÇÃO DO ÓRGÃO DE SÃO JOÃO DEL REI
Protocolo: 3451
Proponente: Associação dos Amigos do Museu Regional de São João Del Rei - AMAREI
Estado do Proponente: MG
Abrangência: MG
Apresentação: Propõe o restauro do órgão pneumático que se encontra no Museu Regional de São João Del Rei, e a devolução de suas funções nas atividades culturais, tanto da região quanto do Brasil, permitindo a fruição de um belo instrumento musical do período colonial brasileiro.
PRESERVAÇÃO DO ACERVO CARTORÁRIO NO ARQUIVO PÚBLICO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES
Protocolo: 3537
Proponente: Carlos Roberto Bastos Freitas
Estado do Proponente: RJ
Abrangência: RJ
Apresentação: Trata-se de identificação e conservação preventiva de precioso acervo cartorário, talvez o mais completo ainda existente no estado do Rio de Janeiro.
PRESERVAÇÃO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS DO DEPARTAMENTO BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE
Protocolo: 3583
Proponente: Associação de Amigos e Patronos da Biblioteca Mário de Andrade
Estado do Proponente: SP
Abrangência: SP
Apresentação: Trata-se da preservação do acervo histórico e hemerográfico da maior coleção de jornais e outros periódicos sobre o cotidiano paulista.
GUARDA E ACONDICIONAMENTO DO ACERVO CARTOGRÁFICO DO INSTITUTO CARL HOEPCKE E DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO.
Protocolo: 3585
Proponente: Instituto Carl Hoepcke
Estado do Proponente: SC
Abrangência: SC
Apresentação: Trata da aquisição e instalação de mobiliário e equipamentos adequados para a guarda e acondicionamento do acervo cartográfico do ICH visando à melhoria do acesso às informações, através de suporte eletrônico, e à segurança do acervo, uma vez que se propõe a reuni-lo num mesmo espaço físico.
PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DO ACERVO DO MUSEU AMAZÔNICO
Protocolo: 3666
Proponente: Fundação Universidade do Amazonas - FUA
Estado do Proponente: AM
Abrangência: AM
Apresentação: Projeto de preservação e conservação do acervo do Museu Amazônico, respeitando a diversidade e especificidades da coleção, enfatizando os itens de arte plumária e cerâmica.
MODERNIZAÇÃO DO SETOR DE OBRAS RARAS E JORNAIS MARANHENSES DA BIBLIOTECA PÚBLICA BENEDITO LEITE
Protocolo: 3697
Proponente: Sociedade de Amigos da Biblioteca Pública Benedito Leite
Estado do Proponente: MA
Abrangência: MA
Apresentação: Objetiva preservar e divulgar a coleção de obras raras e o acervo hemerográfico da biblioteca pública Benedito Leite.
IMPLANTAÇÃO DE MEMORIAL E MUSEU DE PALEONTOLOGIA EM RIO BRANCO - ACRE
Protocolo: 3757
Proponente: Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil
Estado do Proponente: AC
Abrangência: AC, AM, RO
Apresentação: Projeto de implantação do memorial, com ênfase na classificação e na divulgação do patrimônio paleontológico nacional.
PROJETO DE SEGURANÇA ELETRÔNICA DO ARQUIVO GERAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Protocolo: 3852
Proponente: Beatriz Kushnir
Estado do Proponente: RJ
Abrangência: RJ
Apresentação: Trata da instalação de segurança eletrônica para o Arquivo da Cidade, dotando-o dos meios de prevenção que garantam a segurança na instituição.
DOCUMENTOS DA ESCRAVIDÃO NO RIO GRANDE DO SUL
Protocolo: 3909
Proponente: Associação dos Amigos do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul - AAAP
Estado do Proponente: RS
Abrangência: RS
Apresentação: Objetiva preservar e divulgar o acervo documental sobre a escravidão no estado do Rio Grande do Sul, abrangendo os séculos XVIII e XIX.
QUADROS DISTANTES DE UMA IDENTIDADE: RECUPERAÇÃO DE ACERVO REFERENTE À IMIGRAÇÃO JUDAICA EM PERNAMBUCO
Protocolo: 4280
Proponente: Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco
Estado do Proponente: PE
Abrangência: PE
Apresentação: Objetiva higienizar, catalogar, digitalizar e divulgar o acervo fotográfico e de outros documentos sobre a migração judaica da Europa para o Brasil, desde 1910, período que antecede à Primeira Guerra Mundial.
IDENTIFICAÇÃO E ACONDICIONAMENTO DOS INVENTÁRIOS POST-MORTEM DO FUNDO JUÍZO DE ÓRFÃOS DE SOBRAL (1708-1976)
Protocolo: 4289
Proponente: Instituto de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual Vale do Acaraú - IADE
Estado do Proponente: CE
Abrangência: CE
Apresentação: Contempla o levantamento, organização, sistematização e acondicionamento dos documentos do Fundo Juízo de Órfãos de Sobral, a fim de fundamentar as pesquisas na área de Ciências Humanas e História, com destaque para os seguintes temas: o papel da família, o adultério, a influência da Igreja Católica, as diferenças sociais, as alforrias de escravos, a burocracia imperial, e muitos outros assuntos, na região.
PROJETO DE EQUIPAGEM DO MUP - MUSEU DA CIDADE DE PATOS DE MINAS
Protocolo: 4383
Proponente: Fundação Cultural do Alto Paranaíba
Estado do Proponente: MG
Abrangência: MG
Apresentação: Projeto de tratamento técnico e revitalização do Museu da Cidade de Patos de Minas, instituição de memória singular. Seu acervo é altamente representativo da história e cultura regionais e conta aproximadamente 1200 peças, vinculadas à história de formação da cidade, artes e ofícios, documentação e fotografias históricas dos séculos XIX e XX.
IDENTIFICAÇÃO E ACONDICIONAMENTO DO ACERVO DOCUMENTAL DA CASA COMERCIAL BORIS FRÈRES (1869-1969)
Protocolo: 4510
Proponente: Associação dos Amigos do Arquivo Público do Estado do Ceará
Estado do Proponente: CE
Abrangência: CE
Apresentação: Trata da gestão documental e da conservação preventiva do acervo da Casa de Comércio Boris Frères, que ficou conhecida no Ceará pela vasta atuação no comércio, indústria, finanças e outras esferas econômicas.
ACERVO ABDIAS NASCIMENTO - ACESSANDO A HISTÓRIA E A CULTURA AFRO-BRASILEIRA
Protocolo: 4604
Proponente: IPEAFRO - Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros
Estado do Proponente: RJ
Abrangência: RJ
Apresentação: Projeto de tratamento técnico do acervo arquivístico e museal, atualmente sob guarda do IPEAFRO. Abdias Nascimento (SP, 1914), foi o principal expoente e ativista da cultura afro-brasileira do século XX, tendo dedicado a vida a romper barreiras da discriminação e do preconceito racial.
http://www2.petrobras.com.br/cultura/ppc/edicao/resultados/resultados_museus.asp

segunda-feira, abril 23, 2007

5ª SEMANA NACIONAL DE MUSEUS

A Semana Nacional de Museus de 2007 será de 14 a 20 de maio como o tema:Museus e Patrimônio Universal – Somos todos Universais.
Segundo o DEMU serão realizados 1.426 eventos em 464 instituições museológicas de todo os estados e do Distrito Federal, a partir de 1º de maio.
Consulte a programação em sua região e participe:
Norte
Nordeste
Centro-Oeste
Sudeste
Sul
Maiores informações: www.iphan.gov.br, demu@iphan.gov.br e (61) 3414-6234.

terça-feira, março 27, 2007

RESTAURAÇÃO POLÊMICA??

Nos últimos tempos é fácil perceber que os recursos da União destinados à obras de restauração de prédios públicos municipais gera efeito colateral: os elefantes brancos ou seriam cor de rosa?


Primeiro foi a restauração da antiga Estação Ferroviária em Goiânia, uma pequena fortuna foi gasta ali e o prédio em perfeitas condições de uso permanece fechado. O poder público municipal descobriu que não tem projeto para o local?


E agora essa da Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis que depois de restaurada corre o risco de retornar a sua função original: abrigo dos marginais, bebuns e desocupados de plantão. Ao contrário de Goiânia, a Prefeitura de Pirenópolis descobriu um modo de gastar o dinheiro da cultura em segurança pública. A cultura vai para o brejo, mas os desprovidos de casa e comida da segurança pública finalmente terão um prédio todinho restaurado apenas para eles. E ainda com a regalia de ao descer para o banho de sol, não precisar mais usar a escada usufruindo de um elevador novinho.


Como sugestão, quem sabe se cobrando ingresso dos turistas para visitarem os moradores da Casa de Câmara e Cadeia o promotor Cabral não consiga os recursos necessários para a construção de anexo ou puxadinho ao lado? Ou quem sabe, exigindo de quem é de direito e obrigação a construção do prédio, os recursos apareçam?


E assim caminha a cultura em Goiás, em Goiânia e agora também em Pirenópolis, berço de muitas cabeças pensantes do nosso amado Estado do planalto central do Brasil. E ainda argumentam que a restauração é que polêmica. É um espanto!



Restauração polêmica


Reformada, a Casa de Câmarae Cadeia de Pirenópolis, que deveria sediar Museu, corre o risco de voltar a ser prisão


por Rodrigo Alves para o jornal O POPULAR - Goiânia
Um imbróglio envolve a restauração da Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis, que será entregue ao município hoje, a partir das 19 horas, com solenidade que reunirá várias autoridades.


O prédio público, no último ano sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para as obras, pode voltar a ser cadeia novamente. A restauração custou ao órgão federal R$ 242 mil.


Pela intenção inicial, o espaço – até o final de 2005 ainda usado como cadeia – se tornaria, por meio da Agência Goiana de Cultura (Agepel), o Museu da Imprensa de Goiás.


O problema é que nenhuma cadeia nova foi construída. Caso o município não tenha onde colocar novos presos, o local deverá voltar a ser prisão.


Antes do início das obras, um acordo entre o Iphan, o governo do Estado, o Poder Judiciário e Ministério Público determinou que os presos que estavam no local seriam distribuídos por unidades prisionais da região e que uma obra, a cargo da Agência Prisional, seria iniciada para a construção da nova cadeia. Até agora nenhum tijolo foi assentado.


O representante do Ministério Público na cidade, promotor Rafael de Pina Cabral, confirmou ao POPULAR que um compromisso foi firmado pela agência, em novembro de 2005, para a construção, dentro de 90 dias, da nova cadeia pública. “Tanto que um anexo do prédio que tinha celas foi entregue para desativação durante a reforma”, relembra. Segundo ele, na época, por volta de 50 presos foram transferidos para outros locais e a cidade, desde então, ficou sem cadeia. “É ótimo que busquemos a preservação histórica, mas a segurança não pode ser comprometida”, defende.


De acordo com a Prefeitura de Pirenópolis, a Secretaria de Justiça mantém a promessa, mas sem nenhuma data confirmada. “A intenção do município é que o espaço se torne mesmo um museu, mas isso ainda não pode ser afirmado”, sinaliza o secretário municipal de Administração e Governo, Cláudio Bernardo. Ele defende que é fato consumado que o prédio já tem a configuração de museu, mas que a cidade acabou ficando com um problema administrativo. “Não podemos ficar sem cadeia”, pondera.


Diante da situação indefinida, o promotor Cabral relata que o juiz da comarca de Pirenópolis teve de solicitar à prefeitura que o espaço voltasse à destinação antiga. “Há duas semanas tivemos uma reunião com todos envolvidos e se deliberou que uma solução rápida deve ser buscada”, conta.


A Secretaria de Justiça confirmou à reportagem, por meio de sua assessoria de imprensa, que o intuito de construir a nova cadeia continua de pé, mas, apesar da documentação para a obra estar acertada e o local escolhido, falta a liberação de verba do governo, prevista para maio.


Espaço cultural

Inicialmente, o espaço da Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis está destinado a funcionar como espaço cultural. Integrando a solenidade de hoje, por exemplo, haverá abertura da exposição fotográfica Detalhe, compilação de recortes do patrimônio histórico de várias regiões brasileiras de autoria de Marco Antônio Galvão.


Além disso estão programadas para a noite as apresentações da banda local Phoenix e do grupo de choro de Goiânia Alma Brasileira. Se o projeto do Museu da Imprensa engatar, no ano que vem, quando a imprensa brasileira faz 200 anos, o espaço deverá ganhar um acervo digital do primeiro jornal goiano, Matutina Meiapontense, editado em Pirenópolis. “O projeto é de um museu interativo”, adianta Salma Saddi, superintendente do Iphan em Goiás, Tocantins e Mato Grosso.


Para o local estão planejadas duas salas de exposição, uma temporária e outra permanente com painéis sobre a imprensa brasileira e mundial, além de terminais de acesso e pesquisa on-line a antigos periódicos goianos.

sexta-feira, março 16, 2007

O universo sombrio de Goya

Uma fanstástica mostra da obra de Goya está disponivel para visitação no MASP na Av. Paulista, 1578, metrô Trianon-Masp. 11h/18h (fecha 2ª).
De 18/3 a 20/5. R$ 15.


"O Masp exibe a impressionante e assustadora coleção de gravuras do artista.
Para ver todos os detalhes, uma dica: vá mais de uma vez

por Nathalia Lavigne
Para um bem-sucedido pintor da corte espanhola que, no fim do século 18, decide criar uma série de gravuras com sinistras cenas de bruxaria, satirizando princípios iluministas tão em voga como a razão, o título ‘Os Caprichos’ não deixava dúvidas: o tema das gravuras era mesmo um capricho. Para a sociedade da época, o que mais poderia justificar o fato de o já renomado Francisco de Goya (1746-1828) trocar os rentáveis retratos sob encomenda por um trabalho que jamais seria vendido - a não ser uma extravagância? “Pode ser que essa não tenha sido a verdadeira motivação de Goya, mas o título foi pensado justamente como um escape às críticas que receberia”, indica o gravador Cláudio Mubarac, entusiasta das séries de gravura do artista espanhol que compõem a exposição Goya: As Gravuras da Coleção Caixanova, que o Masp recebe pelos próximos dois meses, a partir de domingo (18). "

O artigo podera ser lido na íntegra no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO on line, basta clicar no título do post.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Museu tradicional dá lugar ao museu caixa registradora

Projeto francês de levar o Louvre para os Emirados explicita o desejo de explorar o poder diplomático e financeiro da arte

Maria Hirszman
Uma batalha vem sendo travada na França em torno de um projeto de criação de uma espécie de filial do Museu do Louvre em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). O projeto da instituição, que vem sendo chamada jocosamente de “Louvre do Deserto” e que deverá ser assinado até o fim do mês, provocou vivos protestos por parte de figuras eminentes da intelectualidade francesa e de um grande número de historiadores, museólogos e gestores culturais do país.

Mais de dois mil deles já puseram seus nomes num abaixo-assinado que, pelo que tudo indica, cairá no vazio, já que o governo promete assinar o contrato até o fim de janeiro. A imprensa também entrou no debate, que vai muito além de decidir se é conveniente ou não que o museu mais célebre do mundo ganhe uma versão árabe - que inclui exploração da marca por 20 anos, concessão de obras e expertise - em troca de petrodólares ( 700 milhões, mais precisamente).

Os defensores da idéia dizem que é muita hipocrisia protestar contra a remuneração em troca de empréstimos de obra de arte, prática corrente entre os museus de todo o mundo. Além disso, existem outros projetos ambiciosos sendo desenvolvidos, como a criação de uma extensão do Beaubourg em Xangai (a ser inaugurada em 2009) ou o polêmico empréstimo de obras-chave do mesmo Louvre, por até três anos, para o High Museum de Atlanta.

Empréstimo esse que desguarneceu as paredes de sua mostra permanente, mas garantiu-lhe verba extra de US$ 6,4 milhões para reformas. Os inimigos dizem que uma coisa é receber algo em troca de um simples empréstimo, outro é “vender sua alma” àqueles que podem pagar, transformando uma parceria cultural em um contrato comercial. Alegam que há sempre um limite a ser respeitado. Mas qual seria esse limite? É possível, hoje, definir quais seriam as regras éticas a serem seguidas? A primeira tendência é procurar as motivações políticas para as posições de uns e outros.

Afinal, o projeto é sustentado por Jacques Chirac, que explicita o desejo de explorar o poder diplomático da arte e da cultura. E porque não o poder econômico também.Mas, se essa análise clareia as posições e intenções dos campos em combate, ela não é suficiente para explicar o que está em jogo.

Tradicionalmente a França sempre recorreu à cultura como forma de legitimação, interna e externa, do Estado e essas mudanças - que levam a uma aproximação perigosa em relação a um sistema mercantil de gestão de museu - ameaçam esse sistema. Defensores e detratores do projeto parecem pouco interessados na ponta final, o público. Curiosamente, nenhum dos artigos da imprensa francesa ou americana sequer menciona os interesses e opiniões do pessoal de Abu Dhabi. A população pequena (de cerca de 700 mil habitantes), as restrições de caráter cultural e religioso (como a possível censura em relação a obras ligadas à nudez e a religião católica) e elevado status econômico dos habitantes dos Emirados tornam o projeto ainda menos simpático. A situação se complica ainda mais com o fato de se tratar de um projeto coordenado por Thomas Krens, o mentor da franquia Guggenheim.

Desde o início da década de 90 o museu americano vem desenvolvendo uma política agressiva de expansão internacional, capitalizando seu acervo e banalizando sua marca. Ao entrar nesse jogo, o Louvre pode até ter vantagens incontestáveis. Afinal, trata-se do mais famoso museu do mundo, com um acervo capaz de alimentar sozinho e simultaneamente centenas de exposições ao redor do mundo.Mas a auto-estima e os princípios dos franceses correm sérios riscos de sairem arranhados.

Não à toa Krens trata com delicadeza, em entrevista publicada semana passada pelo Le Monde, a resistência dos franceses. Mas ao mesmo avisa que tem outros interessados caso o projeto não dê certo. Afinal, a operação Abu Dhabi inclui não apenas um Louvre (com 24 mil m2), mas um mega-Guggenheim (com 32 mil m2 e projeto de Frank O. Gehry, autor também da filial de Bilbao), outros três museus e um complexo de espetáculos. Há candidatos russos, italianos, espanhóis.

O hábil negociador deixa claro que não faltam no mundo museus com belos acervos, dispostos a fazer bons negócios.Aceitar as regras impostas pelo adversário - nesse caso, os americanos e seu modelo de gestão privado - implica no médio prazo em ceder à lógica de mercado, abandonar a idéia de que a cultura é um bem a ser gerido, protegido e financiado pelo Estado. Fala-se em riscos até maiores, com fortes boatos circulando sobre o fato de o governo estar pensando em romper uma regra de ouro, que estabelece que uma obra quando entra num museu, pelo menos francês, perde imediatamente seu valor de troca e adquire um valor simbólico inquestionável e incalculável.

A história - até agora desmentida - sobre uma possível venda desse “excedente” (consta que apenas 5% das obras reunidas nos museus franceses fica em exposição permanente) causou calafrios em muita gente.Os pragmáticos alegam que se está fazendo uma tempestade em copo d’água e que o dinheiro dos Emirados (assim como o dos quadros cedidos para Atlanta) será totalmente reinvestido no museu. Mas a que preço? O primeiro deles já está sendo cobrado.

O governo francês já anunciou que o Louvre em Abu Dhabi será bem menos “louvriano” do que se pensa à primeira vista. Em primeiro lugar porque será gerido não pelo staff do museu à beira do Sena, mas por uma Agência Internacional de Museus Franceses a ser criada. As mostras temporárias que o museu se compromete a organizar para Abu Dhabi não apenas incluem obras de seu acervo, mas de outras instituições congêneres como o Museu d’Orsay e o Beaubourg.

Em suma: a instituição do Estado cede o nome (por um prazo de 20 anos), os técnicos e a maioria das obras a serem mostradas na filial. Mas vai perdendo controle sobre seu acervo e sua política internacional.Convém lembrar que o Brasil quase teve o seu Guggenheim, operação desastrosa que foi barrada pela justiça.

Mesmo assim, se felizmente conseguimos interromper esse projeto - que traria mais vantagens ao museu americano do que ao público brasileiro -, estamos há anos inseridos nesse sistema crescente de compra de pacotes de exposições e pagamento de valores elevados para ter o privilégio de ver, mesmo que por alguns meses, alguns destaques da cultura mundial. As megaexposições realizadas no Brasil desde a década de 90, cuja grandiloqüência levaram algumas instituições a uma situação financeira nada confortável - deixou bastante claro que a imagem romântica do museu, mesmo que criticável, por suas origens colonialistas, de saques e pilhagens, ficou para trás.

O museu-cofre, cuja função era amealhar (mesmo que à custa de outras culturas) belos objetos e obras de arte, deu lugar ao museu caixa registradora, que precisa mercadejar, no varejo ou no atacado, a riqueza que têm sob sua guarda.
Fonte: Estadão

O blog só voltaria a ativa em fevereiro, mas a noticia é muito interessante e abre um leque curioso de discussões. E será que o Louvre não quer abrir uma filial em Goiânia? O que acham? Comentem!