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domingo, setembro 17, 2006

CULTURA BOA É A DA SOJA!

As vezes somos obrigados a acreditar que certas coisas só acontecem em Goiás. E não é que dá um sentimento de vergonha? Não da província, mas do quanto é pequeno o valor da cultura no Estado de GOIÁS.

O PMDB partido que aparentemente deverá ganhar as eleições para o Governo do Estado possui uma divida histórica com a área cultural, tendo em vista que cultura mesmo, em administrações passadas e atuais da legenda , só a da soja.

E nessa brasa, senta-se o Governo Federal ordenando o cancelamento de uma exposição como a do Picasso, no exato momento que as obras estão sendo descarregadas, com todo aparato de segurança e responsabilidade exigida para o porte do artista e sua obra. É lamentável e definitivamente demonstra que cultura, tanto para um quanto para outro, nada mais é que instrumento de manobra política.

A diferença é que um até então demonstrava preocupação em gerir o MINC voltando-se para elaboração de políticas públicas e o outro, a exemplo da administração da SECULT em Goiânia, em instalar a troca de favores e o cumpadrio como política cultural. No fim, todos estão rosetando e nós, trabalhadores e fazedores de cultura, assistimos estarrecidos tanta cara de pau.

Goiás perdeu, perdeu o BB – que de banco do povo não tem nada – e perdeu o Lula, que para muitos já estava perdido quando contrariando toda a história do PT em Goiás, abraçou a candidatura de Maguito Vilela.

Sendo verdadeira, a hipótese do cancelamento da exposição e de todo o circuito cultural BB por motivos politiqueiros, consta-se falta de sensibilidade e de respeito para com a cultura do Governo Federal e reafirma-se que um Governo do PMDB só poderá impor mais duplas sertanejas e atrasos para Goiás.

Quem viver verá!

Deu no Jornal OPÇÃO, para ler a matéria basta clicar no título do post e será redirecionado para site do jornal.

"O IMPOSSÍVEL ACONTECE

Governo Lula impede goiano de ver obra de Pablo Picasso

A mostra do mais célebre pintor do século 20 foi cancelada supostamente a pedido de políticos de Goiás
por ANDRÉIA BAHIA

Sem que houvesse uma explicação plausível e oficial, a exposição de gravuras intitulada “Pablo Picasso: Paixão e Erotismo”, que deveria ser aberta ao público goianiense na quarta-feira, 13, e permanecer na capital por dez dias, foi repentinamente cancelada. A mostra, que faz parte do Circuito Cultural do Banco do Brasil, seria realizada no Centro Cultural Oscar Niemeyer, e as obras de arte já estavam sendo descarregadas no Museu de Arte Contemporânea, que foi adequado para receber a exposição, quando o trabalho foi interrompido e o sistema de segurança desmontado, com a alegação de que havia uma “ordem superior” para cancelar a programação.

Além da exposição de gravuras de Picasso, estavam previstas apresentações de Vanessa da Mata, Leila Pinheiro e Ana Botafogo — shows que estavam agendados desde fevereiro deste ano.

O presidente da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), Nasr Chaul, disse que ficou estupefato ao saber do cancelamento da mostra em cima da hora. Segundo ele, o responsável pela vinda do Circuito Cultural do Banco do Brasil a Goiânia, Marco Aurélio Pedroso, não soube explicar o motivo do cancelamento da exposição. “Marco Aurélio ficou muito sem graça com o episódio, falou que, no momento da suspensão da mostra, teve dificuldade para devolver as obras para Brasília e que tentou demovê-los da idéia de cancelar a exposição, mas não conseguiu.”

Segundo Nasr Chaul, a Agepel não recebeu nenhuma explicação oficial dos motivos do cancelamento. “O que eu tenho ouvido extra-oficialmente são justificativas totalmente sem lógica, o que nos permite imaginar qualquer tipo de injunção”, observa. O presidente da Agepel buscou justificativas para a suspensão do evento junto aos curadores da mostra e à Superintendência do Banco do Brasil em Goiânia e em Brasília, mas não obteve nenhuma explicação lógica para seu cancelamento.

Problema de agenda — O assessor de imprensa da presidência do Banco do Brasil, Carlos Alberto Carvalho, alegou à reportagem do Jornal Opção problemas de agenda para a não-realização do evento. Segundo ele, o circuito não foi suspenso ou cancelado, mas adiado, porque não foi possível coordenar as agendas dos diversos artistas que iriam participar do evento. O assessor do Banco do Brasil disse que está sendo estudada uma nova data para a realização do circuito, que pode vir a ser outubro ou o primeiro trimestre do ano que vem. “O Banco do Brasil lamenta, não queria penalizar a população de Goiânia com o adiamento, mas existem situações que fogem do nosso controle e essa foi uma”, afirma.

Sobre as especulações que dão conta que o evento teria sido suspenso por motivos políticos, o assessor diz que o Banco do Brasil não comenta esse tipo de especulação e completa que “o Banco do Brasil quer distância de temas políticos”. Quanto à maneira que ocorreu a suspensão, visto que as obras de Picasso já estavam sendo descarregadas do caminhão quando chegou a ordem de cancelamento da mostra, o assessor comenta: “Só por que as obras já estavam sendo descarregadas a exposição deveria obrigatoriamente ser realizada?”.

Nasr Chaul, presidente da Agência de Cultura: “As justificativas são tão sem lógica que nos permitem imaginar qualquer tipo de injunção” Em Goiânia, a não-realização da mostra não foi vista com tanta naturalidade, pelo contrário, gerou muita desconfiança.

Na opinião do ex-deputado federal Fernando Cunha (PSDB), a exposição foi suspensa por questões político-eleitorais, e sua desconfiança tem origem nos encontros de políticos do PMDB goiano com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorridos em Brasília e Anápolis.

O presidente da Agepel, Nasr Chaul, também percebe no episódio uma manobra política, visto que o centro Cultural Oscar Niemeyer, onde seria realizado o evento, é a principal obra do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que compõe a chapa com o governador Alcides Rodrigues, que disputa a reeleição pelo PSDB.

A suspensão da exposição repercutiu na imprensa nacional. A Folha de S. Paulo e o jornal Valor fizeram matérias sobre as suspeitas da coordenação da coligação Tempo Novo de que a suspensão da exposição de Pablo Picasso teria motivações políticas. Em Brasília, comenta-se que o presidente Lula vetou, diretamente, a mostra de Picasso a pedido de políticos goianos.

Ingerência política — O secretário de Cultura da Prefeitura de Goiânia, Kleber Adorno, diz não acreditar que um presidente da República pudesse mandar cancelar uma exposição motivado por questões eleitorais. “Não acredito em ingerência política.” Até porque, acrescenta o secretário, a exposição não influenciaria o quadro eleitoral. Kleber Adorno percebe na exploração do episódio por parte dos tucanos de Goiás objetivos eleitorais. Segundo o secretário municipal, há alguns meses representantes do Banco do Brasil o procuraram para sondar sobre a possibilidade de realizar o circuito cultural no Museu de Arte de Goiânia. Kleber Adorno conta que eles estavam temerosos sobre a viabilidade de trazer o evento para o Centro Cultural Oscar Niemeyer, mas logo depois confirmaram a realização no centro. “Depois eu fiquei sabendo da suspensão, mas não posso opinar sobre seus motivos.”

O secretário afirma, no entanto, que o cancelamento de qualquer exposição é ruim. Artistas condenam decisão do governo do PT Os artistas goianos reagiram com indignação ao cancelamento da exposição de Picasso.

O artista plástico Alexandre Liah considerou a suspensão da mostra uma atitude impensada de desrespeito à sociedade intelectual e à comunidade goiana. “Foi um ato arbitrário de total desrespeito à sociedade”, afirma. Alexandre Liah percebe no cancelamento da mostra “uma volta ao tempo da ditadura e um resquício do autoritarismo”. O que mais indignou o artista plástico foi a ausência total de uma justificativa. “Eles sequer se preocuparam em dar um motivo para cancelar a exposição. Eu não me lembro de ter visto uma coisa desse tipo.”

E no jornal O SUCESSO:
"COLUNA OLHA NA CIDADE
http://www.jornalosucesso.com.br/editoria_materia.php?id=1518
PicassoZunzum que circula por aí: tem dedo de Lula (não o mindinho que lhe falta na mão esquerda) em relação à não-vinda de obras do pintor espanhol Pablo Picasso para Goiânia. Obras estas que seriam expostas no Centro Cultural Oscar Niemeyer."


E ainda temos que acreditar que isso aconteceu, o retorno:

"M.Cavalcanti recua

Já estava tudo acertado. O artista plástico M. Cavalcanti foi convidado por Maguito Vilela para ser seu secretário de Cultura caso conquiste o governo do Estado. Cavalcanti, que aceitou o convite, foi orientado a não comentar sobre a possibilidade, porque a informação da distribuição de cargos pelo PMDB estaria repercutindo negativamente para Maguito. Cavalcanti tentou seguir a orientação, mas a informação já tinha sido anunciada por ele mesmo
Jornal Opção -
http://www.jornalopcao.com.br/ coluna BASTIDORES"

Eita, Goiás que está perdendo o brio!

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