Ocorreu um erro neste gadget

quinta-feira, dezembro 30, 2010

APENAS HOMENS NA EQUIPE DE GOVERNO EM GOIÁS

O primeiro escalão do governo Marconi é composto de homens e algumas mulheres. Dá a impressão que Goiás não possui mulheres capazes e competentes. Atente-se Governador!

Secretaria de Agricultura: Antônio Flávio de Lima Fillho

Secretaria de Articulações Institucionais: Daniel Goulart

Casa Civil: Vilmar Rocha
Secretaria de Cidadania e Trabalho: Henrique Arantes

Secretaria de Cidades: Armando Vergílio

Secretaria de Ciência e Tecnologia: Mauro Fayad
Controladoria Geral: José Carlos Siqueira
Secretaria de Desenvolvimento da Região Metropolitana: Jânio Darrot Freire
Secretaria da Educação: Thiago Peixoto

Secretaria da Fazenda: Simão Cirineu Dias

Secretaria de Gestão e Planejamento: Giuseppe Vecci
Secretaria de Indústria e Comércio: Alexandre Baldy

Secretaria de Infraestrutura: Wilder Pedro Morais

Secretaria de Meio Ambiente: Leonardo Vilela

Secretaria da Mulher: Gláucia Maria Teodoro Reis
Secretaria de Saúde: Antonio Faleiros
Secretaria da Segurança Pública e Justiça: João Furtado de Mendonça Neto

Secretaria Extraordinária para Ações Estratégicas: Fernando Cunha
Secretaria Extraordinária de Articulação Política: Sérgio Cardoso

Secretaria Extraordinária para Entorno de Brasília: Gastão de Araújo Leite
Chefe de Gabinete da Governadoria: Eliane Gonçalves Pinheiro
Gabinete Particular da Governadoria: Glória Miranda Coelho
Gabinete de Gestão da Governadoria: Francisco Olveira

Gabinete de Gestão da Representação em Brasília: Luiz Alberto de Oliveira

Gabinete de Impresa: Isanulfo Cordeiro

Gabinete de Relação com Movimentos Sociais: Ivânia Alves Fernandes Pessoa

Diretoria Geral de Polícia Civil: Edemundo Dias Oliveira

Comando da Polícia Militar: Raimundo Nonato

Comando do Corpo Bombeiros: Carlos Helbigen Jr.
Gabinete Militar: Mauro Teixeira Cândido

Procuradoria Geral do Estado: Ronald Cristian Alves

Agência de Comunicação: José Luiz Bittencourt Filho

Agência de Cultura: Gilvane Felipe

Agência de Defesa Agropecuária: Antenor Nogueira

Agência de Habitação: Marcos Abrão Roriz Soares de Carvalho

Agência de Desenvolvimento Regional: Viter Campos Coelho

Agência de Esportes e Lazer: José Roberto de Athayde Filho
Agência Prisional: Edilson Divino de Brito

Agência de Transportes e Obras: Jayme Rincon

Fapeg: Eliana França

Celg: José Eliton Júnior
Ipasgo: José Taveira Rocha
Goiás Industrial: Ridoval Chiareloto

Detran: Edivaldo Cardoso

Goiás Parcerias: Evandro Arantes Habib

Goiás Turismo: Aparecido Sparapani
Iquego: Olier Alves

Metrobus: Carlos Maranhão

Saneago: Nilson de Souza Freire

terça-feira, dezembro 21, 2010

MÚSICA NO MUSEU

Museu Pedro Ludovico inaugura projeto Música no Museu



As musicistas Beatriz Carneiro Pavan e Rosana Araújo Rodrigues são as atrações do projeto Música no Museu que será inaugurado nesta quarta-feira, às 17 horas, no Museu Pedro Ludovico. Com uma hora de duração, a apresentação será realizada no jardim interno do museu, antiga residência do fundador de Goiânia, Pedro Ludovico Teixeira, na Rua Dona Gercina Borges Teixeira (antiga Rua 26), Centro.

Para o primeiro concerto, Beatriz Pavan e Rosana Araújo selecionaram composições de Bach e canções natalinas populares. A proposta da Agepel é abrir os jardins do Museu para a música e outras atrações e dinamizar o espaço histórico, revitalizado e reaberto ao público desde o dia 25 de novembro.

Doutora em Cravo pela Unicamp, mestre em Performance Musical na UFG e especialista em Música de Câmera, Beatriz Carneiro Pavan, é cravista da Orquestra de Câmera Goyazes. Ao longo de sua carreira, Beatriz tem desenvolvido amplo trabalho musical atuando em duos, trios e quartetos, contemplando as composições barrocas e contemporâneas.

Rosana Araújo Rodrigues é mestre em Musicologia pela UFG, especialista em Pedagogia Musical pela Universität Mozarteum na Áustria, bacharel em Flauta pela UniRio. Ex-integrante do Zugalli Quartet, apresentou-se em diversos concertos na Áustria, Alemanha, Suíça, Portugal e Brasil. Foi flautista da Orquestra Sinfônica do Estado de Goiás e da Orquestra Filarmônica Fluminense, do Rio de Janeiro. Atualmente é flautista da Orquestra Goyazes.

Serviço

Projeto: Música no Museu

Musicistas: Beatriz Carneiro Pavan (cravo) e Rosana Araújo Rodrigues (flauta)

Data: Quarta-feira (22/12), às 17 horas

Local: Jardim interno do Museu Pedro Ludovico (Rua Dona Gercina Borges Teixeira – antiga Rua 26, Centro)

Entrada franca

quinta-feira, novembro 25, 2010

MUSEU PEDRO LUDOVICO

De volta às origens
Após receber obras de restauro e revitalização, Museu Pedro Ludovico será reaberto hoje com projeto que amplia o acesso à memória histórica e se aproxima da proposta original


Fechado desde janeiro, o Museu Pedro Ludovico será reaberto hoje, às 20 horas, com apresentações musicais e de dança. O museu funciona na antiga residência da família do fundador de Goiânia, que foi construída no período de 1935 a 1937. Entre as novidades após a reforma, o destaque é o conjunto de 12 novos painéis explicativos com textos e imagens. A casa, que tem decoração típica em estilo art déco, também ganhou reformas como pintura de parede, revitalização do piso e do telhado, além de recuperação do muro - rebaixado para ficar com a fachada mais próxima da construção original - e um novo banheiro externo.

A museóloga Tânia Mendonça explica que a ideia foi manter o projeto original, que transformou a residência em museu no ano de 1987. "Agora a meta foi melhorar as condições de comunicação do museu com a comunidade", enfatiza. Os painéis permitem que o visitante conheça a história do lugar, centrado nas figuras de Pedro Ludovico e Dona Gercina, e nas sagas da transferência da capital da cidade de Goiás para Goiânia. Eles trazem desde informações técnicas da edificação, como estilo e dados arquitetônicos, até informações sobre a ocupação da residência. Em formato 3 x 2 metros, os pôsters foram dispostos em vários ambientes. "O visitante também vai receber um folder explicativo e detalhado", diz Tânia.

Dois documentários passam a ser exibidos no local, que ganhou nova televisão. As produções giram em torno de Pedro Ludovico e Mauro Borges e serão disponibilizadas para pesquisadores e escolas. Os vídeos trazem depoimentos de familiares e de pessoas que trabalharam com Pedro Ludovico, como Irineu Borges Nascimento. Linda Monteiro, presidente da Agepel, destaca os ambientes novos no interior da casa, como a sala com imagens e informações em torno do pioneirismo do trabalho assistencial de Dona Gercina. "Em outro ambiente, painéis ilustram o desenvolvimento de Goiânia e do Estado. Temos ainda um espaço destinado a registros fotográficos e textos sobre Venerando de Freitas Borges, primeiro prefeito da capital", diz Linda Monteiro.
O passeio pelo museu permite uma viagem no tempo à Goiânia dos anos 40 e 50. Além de móveis originais e objetos, que retratam um modo de vida das famílias da época, a prataria é atrativo, bem como as indumentárias preservadas. Entre os pertences de Pedro Ludovico e Dona Gercina estão ternos, chapéus, vestidos, óculos e bolsas. A fachada da casa ganhou pintura na cor ocre, tom que mais se aproxima do projeto original.

Na garagem da residência, a caminhonete que pertenceu a Pedro Ludovico recebeu recuperação de bancos e outros retoques. O veículo, 1974 vermelho, era utilizado para viagens do governador à sua fazenda, a Brasília e ao Rio de Janeiro. Normalmente o carro era pilotado pelo filho Pedro Júnior ou pelo motorista José Cavalcante.

A decoração art déco é um atrativo, bem como peças de mobiliário originais. O quintal amplo, o pomar repleto de árvores frutíferas, a piscina (agora coberta) e o muro baixo com vista para a Rua Gercina Borges Teixeira (Rua 26) são mantidos exatamente da forma como o seu antigo dono deixou ao morrer, em 1979.
Recentemente revitalizada, a biblioteca possui centenas de livros, muitos deles doados pelo ex-governador Mauro Borges Teixeira, filho de Pedro Ludovico. Os documentos, que foram higienizados, catalogados e acondicionados, devem ser digitalizados para integrar a documentação, liberada apenas para pesquisadores.
Pedro Ludovico morou na casa que hoje abriga o museu de 1945 a 1979. Nos períodos em que foi governador e senador, ele transferiu-se com a família para o Palácio das Esmeraldas e, depois, para a cidade do Rio de Janeiro. A casa da Rua 26 foi alugada e, em 1969, recebeu novamente a família, que permaneceu até a morte do patriarca. O imóvel foi desapropriado em 25 de setembro de 1979, por meio da Lei 8.690, que autorizou o Governo de Goiás a desapropriar para implantar o museu, que entrou em funcionamento oito anos depois, em 1987.

Projetos para preservação da memória
O projeto de revitalização da exposição de longa duração do Museu Pedro Ludovico integra as ações de revitalização das mostras de museus estaduais goianos, projeto iniciado no ano passado pela Agência Goiana de Cultura. No caso do Museu Pedro Ludovico, a mudança manteve o projeto original de 1987, que definia a proposta do museu em torno da figura do fundador e da história de Goiás. O tratamento museológico contemplou tanto a preservação da memória de Pedro Ludovico por meio da musealização do acervo deixado pela família (mobília, porcelanas, roupas, cristais), quanto a casa e os seus elementos constitutivos e estilísticos.

O visitante vai conhecer um acervo de documentos textuais produzidos e colecionados ao longo dos 40 anos de vida pública de Pedro Ludovico. O governante é enfocado em diferentes relações: o Pedro Ludovico político, o homem, ele em família e o fundador no processo de mudança da capital da cidade de Goiás para Goiânia. Além das obras de restauro da parte física do museu, o projeto atual contou com um trabalho de pesquisa em fontes bibliográficas diversas, como livros, teses, dissertações e monografias de autores que estudaram a obra do fundador de Goiânia e sua relevância para o Estado de Goiás.

As fontes orais também foram de grande importância para o trabalho, que contou com informações concedidas por pioneiros goianienses, estudiosos, familiares de Pedro Ludovico e profissionais participantes da criação do museu. Maria Dulce Loyola Teixeira, representante da família - ela é nora de Mauro Borges -, também colaborou com a seleção, identificação e seção de imagens, além da indicação de parentes e amigos do casal Pedro Ludovico e Gercina Borges.

O arquiteto Marcílio Lemos explica que os novos painéis inovam com um aspecto de leveza e modernidade. Se antes as imagens eram impressas primeiramente e somente depois adesivadas nos painéis, agora as fotografias tiveram impressão eletrônica e ganharam o acrílico como suporte. "A foto foi impressa diretamente no acrílico transparente, num resultado mais suave", descreve. O arquiteto acrescenta que contar a história do casal Pedro Ludovico e Gercina Borges sempre foi uma façanha que resultou em bastante conteúdo. Para ele, o grande desafio dos painéis temáticos, escolhidos entre cerca de 60 imagens, foi uma distribuição do conjunto pelos ambientes sem que isso interferisse na arquitetura interna da casa.

Evento:Reabertura do Museu Pedro Ludovico
Data:Hoje, às 20 horas
Apresentações artísticas:Bailarinos Fabiane Clemones e Leilson Santos, integrantes do Balé do Estado de Goiás; Tango La Cumparsita - Duo de Flauta e Piano, com Rosana Rodrigues (flauta) e Beatriz Pavan (piano), integrantes da Orquestra de Câmara Goyazes
Fonte: Jornal O POPULAR 25 DE NOVEMBRO 2010.

quarta-feira, novembro 24, 2010

MUSEU PEDRO LUDOVICO



História
Museu Pedro Ludovico reabre depois de obras de restauro e revitalização
As obras abrangeram desde o prédio, com o restauro de paredes, telhados, piso, até a exposição de longa duração que ganhou novos painéis informativos e novos recursos para estudo e pesquisa.

A presidente da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), Linda Monteiro, e o governador Alcides Rodrigues reabrem na, quinta-feira, 25, o Museu Pedro Ludovico, unidade da agência, criado em maio de 1987 pelo governo de Goiás. O evento será às 20 horas, no hall de entrada do Museu, que fica na Rua Dona Gercina Borges, 133, Centro.

A casa foi construída de 1935 a 1937 para ser residência da família Ludovico. Nos períodos que Pedro Ludovico foi governador e senador, a família transferiu-se para o Palácio das Esmeraldas e para a cidade do Rio de Janeiro, respectivamente. Em 1969, depois de passar por temporadas arrendada e alugada, a casa recebeu novamente a família, que nela permaneceu até a morte de Pedro Ludovico, em 1979. Em 25 de setembro de 1979, a Lei 8.690 autorizou o governo de Goiás a desapropriar o imóvel para implantar o museu, que entrou em funcionamento oito anos depois, em 1987.

O Projeto de Revitalização da Exposição de Longa Duração do Museu Pedro Ludovico integra as ações de revitalização das exposições de longa duração dos museus estaduais goianos realizadas desde o ano passado pela Agência Goiana de Cultura. Além do Museu Pedro Ludovico, os trabalhos envolveram o Museu Ferroviário de Pires do Rio (que vai ser reinaugurado em dezembro) e o Museu da Imagem e do Som (que foi reaberto em agosto do ano passado).

No caso do Museu Pedro Ludovico, o Projeto manteve a proposta original de 1987, que definia o Museu sob duas vertentes: a figura de Pedro Ludovico Teixeira e a história de Goiás. A preservação da memória do fundador de Goiânia foi efetivada através da musealização do acervo deixado pela família — textual, mobiliário, prataria, porcelana, cristais e indumentária. A casa e seus elementos constitutivos e estilísticos também foram submetidos ao tratamento museológico.

O centro de pesquisa sobre a construção e o desenvolvimento de Goiás foi constituído a partir dos documentos textuais produzidos e colecionados ao longo dos 40 anos de vida pública de Ludovico.

Foi mantida também a concepção museográfica do projeto original, que conduz o visitante a vivenciar a figura de Pedro Ludovico em diferentes relações: Pedro Ludovico, o político; Pedro Ludovico, o homem; Pedro Ludovico, a família; Pedro Ludovico, a mudança da capital.

Na proposta expositiva atual, foram acrescentados dois novos ambientes temáticos: um deles reservado para Gercina Borges Teixeira, que será apresentada por meio de sua obra pioneira de assistência social e da presença determinante na família e nas ações políticas do marido. O outro ambiente, também composto de painéis fotográficos e textuais, apresenta a construção de Goiânia e o seu processo de desenvolvimento, tema que era previsto na proposta original, mas que não foi satisfatoriamente trabalhado no decorrer da trajetória do Museu.

As obras de restauro e revitalização abrangeram desde o prédio, com o restauro de paredes, telhados, piso, até a exposição de longa duração que ganhou novos painéis informativos e novos recursos para estudo e pesquisa. O projeto contou com um trabalho de pesquisa criteriosa em fontes bibliográficas — livros publicados, teses, dissertações e monografias de autores que estudaram a vida e a obra do fundador de Goiânia e a sua importância para a história de Goiás.

A pesquisa foi feita também através de fontes orais — dezenas de pioneiros, estudiosos, profissionais que participaram da criação do Museu e familiares de Pedro Ludovico foram ouvidos. São mais de 50 horas de depoimentos gravados em áudio e em vídeo, que estarão disponibilizados, a partir de agora, num espaço reservado para a consulta no piso superior do Museu. Dentre os depoimentos expressivos estão o do filho de Pedro Ludovico, Goianio Borges Teixeira, das profissionais responsáveis pelo projeto de criação do Museu, museóloga Edna Taveira e especialista em museologia, Maria Terezinha Campos Santana (primeira diretora do Museu). Foi ouvido também o escritor Adovaldo Fernandes Sampaio, que coordenou os trabalhos de implantação do Museu, na época como diretor da Fundação Cultural Pedro Ludovico. Os técnicos responsáveis pelo projeto contaram com a colaboração de Maria Dulce Loyola Teixeira, representante da família, que contribuiu na seleção, identificação e seção de imagens e na indicação e contatos com parentes e amigos de Pedro Ludovico e de dona Gercina.

Com a exposição de longa duração revitalizada, a ação de comunicação do Museu poderá ser aperfeiçoada e não ficará restrita somente à exposição, mas será estabelecida sistematicamente durante todo o processo museológico, desde a pesquisa e preservação até os eventos, reuniões, oficinas e ações educativas.

A equipe responsável pelo projeto de revitalização da exposição é composta pelos conservadores de bens culturais, Alba Tânia Rosauro Macedo, João Rosa e Deolinda Taveira, pelo mestre em história Guilherme Talarico, pelos arquitetos Marcílio Lemos e Solange Maria de Santana e Silva, além da chefe do Museu, Alenita Toledo, e equipe de funcionários. A coordenação técnica é da especialista e doutoranda em museologia Tânia Mendonça.

A partir de sexta-feira, 26, o Museu voltará ao horário de atendimento regular: de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas e nos sábados, domingos e feriados, das 9 às 15 horas. Os agendamentos de escolas poderão ser feitos pelos telefones (62) 3201-4678 e 3201-4680.
Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/posts/opcao-cultural/museu-pedro-ludovico-reabre-depois-de-obras-de-restauro-e-revitalizacao

terça-feira, novembro 09, 2010

PLANO NACIONAL DE CULTURA

Comissão do Senado deverá votar amanhã Plano Nacional de Cultura
Agência Brasil

A Comissão de Educação e Cultura do Senado deverá votar amanhã (9) o Plano Nacional de Cultura, instrumento que tem como base a liberdade de expressão, a criação, o direito de todos à arte e à cultura e o direito à informação, à comunicação e à crítica cultural. Pela proposta em análise, o plano terá validade de dez anos.
Entre os objetivos do plano estão o reconhecimento e a valorização da diversidade cultural, étnica e regional brasileira; a proteção e promoção do patrimônio histórico e artístico, material e imaterial; a valorização e difusão das criações artísticas e dos bens culturais; a universalização da arte e da cultura e o estímulo da presença da arte e da cultura no ambiente educacional.

O plano prevê que o Fundo Nacional de Cultura, por meio de seus fundos setoriais, será o principal mecanismo de promoção das ações de investimento no setor.
A relatora do projeto na comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), recomendou a aprovação do projeto considerando que ele é um ponto de partida para as políticas culturais. A senadora diz ainda no seu relatório que, embora haja um compromisso por parte do Estado de garantir a todos os brasileiros o direito à cultura, o projeto não informa quais instrumentos serão usados para isso.

A senadora afirma que a implementação das políticas estabelecidas no plano dependerá de políticas públicas eficazes e do aperfeiçoamento do marco legal do setor. Ainda amanhã (9), será discutida na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados a lei que cria o programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura). O Procultura prevê a criação de mecanismos mais transparentes e objetivos no processo de seleção de iniciativas culturais a serem apoiadas. Além disso, ele vai garantir políticas públicas mais adequadas para o desenvolvimento do setor.

sexta-feira, novembro 05, 2010

DIA NACIONAL DA CULTURA

HOJE É O DIA NACIONAL DA CULTURA ...

PLANO SETORIAL DE MUSEUS

Prezado(a),

O Instituto Brasileiro de Museus abriu, nesta quarta-feira (3/11), CONSULTA PÚBLICA para receber contribuições ao texto do Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM). A consulta vai até o dia 13 de novembro e as sugestões devem ser enviadas para o e-mail pnsm@museus.gov.br.

Após a realização do 4º Fórum Nacional de Museus, a Comissão Organizadora do evento criou um Grupo de Trabalho para a sistematização do Plano Nacional Setorial de Museus, o qual irá compor o Plano Nacional de Cultura. Com base no Art. 16 do Regimento Interno do 4º FNM, coube ao Grupo de Trabalho realizar proposições ao texto com vistas a possibilitar maior coerência e clareza à sua leitura. A revisão das propostas teve por princípios respeitar ao máximo a redação original e, nos casos em que foi necessária alguma proposição, utilizar-se de elementos do texto para sua composição.

Estão disponíveis, no sítio do Ibram, o documento para consulta pública, com as proposições elaboradas pelo Grupo de Trabalho, e o texto original elaborado no 4º FNM, em julho deste ano. Todas as ações estão numeradas e as proposições sugeridas estão sinalizadas por um asterisco. As contribuições serão avaliadas pela Comissão Organizadora do 4º Fórum Nacional de Museus.

Dê sua opinião, ela é muito importante!

Clique aqui ou digite www.museus.gov.br e acesse o banner Consulta Pública.
Instituto Brasileiro de Museus - Ibram / Ministério da Cultura

HOJE, HOMENAGEM À FRANCIZA

ABRACOR convida...

Prezados amigos e associados,

No dia 05 de novembro, dia da Cultura no Brasil, a Fundação Casa de Rui Barbosa entregará a Medalha Rui Barbosa a personalidades que se destacaram na prestação de serviços à Cultura do país.

A Profa. Franciza Toledo (in memória) será uma das homenageadas.
A ABRACOR convida todos os associados e amigos para participar desta homenagem a profa. que com seu trabalho e dedicação desenvolveu, fortaleceu e valorizou a área de Preservação do Patrimônio Cultural no Brasil.

Local: Auditório da FCRB - Rua São Clemente, 134, Botafogo, Rio de Janeiro.
Data: 05 de novembro (sexta-feira)
Horário: 17:00h.

Cordialmente,

Thais Helena de Almeida Slaibi
Presidente

domingo, outubro 31, 2010

500 anos esta noite

por Pedro Tierra
De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.
De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.
De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.
Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?
Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.
No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.

As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.
Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.


Brasília, 31 de outubro de 2010.

segunda-feira, agosto 09, 2010

Campanha: Todos pela Cultura - amanhã as 16 horas

ÁRVORE MOREIRA

Parabéns ao judiciário goiano.

A decisão de preservar a árvore moreira é possivelmente a inauguração de um novo ciclo na história do patrimônio cultural goianiense.

Abaixo a matéria completa do site do http://www.mp.go.gov.br/portalweb/conteudo.jsp?page=1&base=1&conteudo=noticia/cf21caba4313095cc9f8cb54ba781cc9.html


09/08/2010 - Juiz determina preservação de árvore moreira, patrimônio histórico de Goiânia


Atendendo pedido feito pela promotora de Justiça Gerusa Fávero Girardelli, o juiz Jeronymo Pedro Villas Boas determinou que os proprietários do imóvel localizado na Rua 24, nº 58, no Centro de Goiânia, patrimônio cultural do Município, sejam impedidos de fazer qualquer intervenção no imóvel em que está plantada a árvore moreira, também histórica. A decisão exclui apenas as intervenções de caráter restaurador ou conservador.

Pela decisão, os donos do imóvel ficam proibidos de realizar qualquer atividade econômica no imóvel, incluída na vedação permitir a instalação de estacionamento de veículos no local.

Ao Município de Goiânia, foi determinado que garanta, ininterruptamente, até solução final, a preservação da árvore, por meio de equipe profissional de seus quadros, com o conhecimento técnico que a situação requer. A equipe deverá emitir laudo sobre o estado de conservação da árvore, bem como das medidas adotadas para sua preservação.

Foi fixada multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento das determinações.

Árvores histórica
A árvore moreira é tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal e conhecida como o primeiro “palácio” de governo da cidade, já que sua sombra foi utilizada pelo fundador da capital, Pedro Ludovico Teixeira, como escritório. A ação civil pública foi proposta em julho deste ano motivada por informações enviadas à 7ª Promotoria de Justiça de que as construções existentes naquele endereço estavam sendo demolidas. Tratava-se de três casas geminadas, no estilo bangalô, com construção característica da época e destinadas a abrigar os funcionários públicos que vinham a Goiânia, ou mesmo moradores da nova capital. (Cristina Rosa / Assessoria de Comunicação Social

quarta-feira, agosto 04, 2010

PEDRO E SEU CAVALO 4

Pedro na Serrinha

Com muito orgulho, posso dizer que fui aluna de Neusa Moraes na UFG. Pessoa maravilhosa, artista fantástica. Tenho certeza que ela estaria tremendamente feliz de ver que seu monumento às Três Raças se tornou um postal de Goiânia e até mesmo os sites de companhias aéreas o utilizam para identificar a cidade.

É motivo de alegria também para nós que vivemos em Goiânia, goianos de nascimento ou de coração. Mas também tenho certeza de que ela está se revirando no túmulo por quererem colocar Pedro Ludovico na Praça Cívica. Que os ambientalistas, com seu radicalismo, me perdoem mas concordo plenamente com Deolinda Taveira, assim como com a arquiteta que ressaltou o assunto nesta coluna, que leio diariamente.

Na Praça Cívica, a estátua de Pedro Ludovico vai ficar completamente perdida visualmente, além de fora do original contexto histórico. Que o governo se levante e faça um planejamento apropriado ecologicamente para um parque na Serrinha, ao invés de deixar o lugar ao deus-dará.

Até mesmo de longe se poderá ver Pedro Ludovico apontando para o Centro da cidade, lugar que ele escolheu para iniciar a nova capital do Estado, além do que dará continuidade aos monumentos já erguidos ao longo da Av. 85, que se transformará com certeza em um corredor turístico, onde todos os que nos visitam terão prazer de fotografar.

NILZA NÉRI

Goiânia - GO
Fonte: O POPULAR Carta dos Leitores 04/08/2010

quinta-feira, julho 29, 2010

Pedro e seu cavalo 3

Pedro na praça

Botando os pingos nos is: após tanta coisa escrita sobre o melhor lugar para a colocação da estátua equestre de Pedro Ludovico algumas coisas precisam ficar bem definidas e claras. Embora a família de Pedro tenha opinião bem definida sobre a localização da estátua, ela reconhece que não tem nenhuma autoridade sobre esse assunto, pois isso cabe às pessoas que estão no governo.

A opinião da família está inquestionavelmente exposta em uma carta assinada pela maioria dos filhos do homenageado e alguns netos, que foi entregue no protocolo do Palácio das Esmeraldas, para o governador Alcides Rodrigues.

Nesta carta, a família pede que a obra de arte seja instalada na Praça que leva seu nome, na antiga Praça Cívica, hoje Praça Pedro Ludovico Teixeira. Após muitas reuniões, consultas, telefonemas, cartas publicadas de diversas pessoas, algumas coisas saltam aos olhos.

A primeira e mais importante é que não se fez um projeto de adequação da estátua que fosse discutido amplamente; houve sim, um projeto de uma rampa que seria colocada no Serrinha, que, após, exposto à opinião pública não teve o apoio popular. Há até uma lei municipal que interpreta a vontade da maioria dizendo que a estátua seja instalada na Praça Pedro Ludovico (rua 82 não é a Praça Pedro Ludovico) e ainda assim continua faltando um projeto.

A Praça Pedro Ludovico tem diversos pontos tombados pelos três níveis de governo, o que não impede que alguma modificação seja feita, desde que adequadamente apresentada e negociada através de proposta às autoridades municipais, estaduais e federais, para que se faça o projeto definitivo de alguns deslocamentos e retiradas de coisas que nunca pertenceram à Praça.

Entre essas estão os postes de cimento gigantescos que servem de mastros para as bandeiras e para iluminação, retornando a iluminação original em pequenos postes de luz, estilo art déco. E, eventualmente, a retirada do prédio "provisório" da Prefeitura, hoje a destoante Secretaria de Finanças, para ali fazer o Memorial de Goiânia e dos Pioneiros.

UBIRATAN ESTIVALLET TEIXEIRA

MARIA DULCE LOYOLA TEIXEIRA

Goiânia - GO

quarta-feira, julho 28, 2010

Estátua de Pedro 2

Carta do Leitor
28/07/2010 - Jornal O POPULAR

Chego a Goiânia, depois de meses distante, e pelas páginas do POPULAR e nas rodas de amigos fico sabendo da polêmica na cidade acerca do local de implantação da escultura em bronze de Pedro Ludovico sobre um cavalo. De um lado, estão os que defendem a implantação da escultura no Morro da Serrinha, como previa o projeto idealizado há 20 anos, quando a estátua foi encomendada a Neusa Moraes.

Esse projeto buscava fazer referência a um fato histórico, pois foi no Morro da Serrinha, na década de 30, que Pedro, a cavalo, vislumbrou o local da futura capital de Goiás. Do outro lado, estão os que defendem a transferência da escultura para a Praça Cívica.

Diante do debate, me posiciono como arquiteta e urbanista que sou. Meus argumentos giram em torno de questões compositivas e urbanísticas e, consequentemente, questões simbólicas que permeiam qualquer intenção projetual. A Praça Cívica, pela sua configuração e dimensão, não é adequada para receber a escultura com 7 metros de altura, a não ser que o objetivo seja ofuscá-la em meio a outros monumentos que a praça acolhe. Compositivamente, é importante observar que uma figura, para se fazer visível e imponente, precisa ter um fundo neutro, e me parece que a Praça Cívica não cumpre este papel.

Do ponto de vista urbanístico, deve-se avaliar que a possibilidade de levar a estátua à Serrinha pode ser uma oportunidade para revitalizar uma área privilegiada que, há anos, vem sendo mal utilizada e degradada. Obviamente, não se está falando da simples inserção da estátua, mas de associá-la a um mirante, ao parque, ou a outros elementos que animem a Serrinha e que a configurem como um evento urbano.

Simbolicamente, acredito que o estadista moderno montado a cavalo só ficará bem inserido num contexto histórico que explique o fato e não no centro cívico da cidade, símbolo maior de modernidade e urbanidade. A modernidade de Ludovico se vincula mais à linguagem art déco, que fazia referência mais ao aerodinamismo das máquinas do que ao do lombo de um cavalo.

ANA ELÍSIA DA COSTA

Goiânia – GO

sexta-feira, julho 23, 2010

ROCK PELO NIEMEYER 2

MANIFESTAÇÃO NO DIA 24 DE JULHO!

"CONVIVENDO NAS DIFERENÇAS, CULTURA NÃO PODE FALTAR"
FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA

PROGRAMAÇÃO
Dia 24 de julho – sábado
Em frente ao Centro Cultural Oscar Niemeyer – GO 020
A partir das 16h

Shows durante toda a manifestação!

Terrorista da Palavra
Antes do Fim
Radiocarbono
Barfly
Vida Seca
Death from Above
TNY
Fígado Killer
MC Dyskreto + Ivo Mamona
Gloom
Cicuta
Black Drawing Chalks


Abços
Ferraz
Música Nacional! Acessem http://www.radioweb.bocalivre.org
http://twitter.com/wilmarferraz
"Nunca, Nunca e nunca de novo esta bela terra experimentará de novo a opressão de um sobre o outro" Nelson Mandela

ILAM CAPACITAÇÃO MUSEOLÓGICA




Estimados colegas de las instituciones patrimoniales de Latinoamérica y el Caribe:

El Ministerio de Cultura de España y la Fundación ILAM a través de Ilam/Capacitación, se complacen en anunciar el lanzamiento de la presente propuesta de capacitación virtual, para la cual en esta ocasión se ofrecen becas totales gentilmente patrocinadas por el Ministerio de Cultura del Gobierno de España para las instituciones patrimoniales de América Latina y el Caribe, para un Programa Completo de Capacitación compuesto por los siguientes tres talleres por Internet:


Tema del Taller Fecha
1. Registro y Catalogación de Colecciones 6 septiembre – 8 octubre
2. Identidad Visual y Comunicación para Instituciones Patrimoniales 11 octubre – 12 noviembre
3. Plan de Conservación Preventiva (diagnóstico del museo y elaboración del plan). 15 noviembre – 17 diciembre


Este Programa de talleres permitirá a los participantes contar con las herramientas teórico-prácticas para poder afrontar con éxito los retos que imponen el resguardo y la comunicación del patrimonio y la diversidad cultural de los museos, facilitando así la promoción del museo como un agente de cambio social.

Los tres talleres están conceptualizados para que los participantes reflexionen y revisen con un ojo crítico las prácticas que como profesionales llevan a cabo dentro de sus museos, pero también para que sean capaces de emprender acciones concretas y efectivas sobre aquellas áreas de acción del museo en que identifiquen debilidades, mejorando así el papel de su institución como custodio y transmisor de nuestra riqueza patrimonial cultural y natural.

La información completa acerca del Programa de Capacitación, (invitación, requisitos y formulario de inscripción) está disponible en el portal de Ilam/Capacitación http://capacitacion.ilam.org a partir de 21 de julio. La fecha límite para la recepción de solicitudes es el 08 de agosto de 2010. Se recibirán solicitudes únicamente en el correo electrónico becas@fundacionilam.org

Un saludo muy cordial,


Daniela Álvarez



Comunicaciones
Fundación ILAM
Apartado 02-1175 Plaza Uruka, San José, Costa Rica
Tel : (506)2232-4698
Fax: (506) 2291-4446
E-mail: becas@fundacionilam.org
Web-site: www.ilam.org
tu conexión al patrimonio latinoamericano

quarta-feira, julho 14, 2010

Pedro Ludovico e seu cavalo 1

SIGNIFICADOS POSSÍVEIS DA INSTALAÇÃO DO MONUMENTO EQÜESTRE DE NEUSA MORAIS NO
PARQUE SERRINHA
Osmar Pires Martins Júnior*

O expoente escritor José Mendonça Teles, nas suas Crônicas & Outras Histórias, publicadas em 3 de dezembro de 2007, sob o título “O cavalo de Pedro Ludovico”, lançou o desafio aos homens públicos, verdadeiramente comprometidos com Goiânia: “já pensou um mirante, com turistas à vontade e o Pedrão lá em cima, montado à cavalo, olhando a cidade que ele carinhosamente construiu?”.

O expoente escritor nos propõe a instalação da monumental obra de Neusa Morais – a estátua eqüestre de Pedro Ludovico, cavalgando, vistoriando a área que escolheu para edificar a nova capital de Goiás no Morro Serrinha. Noutra crônica, escrita em 29 dezembro de 1996, afirmou: ”foi vistoriando as terras, montado a cavalo, na região da Serrinha, que Pedro Ludovico decidiu-se de que aqui seria a nova capital”.

Além dos aspectos históricos e culturais envolvidos, acrescento outros de natureza ambiental para reforçar a proposta lançada. O Morro Serrinha ocupa uma área de cento e oito mil metros quadrados, entre o Setor Pedro Ludovico e o Bairro Serrinha, próximo ao Setor Bueno, com um perímetro de um mil quatrocentos e cinqüenta metros. Nesta região da cidade há carência de espaços livres e, em especial, de áreas verdes, com desequilíbrio entre áreas construídas e não construídas, na qual prevalecem as primeiras, reduzindo a disponibilidade de espaços livres. As áreas públicas alienadas no entorno direto do Morro Serrinha somam seiscentos e oitenta e um mil metros quadrados, correspondendo a uma dilapidação de 20,5% do patrimônio público.

Somente no Setor Bueno foi privatizado um total de área pública de trezentos e cinqüenta e sete mil metros quadrados. O processo de alienação, parcelamento e edificação das áreas públicas da região é intenso e levou à formação de um passivo de um milhão e trinta e sete mil metros quadrados de áreas públicas desvirtuadas da sua função original, destinadas à proteção do meio ambiente, ao lazer e recreação, à educação, saúde e segurança publicas. Este processo está associado à impermeabilização do solo e à manifestação de episódios de enchentes causadores de prejuízos ao patrimônio público e particular, à saúde pública e à vida humana.

Apesar da elevada densidade demográfica da região, poucas são as Unidades de Conservação existentes com áreas expressivas, como o Jardim Botânico que possui uma área de quase um milhão de metros quadrados. Portanto, pode-se afirmar que se trata de uma região com um déficit de espaços públicos, comprometendo funções urbano-ambientais relevantes ao equilíbrio do meio urbano, de lazer e de recreação ao goianiense.

O Morro Serrinha se constitui hoje na única reserva de Cerrado dentro da área urbana de Goiânia. O Cerrado é o tipo predominante de formação vegetal na região central do País e que tem sido equivocadamente relegado a um segundo plano por sua fisionomia menos “exuberante” que as matas. Essa constatação aponta para a necessidade de preservação da vegetação daquele morro.

Do ponto de vista fisionômico, a vegetação da Serrinha é de “cerrado típico”, com dois estratos, um rasteiro e outro arbustivo-arbóreo, este formado por árvores de porte baixo. No aspecto florístico, levantamento feito pelo professor Heleno de Freitas, do Departamento de Botânica da UFG, registrou 71 espécies vegetais, como jatobá-do-cerrado, ipê-do-cerrado, barbatimão, faveira, carobinha. Esse número de espécies é próximo da média observada em áreas de Cerrado. Esse dado indica que, apesar do intenso nível de degradação sofrido, a área da Serrinha milagrosamente conserva as características ecológicas típicas dos ecossistemas nativos.

A proposta de José Mendonça Teles de instalação de um mirante com a estátua eqüestre de Pedro Ludovico, no contexto de instalação de um Parque Natural, apresentado pela presidente da Agepel, Linda Monteiro, com o apoio do presidente da Amma, Clarismino Junior, expressa, portanto, significados de homenagem ao criador Pedro Ludovico e sua obra, de reconhecimento à escultora Neusa Morais e de preservação de um patrimônio ambiental, histórico e cultural goianiense.

*Osmar Pires Martins Júnior, professor de Pós-Graduação na PUC-GO e no IPOG, biólogo, engenheiro agrônomo, mestre em Ecologia, doutorando em C. Ambientais, é membro - titular da cadeira 29 (patrono: Attílio Corrêa Lima) da Academia Goianiense de Letras.

Maiores informações sobre o Morro do Serrinha http://morrodaserrinha.blogspot.com/ é uma Associação de Amigos.

domingo, julho 11, 2010

Pedro Ludovico e seu cavalo

Por Deolinda Taveira*
Neusa, sob encomenda da Prefeitura de Goiânia realizou a obra de sua vida, uma escultura eqüestre, representando Pedro Ludovico em seu cavalo no momento que buscava (teoricamente) área para construir a nova Capital. Da Prefeitura de Goiânia levou o maior calote, durante anos passou a vergonha de implorar por ajuda para terminar a obra e finalmente, o Governo do Estado, através da AGEPEL, após a morte da escultora assumiu a dívida com a fundição. Era um desejo dela que o bronze fosse de ótima qualidade. Paga a fundição e a obra pronta para voltar à Goiânia, a AGEPEL apresenta uma proposta de fazer a instalação da obra no morro do Serrinha – um paliteiro de antenas -, pois historicamente, foi nesse morro que Pedro Ludovico teve uma visão geral da área escolhida para instalar a nova Capital.

Depois de tantos anos de idas e vindas, ou melhor, de miséria para a autora da obra e de descaso com a própria obra, finalmente, uma luz no fim do túnel, a licitação para a feitura do pedestal e instalação da escultura, porte monumental, no morro do Serrinha. E eis que recomeçam os discursos dos contra e dos a favor, neste caso, nem estou contra e nem a favor, em especial que acredito que representar Pedro Ludovico a cavalo é desmerecer o homem contemporâneo, urbano até o ultimo fio de cabelo e o seu terno de linho branco, todo estiloso!

No inicio de 2009 , segundo os jornais locais, 3 mil pessoas se reuniram para um abraço no Serrinha e defendiam a implantação de um parque ecológico, e aparentemente, o maior impedimento era o fato da área pertencer ao Estado e não a Prefeitura. Não me recordo em que época li no DM, salvo engano, um artigo assinado por Osmar Pires, professor e primeiro e efetivo secretário de Meio Ambiente de Goiânia, defendendo a instalação de um parque naquela área e com destaque, a colocação da escultura de Neusa Moraes, até mesmo por que tanto a autora quanto o representado careciam das homenagens! Em 2010, um pastor, a despeito da origem “alienígena”, em seu favor há que se dizer que em várias ocasiões promoveu ações a favor do patrimônio cultural goianiense e em outras, como no caso da escultura do Bandeirantes o linchamento de símbolos, faz aprovar na Câmara Municipal, sem consulta popular, uma lei que obriga a instalação da escultura eqüestre de Pedro Ludovico na Praça Cívica.

Acredito que está faltando um pouco de bom senso nessa polêmica, pois como é possível, um defensor do patrimônio cultural goianiense, fazer votar uma Lei que obriga uma praça já saturada, que já não cumpre a função idealizada pelo autor do projeto Attílio Correa Lima e também pelo fundador da cidade Pedro Ludovico, que seria a função de centro cívico, a dar abrigo a mais um objeto estranho a mesma. E a pensar que a Praça Cívica é um bem cultural com tombamento federal, estadual e municipal. Ou será que o autor do projeto desconhece que a praça é totalmente ocupada, diariamente, como estacionamento? Não desempenha o papel de espaço de convivência e manifestações cívicas e nem é preciso recordar que já houve o primeiro erro, com a retirada do obelisco central, para fazer ali, a instalação do Monumento as Três Raças. E o segundo com a permissão para esse tipo de ocupação (estacionamento).

E como se não bastasse, agora vão colocar o cavalo lá? Uma escultura gigantesca, que precisa de espaço para ser vista e apreciada. Inserida no cantinho da Praça, bem defronte a uma das fontes que foram desativadas, por absoluta falta de manutenção, e que serve de dormitório a moradores de rua , quem vai ver? E quantos anos levará para a Prefeitura retirar o velho barracão do local? E as velhas árvores que com certeza serão mortas para deixar pastar o cavalo de bronze ?

É lamentável, do mesmo modo que a Rua 20 desapareceu na sua configuração original e a arquitetura modernista que vem sendo demolida sistematicamente, tida com sem valor, diante da imponência simplista da art déco goianiense. O que na verdade representa, em uma visão bem singela, que a estética do belo, que pautou a construção de Goiânia, deixou espaço para a ausência total de estética, de identidade. Observem a nova arquitetura local, onde foi parar o belo, os detalhes, as diferenças, a estética???

Mas uma vez, assistiremos estupefatos, sendo colocado o cavalo na Praça, a essa ausência de senso estético, que se vangloria de instalar “palitos luzidios ” em viadutos e que a mídia local, acrítica, adota como símbolo de modernidade, e nem preciso comentar da humilhação e a vergonha (diante de tanto provincianismo) de Pedro Ludovico, montado em seu cavalo, disputando o espaço e a visibilidade com um estacionamento de carros ou barracas natalinas, ou feiras.

Por que será que o Monumento do Ipiranga (SP) é tão espetacular? Por que, dentro outros motivos, pode ser visto em uma Praça aberta.

A Praça Cívica é do povo, é a Praça das manifestações cívicas.

Que Pedro Ludovico, do alto do Serrinha continue a apreciar a cidade que criou, e que veja como ela se perdeu, em engarrafamentos e se expandiu, muito mais do que sonhou, e aproveitando a sua presença no local, que seja realidade um Parque Ecológico temático. Goiânia não é mais só o centro – abandonado por sinal – mas, gigantesca, esparramada, derramada, viva. Vamos respeitar a obra de Neusa, que muito sofreu para realizá-la e a memória de um homem que estava além do seu tempo, um homem contemporâneo.

*Deolinda Taveira é Conservadora Restauradora de Bens Culturais e publica o blog “AMIGOS DOS MUSEUS “
http://amigosdemuseu.blogspot.com

domingo, maio 09, 2010

FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA

Se você sempre teve vontade de fazer e nunca fez, faça agora, vamos nessa! Cultura sempre!

MOBILIZAÇÃO SUPRAPARTIDÁRIA PARA O FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA

Estamos mobilizando toda a classe artística de Goiás e a sociedade para retomar as
atividades do Fórum Permanente de Cultura com o objetivo de publicar um manifesto
em defesa da cultura e estabelecer uma pauta de reivindicações para intervir junto aos
poderes constituídos e no processo eleitoral de 2010.

O Fórum Permanente de Cultura é um movimento que surgiu em Goiânia no final dos
anos 90 e teve como principal resultado de luta a aprovação das leis de incentivo a
cultura em Goiânia e em Goiás. À época, o movimento se reunia todas as terças-feiras
no Centro Cultural Martim Cererê onde planejava ações políticas e exercia o debate
permanente em defesa da cultura.

É hora de retomada. Nosso objetivo agora é defender a cultura como política pública
prioritária, publicando um manifesto em defesa dos trabalhadores da cultura e da arte
e apresentando nossa pauta de reivindicações junto aos poderes constituídos e para o
processo eleitoral de 2010.

SUGESTÃO DE PAUTA DEFINIDA NA COMISSÃO PROVISÓRIA DE MOBILIZAÇÃO
REUNIDA EM 02 DE MAIO DE 2010, NA VERBOCERRADO COMUNICAÇÃO.

1) POR MAIS VERBAS PRA CULTURA; AUMENTO DO FUNDO DE CULTURA
PARA UM PATAMAR DIGNO NOS PODERES MUNICIPAL, ESTADUAL E
FEDERAL.

2) PELA OCUPAÇÃO PLENA E URGENTE DOS ESPAÇOS PÚBLICOS
DESTINADOS A ATIVIDADES CULTURAIS COM AÇÕES FINANCIADAS
PELOS PODERES PÚBLICOS E OFERTADAS À SOCIEDADE.

3) PELA REVITALIZAÇÃO E OCUPAÇÕA PLENA DE TODOS OS ESPAÇOS
PÚBLICOS DE CULTURA EM CONDIÇÕES DE ABANDONO.

4) PELA INTERIORIZAÇÃO DA CULTURA COMO FORMA DE PROMOVER O
ACESSO AO CONHECIMENTO E GARANTIR O DIREITO A MANIFESTAÇÃO
ARTÍSTICA EM BAIRROS, ORGANIZAÇÕES COMUNITÁRIAS E TODAS AS
PEQUENAS CIDADES DO NOSSO ESTADO E DO NOSSO PAÍS.

REUNIÃO DE INSTALAÇÃO DO FÓRUM

SEGUNDA FEIRA, DIA 10 DE MAIO, ÀS 19 HORAS,
NO IFG (ANTIGO CEFET , ANTIGA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE GOIÁS, AO LADO DO MUTIRAMA.

quarta-feira, maio 05, 2010

SEMANA DE MUSEUS EM GOIÁS

Goiânia, 5 de maio de 2010

Prezado(a) Colega

Vimos informar sobre a programação da Semana de Museus do Estado de Goiás e sobre o adiamento da oficina Gestão e Documentação de Acervos que estava programada para a cidade de Goiânia. Devido a ajustes de agenda com o IBRAM, parceiro na realização nas ações de capacitação em todo o país, a oficina deverá ser realizada ainda neste semestre em data a ser definida e informada ao(a) senhor(a).

Informamos ainda que a outra oficina Museu Memória e Cidadania programada para o Estado de Goiás para o mês de maio está confirmada e acontecerá na cidade de Jataí, nos dias 19, 20 e 21 deste mês. As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas através do telefone do Museu Histórico de Jataí (64) 3632-4049 ou pelo email museuhistoricojatai@gmail.com.

Além da oficina em Jataí, dezenas de outras atividades estão programadas para a Semana de Museus 2010 nos diversos museus privados e públicos estaduais, federais e municipais de Goiás conforme a programação que encaminhamos abaixo. Participe!
Atenciosamente

Tânia Mendonça
Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico
Coordenação de Museus da Agepel

Confira a programação:

CIDADE DE BRITÂNIA

MUSEU DE ARTE - MABRI
Avenida Perimetral, s/n – Orla do Lago dos Tigres - Centro
britaniaprefa@hotmail.com Tel:(62) 3383-1461 (62) 8468-7456
01/06/2010 a 30/06/2010 - 08h às 17h
Exposição Fotográfica sobre a história de Britânia.

GOIÂNIA

CENTRO CULTURAL JESCO PUTTKAMER/PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS
AV. T-3, 1732 – Setor Bueno
centroculturalucg@hotmail.com Tel:(62) 3251-0721
17/05/2010 a 22/05/2010 - 08h às 18h
Exposição – Diálogos Interculturais: Conhecimento e Tecnologia - “BUTUO BDÈÈRYSYNA: conhecimento e interculturalidade”
17/05/2010 a 18/05/2010 - 09h às 11h
Oficina - Teatro de Bonecos: conhecendo o passado através dos objetos (para crianças de 4 a 10 anos de idade)
19/05/2010 - 15h às 17h
Oficina - Teatro de Bonecos: conhecendo o passado através dos objetos (para crianças de 4 a 10 anos de idade)
19/05/2010 a 20/05/2010 - 09h às 11h
Oficina - Cerâmica: manuseando a argila com técnicas utilizadas na pré-história
20/05/2010 - 15h às 17h
Oficina - Cerâmica: manuseando a argila com técnicas utilizadas na pré-história
21/05/2010 a 22/05/2010 - 09h às 11h
Oficina - Arte Rupestre: conhecendo as manifestações artísticas do homem pré-histórico

COORDENAÇÃO DE MUSEUS DA AGEPEL
Rua 82 1º Andar, 400 – Setor Sul
sistemademuseus@agepel.go.gov.br Tel:(62) 3201-5132 (62) 3201-5126
17/05/2010 – 10 horas
Abertura Oficial da Semana de Museus da Agepel
Local: Sala Multimeios do Museu da Imagem e do Som
Praça Cívica nº 2 Centro – 2º Andar

MUSEU ANTROPOLÓGICO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
AV. Universitária, 1166 – Praça Universitária – Setor Universitário
museu@museu.ufg.br Tel:(62) 3209-6010 (62) 3209-6375
18/05/2010 - 09h às 11h
Conferência Museus para a Harmonia Social, com
a Profa. Manuelina Maria Duarte Cândido/FCS/UFG
18/05/2010 - 14h às 21h30
Visita guiada à exposição de longa duração Lavras e Louvores

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE GOIÁS/AGEPEL
Praça Cívica nº 2 - CENTRO
contato@mis.go.gov.br Tel:(62) 3201-4658 (62) 3201-4681
17/05/2010 – 10 horas
Ato de assinatura do termo de doação do acervo Samuel Costa
Local: Sala Multimeios do MISIGO– 2° andar
17/05/2010 – 18:30 h às 20h
Palestra “Alois Feichtenberger - vida e obra” proferida pelo historiador Guilherme Talarico
Local: Cine Cultura - Sala Eduardo Benfica
18/05/2010 a 23/05/2010 - 09h às 17h
Visita monitorada à exposição Mulheres Ritos e Retratos
Local: Sala de Eventos do MIS|GO
17/05/2010 e 18/05/2010 – 08 às 16 h
Sessão de Treinamento Técnico: “Digitalização de fotografias em equipamento modelo Scan Maker i900 Microtec”/ Ministrante: museólogo e fotógrafo Márcio Ferreira, colaborador do Centro de Conservação da Funarte - Rio de Janeiro.
Local: Estação de Trabalho nº 1 do MIS|GO

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA/AGEPEL
Rua 4, 515 - Edifício Parthenon Center Sobreloja – Setor Central
museugo@yahoo.com.br Tel:(62) 3201-4695 (62) 3201-4686
05/03/2010 a 17/12/2010 - 09h às 17h
Visita Monitorada às Exposições do Acervo
Local: Salas de Exposição do Museu de Arte Contemporânea/Agepel

MUSEU ZOROASTRO ARTIAGA
Praça Cívica, nº 13 – Setor Central
museuzoroastroartiaga@agepel.go.gov.br Tel:(62) 3201-4676/ 3201-4676
17/05/2010 a 31/07/2010 - 10h às 17 h
Exposição sobre o momento da Constituinte de 1988 com ilustração do cartunista Jorge Braga

CIDADE DE GOIÁS

MEMORIAL PAULO BERTRAN-INSTITUTO BERTRAN FLEURY
Rua Padre Arnaldo, S/N - Centro
gracafleury@escolapiaget.com.br Tel:(62) 3371-1667
18/05/2010 a 21/05/2010 - 19h30 às 21h30
Concurso com os alunos do Colégio Estadual Alcides Jubé para um ensaio sobre o tema harmonia social na obra poética de Paulo Betran.
Exposição e palestra sobre o resgate das tecedeiras na cidade de Goiás.

MUSEU DAS BANDEIRAS
Praça Brasil Ramos Caiado, SN – Setor Central
muban@iphan.gov.br Tel:(62) 3371-1087
14/05/2010 a 15/05/2010 09h às 17h
Oficina - Harmonizando o social - o profissional de museus como agente ativo no processo de conservação preventiva de acervos museológicos.
Local: Pátio e Salão de Eventos
17/05/2010 a 18/05/2010 19h às 20h30
Palestra -“Harmonia e Conflito - o objeto museal como representação social“ - palestra com a Dra.Maria das Graças Teixeira, professora da UFBA.
Local: Salão de eventos
18/05/2010 a 31/05/2010 20h às 14h
Exposição Temporária “Rondon - um bandeirante contemporâneo em busca da harmonia social”
Local: Salão Vintém de Cobre/Museu das Bandeiras

MUSEU PALÁCIO CONDE DOS ARCOS
Praça Tasso Camargo, N° 1 – Setor Central
palaciocondedosarcos@agepel.go.gov.br Tel:(62) 3371-1200
18/05/2010 a 18/06/2010 09h às 17h
Visitas Monitoradas à exposição de longa duração do
Museu Palácio Conde dos Arcos


CIDADE DE JATAÍ

MEMORIAL JK - JATAÍ
Alameda das Primaveras, S/N - Parque Ecológico JK - Centro
mjk-jatai@hotmail.com Tel:(64) 3632-4137 (64) 3632-4037
17/05/2010 a 19/05/2010 - 09h às 17h
Exposição “55 anos do 1º comício de JK à Presidência em Jataí”.Homenagem aos pioneiros jataienses.
17/05/2010 a 19/05/2010 - 09h às 17h
Exibição de vídeos documentais sobre a trajetória política de Juscelino Kubitschek


MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA/JATAÍ
Rua Castro Alves, 468 - Centro
macjatai@gmail.com Tel:(64) 3632-4048
17/05/2010 - 19h às 21h
Palestra - Arte Contemporânea - com o Júri de seleção e Premiação do 9º Salão Nacional de Arte
19/05/2010 a 28/08/2010 - 20h às 22h30h
Exposição - 9º Salão Nacional de Arte - Jataí - GO
22/05/2010 - 09h às 16h
Oficina Criança Faz Arte - o MAC sob o olhar construtivista das crianças - desenho com interferência

MUSEU HISTÓRICO DE JATAÍ FRANCISCO HONÓRIO DE CAMPOS
Rua José Manoel Vilela, 286 - Centro
museuhistoricojatai@gmail.com Tel:(64) 3632-4049
18/05/2010 - 19h às 21h
Apresentação da Escola Municipal de Música de Jataí
18/05/2010 - 19h30 às 22h
Coquetel de comemoração do 16º aniversário do Museu e lançamento da XII edição do Boletim Informativo do Museu
18/05/2010 - 19h às 21h
Abertura das Exposições: “Infância sem Terra” e “Arte da Liberdade”.
19/05/2010 a 21/05/2010 09h às 12h
Mini-Curso - Museu, Memória e Cidadania - IBRAM
22/05/2010 09h às 11h30
Oficina de pintura para crianças com o artista plástico Ley Silva

CIDADE DE PORANGATU

MUSEU ÂNGELO ROSA DE MOURA
Av. Tiradentes, S/N esquina com Rua Pedro Ludovico – Nossa Senhora da Piedade
diretoriacultural@hotmail.com Tel:(62) 3362-5042 (62) 3362-5095
19/05/2010 - 20h
Abertura Oficial - Apresentação da Banda Municipal, apresentação dos integrantes da Associação Amigos do Museu Ângelo Rosa (AAMAR), abertura das exposições e coquetel.
19/05/2010 a 22/05/2010 - 09h às 17h
Exposição do Acervo Permanente
Exposição de Arte Sacra - Artista Plástico: Lauriston
20/05/2010 - 08h às 09h30
Palestra “Um olhar sobre o Descoberto” - Historiadora: Tatiane Costa e Silva.
20/05/2010 - 09h30
Visita guiada ao Patrimônio Histórico - Profa.Maria de Jesus

CIDADE DE SERRANÓPOLIS

MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL SERRA DO CAFEZAL
Rua Esperidião Quadra 114, Lote 08, Setor Rodoviário
museuserra@hotmail.com Tel:(64) 3668-1114 (64) 9695-3104
17/05/2010 19h30 às 21h
Apresentação da Companhia de Teatro Institucional ”Balaio de Baco” - Projeto: ”Olhando de Perto” de Luciana Mauren
Local: Auditório do Museu
20/05/2010 20h30 às 22h
Quinta Cultural - SARAU com diversas manifestações artísticas
Local: Auditório do Museu
20/06/2010 20h às 22h
Exposição de Fotografias de Roosevelt Vilela - fotografias inéditas realizadas em 1995, no período da escavação do “Homem da Serra do Cafezal“.
20/05/2010 18h30 às 19h30
Inauguração do Museu
Reestruturação do espaço físico do Museu
20/05/2010 19h30 às 20h30
Palestra - “Integração da Comunidade em Projeto Museológico” com a museóloga do IBRAM e Diretora do Museu das Bandeiras - Girlene Chagas
Bulhões
Local: Auditório do Museu
21/05/2010 21h às 22h
Manifestações Artísticas
Local: Auditório do Museu
21/05/2010 19h30 às 21h
Palestra “Harmonia Social através da experiência da Fundação Casa Grande - Homem do Cariri” - Goiás
Local: Auditório do Museu
21/05/2010 09h às 11h
Visita monitorada ao Museu.
23/05/2010 07h às 14h
Expedição Carro de Boi em uma fazenda histórica do Município de Serranópolis – Integração Social da Comunidade.
Local: Fazenda Histórica

CIDADE DE URUAÇU

MEMORIAL SERRA DA MESA
Avenida Generosa F de Carvalho, S/N - Loteamento Lago Sereno - Margens do Lago de Serra da Mesa
memorialserradamesa@gmail.com Tel:(62) 8104-5945 (84) 3349-23
17/05/2010 de 08h às 12h
Palestra - Dr. Rodrigo Gabriel sobre a importância do museu na região de Serra da Mesa
17/05/2010 de 14h às 17h
Exposição Fotográfica - “Terra Avá Canoeiro”
18/05/2010 de 14h às 17h
Exposição - Artesanato da Região de Serra da Mesa (9 artesãos)
19/05/2010 - 08h às 10h
Visitas Monitoradas - Passeio filosófico com padre filosófo Agamenilton
19/05/2010 - 10h às 12h
Mostra de vídeo - Folclore de Serra da Mesa
19/05/2010 - 14h a 17h
Exposição Indígena Timbira
20/05/2010 - 08h às 12h
Oficinas - Monitoria, estudo de público com o prof. Altair Sales Barbosa
20/05/2010 - 14h às 18h
Mostra de Animais Taxidermados
Oficina demonstrativa da taxidermia
21/05/2010 - 08h às 12h
Exposição - Trabalhos de História das escolas municipais de Funil, Água Branca e Matão
21/05/2010 - 14h às 18h
Exposição e lançamento de livros de autores da região de Serra da Mesa Músicas típicas da região

segunda-feira, maio 03, 2010

MAG, ENFIM PRONTO?

Carta encaminhada ao jornal O POPULAR .

Goiânia, 29 de abril de 2010.

Prezado Editor,

Sirvo-me da presente para parabenizar o jornalista Rodrigo Alves pela excelente matéria “Enfim, prontos” no qual relata a situação do Centro Livre de Artes e do Museu de Artes de Goiânia. A matéria muito bem elaborada, ouviu e viu vários lados e conduziu o texto de modo claro e objetivo, constatando que o poder público omisso é passível de ser responsabilizado,e punido. E na medida do possível, considerando a citação do meu nome na matéria, a publicação dessa carta.

Uma frase atribuída ao atual gestor da SECULT , “...partidas de pessoas mal-intencionadas” ao se referir as pessoas que criticaram e denunciaram a displicência no processo de reforma do prédio do CLA e MAG, impressiona e torna fácil compreender o terror moral dos servidores, da escola e do museu, em falar sobre o assunto.

Para compreender o caráter do atual gestor da SECULT e especialmente a forma como pensa cultura e política, e as relações estabelecidas com o patrimônio cultural goianiense, é preciso voltar no tempo. Nos idos de 1993, no Ministério Público Estadual um jovem promotor chamado Sulivan Silvestre, falecido em 99, se destacava pelas ações em defesa do meio ambiente e pela primeira vez na história de Goiás, também se envolveu com as causas do patrimônio cultural. Sulivan Silvestre recebeu a denúncia de que o painel “O sonho de Dom Bosco “ de autoria do artista plástico D.J. Oliveira seria destruído. E foi destruído, mesmo notificado, da noite para o dia, o então secretário de Cultura de Goiânia, Kleber Adorno, patrocinou, arrumando máquinas e homens da prefeitura, a total destruição do painel. A desculpa na ocasião era a vontade do artista, ainda vivo, e que posteriormente substituiu uma obra prima por um arremedo, em azulejo. Soube do caso por que o Dr. Sulivan Silvestre solicitou-me um parecer técnico sobre as condições da obra, parecer esse que foi totalmente inútil, visto que não havia mais obra alguma a ser estudada, já havia virado pó.

Alguns anos após outro episódio demonstrou outra faceta do caráter do mesmo cidadão. A memorável disputa entre Marconi Perillo e Iris Rezende. Kleber Adorno era o coordenador de campanha do jovem de camisa azul, que ninguém sabia quem era, mas que impressionava por onde passava, mas aparentemente, e de acordo com a mídia local, sem chances de ganhar. Ora, o grande sonho de consumo de Kleber Adorno era voltar a ser secretário de cultura, cargo que ocupou no governo Santillo. Aparentemente, avaliando a impossibilidade do jovem de camisa azul ascender ao “trono” goiano, às vésperas, duas semanas antes do último embate nas urnas, Kleber Adorno pulou para o lado de Iris, a derrota foi histórica e pecha de traidor ficou.

Ao assumir o governo em 2005, Iris ,em retribuição, resgata Kleber Adorno da vida acadêmica em uma universidade privada, dizem, não sei se é verdade, que uma indicação de PX Silveira, que veio depois se tornar inimigo mortal, com direito a ameaças de tiro na cara e tudo mais.
O primeiro grande feito de Kleber Adorno a frente da SECULT foi transformar o MAG em ganha- pão de cargo comissionado. E isso chegou ao ponto do MAG ter diretores, no plural, aquele que estava na Lei, nomeado, e aquele que se passava por ser o que nunca foi. Os fatos e as provas foram levados ao MP. E o Ministério Público em dezembro de 2005 entrou com uma ação Civil Pública e de Improbidade Administrativa (Nº 2005.03550781) contra os três envolvidos. E para fazer calar as pessoas “mal intencionadas” assediou e mandou assediar, moralmente, perseguiu, ameaçou e desqualificou. Não calou.

O segundo foi fraudar o processo eleitoral da 3ª Conferência Municipal de Cultura, a reação da sociedade foi recorrer à justiça através de um mandado de segurança. Março de 2010, quatro anos depois da sentença, favorável a sociedade, anulando a 3ª Conferência, a SECULT não cumpriu o determinado em sentença judicial. E nisto há um fato curioso, hoje, o juiz (aposentado) Eduardo Siade, que julgou favorável a sociedade é o também o Procurador do Município. Irá o Dr. Eduardo Siade mandar cumprir a sentença propalada?

O terceiro grande feito, neste mesmo ano, foi o plágio de tese de doutorado. Inscrito no doutorado na UFG, no momento da defesa de sua tese apresentou material retirado da internet e de trabalhos de outros autores, na ocasião, como defesa, que culpou quem digitou, pela incapacidade de citar as fontes.

Na sequência modificou a Lei do FAC retirando a possibilidade de participação da sociedade e tomando para si o poder de decidir quais e quem seria beneficiado pelos recursos oriundo do Fundo de Apoio a Cultura. Novos protestos e denúncias, onde quem criticava era qualificado de moleque, de mal intencionado e outros adjetivos.

Essa é uma pequena mostra do caráter e da personalidade do homem, que qualifica quaisquer criticas à sua gestão na SECULT, como coisa que pessoas mal-intencionadas, pessoas essas que nem vivendo duas vidas conseguiriam construir um currículo tão invejável no âmbito do descaso com a coisa pública. O que quero evidenciar é que tal postura nada mais é que o velho e ultrapassado coronelismo do cerrado, que nega aos cidadãos e cidadãs o direito de existir, de respirar, se o seu senhor não permitir. Como os tempos são outros, não dá mais para contratar capangas no Café Central, a forma de matar é desqualificar a voz do outro, dizendo que é coisa de moleques, arroubos, e más intenções. Coronelismo esse que algema moralmente, que faz com que os que se submetem tenham vergonha de si mesmo, que esmolem aquilo que é direito.

O Museu de Arte de Goiânia é um direito e espera-se, constatados os danos, e não apenas no acervo de arte, mas ao patrimônio público, como é relatado na reportagem que o Ministério Público aja com rigor e entre com a ação de reparação por danos morais à coletividade, e acrescentaria ainda, aos direitos difusos!

Goiânia precisa de políticas públicas para cultura, de verdade, de transparência na gestão da SECULT e principalmente, qualificação desses agentes públicos.

Atenciosamente,

Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais

Abaixo a redação modificada pelo jornal O POPULAR e publicada no dia 03/05/2010, na coluna Cartas do Leitor:

Cultura e política

Sirvo-me da presente para parabenizar o jornalista Rodrigo Alves pela excelente matéria Enfim, prontos no qual relata a situação do Centro Livre de Artes e do Museu de Artes de Goiânia.
A matéria foi muito bem elaborada, o repórter ouviu e viu vários lados e conduziu o texto de modo claro e objetivo, constatando que o poder público omisso é passível de ser responsabilizado, e punido. Considerando a citação do meu nome na matéria, assino esta carta.

Uma frase atribuída ao atual gestor da Secult, “...partidas de pessoas mal-intencionadas” ao se referir às pessoas que criticaram e denunciaram a displicência no processo de reforma do prédio do CLA e MAG, impressiona e torna fácil compreender o terror moral dos servidores, da escola e do museu, em falar sobre o assunto. Para compreender o caráter do atual gestor da Secult e especialmente a forma como pensa a cultura e a política, e as relações estabelecidas com o patrimônio cultural goianiense, é preciso voltar no tempo.

Nos idos de 1993, no Ministério Público Estadual, um jovem promotor chamado Sulivan Silvestre, morto em 1999, se destacava pelas ações em defesa do meio ambiente e, pela primeira vez na história de Goiás, também se envolveu com as causas do patrimônio cultural.

Sulivan Silvestre recebeu a denúncia de que o painel O Sonho de Dom Bosco, de autoria do artista plástico D.J. Oliveira, seria destruído. E foi destruído, mesmo notificado: da noite para o dia o então secretário de Cultura de Goiânia, Kleber Adorno, patrocinou, arrumando máquinas e homens da prefeitura, a total destruição do painel.

A desculpa na ocasião era a vontade do artista, ainda vivo, e que posteriormente substituiu uma obra-prima por um arremedo, em azulejo. Soube do caso porque Sulivan Silvestre solicitou-me um parecer técnico sobre as condições da obra, parecer esse que foi totalmente inútil, visto que não havia mais obra alguma a ser estudada, já havia virado pó.

DEOLINDA TAVEIRA MOREIRA
Vila Nova – Goiânia

domingo, maio 02, 2010

MUSEU DE ARTE DE GOIÂNIA, ENFIM PRONTO?




ENFIM, PRONTOS

Após criticada reforma que durou sete meses e chegou a causar danos, Museu de Arte de Goiânia e Centro Livre de Artes serão reinaugurados

por Rodrigo Alves para o jornal O POPULAR, caderno MAGAZINE.Goiânia,29 de abril de 2010.

Inicialmente, eram necessários 60 dias, com possibilidade de prorrogação para até 120. Mas ao todo foram mais de 200 dias de espera, cerca de 7 meses, para que ficasse pronta a reforma do prédio que abriga no Bosque dos Buritis o Museu de Arte de Goiânia (MAG) e o Centro Livre de Artes (CLA), mantidos pela Prefeitura. O CLA será reaberto amanhã e o MAG será entregue no dia 7. Ambos voltam a funcionar após uma conturbada reforma que abrangeu reparos no telhado e na fiação elétrica, chegou a causar danos ao mobiliário por causa da chuva e custou R$ 270 mil, segundo a Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

Requisitada há quase dois anos pelas diretorias dos espaços, a reforma demorou para sair do papel. Ambos precisaram esperar cerca de um ano desde que foi feito o primeiro pedido. A obra começou em setembro do ano passado, seguida de uma série de incidentes que atrasaram o andamento e pôs em risco a parte do acervo do museu que não pôde ser removida, além de mobiliário e equipamentos.

Como as chuvas vieram mais cedo em 2009, a reforma teve de ser paralisada, quando o telhado já havia sido retirado. O resultado foi o alagamento da parte interna do prédio, que estragou alguns móveis, e causou preocupação em artistas e entidades culturais em relação à parte do acervo do museu que permaneceu no local, como esculturas, pela falta de condições de mobilidade – cerca de 30%, de acordo com a direção do MAG. Sem telhado, móveis e obras ficaram expostos à umidade, sem proteção adequada.

Um agravante atrasou ainda mais a obra. A fiação do prédio, que já necessitava de troca, foi atingida pela chuva. A licitação teve de ser refeita para incluí-la, demandando mais tempo. “Quando o telhado foi retirado e choveu, a rede elétrica queimou. Aí foi preciso fazer outra licitação”, diz Mairone Barbosa, atual diretora do MAG. Segundo a diretora do CLA, Debora Marra, a fiação não havia sido incluída para não deixar a obra mais cara. “Em serviço público, para conseguir as coisas, às vezes temos de ir por partes”, justifica.

Prejuízos
Tanto o MAG quanto o CLA sofreram prejuízos. Fontes ouvidas pela reportagem disseram que até mesmo equipamentos de informática teriam sido danificados. A maior adversidade, contudo, se deu com os 30% do acervo técnico do museu que ficaram expostos à água, embalados somente em material plástico, conforme constatou uma vistoria do Ministério Público (MP). A situação suscitou protestos de artistas e pessoas ligadas ao museu, como a restauradora Deolinda Taveira, ex-diretora do local, que chegou a apresentar denúncia ao MP.


Comentário:“Os objetos de arte são em sua maioria compostos de diversos materiais, alguns mais sensíveis a determinados fatores de degradação, outros menos, mas todos são absurdamente sensíveis a ação nefasta do homem, é o caso do acervo do MAG. Em sua maioria são muito sensíveis a luz, a umidade e as mudanças bruscas de temperatura. A luz provoca a destruição das fibras dos papéis, o esmaecimento das cores e amarelecimento, dentre outros, a umidade é fonte de proliferação de fungos e bactérias em todos os objetos de arte, do apodrecimento das madeiras, da ferrugem nos metais e etc. E as mudanças bruscas de temperatura conduzem ao processo de contração e dilatação dos materiais que levam a danos irreversíveis.
Os 30 % do acervo(será que é isso mesmo?) deixados na reserva técnica, inundada durante meses, sem qualquer contenção ou cuidado com as obras, CERTAMENTE estão contaminados por agentes microbiológicos, popularmente conhecidos como FUNGOS, que proliferaram felizes no grande caldo que se tornou a sala.
A imagem mostrada na reportagem é clara na total ausência discernimento e de cuidados com o objeto e com o ser humano que está lá, desprotegido, usando apenas uma máscara.
Outra imagem impressionante foi a cobertura por telhas da pirâmide no centro do pátio, mas uma vez, reafirmando a ignorância e a falta de atenção para com as pessoas, usuários e servidores, que sufocam, por total ausência de ventilação no local. E o maior disparate, o MAG está situado no meio de um BOSQUE!”

“Durante o período de chuvas, o MAG passou destelhado e sem qualquer medida de contenção de danos”, anotou ela. A promotora substituta Gerusa Fávero Girardelli, da 7ª Promotoria de Justiça, responsável pelo patrimônio histórico, cultural, urbanístico e meio ambiente, explicou ao POPULAR que uma equipe de fiscalização foi mandada ao local para averiguações. “Os fiscais da promotoria constataram que algumas obras estavam no local, cobertas por um plástico”, relata.

O passo seguinte da promotoria foi enviar um ofício à Secult questionando onde estava o restante do acervo e sob quais condições estava acondicionado. “Não chegamos a receber nenhuma resposta formal”, afirma a promotora. Por telefone, um dos assessores da promotoria chegou a ser informado pela Secult que os 70% do acervo removido haviam sido levados para o nono andar do Pathernon Center, no Centro de Goiânia, no espaço pertencente à Orquestra Sinfônica Municipal.

“Agora vamos comparecer ao museu para que mostrem todo o acervo e sob quais condições foi mantido”, assegura a promotora. Se forem constatadas irregularidades, explica ela, a secretaria poderá ser alvo de ação civil de reparação de dano morais à coletividade. O POPULAR falou sobre o assunto com a diretora do MAG, Mairone Barbosa, e com o secretário de Cultura, Kleber Adorno. De acordo com a diretora, tanto as obras removidas quanto as que permaneceram no local não sofreram danos, embora ela admita que as condições de condicionamento não tenham sido ideais. “Elas vão precisar somente da limpeza habitual”, diz .

Kleber Adorno afirmou que tudo foi para preservar a integridade do acervo. “O acervo foi acomodado no espaço do Pathernon Center, sem nenhum prejuízo”, diz ele, que ainda se referiu às críticas e denúncias de displicência no processo desta reforma como “partidas de pessoas mal-intencionadas”. “Mandei verificar tudo e percebi que as denúncias não tinham fundamento.” O POPULAR visitou o MAG nesta semana, quando os retoques finais da reforma estavam sendo realizados. Algumas das obras que ficaram no local estavam embaladas, abrigadas em plásticos-bolha ou lonas pretas, esperando para serem recolocadas nas estantes da sala da reserva técnica. Embora aparentemente intactas, elas realmente não estavam acondicionadas nas condições ideias.
Comentário: "As pessoas mal-intencionadas aguardam a publicação do direito de resposta, mas antecipo algo que o velho coronel da cultura não se dá conta, o Museu de Arte de Goiânia é um direito e espera-se, constatados os danos, e não apenas no acervo de arte, mas ao patrimônio público, como é relatado na reportagem que o Ministério Público aja com rigor e entre com a ação de reparação por danos morais à coletividade, e acrescentaria ainda, aos direitos difusos!"

Volta às aulas no CLA

Após sete meses de reforma, o Centro Livre de Artes (CLA) volta às aulas na segunda-feira, dia 3, ainda com vagas disponíveis nos cursos desenho e pintura (infantil), desenho de moda (acima de 15 anos) e desenho de observação e história da arte (adultos). Amanhã, a partir das 8h30, uma cerimônia com apresentações artísticas de alunos e professores marcará a volta das atividades do local, com a presença da Banda Municipal de Goiânia, do prefeito Paulo Garcia e do secretário municipal de Cultura, Kleber Adorno.

O CLA volta ao pleno funcionamento na estrutura reformada que conta cerca de 20 salas, que recebem aulas de cem professores nos três períodos do dia. “Fizemos uma reestruturação do calendário para não prejudicar os cursos”, informa a diretora do CLA, Debora Marra. Segundo ela, cursos de artes, que são semestrais, serão iniciados agora e prolongados até o final do ano. Já o restante dos cursos, de duração anual, receberão adaptações para chegar até o fim sem prejuízo de conteúdo. “Como o atraso foi proporcionalmente menor, conseguiremos fazer isso”, ressalta a diretora.
Ao todo, cerca de 1,8 mil alunos voltarão às atividades (mais informações sobre vagas pelo telefone 3524-1194). Mesmo com a reforma, eles ainda enfrentarão problemas que já eram recorrentes, além de alguns causados pela reforma conturbada. Um deles é com relação à falta de móveis, já que muitos fora danificados pelas chuvas e não puderam ser recuperados. Outro é a carência de instrumentos musicais, que antes já faltavam e ficaram em número mais reduzido com a danificação de alguns equipamentos pelo alagamento em decorrência das chuvas.

Demora histórica

Inaugurado em 1970, o prédio do Museu de Arte de Goiânia (MAG), que há sete anos passou também a dividir espaço com o Centro Livre de Artes, foi concebido inicialmente para ser um hospital. Seu atual acervo de mais de 800 obras incluem artistas renomados como Siron Franco, Antônio Poteiro e Divino Sobral, em modalidades que incluem pintura, desenho, fotografia, gravuras, escultura, objetos, entre outros.

Por mais quase quatro décadas, a estrutura nunca passou por uma reforma estrutural drástica. No início da década de 2000, o prédio chegou a ser reformado pela Prefeitura, mas apenas recebeu novas divisões e pintura. As mudanças, no entanto, não resolveram a antiga necessidade prioritária da troca do telhado e da fiação elétrica. O teto, segundo fontes consultados pelo POPULAR, já apresentava infiltrações e goteiras há mais de 20 anos e não foram raras as vezes que funcionários tiveram de acudir às pressas para que o acervo do MAG e o material da CLA não fossem atingidos pelas goteiras.

O que era uma preocupação cotidiana tornou-se pesadelo quando, enfim, saiu a licitação para a obra, no ano passado. Autorizada ainda no início de 2009, a reforma recebeu o sinal verde para o início em setembro. O telhado seria retirado para receber nova cobertura. “Estávamos há tanto tempo esperando pela reforma, que decidimos começar imediatamente”, lembra a diretora do Centro Livre de Artes, Debora Marra. Junto com o ex-diretor do museu Antônio da Mata, Debora foi uma das principais articuladoras da obra.

Mesmo afastado da direção do museu desde maio do ano passado após o fim de seu contrato, Da Mata continuou a acompanhar o processo. Ele admite que a pressa aliada às chuvas fora de época acabaram colocando o MAG e o CLA em situação ainda pior. Adicionado à falta de celeridade na resolução, o problema, segundo ele, acabou ganhando dimensão maior. “O que aconteceu lá é o que acontece no Brasil todo: tudo que é relacionado à cultura sempre demora muito mais para ser resolvido”, opina.

sábado, março 27, 2010

BARULHO PELO OSCAR NIEMEYER

Parabéns ao povo da música que se agita, se organiza e vai a luta.

Afinal, se há produção é preciso também que existam espaço de exibição da produção, assim como os espaço de formação. O Centro Cultural Oscar Niemeyer é um baita espaço de exibição da produção cultural goiana e é um desastre que tenha sido jogado as traças, a omissão e a morosidade do TCE é digno de um TCO por descuido com a coisa pública.

E fico cá pensando, será que algum dia veremos o povo das artes plásticas e visuais unidos pelo Museu de Arte de Goiânia? ?Será que algum dia compreenderão a importância dos espaços públicos de exibição da produção local das artes plásticas e visuais? Sem querer perder a fé tão cedo, mas já perdendo, tenho a impressão que não. A categoria é a mais egoista e a que com mais facilidade considera que dinheiro público só vai apoiar as artes pelo método do compadrio e esfregando a barriga no balcão da SECULT. Se entregam por esmolas, totalmente inconscientes que a arte reflete seu tempo, vivem a margem dele, pintado flor e bordando margaridas, enquanto isso, o povo do rock, luta pelo CCON, temos a hora do planeta, os Nardoni foram condenados, Goiânia já tem grupos de exterminio, o caos no transporte coletivo já virou protesto da sociedade organizada, e até o Iris deixou o anus glicosado de lado e se declarou candidato e muito boa a noticia , Massad saiu do CMTC!

Acordem belas adormecidas das artes plásticas e visuais, antes que levem também os seus cachorros, por que a coragem e a dignidade, pelo visto, já passaram a régua!

Música sempre!


domingo, março 14, 2010

Centro Cultural Oscar Niemeyer



Manifestação terá trio elétrico e 10 bandas
Roqueiros goianos querem exigir reabertura e nova gestão do Centro Cultural Oscar Niemeyer e demais espaços culturais do Estado. Grupos musicais e muito barulho serão foco do protesto

Goiania, 13 de Março de 2010. Aline Mil,da editoria do DMRevista

Na noite da última quinta-feira, 11, representantes de segmentos culturais, DCE da Universidade Federal de Goiás e curiosos participaram de reunião na loja Ambiente Skate Shop para conhecer e comentar a programação do manifesto Rock pelo Niemeyer, que exigirá a reabertura do Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) no próximo dia 27, sábado. “O foco é defender a reabertura, apresentar uma proposta de nova gestão e promover o uso público não só do CCON como de todos os espaços culturais da cidade e do Estado”, explicou o produtor Fabrício Nobre. A iniciativa é encabeçada por Fabrício, representando a gravadora Monstro Discos e a Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e pelo jornalista e produtor cultural Pablo Kossa, representante do coletivo Fósforo Cultural e do Circuito Fora do Eixo, rede que promove a troca de tecnologia de informação para apoiar movimentos e eventos independentes em todo o País.
Questionados sobre o teor político da manifestação, os dois produtores deixam claro que a iniciativa vem exclusivamente do grupo roqueiro. “Fomos procurados por todos os partidos, por vários representantes do poder público, em âmbito municipal, estadual e federal. “Nosso único interesse é ver o espaço funcionando. Não queremos saber de quem é a culpa pelo abandono do Centro, queremos uma solução.”

Programação
De acordo com Pablo e Fabrício, a concentração do evento terá início às 14h, na Praça Cívica. O trio elétrico começará seu percurso às 15h, para seguir rumo ao Centro Cultural Oscar Niemeyer, passando por um trajeto ainda indefinido, mas que deve, provavelmente, envolver os setores Central, Sul, Universitário, Marista e Jardim Goiás.
Com a chegada no Centro Cultural, uma sequência de shows será feita, gratuitamente, por dez das mais prestigiadas bandas do circuito alternativo da cidade: MQN, Mechanics, Johnny Suxxx and Fucking Boys, Violins, Black Drawing Chalks, Bang Bang Babies, Diego de Moraes e o Sindicato, Hellbenders e Gloom. A expectativa é de que cerca de 2 mil pessoas compareçam à manifestação. “O que queremos é mostrar para a cidade que o tão falado ‘povo do rock’ é um grupo organizado, com consciência política e capacidade de mobilização”, afirma Fabrício. “Queremos deixar claro que temos total capacidade de diálogo com as autoridades, assim como qualquer outro grupo cultural do Estado. É preciso que a geração que cresceu no espaço urbano, no asfalto, ouvindo e produzindo rock’n roll, também seja ouvida”, pontua Pablo. Fabrício completa que nenhum outro grupo cultural do Estado tem um histórico de eventos, com programação formada por bandas locais, de tanto sucesso quanto o rock alternativo. “Os festivais estão documentados para mostrar que existe público para ouvir o rock produzido em Goiânia. Todo o Brasil vê isso e é preciso que Goiás também se atente para o fato”, finaliza.

Fonte: http://site.dm.com.br/noticias/dm-revista/manifestacao-tera-trio-eletrico-e-10-ban

http://images.orkut.com/orkut/albums2/ATgAAABOLn8VeebTDJfhcoZ1-2O2hivw8B4Uvduqu3tpFGkWoOb_z3e27djhi9ax68ESnWxYf9MKEP-__8Vw7qupPwnSAJtU9VB2r9KsAmt--k8n-6m4zGPub8Xayg.jpg

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Museu onde??

08/11/2009 - Tendências e Debates - Patrimônio: uma nova sustentabilidade



Que fazer com o patrimônio artístico? A família é a melhor guardiã da obra? Ou será o museu? Museu do Estado? Museu "privado"?

EM CASA onde falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão.
Esse é um velho ditado que os "antigos" usavam nos tempos em que o discurso politicamente correto felizmente não imperava. O ponto é este: ninguém tem razão. É bom considerar essa hipótese. Pelo menos como exercício. Pensar sempre desde outra perspectiva, ver se os dados e os parâmetros em jogo continuam válidos é uma obrigação.
O tema é o incêndio que destruiu parte do acervo de Hélio Oiticica. Que fazer com o patrimônio artístico? A família é a melhor guardiã da obra de um artista? Ou será o museu? Museu do Estado? Museu "privado"?
É possível que não exista neste momento, no país, um único museu que possa receber -para guardar e conservar- qualquer coleção significativa que lhe seja oferecida. Por falta de espaço e de dinheiro.
O número de artistas e de obras cresce exponencialmente e, com ele, o numero de obras que, na visão tradicional, devem ser preservadas. O número de museus, no país, não cresce -nem exponencial nem linearmente.
Os centros de exposição, mantidos pelas grandes estatais ou pela iniciativa privada, estes, sim, proliferam.
Mas sua lógica, diante da obra de arte, é diferente da lógica dos museus.
Os centros de exposição funcionam segundo a lógica do mercado, que, cada vez mais, é a lógica do "just in time" ou do estoque zero. Tenho um espaço disponível, tenho dinheiro para uma exposição, tenho obras à mão, faço uma exposição. Elas chegam no momento certo e partem no instante correto. Mas aqui não fica nada, meu estoque é zero até que chegue o próximo estoque.
A lógica é perfeita, é compatível com a lógica maior do mercado e o todo funciona. E o "just in time" permite pelo menos que a obra circule: não é pouca coisa.
(Importante: tenho reservas quanto ao mercado, mas não sou contra o mercado -em arte ou fora dela.)
Mas, para um museu, para um patrimônio, a lógica é outra: é a lógica do "late in time", do tempo represado, do estoque pleno. Essa lógica vai contra a lógica dominante.
Como resolver o conflito? Na Europa tampouco há espaço disponível para o patrimônio, mas há (ainda) dinheiro. Até para a cultura.
Fundações com coleção, assim como galerias, constroem ou alugam galpões longe da cidade, a preços em conta, e ali guardam suas obras, seus excessos, seus tesouros não tão imprescindíveis. Tudo isso envolve despesas adicionais (climatização, segurança, transporte).
Por enquanto, ainda há dinheiro. E quando não houver mais dinheiro?
No Brasil, os museus (públicos e "privados") não têm recursos para tanto. Coleções que são vendidas para o exterior, como acontece de vez em quando, ficam mais bem protegidas lá fora.
Aqui dentro, que fazer? Não construir mais museus e construir depósitos? Depósitos partilhados, gerenciados em comum? Pagos por quem?
Há pouco, em reunião com colegas diretores de museus europeus, desenhamos um cenário provável para os museus em futuro próximo: com o custo crescente das grandes exposições e, mesmo, da manutenção da própria coleção exposta, é imaginável que, daqui a pouco, todas as obras de um museu fiquem apenas em seus depósitos, que os museus se transformem em imensos depósitos. Quando alguém quiser de fato ver uma obra, pedirá ao museu, irá ao depósito e a obra lhe será ali mostrada.
Fim do espaço expositivo (porque há um conflito entre expor e preservar), fim dos curadores, fim das explicações: ver a obra e pronto. Volta ao estado pré-1789, pré-Louvre aberto para todos.
Se me lembro bem, Pasolini acreditava no fim do mundo, e o fim do mundo era a explosão demográfica. Pois vivemos agora a explosão demográfica da arte e a implosão pura e simples dos museus e de outros depósitos de patrimônio.
O poder público, o governo, é culpado? Ou culpado é o artista que quer ser preservado? Errada é a ideia de preservar arte? Qual? Errados estão os centros de exposição (os centros culturais) que trabalham "just in time"? Culpada é a iniciativa privada, o mercado?
Em casa onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão. Ninguém. Quando se aceita esse princípio argumentativo, a alternativa é virar o problema e colocá-lo em outro ângulo de abordagem.
Um novo formato de sustentabilidade precisa ser buscado. Um novo contrato social para os museus (para os preservadores de patrimônio) precisa ser buscado. Se a palavra "social" está desgastada, então que a palavra seja "societal", como sugere M. Maffesoli e que coloca no lugar da lógica do "deve ser assim" o princípio do "mais vale que seja assim".
O momento é de audácia na criação de um novo modelo. Logo.
JOSÉ TEIXEIRA COELHO NETTO , 65, é professor titular aposentado da ECA-USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Pulo), crítico e curador do Masp (Museu de Arte de São Paulo). É autor de "Dicionário Crítico de Política Cultural", entre outras obras.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Fonte: Folha de S. Paulo - 08/11/2009
http://www.mp.go.gov.br/portalweb/conteudo.jsp?page=1&pageLink=1&conteudo=noticia/88221867f2dc41aa37251cb35e4feeb2.html

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

UM MUSEU PRECISA DE AJUDA 4



Abaixo carta encaminhada ao jornal DM
"Prezado Editor,

Venho por meio deste parabenizar a jornalista Aline Mil e a este jornal, pela coragem de escrever a matéria "OBRA DEMORADA É MOTIVO DE PROTESTO - Artistas e produtores reclamam de descuido com o prédio do Museu de Arte de Goiânia - SECULT desmente denúncia.". Bem elaborada, diz que a SECULT desmente a denúcia, porém as imagens falam mais do que as palavras escritas, basta observar o limo verde que desce das paredes externas, e no interno, o pátio cheio de lixo e limo, deixando claro que a Secretaria, representada pelo chefe de gabinete, mente.

Todavia é preciso fazer algumas correções, o protesto partiu do blog http://amigosdemuseu.blogspot.com/ e não da Associação de Amigos do Museu - AAMAG, que atualmente tem em sua diretoria, servidores da SECULT,portanto comprometidos com a atual política de descaso e abandono do MAG. E se for do interesse, o blog está atualizado com imagens externas e internas da situação, mostrando inclusive a reserva técnica, cheia de entulho, com focos de mosquito da dengue e o acervo sem proteção alguma, ao contrário do que afirma o chefe de gabinete, dizendo que o acervo foi retirado, não foi, está lá meio meio da água e do lixo.

Abaixo os links para as imagens, as fotos foram feitas no dia 07, de cima da laje e pelos buracos abertos.

http://amigosdemuseu.blogspot.com/2010/02/um-museu-que-precisa-de-ajuda-3.html
http://amigosdemuseu.blogspot.com/2010/02/um-museu-que-precisa-de-ajuda-2.html
http://amigosdemuseu.blogspot.com/2010/02/um-museu-que-precisa-de-ajuda-1.html

E como sugestão de pauta ao DM, verificar o contrato da empresa e a licitação da obra, verificar se existe registro no CREA e quem sabe, solicitar uma consultoria ao próprio CREA sobre as atuais condições da edificação, assim como verificar junto a empresa por que obra que deveria durar no máximo 120 dias se arrasta e quem irá pagar os prejuízos causados a um imóvel público por obra executada sem planejamento.

A campanha de mobilização em defesa do MAG no blog prosseguirá até que os responsáveis sejam RESPONSABILIZADOS, e resolvam o problema. O MAG é o único museu municipal e Goiânia é signatária junto ao MINC do Plano Nacional de Cultura, portanto não deveria andar na contra-mão da história."

Quem desejar escrever ao jornal : fale@dm.com.br e dmrevista@dm.com.br

domingo, fevereiro 07, 2010

UM MUSEU QUE PRECISA DE AJUDA 3

O MAG visto por dentro.

A Reserva Técnica, com o acervo de arte precariamente acondicionado com plástico preto.

Atenção para as obras descobertas, água acumulada,-criatorio de larvas do mosquito da dengue - misturada a lama, restos da alvenaria, de tinta, fungo, enfim, Goiânia merece o título de cidade destruidora de museus!







Reparem no detalhe do acervo de arte, o plástico rasgada não serve para nada.



Reparem na situação de sujeira, mofo, a malha elétrica exposta, a sala que se vê através da vidraça, é a área de documentação. O conjunto empacotado ao fundo são esculturas, a mais alta delas é certamente, uma obra em madeira HENNING GUSTAV RITTER.