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domingo, dezembro 31, 2006

FELIZ 2007

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Desejo que 2007 seja o ano em que cansados de poupar a vida deixemos de nos acostumar .

EU SEI MAS NÃO DEVIA
Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz.E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar.A sair do trabalho porque já é noite.A cochilar no ônibus porque está cansado.A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.E a pagar mais do que as coisas valem.E a saber que cada vez pagará mais.E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição.Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.À luz artificial de ligeiro tremor.Ao choque que os olhos levam na luz natural.Às bactérias de água potável.A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma.

Nota: Este texto de Marina Colasanti (que foi grande amiga de Clarice) foi publicado em seu livro de mesmo nome (Eu sei, mas não devia - Ed. Rocco - Rio de Janeiro - 1996). Com este livro Marina conquistou um prêmio Jabuti.
Fonte: http://www.paralerepensar.com.br/poemando.htm

sábado, dezembro 30, 2006

quinta-feira, dezembro 28, 2006

BOAS NOVAS !

2007 ao que tudo indica será um grande ano para os gostam da temática da preservação do Patrimônio Cultural.

O IPHAN através da 14ª Superintendência Regional e em parceria com a 13ª SR preparam um inventário da cultura material e imaterial do caipira em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. O jornal O POPULAR publicou uma matéria completa sobre o assunto que também pode ser lida no site do GOIASNET.

"Patrimônio caipira mapeado

por Malu Longo

Goiânia, 28/12/06 - As fazendas com traços coloniais, as quitandas, a carne de lata, o pouso de folia, as orações e devoções aos santos. Esses são apenas alguns dos elementos que integram o patrimônio material e imaterial da cultura caipira em Goiás que, a partir de 2007, farão parte de um inventário preparado pela 14ª Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A ação, meta central do órgão para o próximo ano, vai atingir ainda Mato Grosso e Minas Gerais, numa parceria com a 13ª Superintendência.
Continua ..."

E a 14ª SR do IPHAN promete ainda que em 2007 o patrimônio art déco do Estado de Goiás será mapeado, dando continuidade a proposta que em 2003 tombou como patrimônio histórico e arquitetônico nacional o art déco e o traçado urbano do centro da cidade de Goiânia.

A superintendente da 14ª SR informa que o Governo Federal irá liberar verbas em 2007 para o restauro de parte do patrimônio tombado em Goiânia.

A matéria completa pode ser lida no site do jornal O POPULAR, infelizmente apenas para assinantes.

Em todo caso, o povo de Porangatu avisa que a Av. Floriano Peixoto no trecho entre a igreja da matriz de Nossa Senhora da Piedade e a praça Velha possui excelentes exemplares do art déco. E ainda que no novo plano diretor da cidade, o perímetro de tombamento da cidade Velha será ampliando para proteger também, além do colonial, o estilo art déco.

Para quem não sabe, Porangatu é uma cidade com quase 45 mil habitantes, um estilo de vida de boa qualidade e um povo que considera cultura como meio de vida. E é lá que acontece um dos melhores festivais de teatro do Estado de Goiás, o TENPO.

É claro que a cidade seria mais feliz e hospitaleira se entre ela e o mundo não houvesse a BR- 153 que em determinados trechos representa um grande perigo, tal o estado de degradação.

Parabéns ao IPHAN pela iniciativa!

domingo, dezembro 24, 2006

FELIZ NATAL

POEMA DE NATAL
Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses Mãos para colher o que foi dado Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes, poeta e diplomata na linha direta de Xangô. Saravá! No poema acima temos retratado aquele que, para muitos, é um evento triste.
O acima foi foi extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 147.Conheça a vida e a obra do autor em "Biografias".

Que o Natal de 2006 seja como o poema de Vinicius " a esperança do milagre" de um mundo melhor e de paz.

São os nossos votos.

Deolinda






sábado, dezembro 16, 2006

SOBRE CONFERÊNCIAS E ASSÉDIO MORAL

Ao desavisados e avisados que compareceram à 4ª Conferência Municipal de Cultura de Goiânia a sentença anulatória da 3ª Conferência Municipal de Cultura pode ser linda na integra no seguinte link http://entreatos.blogspot.com/2006/11/blog-post.html .

E aqueles, servidores públicos que foram “obrigados” a comparecer sob ameaça de terem o seu ponto cortado e aos que foram “constrangidos, humilhados e assediados” por afirmarem que não iriam, segue ai alguma dicas:

Assédio moral no trabalho é crime e para os que sequer suspeitam que sejam vítimas de um crime, segue abaixo algumas definições e dicas:
“Assédio moral no trabalho é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização.

A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o 'pacto da tolerância e do silêncio' no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, 'perdendo' sua auto-estima.

O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do 'novo' trabalhador: 'autônomo, flexível', capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita.

Estar 'apto' significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.

A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho. “
Fonte: http://www.assediomoral.org/site/assedio/AMconceito.php
E ainda, as dicas do que a vítima pode fazer e a onde denunciar:
O que a vítima deve fazer?
  1. Resistir: anotar com detalhes todas as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
  2. Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.
  3. Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
  4. Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.
  5. Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.
  6. Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
  7. Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
  8. Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
    Importante:
    Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. Você poderá ser "a próxima vítima" e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!
    Lembre-se:
    O assédio moral no trabalho não é um fato isolado, como vimos ele se baseia na repetição ao longo do tempo de práticas vexatórias e constrangedoras, explicitando a degradação deliberada das condições de trabalho num contexto de desemprego, dessindicalização e aumento da pobreza urbana.

A batalha para recuperar a dignidade, a identidade, o respeito no trabalho e a auto-estima, deve passar pela organização de forma coletiva através dos representantes dos trabalhadores do seu sindicato, das CIPAS, das organizações por local de trabalho (OLP), Comissões de Saúde e procura dos Centros de Referencia em Saúde dos Trabalhadores (CRST e CEREST), Comissão de Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção de Igualdade e Oportunidades e de Combate a Discriminação em matéria de Emprego e Profissão que existem nas Delegacias Regionais do Trabalho.

O basta à humilhação depende também da informação, organização e mobilização dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária possível na medida em que haja "vigilância constante" objetivando condições de trabalho dignas, baseadas no respeito 'ao outro como legítimo outro', no incentivo a criatividade, na cooperação.

O combate de forma eficaz ao assédio moral no trabalho exige a formação de um coletivo multidisciplinar, envolvendo diferentes atores sociais: sindicatos, advogados, médicos do trabalho e outros profissionais de saúde, sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão sobre o assédio moral.

Estes são passos iniciais para conquistarmos um ambiente de trabalho saneado de riscos e violências e que seja sinônimo de cidadania. Fonte: http://www.assediomoral.org/site/assedio/AMfazer.php

E título de informação está previsto no Código Penal na Parte Especial, Título I, Dos Crimes Contra a Pessoa,Capítulo VI,Dos Crimes Contra a Liberdade Individual; Seção I ;Dos Crimes Contra a Liberdade Pessoal; do Constrangimento Ilegal
“Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.”

E acrescentaria:

Você que assistiu a tudo e por medo ou acomodamento e principalmente por acreditar que com você não acontecerá o mesmo, cala-se, creia, você poderá ser a próxima vítima.

Calando-se e não sendo solidário com seu colega, apenas contribui para perpetuar no ambiente de trabalho um estado de terror psicológico que vai te acompanhar dentro e fora do local onde a prática de assédio moral é comum.

E você perceberá que o que era antes um trabalho prazeroso tornou-se fonte de sofrimento, só de pensar que terá de comparecer a um ambiente onde o “seleto chefe” em um ataque de nervos e histeria poderá “humilhar, constranger, usar de palavras de baixo calão e outros meios”, sentir-se-á doente e incapacitado.

E vale lembrar, colega, servidor concursado, que de 04 em 04 anos a gestão pública sofre mudanças, devido ao cenário político local e você colecionará até se aposentar, muitos “seletos indivíduos” apaniguados dos políticos da hora. E entre tais indivíduos, nem todos é claro, você e seus colegas encontrarão aqueles que são adeptos da prática do assédio moral no trabalho como forma de gestão.

E quando isso acontece e você silencia, quem sabe, se não seria interessante começar a colocar na balança da sua vida o preço que pagará por participar e compactuar, calando-se, na sua saúde, no seu trabalho profissional e no coletivo, o preço da sua vida e a de seus colegas assediados.

Assédio moral no trabalho é crime, denuncie,e apoie o seu colega vitimado e não seja você o próximo. Um ambiente de trabalho saudável é tudo de bom e é acima de tudo uma conquista. Unidos são fortes, isolados são apenas vítimas impotentes.

Fonte de pesquisa sobre o assunto: http://www.assediomoral.org/site/

http://www.pgt.mpt.gov.br/pgtgc/

http://www.mte.gov.br/

domingo, dezembro 10, 2006

ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA NO CHILE



Divino Sobral é um dos 13 artistas contemporâneos a expor no Chile.

Para quem não sabe, Sobral, além do trabalho de arte, desenvolve curadorias e ainda é um teórico da arte contemporânea.

E mora em Goiânia.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

EXPOSIÇÃO NO MUSEU ANTROPOLÓGICO DA UFG
















O Museu Antrológico da UFG abre a sua nova exposição permanente, no dia 11 de dezembro, as 20 horas.

Vale a pena conferir!

SOBRE CAMINHADAS E CHEGADAS, VÃ FILOSOFIA

Vã filosofia

Pedro Paulo das Chagas *

Tem gente que sempre caminha pra frente
Tem gente que ainda não sabe caminhar
Vive reclamando e fica na rabeira
Comendo poeira
Vendo com saudade o tempo passar

Oh! Gente do samba gente da viola
Preste atenção no que vou falar
É a filosofia mais pura da vida
Vai deixar ferida
Na gente sem dom para acreditar

Tem gente que faz de pedra no caminho
Um grande obstáculo pra não caminhar
Tem gente que trilha o caminho do rio
Encara o desafio
Contornando a pedra e chegando ao mar

Tem gente que fala por todos os lados
Tem gente que cala para escutar
Tem gente que usa o silêncio dosado
Às vezes calado
Conquista o mundo sem desesperar

Tem gente que vê nos feitos dos outros
Todos os motivos para invejar
Tem gente que busca o espelho do vizinho
E traça o caminho
Com destino certo de onde quer chegar

Tem gente que pensa que a felicidade
Está bem distante não vai te achar
Tem gente que crê ter a capacidade
De ter felicidade
Em qualquer recanto onde se encontrar

Goiânia, junho de 2000

*Pedro Paulo é ex Conselheiro de Cultura de Goiânia e enviou esse poema com o seguinte recado "
Meus caros,
Um Natal com muito feijão, cachaça e torresmo!
Ou melhor, sem fome.
Abraços
Pedro Paulo"

CASARÃO NO PELOURINHO INCENDIADO

INCÊNDIO NO PELOURINHO SE ALASTRA E ATINGE OUTRO IMÓVEL

Da Rede Bahia e do Jornal Nacional

Área foi evacuada pelo Corpo de Bombeiros
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar estão encontrando dificuldade para controlar o incêndio na Rua Santa Isabel, no Pelourinho, em Salvador, já que as labaredas estão muito altas.

O fogo, que começou no início da noite desta quarta-feira (6), está se alastrando e já atingiu um outro imóvel: o Bar Mestiço. O incêndio começou em um casarão que reúne, no primeiro andar, a sede da Associação da Eterna Juventude e, no térreo, o Bar Epiderme Negra.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, as chamas são muito grandes. A área foi evacuada.

Na instituição para idosos onde começou o fogo, havia muito material plástico usado na confecção de fantasias para o carnaval.

O vento forte espalhou as chamas rapidamente e, segundo uma tenente dos bombeiros, alguns hidrantes estão sem água. Ainda não há informações de feridos.

Veja o vídeo do Jornal Nacional
http://gmc.globo.com/GMC/1,,2465-p-M597171,00.html

O incêndio no Pelourinho é apenas mais um ocasionado pela ausência de política de prevenção à sinistros em patrimônio histórico. Só para lembrar a igreja de Mariana - MG, a de Pirenópolis - GO e nem por isso, algumas regras básicas de prevenção foram adotadas.

Dá para imaginar a possibilidade de usar um prédio tombado com patrimônio histórico nacional, como deposito de material inflamável? É um bom método de tombamento - literalmente.

Há alguns anos no MAG houve um incêndio em uma minúscula sala ao lado do Lab. de Restauração. Além do risco de explosão se o fogo tivesse avançado para o armário de solventes da sala de restauro, tudo começou por que nessa sala, um competente administrador guardava tudo que sobrava no prédio, e também tintas e solventes, além de espuma usada para prática de esportes.

O resultado não podia ser outro, um curto circuito e o fogo começou.Sorte do MAG a eficiência dos bombeiros.

É necessário mudar essa mentalidade que Deus ajuda e nada vai acontecer do brasileiro. Não podemos esquecer que Deus não trabalha no Corpo de Bombeiros e só ajuda a quem trabalha com prevenção. Um programa nacional de prevenção a sinistros está passando de hora de ser implementado. Visando fundamentalmente a mudança de mentalidade, através da educação para pensar no presente como uma garantia para o futuro.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Arqueologia

Caminhos do ouro
Margareth Souza, professora da UEG de Porangatu, desvenda a Estrada Real de Goiás

Cida Almeida
Especial para o DM

Goiânia, 03/12/2006 -Mestre e doutora em Arqueologia pela Universidade de São Paulo, a professora Margareth de Lourdes Souza, da UEG de Porangatu, teve artigo publicado pela revista Nossa História, temas brasileiros, edição especial nº 4, dedicada a desvendar para o leitor os Caminhos Antigos & Estrada Real.

Na reportagem, a professora formada em História assinou um longo estudo sobre a Estrada Real de Goiás, fruto de pesquisa que realiza em conjunto com a Agepel desde janeiro de 2005.

A Estrada Real, ou Estada de Pedra, como é também conhecida, ligava Goiás ao Rio de Janeiro e era o caminho oficial traçado pela Coroa Portuguesa para o transporte do ouro e outras riquezas minerais, para evitar o contrabando.

A pesquisa, feita a partir de um pedido da comunidade, tem o objetivo de integrar essa estrada ao roteiro do turismo histórico na cidade de Goiás. Está em fase de restauração. É sobre o projeto e a pesquisa arqueológica em Goiás, que também acontece em Porangatu, que Margareth fala nesta entrevista.

DM – Com 17 anos de experiência em pesquisa arqueológica, como a senhora vê o campo de atuação em Goiás?
Margareth – O campo é ainda restrito. E o caminho é aberto aos poucos. A fatia que é disputada refere-se às pesquisas denominadas de salvamento, ou como é chamada atualmente, à arqueologia pública – que atuam em empreendimentos de grande e médio portes, como as pequenas centrais hidrelétricas, estradas, polidutos e gasodutos.
DM – O que a atraiu para a pesquisa arqueológica?
Margareth – Poder trabalhar com outras fontes de pesquisa como a fonte arqueológica. Buscar, analisar e interpretar a cultura material.
DM – A Revista Nossa História publicou uma edição especial com um artigo da senhora sobre a Estrada Real de Goiás. O que é o projeto da Estrada Real?
Margareth – Existem várias estradas reais por todo o Brasil. Em Goiás temos a Estrada do Nascente (GO-RJ), Estrada do Anhanguera (passando por Santa Cruz de Goiás/GO-SP), Estrada do Norte, ligando Goiás aos arraiais goianos e à estrada do Poente que vai para Mato Grosso e que é também uma continuidade da Estrada do Nascente.
DM – Qual a importância dessa estrada na época?
Margareth – Era a via de comunicação entre as áreas de mineração com o litoral. Aberta em 1733 em diversas etapas. Foi de suma importância para o escoamento das riquezas minerais para Portugal, mas também foi por ela que houve um trânsito cultural de pessoas e objetos.
DM – Que tipos de levantamentos e de documentação são feitos?
Margareth – Vamos entrar na fase de restauração do trecho 1, que começa ao lado da Fonte da Carioca até a G0-164, mil metros. Na etapa final da elaboração do projeto de restauração de um trecho de mil metros, um trecho que pertence ao município. Todos os levantamentos já foram executados: históricos, topográficos e arqueológicos.
DM – Como surgiu o interesse por esta pesquisa?
Margareth – Em decorrência do pedido de moradores de Goiás, da Secretaria de Turismo. A UEP-Goiás do Monumenta, a Agepel e a ONG Obras Sócias da Diocese de Goiás viabilizaram a pesquisa. Foram esforços reunidos para redescobrir a estrada, com foco no turismo.
DM – Acredita que o público visitante de Goiás poderá ter essa estrada como parte de um roteiro turístico?
Margareth – Este foi o objetivo: o turismo sustentável e que deve gerar renda aos moradores.
DM – A senhora leciona na UEG de Porangatu. O que existe de interessante lá para se pesquisar?
Margareth – Existe uma vastidão de campo de pesquisa, desde a pré-história com os grupos de agricultores ceramistas com suas grandes aldeias às estradas, como a Estrada do Boi, que se interliga à Estrada do Nascente em Goiás. Fiz meu doutorado na região de Serra da Mesa, sobre os agricultores ceramistas.

domingo, dezembro 03, 2006

A casa do natal? Ou da mãe Joana?

Goiânia é uma cidade interessante sob diversos pontos de vista, da qualidade de vida, e ainda pelo seu acervo arquitetônico.

Sob o ponto de vista da qualidade de vida, dentro em breve, se Goiânia não sair do seu sonho de roça asfaltada acordaremos em meio ao caos típicos das grandes metrópoles, e completamente despreparados. E de certo modo, olhando pelo lado da triste realidade do transporte urbano, já vivemos esse caos.

Sob o ponto de vista do acervo arquitetônico, Goiânia nasceu sob o signo da modernidade e do planejamento e possui no seu patrimônio construído um dos maiores acervos do estilo art déco.

E o reconhecimento da importância desse acervo para a história da cidade e do Brasil veio através do processo de tombamento promovido pelo IPHAN. O que tornou Goiânia parte de um seleto grupo de cidades que são reconhecidas como patrimônio cultural do país. Ou seja, goianiense ou não, qualquer brasileiro passa a reconhecer Goiânia na cena cultural como um sítio “art déco”.

Todavia, Goiânia não é apenas uma cidade com arquitetura art déco, como podemos descobrir numa rapdida passada de olhos, que a arquitetura modernista permeia por todos os espaços construídos, ao mesmo tempo bela e destruída.

Por que destruída? Por que são raros os exemplos do estilo que permanecem intactos. Um exemplo clássico é a casa modernista situada na esquina da Rua 10 com Alameda do Botafogo. Da residência com fachada em pano de vidro passou a um edificação sem estilo algum, tais os remendos que fizeram no intuito de adapta-la a novos usos, desde escola, cursinho e até o abandono total.












Na lista encontra-se o pequeno posto Atlantic situado na Avenida Anhangüera esquina com Rua 20. Ativo na década de 60, uma vez desativado passou do abandono até se tornar um estacionamento improvisado. No terreno do fundo todas as construções, casas residenciais foram demolidas e recentemente, uma passagem foi aberta entre um terreno e outro.


E é claro que o postinho como é conhecido será a próxima vítima da ausência de política municipal para preservação do patrimônio cultural da cidade. A Prefeitura de Goiânia na sua ausência de ações positivas, que visem a preservação da história de Goiânia termina por ser a parceira de 1ª e última hora de todos que pretendem demolir o patrimônio edificado. Foi assim que quase todas as casas da Rua 20 desapareceram dando lugar a edifícios de mais de 06 andares, que o Museu Pedro Ludovico Teixeira encontra-se cercado por todos os lados e por ai vai.

E não apenas o patrimônio edificado é vitima do descaso, mas também os documentos históricos como demonstra o repórter Antônio Lisboa na matéria “História jogada às traças” http://www.jornalosucesso.com.br/editoria_materia.php?id=1993
publicada no jornal O SUCESSO, mas também o Museu de Arte de Goiânia.

A situação do arquivo da Prefeitura de Goiânia é conhecida a anos e nada é feito no sentido de contratar arquivistas, conservadores restauradores, pesquisadores, adequação do espaço físico, aquisição de mobiliário adequado àguarda de documentos e climatização.

E a do Museu de Arte de Goiânia também. Dá o que pensar o motivo pelo qual um museu do porte do MAG tenha interessado tanto, a um elemento que utiliza o espaço público para a prática de compra e venda de obras de arte. Curiosamente, o elemento foi “nomeado diretor” por portaria do Secretário Municipal de Cultura, concomitante com um decreto do Prefeito de Goiânia que nomeava uma servidora da Universidade Federal de Goiás e diga-se de passagem não licenciada, ocupante de cargo administrativo e claro esposa de vereador da base do Prefeito. E só ai é possível verificar acumulação indevida de cargos e tráfico de influência. Recentemente a mesma diretora – a que foi sem nunca ter sido – dispensada da função e designada para o cargo de CHEFE DE DIVISÃO DE BIBLIOTECA do Centro Cultural Ouro.

E o incrível, o MAG já dispõe de uma nova diretora, essa é servidora de carreira da Prefeitura de Goiânia e como a outra, se dispõe a fazer o papel de “laranja” para que o seleto elemento continue a transformar o museu em casa da mãe Joana, ops, desculpem, em meio de vida, vendendo obras de arte. http://goiasnet.globo.com/cultura/cul_report.phtm?IDP=6228

Sobre as questões dos licenciamentos concedidos pela Prefeitura de Goiânia, seria interessante saber por onde anda o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico. Seria bobagem perguntar qual papel da Divisão de Patrimônio Histórico da SECULT, mas é interessante descobrir a quem interessa, que um departamento como esse, não consiga se estruturar para fazer o seu papel. Mas talvez o problema seja apenas a máquina que se tornou dinossauro enquanto o mundo se globaliza e exige ações planejadas e decisões fundamentadas em critérios técnicos. O que fica difícil com tantos apaniguados, sem qualificação alguma que pululam no serviço público.

Afinal, não é por que Goiânia possui parte de seu patrimônio tombado pelo IPHAN, que as responsabilidades inerentes à gestão municipal e mesmo a estadual deixaram de existir. Até muito pelo contrário, Goiânia é uma capital, centro nervoso da educação universitária e nada justifica o despreparo dos gestores públicos.

Sobre as questões levantadas os links a seguir contribuem para ampliar a discussão:
http://www.dm.com.br/impresso.php?id=112086&edicao=6598&cck=2
http://www.dm.com.br/impresso.php?id=63451&edicao=6234
http://www.dm.com.br/impresso.php?id=159216&edicao=6927
http://www.dm.com.br/impresso.php?id=163752&edicao=6962&cck=3
http://www.goiania.go.gov.br/Download/legislacao/diariooficial/do20061109.pdf

terça-feira, novembro 28, 2006

Vândalos invadem igreja e destroem imagens sacras

Gostaria de entender por que a polícia ainda não procurou os jovens entre os frequentadores do templo evangélico mais proxímo.

O Brasil através dos inúmeros adptos das seitas evangélicas - com todo respeito aos verdadeiros cristãos evangélicos - importa as guerras fraticidas. Imagine um lugar chamado Patos, no Sertão da Paraíba, onde de modo recorrente igrejas são atacadas na calada da noite, a troco de quê?

Em breve, se não houver um controle de seitas, que visam primordialmente enganar o fiel, que por sua vez, desesperado pela sua situação de cidadão largado, acreditam em tudo, e participam de todo tipo de tripudiação sobre o nome de Deus em vão.

Alguma ordem é necessária nesse caos que aponta para conflitos maiores. Hoje são as esculturas religiosas e amanhã?

Leiam a matéria publicada no site do TERRA.

Terça, 28 de novembro de 2006, 09h00

por Michelle Sousa Direto de João Pessoa

A Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no município de Patos, no Sertão da Paraíba, foi invadida por vândalos que quebraram várias imagens sacras na madrugada da segunda-feira.

Os invasores entraram no local após arrombarem uma porta lateral. Além da destruição das imagens, o altar e alguns móveis foram derrubados.

O pároco da comunidade, padre Fábio de Abreu Lima, estava na casa paroquial ao lado da igreja. Ele contou que foi acordado pelo disparo do alarme de segurança do templo religioso. Junto com outros vizinhos, foi até o templo e encontrou a porta lateral arrombada.

Padre Fábio aguardou a chegada da Polícia Militar para entrar na igreja. No interior, encontraram as imagens do Cristo Crucificado, do Sagrado Coração de Jesus, da Mãe Rainha, de Nossa Senhora de Fátima e de dois anjos destruídas. O altar e móveis estavam derrubados. Mas ninguém foi encontrado.

Pelos estragos, a polícia acredita que o alarme deve ter disparado algum tempo depois dos invasores estarem dentro do templo religioso.

Esse foi o segundo ataque de vândalos a imagens sacras na Paraíba. No último dia 15, duas bombas caseiras foram detonadas junto a Nossa Senhora de Fátima que fica em frente da igreja do bairro do Miramar, em João Pessoa, Capital da Paraíba.

Testemunhas disseram que os artefatos foram colocados por dois jovens que fugiram em seguida. A imagem da santa teve as duas mãos arrancadas e a cabeça danificada, mas já está sendo restaurada.
fonte: Redação Terra

segunda-feira, novembro 27, 2006

MUSEU DE IMAGEM E DO SOM - GO

Sob a direção da jornalista e especialista em museologia Tânia Mendonça o MIS- GO apresenta um belo trabalho de conservação do acervo e de busca permanente de parcerias. Estão de parabéns!
E vejam o que andam urdindo por lá:
Maestro Anselmo Guerra analisa o Acervo Fonográfico do MIS/Agepel e defende parcerias entre o Museu e as instituições de ensino.
As coleções de discos do Acervo Fonográfico do MIS/Agepel poderão ser objetos de estudo e produção musical de compositores e estudantes a partir de 2007. As parceiras entre as instituições de ensino e o Museu da Imagem e do Som de Goiás são temas da terceira parte do documentário que vai ser exibido neste sábado, 25, pela TV Brasil Central, às 12:45 horas e no domingo, 26, pela TV Serra Dourada às 10:00 horas.
O documentário apresenta a análise do maestro Anselmo Guerra, mestre em composição e regência e coordenador de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal de Goiás e faz parte da série de vídeos sobre o Projeto de preservação e disponibilização do Acervo Fonográfico que está sendo executado pelo Museu com o patrocínio da Petrobrás, através da Lei Rouanet do Ministério da Cultura. Na semana passada, a análise do acervo foi feita pela musicista Maria Augusta Callado. Além dos dois especialistas, compositores goianos, estudantes de música e representantes da comunidade integrarão os roteiros dos próximos documentários da série prevista para ser exibida até fevereiro de 2007 na programação cultural de sábado da TV Brasil Central e aos domingos na TV Serra Dourada, no programa Trilhas do Brasil.
A primeira etapa do Projeto de preservação do Acervo Fonográfico foi realizada de abril a agosto deste ano com a compra de equipamentos de informática, mobiliário, conjunto de estantes para guarda de 50 mil registros e embalagens para acondicionamento. O Projeto possibilitou também a instalação de laboratório, a montagem da reserva técnica e a contratação de especialistas para as ações de higienização e de catalogação informatizada. A terceira etapa, prevista para terminar em fevereiro de 2007, prevê a conclusão do Banco de Dados e a sua disponibilização para pesquisadores e usuários.

O Projeto do Museu da Imagem e do Som de Goiás foi aprovado pelo Programa Petrobras Cultural, seleção 2005 com recurso total de R$ 298 mil. O MIS foi uma das únicas instituições goianas selecionadas, de um total de mais de três mil inscritos de todo o País. O trabalho de musealização do Acervo é coordenado pela especialista em Museologia e diretora do MIS, Tânia Mendonça e executado pelos profissionais em conservação e catalogação de acervos, Vitória Bandeira, Keith Tito e Guilherme Talarico.

O Acervo Fonográfico
O Acervo Fonográfico do MIS é um dos únicos locais de guarda de depoimentos sonoros e de títulos musicais do Estado de Goiás, contendo um total aproximado de 34 mil registros. Começou a ser constituído em 1988 - data da criação do Museu –, através da doação de discos e de fitas cassete e da produção de depoimentos históricos de pioneiros, artistas, escritores, além de personalidades da história política de Goiás. No ano passado, o Museu recebeu toda a coleção de discos da Rádio Brasil Central, num total de 29 mil registros, das mais variadas temáticas musicais brasileiras e estrangeiras. O acervo encontrava-se em condições precárias de acondicionamento e de catalogação.

Além do apoio da Petrobrás, o Museu da Imagem e do Som foi beneficiado este ano com outros patrocínios significativos: da Fundação Vitae, para a revitalização de seis álbuns das coleções do Acervo Fotográfico (o projeto de preservação e restauração começou em 2005 e terminou em janeiro deste ano). Outro patrocínio foi do Departamento de Museus do Iphan/Minc que permitiu a compra de aparelhos de climatização e de monitoramento ambiental.
Fonte: Tânia Mendonça - Diretora do MIS

SISTEMA BRASILEIRO DE MUSEUS


O MINC informa o lançamento nesta quarta-feira, dia 29 de novembro, às 18h, do Portal do Sistema Brasileiro de Museus (SBM) (www.museus.gov.br).

Segundo o DEMU o Site do SBM funcionará como uma rede ampla e diversificada de parceiros, que contribuirá para a comunicação entre os museus, sistemas e redes locais, escolas, universidades e entidades que atuam no campo museológico. O Portal abrigará o Cadastro Nacional de Museus, os relatórios do Observatório de Museus, as legislações da área, informações sobre eventos e oficinas, dentre outros assuntos de interesse do setor.

Instituído pelo Decreto nº 5.264/2004, o SBM tem como objetivo melhorar a organização, gestão e desenvolvimento dos museus e dos processos museológicos do país, bem como valorizar saberes e fazeres específicos do campo museal.

Na ocasião, também será comemorado o lançamento do livro Há uma gota de sangue em cada museu, de Mário Chagas, professor, poeta, sociólogo, museólogo e coordenador técnico do Demu/Iphan.

A obra trata de questões referentes às propostas e pensamentos museológicos de Mário de Andrade, aliadas ao entendimento de que a gota de sangue é gota de humanidade e sinal de historicidade presente nos museus.

Lançado pela editora Argos, o livro pode ser adquirido no seguinte endereço eletrônico: www.unochapeco.edu.br/argos.

Fonte: DEMU - http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=21136&more=1&c=1&pb=1

Um dos grandes acertos do Governo Lula é a gestão do MINC e em especial a criação do DEMU. O DEMU é um departamento do IPHAN e vem desenvolvendo um trabalho de dignificação dos museus nacionais.

O governador de Goiás em seu plano de governo para a cultura em Goiás, apontou como meta a criação do Sistema Estadual de Museus. O que significa um grande passo a frente na preservação do patrimônio cultural de Goiás.

Lamenta-se entretanto, permanentemente, os desmandos que assolam o Museu de Arte de Goiânia, instituição que até o advento do arbítrio era parte ativa das discussões do SBM e do Sistema Nacional de Cultura.

domingo, novembro 26, 2006

PARABÉNS ANDRÉ!


Grande dia, hem, André? Parabéns!
Para as pessoas que não conhecem ainda, vale a pena conhecer, esse moço pernambucano, que só conseguiu uma cor bronzeada (bronze tomate maduro) nas terras de Porangatu!

Parabéns prá você ... nessa data querida... muitos anos de vida... parabéns pr você!!!!

Essa fotinha é para fazer inveja ao povo do CECI e ao Miguelito!

Grande beijo daqui das terras de Goiás!

sexta-feira, novembro 17, 2006

Projeto de Lei é apresentado no Congresso Nacional

No momento em que a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados apresenta um projeto de Lei que institui o Estatuto dos Museus, a preocupação de muitos servidores do Museu de Arte de Goiânia é com a casa de mãe Joana que virou o espaço.

Durante a semana as salas de exposição são usadas para aulas do Centro Livre de Artes e nos finais de semana, para grupos de teatros. Dizem que estão "autorizados" pelo diretor. Quer dizer um deles, por que agora o MAG já tem mais uma diretora.

Tantos diretores e o MAG não sai do buraco que se enfiou nessa gestão - um misto de casa de mãe Joana com jogado as traças.

Sabem o que é legal? Depois desse post a SECULT providenciará rapidamente uma programação, fajuta, para aparecer na imprensa. Êi, nem sou da imprensa gente. Só sou cidadã desse país!

17.11.06
A falta de regulamentação e critérios na gestão e nas práticas do setor museológico está com os dias contados

No último dia 14 de novembro, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados apresentou o Projeto de Lei de nº 7568/2006, que institui o Estatuto dos Museus. Amplamente debatido no Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus (SBM) e entre a comunidade museológica brasileira, o Estatuto tem por finalidade regulamentar o setor museológico no país.

Dentre as diretrizes do Estatuto destacam-se as que dispõem sobre segurança, preservação, conservação e restauração dos bens culturais; o dever do Poder Público no estabelecimento de mecanismos de fomento e incentivo ao setor; a definição do instituto de musealização; as diretrizes para criação, fusão e extinção dos museus; e a caracterização de museus públicos.

O Estatuto também chama a atenção para o investimento nos campos de estudo e pesquisa na área de museus e para o dever das instituições passarem a elaborar um Plano Museológico, com diagnóstico participativo, identificação dos espaços e conjuntos patrimoniais e identificação dos públicos.“Esta é uma conquista do setor museológico que foi debatida democraticamente e que vem para modernizar a gestão e os processos de preservação dos acervos de museus brasileiros”, ressalta o diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan), José do Nascimento Júnior.

Para Adolfo Samyn, presidente da Associação Brasileira de Museologia (ABM), a contribuição de diversas pessoas e entidades reflete a realidade da diversidade museológica brasileira. “O Estatuto é capaz de atender essa diversidade porque abrange os museus pequenos, os museus comunitários e ecomuseus, ou seja, abarca novas composições museológicas de uma forma amplamente democrática.”

O presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus (ICOM), Carlos Roberto Brandão, por sua vez, afirma que “o Estatuto é um processo extremamente rico devido às inúmeras contribuições recebidas e atende às necessidades da área museológica, que vem se expandindo cada vez mais no Brasil”.

Já a diretora do Sistema Estadual de Museus do Rio Grande do Sul, Simone Flores, ressalta: “O Estatuto é resultado da ação eficaz do trabalho do Sistema Brasileiro de Museus e a regulamentação possibilitará não só a organização, mas também um avanço técnico e profissional do setor museológico”.

Também tramita na Câmara dos Deputados a PEC 575/2006, que prevê condições para a Preservação do Patrimônio Museológico Brasileiro.

Outras informações: (61) 3414-6234 ou demu@iphan.gov.br.

Fonte: MinC

Porangatu: Planejamento e Patrimônio Cultural

Aconteceu entre os dias 14 e 15 de novembro o seminário "Porangatu: planejamento e patrimônio cultural". Uma realização da AGEPEL e da Prefeitura de Porangatu, o seminário contou com o apoio da Câmara Municipal de Porangatu que transmitiu ao vivo via web.

Na Universidade do Tocantins, o professor Napoleão reuniu sua turma de alunos e assistiram juntos, segundo informe do professor Kopanakis.

O evento teve como objetivo ampliar as discussões sobre o plano diretor da cidade e o patrimônio cultural. Assim que me recuperar da viagem coloco no blog as imagens e os principais itens de discussão.

Lula, nosso presidente olhai para BR-153, lá tem cada buraco sem fundo!

A pouco recebi um mail muito estranho, muito embora confesse que me envaideci, afinal não é todo dia que somos chamados de “agitadores culturais”(o poeta e escritor Luiz de Aquino e eu). O único porém, deprimente por sinal é que aprendiz de Zé do Caixão, que assim nos qualificou não estava elogiando, mas representando o seu papel de ”agraciado” pela política de balcão da SECULT.

Como dizem os mais antigos, nem sempre sábios, mas neste caso com muita sabedoria, “Diga-me com quem andas e te direi quem és.” E acrescentaria, “quem se vende nada mais será que mercadoria de 1.99 para quem compra”, ou seja, lixo.

Sabedoria globalizada dos agitadores culturais.

quinta-feira, novembro 09, 2006

QUALQUER SEMELHANÇA É APENAS MERA COINCIDÊNCIA

Ao ler o texto "O dia seguinte" de Pedro Doria analisando o perfil de Donald Henry Rumsfeld, ex secretário de defesa do presidente George W. Busch me ocorreu, que qualquer semelhança com o secretário de cultura de Goiânia é mera coincidência.

Lá o Bush, um predador de primeiro mundo, não viu problemas em aceitar feliz da vida a demissão do secretário. Aqui, a onda de boataria dá conta que a despeito de todo tipo de denúncia na justiça comum e no MP, o titular da SECULT está entre os que o Prefeito considera excelente, ao lado do secretário de saúde - caos total - e da Educação - aquela que substituiu os arte educadores por pedagogos.

"O dia seguinte"
por Pedro Doria

"Donald Henry Rumsfeld, 74 anos, talvez o mais desastroso secretário de Defesa que os EUA tiveram em muito tempo, acaba de se demitir – e o presidente George W. Bush aceitou.

Com a eleição ontem que garantiu aos democratas a maioria na Câmara e, provavelmente, no Senado, o secretário preferiu deixar o cargo. Não quer se expor a pesados interrogatórios no Congresso.

Robert Michael Gates, ex-diretor da CIA com 26 anos de experiência na Agência, foi indicado por Bush para sucedê-lo. Mas carece de aprovação do Senado.

A história de Rummy é cheia de casos de incompetência.

Enquanto os EUA ainda pressionavam a ONU pela invasão do Iraque, Rumsfeld convocou ao Pentágono o general da reserva Jay Garner. Garner teria a responsabilidade de comandar o Iraque após a queda do regime de Saddam. No cargo, passou a mão no telefone para contatar especialistas dos outros ministérios – quem tinha experiência para pôr um sistema de esgoto de pé muito rápido? Quem teria este tipo de experiência com sistema elétrico? Queria os melhores e mais experientes.

Quando embarcou para o Iraque com a guerra em curso, Garner já tinha praticamente caído por bater de frente com o homem que o tinha contratado. Rumsfeld queria apenas gente da Secretaria de Defesa, gente sua, ocupando os ministérios provisórios. Não queria dividir o trabalho com ninguém mais.

Garner foi substituído no Iraque por L. Paul Bremer III, um diplomata que estava disposto a encarar o país recém-invadido seguindo explicitamente as ordens de Donald Rumsfeld. Ou seja: todos ligados ao Partido Baath de Saddam até o quarto nível hierárquico da administração estavam demitidos e considerados imediatamente sob suspeita. Garner pretendia demitir apenas o primeiro nível de poder – ministros. Bremer também demitiu todo o exército iraquiano. Garner estava negociando para reiniciar o pagamento das forças armadas e usar os homens nas obras de reconstrução.

Com os dois gestos patrocinados por Rumsfeld, de uma hora para a outra, todos com compreensão da administração iraquiana, com contatos nas elites do país, com acesso ao dinheiro do governo, foram marginalizados. Ao mesmo tempo, mais de três mil soldados e oficiais militares, com treinamento, acesso a armas e a arsenal, estavam desempregados. Foi a fórmula para a insurgência de hoje – a mesma insurgência prevista por Garner para Rumsfeld.

O secretário de Defesa mentiu para seus subordinados por incontáveis vezes, não repassou a seus pares – da então conselheira de Segurança Condoleezza Rice ao ex-secretário de Estado Colin Powell – informação importante e delicada. Sua insistência de enviar uma quantidade menor de soldados para a guerra e, principalmente, para o pós-guerra, sempre irritou a chefia militar. Seu hábito de fingir que o general Richard Meyers, chefe do Estado Maior e mais graduado oficial da ativa, não existia só piorava as coisas.

Rummy tinha por hábito nomear para cargos altos militares de baixa patente, invertendo a hierarquia e provocando situações em que generais de três estrelas eram reprimidos por generais recém nomeados.

Não fosse a maioria estupenda com a qual contava o Partido Republicano, Rumsfeld sofreria em qualquer dos depoimentos rotineiros perante o Congresso. Mas a máquina de bloqueio de perguntas desagradáveis do governo sempre funcionou.

State of denial – Estado de negação – terceiro livro do jornalista Bob Woodward a respeito dos governos de George W., tem Rumsfeld como personagem principal. Nele aparece um secretário incapaz de ouvir quem discorde dele, insensível para conselheiros militares e convicto de que estava revolucionando diplomacia e o modo de fazer guerra. Rumsfeld era um autoritário solto com uma missão.

Agora caiu, demitido."

quinta-feira, novembro 02, 2006

Vixi! E agora?

A policia costuma afirmar que o bandido sempre volta ao local do crime e faz disso uma certeza, tanto que recentemente prendeu um rapaz apenas por que usava roupas e tênis parecidos com os de bandidos que assaltaram um posto de gasolina.

É claro que um perito analisando as imagens do vídeo de segurança assegurou que um não era o outro, libertando o jovem da prisão injusta.

Mas vejam o que acontece em Goiânia no FESTCINE:
2005 a primeira edição.

Ao ser lançado oficialmente pela SECULT , em junho de 2005 e com ampla divulgação na imprensa, o Festival de Cinema de Goiânia, não possuía dotação orçamentária ou quaisquer destinações financeiras para realização do mesmo. O poder público não pode afirmar que vai fazer sem dizer de onde virão os recursos para isso.

A despeito do lançamento oficial em junho, vários serviços foram contratos informalmente e realizados, como é ocaso da equipe de produção que foi contratada informalmente desde abril de 2005. Vejam noticia divulgada no site da Prefeitura de Goiânia.

http://www.goiania.go.gov.br/sistemas/snger/asp/snger01000r1.asp?DtNoticia=22/06/2005&HrNoticia=10:50

Através do Edital nº 02/2005 publicado no DOM nº 3657/2005, de 15/06/2005 nas páginas 25 a 28, sem data da assinatura foi lançado um Concurso público de apoio a produção de obras audiovisuais de curta metragem em vídeo do gênero ficção.

Posteriormente, em 16 de agosto de 2005 foi publicado no DOM 3.701 a relação dos vencedores e homologado o concurso Nº 02/2005; no dia 17/08/05 foi publicado no DOM Nº 3.702/05 o extrato dos processos e respectivos de contrato entre as partes – Prefeitura e fomentado – para o recebimento de R$30.000,00 cada um.

E só então, no dia 17 de agosto de 2005 o Secretário de Cultura Kleber Adorno faz publicar no Dário Oficial do Município Nº 3702, a Portaria Nº 0017/2005 na qual determina que no “uso de suas atribuições legais, que lhe confere a Lei Municipal de Incentivo à Cultura n° 7.957, de 06 de janeiro de 2000, alterada pela Lei n° 8.146, de 27 de dezembro de 2002, e regulamentada pelo Decreto n° 973, de 01 de abril de 2003, alterado pelo Decreto N° 2040, de 15 de junho de 2005,” aprovar o Projeto do Poder Executivo Municipal, intitulado I FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO DE GOIÂNIA - FESTCINE GOIÂNIA, a ser executado com recursos oriundos do Fundo de Apoio a Cultura - FAC, de acordo com a Dotação Orçamentária 2005.2050.13.392.0018.2.024 e Rubrica N° 3350430021, e normatizado pelo Edital N° 02/2005.

Atenção leitores, os recursos do FAC, de acordo com a Lei deveriam ser aplicados mediantes projetos avaliados pelo Conselho Municipal de Cultura. Como foi possível então lançar o Edital para apoio à produção audiovisual sem o projeto aprovado ou pelo menos analisado no seu mérito pelos Conselheiros de Cultura?

A Portaria Nº 0017/2005 é a prova de que o Decreto Nº 973/2003 foi alterado com o objetivo explícito de atender as necessidades do Executivo de utilizar a totalidade dos recursos destinados ao fomento de projetos da sociedade, em um projeto próprio, no caso I FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO DE GOIÂNIA – FESTCINE GOIANIA. Destinando assim, todos os recursos do FAC para um único evento, na área de cinema e audiovisual, em detrimento de todas as outras previstas na Lei 8.146/2002.

Após ordenar os “arranjos” administrativos, para dar aspecto de legalidade, a Prefeitura de Goiânia, a pedido do secretário de cultura, realiza no dia 05/09/05 um pregão presencial, para atender as necessidades da SECULT de contratação de uma empresa com “estrutura completa” para realização do FESTCINE.

No pregão presencial Nº 100/05 na modalidade menor preço, ocorrido no dia 05/09/05 e que tinha como objetivo “Contratação de empresa especializada com estrutura completa, para a realização de eventos (Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia), conforme especificações do edital e seus Anexos I e II, visando atender as necessidades da Secretaria Municipal de Cultura.”, apresentaram-se duas empresas concorrentes: EMPRESA DE CINEMA MAJESTIC LTDA cujo o nome de fantasia é CINE LUMIÉRE e a ETNIA PRODUÇÕES CINEMATOGRÁFICAS LTDA.

A estrutura completa exigida no processo licitátorio envolvia as salas de cinema e toda a produção do FESTCINE, isso significou na prática, que a empresa vencedora, obrigatoriamente, por um “acordo de cavalheiros”, deveria contratar todos aqueles que já estavam trabalhando, como citado anteriormente, desde abril de 2005 na produção do festival.

E ainda, considerando apenas as declarações do secretário de cultura por ocasião do lançamento oficial do FESTCINE, em 22 de junho, de que o evento aconteceria no “CINE LUMIÉRE”, conclui-se qyue a empresa que “necessitava” ganhar a licitação realizada três meses depois(05/09/05), era a EMPRESA DE CINEMA MAJESTIC LTDA, nome de fantasia “CINE LUMIÉRE”. Coincidência ou premonição?

O Cine Lumiére(Empresa de Cinema Majestic Ltda) em 22 de junho de 2005 foi anunciado à imprensa, oficialmente, pelo secretário de cultura, como sede do FESTCINE. Nota-se, entretanto, que apenas e tão somente em 05/09/05 ocorreu a licitação dos serviços e a homologação da contratação, em 12/09/05 através do Despacho Nº 0216/2005- GAB do secretário de cultura e publicado no DOM Nº 3720 de 15/09/05.

Em 15/02/06 no DOM Nº 3.824 é dado publicidade, a posteriori, da Portaria 0027/2005, datada de 03/11/05. É nessa portaria que se constitui a Comissão de Seleção do I FESTCINE. E no mesmo número do Diário Oficial do Município faz-se publicar o Edital Nº 05/2005 de 19/09/05 que estabelece o Concurso 1º FESTCINE GOIÂNIA para acontecer no Cinema Lumiére. Evidencia-se a necessidade de dar publicidade oficial a eventos já ocorridos, para garantir administrativamente a “arrumação” de situações irregulares.

2006 - Segunda edição.
No dia 02 de novembro é publicado na imprensa local a notícia do recebimento de denúncia pelo Ministério Público contra a SECULT e o Edital do FESTCINE.

Leiam "o retorno".

“Edital do 2º Festcine causa polêmica

Representantes da Associação Goiana de Cinema e Vídeo estão contestando o teor do edital de licitação, lançado pela Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia (Secult), para a contratação de empresas, locais e profissionais que vão prestar serviços durante o 2º Festival de Cinema de Goiânia (Festcine).

O leilão público para a definição dos vencedores foi realizado ontem, às 9 da manhã. Segundo a Comissão de Licitação da Prefeitura de Goiânia, o procedimento transcorreu normalmente. Duas empresas apresentaram propostas no pregão presencial. Os lances estão agora em fase de análise e julgamento.

De acordo com Eládio Garcia Teles, presidente da associação, há no edital cerca de dez itens passíveis de contestação. “Esta licitação está viciada”, acusa. Entre os pontos discutidos estão o fato de o edital requerer a formação da Comissão Consultiva para Elaboração e Produção do Festival, da Comissão Goiana de Seleção dos Roteiros de Curtas e da Comissão Goiana de Seleção da Mostra Competitiva em Longa Metragem.

“Todos estes grupos já estão formados e trabalhando, como a própria imprensa noticiou. Os concorrentes já foram até anunciados”, reclama Eládio. A denúncia contesta ainda a ocupação dos cargos de coordenador do júri do festival, de coordenador de produção, de coordenador do tráfego de filmes, de consultor nacional na área de cinema e de produtor executivo, além da função de assessoria de imprensa do evento.

Eládio e o cineasta Wilmar Ferraz, também membro da associação, afirmam que todos essas incumbências, que constam no processo licitatório, já estariam sendo desempenhadas por pessoas nomeadas pela Secult, órgão responsável pela promoção do festival. Na tarde de segunda-feira, Wilmar Ferraz protocolou uma denúncia junto à Promotoria de Defesa do Patrimônio do Ministério Público de Goiás pedindo a suspensão da licitação.

Justificativa
O promotor Humberto Machado prometeu citar, em regime de urgência, a Secult para que o órgão preste os esclarecimentos sobre o caso. Kleber Adorno, titular da secretaria, disse ao POPULAR que vai esperar a manifestação do MP e que está pronto para prestar as justificativas.

Ele adiantou que não há nada de irregular no processo licitatório. “Não éramos obrigados a fazer essa licitação, já que trata-se de um evento da prefeitura e os custos dos itens mencionados na denúncia não superam o valor de R$ 8 mil. Só acima desse gasto seria necessária a licitação”, esclarece. “Nós montamos o processo de licitação justamente para dar mais transparência.”

Sobre as etapas já cumpridas na organização do Festcine e que constam do edital, o secretário afirma que cabe a ele homologar ou não as propostas recebidas no pregão de ontem. “Eu posso não contratar o serviço para alguns itens e não vou contratar empresas para realizarem um trabalho que já foi feito. Os itens citados na denúncia não serão contratados.”

Kleber admitiu que o processo licitatório sofreu atrasos, o que obrigou a Secult a realizar alguns procedimentos na realização do festival antes de o edital de licitação estar pronto.

“O Eládio não me procurou para debater este assunto. Se tivesse procurado, eu teria explicado tudo diretamente a ele”, alega.

Fonte: jornal O POPULAR - 02 de novembro de 2006 – Caderno Magazine”

Vixi! Agora o bicho vai pegar, ou não,Prefeito?

UM ANO

No dia 19 de setembro o blog completou um ano de vida. Nasceu para discutir as questões da cultura e do patrimônio cultural, somando-se a outras vozes que exigem políticas públicas, ética e probidade, para a cultura em Goiânia.

Os sinceros agradecimentos as pessoas que nos prestigiaram durante todo esse ano e também à aquelas que tentaram nos silenciar.

A saudade permanente do amigo Júlio Vilela.


Beijos no coração e obrigada.











Foto:DM - Cristiano Borges

quinta-feira, outubro 12, 2006

ANIVERSÁRIO

12 de outubro, um ano da farsa da 3ª Conferência Municipal de Cultura de Goiânia. Como recordar é viver, no You Tube, disponivel para quem desejar conhecer, um pouco dos métodos utilizados pelo PMDB para administrar a pasta da cultura.
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E para quem desejar conhecer um pouco mais, da luta dos fazedores de cultura em Goiás para anular a farsa da 3ª Conferência uma visita ao blog ENTREATOS http://www.entreatos.blogspot.com/

Esse aniversário, infelizmente não é para comemorar.

Um minuto de silêncio.

domingo, setembro 17, 2006

CULTURA BOA É A DA SOJA!

As vezes somos obrigados a acreditar que certas coisas só acontecem em Goiás. E não é que dá um sentimento de vergonha? Não da província, mas do quanto é pequeno o valor da cultura no Estado de GOIÁS.

O PMDB partido que aparentemente deverá ganhar as eleições para o Governo do Estado possui uma divida histórica com a área cultural, tendo em vista que cultura mesmo, em administrações passadas e atuais da legenda , só a da soja.

E nessa brasa, senta-se o Governo Federal ordenando o cancelamento de uma exposição como a do Picasso, no exato momento que as obras estão sendo descarregadas, com todo aparato de segurança e responsabilidade exigida para o porte do artista e sua obra. É lamentável e definitivamente demonstra que cultura, tanto para um quanto para outro, nada mais é que instrumento de manobra política.

A diferença é que um até então demonstrava preocupação em gerir o MINC voltando-se para elaboração de políticas públicas e o outro, a exemplo da administração da SECULT em Goiânia, em instalar a troca de favores e o cumpadrio como política cultural. No fim, todos estão rosetando e nós, trabalhadores e fazedores de cultura, assistimos estarrecidos tanta cara de pau.

Goiás perdeu, perdeu o BB – que de banco do povo não tem nada – e perdeu o Lula, que para muitos já estava perdido quando contrariando toda a história do PT em Goiás, abraçou a candidatura de Maguito Vilela.

Sendo verdadeira, a hipótese do cancelamento da exposição e de todo o circuito cultural BB por motivos politiqueiros, consta-se falta de sensibilidade e de respeito para com a cultura do Governo Federal e reafirma-se que um Governo do PMDB só poderá impor mais duplas sertanejas e atrasos para Goiás.

Quem viver verá!

Deu no Jornal OPÇÃO, para ler a matéria basta clicar no título do post e será redirecionado para site do jornal.

"O IMPOSSÍVEL ACONTECE

Governo Lula impede goiano de ver obra de Pablo Picasso

A mostra do mais célebre pintor do século 20 foi cancelada supostamente a pedido de políticos de Goiás
por ANDRÉIA BAHIA

Sem que houvesse uma explicação plausível e oficial, a exposição de gravuras intitulada “Pablo Picasso: Paixão e Erotismo”, que deveria ser aberta ao público goianiense na quarta-feira, 13, e permanecer na capital por dez dias, foi repentinamente cancelada. A mostra, que faz parte do Circuito Cultural do Banco do Brasil, seria realizada no Centro Cultural Oscar Niemeyer, e as obras de arte já estavam sendo descarregadas no Museu de Arte Contemporânea, que foi adequado para receber a exposição, quando o trabalho foi interrompido e o sistema de segurança desmontado, com a alegação de que havia uma “ordem superior” para cancelar a programação.

Além da exposição de gravuras de Picasso, estavam previstas apresentações de Vanessa da Mata, Leila Pinheiro e Ana Botafogo — shows que estavam agendados desde fevereiro deste ano.

O presidente da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), Nasr Chaul, disse que ficou estupefato ao saber do cancelamento da mostra em cima da hora. Segundo ele, o responsável pela vinda do Circuito Cultural do Banco do Brasil a Goiânia, Marco Aurélio Pedroso, não soube explicar o motivo do cancelamento da exposição. “Marco Aurélio ficou muito sem graça com o episódio, falou que, no momento da suspensão da mostra, teve dificuldade para devolver as obras para Brasília e que tentou demovê-los da idéia de cancelar a exposição, mas não conseguiu.”

Segundo Nasr Chaul, a Agepel não recebeu nenhuma explicação oficial dos motivos do cancelamento. “O que eu tenho ouvido extra-oficialmente são justificativas totalmente sem lógica, o que nos permite imaginar qualquer tipo de injunção”, observa. O presidente da Agepel buscou justificativas para a suspensão do evento junto aos curadores da mostra e à Superintendência do Banco do Brasil em Goiânia e em Brasília, mas não obteve nenhuma explicação lógica para seu cancelamento.

Problema de agenda — O assessor de imprensa da presidência do Banco do Brasil, Carlos Alberto Carvalho, alegou à reportagem do Jornal Opção problemas de agenda para a não-realização do evento. Segundo ele, o circuito não foi suspenso ou cancelado, mas adiado, porque não foi possível coordenar as agendas dos diversos artistas que iriam participar do evento. O assessor do Banco do Brasil disse que está sendo estudada uma nova data para a realização do circuito, que pode vir a ser outubro ou o primeiro trimestre do ano que vem. “O Banco do Brasil lamenta, não queria penalizar a população de Goiânia com o adiamento, mas existem situações que fogem do nosso controle e essa foi uma”, afirma.

Sobre as especulações que dão conta que o evento teria sido suspenso por motivos políticos, o assessor diz que o Banco do Brasil não comenta esse tipo de especulação e completa que “o Banco do Brasil quer distância de temas políticos”. Quanto à maneira que ocorreu a suspensão, visto que as obras de Picasso já estavam sendo descarregadas do caminhão quando chegou a ordem de cancelamento da mostra, o assessor comenta: “Só por que as obras já estavam sendo descarregadas a exposição deveria obrigatoriamente ser realizada?”.

Nasr Chaul, presidente da Agência de Cultura: “As justificativas são tão sem lógica que nos permitem imaginar qualquer tipo de injunção” Em Goiânia, a não-realização da mostra não foi vista com tanta naturalidade, pelo contrário, gerou muita desconfiança.

Na opinião do ex-deputado federal Fernando Cunha (PSDB), a exposição foi suspensa por questões político-eleitorais, e sua desconfiança tem origem nos encontros de políticos do PMDB goiano com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorridos em Brasília e Anápolis.

O presidente da Agepel, Nasr Chaul, também percebe no episódio uma manobra política, visto que o centro Cultural Oscar Niemeyer, onde seria realizado o evento, é a principal obra do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que compõe a chapa com o governador Alcides Rodrigues, que disputa a reeleição pelo PSDB.

A suspensão da exposição repercutiu na imprensa nacional. A Folha de S. Paulo e o jornal Valor fizeram matérias sobre as suspeitas da coordenação da coligação Tempo Novo de que a suspensão da exposição de Pablo Picasso teria motivações políticas. Em Brasília, comenta-se que o presidente Lula vetou, diretamente, a mostra de Picasso a pedido de políticos goianos.

Ingerência política — O secretário de Cultura da Prefeitura de Goiânia, Kleber Adorno, diz não acreditar que um presidente da República pudesse mandar cancelar uma exposição motivado por questões eleitorais. “Não acredito em ingerência política.” Até porque, acrescenta o secretário, a exposição não influenciaria o quadro eleitoral. Kleber Adorno percebe na exploração do episódio por parte dos tucanos de Goiás objetivos eleitorais. Segundo o secretário municipal, há alguns meses representantes do Banco do Brasil o procuraram para sondar sobre a possibilidade de realizar o circuito cultural no Museu de Arte de Goiânia. Kleber Adorno conta que eles estavam temerosos sobre a viabilidade de trazer o evento para o Centro Cultural Oscar Niemeyer, mas logo depois confirmaram a realização no centro. “Depois eu fiquei sabendo da suspensão, mas não posso opinar sobre seus motivos.”

O secretário afirma, no entanto, que o cancelamento de qualquer exposição é ruim. Artistas condenam decisão do governo do PT Os artistas goianos reagiram com indignação ao cancelamento da exposição de Picasso.

O artista plástico Alexandre Liah considerou a suspensão da mostra uma atitude impensada de desrespeito à sociedade intelectual e à comunidade goiana. “Foi um ato arbitrário de total desrespeito à sociedade”, afirma. Alexandre Liah percebe no cancelamento da mostra “uma volta ao tempo da ditadura e um resquício do autoritarismo”. O que mais indignou o artista plástico foi a ausência total de uma justificativa. “Eles sequer se preocuparam em dar um motivo para cancelar a exposição. Eu não me lembro de ter visto uma coisa desse tipo.”

E no jornal O SUCESSO:
"COLUNA OLHA NA CIDADE
http://www.jornalosucesso.com.br/editoria_materia.php?id=1518
PicassoZunzum que circula por aí: tem dedo de Lula (não o mindinho que lhe falta na mão esquerda) em relação à não-vinda de obras do pintor espanhol Pablo Picasso para Goiânia. Obras estas que seriam expostas no Centro Cultural Oscar Niemeyer."


E ainda temos que acreditar que isso aconteceu, o retorno:

"M.Cavalcanti recua

Já estava tudo acertado. O artista plástico M. Cavalcanti foi convidado por Maguito Vilela para ser seu secretário de Cultura caso conquiste o governo do Estado. Cavalcanti, que aceitou o convite, foi orientado a não comentar sobre a possibilidade, porque a informação da distribuição de cargos pelo PMDB estaria repercutindo negativamente para Maguito. Cavalcanti tentou seguir a orientação, mas a informação já tinha sido anunciada por ele mesmo
Jornal Opção -
http://www.jornalopcao.com.br/ coluna BASTIDORES"

Eita, Goiás que está perdendo o brio!

quarta-feira, setembro 06, 2006

POLITICA, CULTURA E SOCIEDADE - DEBATE



No dia 12 de setembro, às 19 horas, no Centro Cultural Martim Cererê, o FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA , Associação Goiana de Cinema e Vídeo – AGCV, Associação Goiana de Artes Visuais – AGAV,Teatro Zabriskie, Cia teatral Nu Escuro, Federação de Teatro do Estado de Goiás – FETEG e a KULTUR promovem um debate, com a temática “Política, Cultura e Sociedade” entre os candidatos a governador do Estado de Goiás.

Para alguns, equivocadamente, cultura é um mal necessário, pois incorpora no seu fazer, em uma visão capitalista do mundo, todos os que não deram certo na vida. Mas, muito além, cultura é o modo de ser de um povo,fazemos cultura com a marca e a cara de Goiás, andamos, falamos e comemos com o modo goiano de ser e isso é um bem inalienável que queremos preservar através de nossa arte.

Em nossas lutas pelo direito do fazer cultura, por condições e financiamentos do bem cultural, pela formação dos nossos artistas e técnicos, constatamos que nós, sociedade, somos parte de um processo que é muito maior e que nosso direito ao voto é apenas parte desse bem maior.

Temos nossos direitos e deveres como cidadãos, parte de uma sociedade. Por outro lado, temos consciência dos direitos e deveres do gestor público e do papel do Estado no fomento à preservação cultural definidos na Constituição Federal.

O debate com candidatos à governador do Estado de Goiás, com muita pertinência, esclarecerá quais são as propostas de políticas públicas para Cultura de cada um dos postulantes ao cargo de Governador e de seus partidos.

SERVIÇO
DEBATE: “POLITICA, CULTURA E SOCIEDADE
Local: Centro Cultural Martim Cererê - Teatro Pyguá – Sala Júlio Vilela – Rua 94 A - Setor Sul, Goiânia.
Horário: 19:00 horas
Informações : 9674-4249 / 9926-4425

terça-feira, agosto 29, 2006

ASSOCIAÇÃO GOIANA DE ARTES VISUAIS

AGAV – ASSOCIAÇÃO GOIANA DE ARTES VISUAIS


A AGAV convida os artistas plásticos e visuais, audiovisuais, fotógrafos e demais categorias da produção cultural goianiense para a solenidade que empossará primeira diretoria da recém criada Associação Goiana de Artes Visuais, nesta sexta-feira, 1º de setembro, as 18:30 horas, no mezanino do SEBRAE, Rua T-3 Nº 1000 – Setor Bueno.

A composição da primeira diretoria da AGAV envolve artistas plásticos, galerista e ativista cultural: Juca de Lima é o presidente, Vânia Ferro é a vice presidente, Miriam Baeta, 1ª tesoureira, Telma Alves é a 2ª tesoureira, todos artistas plásticos, Deolinda Taveira, conservadora restauradora é a 1ª secretária , Bento Cassiano é o 2º secretário e é também artista plástico. Para o Conselho Fiscal foram eleitos Alexandre Liah, Elizeth Horbilon, Elenita Macedo, artistas plásticos e galerista respectivamente e ainda como suplentes Fábia Oliveira, Lúcia Ribeiro e Cida Mendanha, todas artistas plásticas.

A primeira diretoria da AGAV tem como missão no período que vai de 25 de julho de 2006 a 15 de maio de 2007 a organização e legalização da entidade, bem como, a promoção de atividades que propicie a união da categoria e a ocupação dos espaços públicos destinados as artes.

A AGAV é uma associação sem fins lucrativos e que tem por finalidade precípua a defesa e a representação legal da categoria profissional dos artistas visuais e plásticos, artistas audiovisuais, fotógrafos, empregados ou não.

E de acordo com o Estatuto constituem-se ainda objetivos e finalidades da AGAV:
I – Representar perante as autoridades administrativas e judiciárias os interesses individuais dos associados, relativo à categoria profissional representada pela AGAV.
II – Colaborar com as municipalidades e Estado, como órgão técnico consultivo no estudo das soluções de problemas relacionados com a respectiva categoria profissional.
III – Promover a realização de conferências, cursos, seminários, exposições e debates relacionados com as atividades das artes visuais.
IV – Divulgar e documentar as atividades da AGAV e de seus associados.
V – Criar e manter na medida de suas responsabilidades econômicas financeira, uma galeria de arte ou espaços para divulgação, promoção e distribuição dos trabalhos dos associados.
VI – Captar recursos financeiros ou contribuições de quaisquer naturezas, de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado, para programas e projetos de interesse da AGAV, após análise e aprovação pelo Conselho Diretor.
VII – Contratar técnicos especializados, quando necessário, para elaboração de projetos, programas, implementação de atividades e emissão de pareceres.
VIII - Prestar serviços a terceiros, com distribuição de material didáticos e promocionais, realização de oficinas artísticas, educativas e de capacitação, de seminários e congressos, viagens culturais, bem como a promoção de intercâmbio de exposições de arte.
IX – Promover intercâmbio profissional, técnico cultural com entidades congêneres e instituições culturais, educacionais, sindicais, nacionais e internacionais.
X – Estabelecer convênios com entidades públicas ou privadas, instituições de ensino e pesquisa e congêneres, no Brasil e no Exterior, objetivando promover e apoiar estudos e pesquisas na área de artes plásticas e visuais.

segunda-feira, agosto 28, 2006

XII CONGRESSO DA ABRACOR

25.08.06
XII Congresso da Abracor
Evento, que conta com o apoio da Funarte e do Iphan, vai abordar o tema 'Preservação do Patrimônio Cultural - Gestão e Desenvolvimento Sustentável: Perspectivas'


Será realizado em Fortaleza o XII Congresso da Abracor, no período de 28 de agosto a 1º setembro, com o tema Preservação do Patrimônio Cultural - Gestão e Desenvolvimento Sustentável: Perspectivas. Uma realização da Associação Brasileira de Conservadores-Restauradores de Bens Culturais (Abracor), que tem o apoio da Fundação Nacional de Arte (Funarte) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura.

Este evento pretende apresentar um painel do estado da arte da conservação-restauração de bens culturais no Brasil além de proporcionar debates em questões específicas do universo da Arqueologia e Etnologia.

Dentre os tópicos que serão desenvolvidos no Congresso estão a importância da preservação dos bens culturais para o desenvolvimento social e os projetos pedagógicos relativos à educação patrimonial; os aspectos relativos à formação profissional em sua dimensão interdisciplinar e ao reconhecimento do profissional conservador-restaurador em todas suas especialidades; incentivos às problemáticas específicas relacionadas a cada área de atuação dos conservadores e a difusão de pesquisas e estudos de casos nas áreas relacionadas à ciência da conservação; políticas voltadas à segurança do patrimônio cultural e a necessidade de adequação da profissão de conservador-restaurador de bens culturais às normas de biossegurança e segurança do trabalho.

Informações: www.abracor.com.br; telefax (21) 2262-2591 (no horário de 13h às 17h), ou pelo email abracor@abracor.com.br.


Veja a programação.



(Fonte: Ascom/Funarte)

MINC divulga relatório da 1ª Conferência Nacional de Cultura

25.08.06
Relatório da 1ª CNC
Registros, dados e informações consolidadas

A Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC) torna público o Relatório da 1ª CNC, realizada ao longo do segundo semestre de 2005. Ao todo, cerca de 60 mil pessoas participaram diretamente das conferências municipais, estaduais, setoriais e nacional da Cultura. Os municípios que encaminharam os relatórios das conferências de 2005 ao Ministério da Cultura estão listados no Anexo III ao Relatório. Os perfis da participação social-governamental e das faixas populacionais dos Municípios que organizaram conferências próprias ou que integraram conferências intermunicipais estão reunidos nas tabelas do Anexo IV.O Relatório da 1ª CNC faz, também, uma apresentação e análise transversal das propostas aprovadas pela Plenária Nacional da Conferência. Com a presente publicação, o Ministério da Cultura cumpre uma etapa importante de devolução, aos participantes do processo da Conferência Nacional de Cultura, das questões debatidas e referendadas – que subsidiarão a elaboração do Plano Nacional de Cultura e dos planos municipais e estaduais de Cultura. Tais questões poderão também pautar os debates sobre os compromissos relacionados aos programas de Cultura das diferentes candidaturas proporcionais e majoritárias nos Estados e de âmbito nacional.No último bimestre de 2006, o Ministério da Cultura publicará os registros dos debates e discussões que pautaram a 1ª Conferência Nacional de Cultura, em suas diferentes etapas.Acesse o Relatório da 1ª CNC e os Anexos nos links abaixo:Parte I – Dados de ParticipaçãoParte II – Relatório AnalíticoAnexo I – Propostas aprovadas pela Plenária NacionalAnexo II – 30 propostas prioritáriasAnexo III – Dados espacializados das conferências municipais e intermunicipais em 2005Anexo IV – Informações sobre participação e realização de conferências municipais e intermunicipais em 2005Quaisquer comentários ou pedidos de esclarecimentos devem ser enviados à Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, pelo endereço sai.info@minc.gov.br. Para eventuais retificações dos dados, que serão reconsolidados para a publicação dos Registros da Conferência, pede-se fazer o encaminhamento, por parte das comissões organizadoras das conferências de cultura de 2005, até o próximo dia 6 de setembro à SAI/MinC.(Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura)

domingo, agosto 27, 2006

CRISE NA CULTURA

O semanário JORNAL OPÇÃO publicou em sua edição do dia 27/08 uma excelente reportagem de autoria da jornalista Heloisa Amaral sobre a crise na área cultural goianiense. E demonstra que jogar a poeira em baixo do tapete não é a melhor opção. Os tempos são outros, e a falsa democracia não acha espaço para sobreviver.

E recusar-se a compactuar com desmandos não é fugir do diálogo, foge do diálogo quem não admite que errou e permanece no erro.

O menino que aponta o dedo e diz que "O rei está nu!", não está mais sozinho, enquanto os amigos do "poder " gritam " Esse menino é doido, a roupa do rei é bela!".

Mas, a verdade é que o rei está nu, o menino está correto e muitos outros acreditam denunciando também a nudez palaciana.

Que vistam o rei!

Produtores culturais criticam gestão de Kleber Adorno

por HELOIZA AMARAL , JORNAL OPÇÃO

"Fundo de Apoio à Cultura (FAC), Festcine, Lei de Incentivo, Cine Ouro, Conselho Municipal de Cultura e o abandono do Grande Hotel são alguns dos pontos questionados por parte das entidades culturais de Goiânia. Produtores culturais afirmam que há uma “panelinha” beneficiada pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult). Quem não faz parte dela, estaria, segundo eles, enfrentando dificuldades para conseguir manter seus projetos. Deolinda Taveira, restauradora de bens culturais, está entre os críticos mais ferrenhos. Para não depender de espaço na mídia, resolveu fazer suas denúncias num blog na Internet. Lá, ela discorre sobre todo e qualquer tema ligado à cultura no município e, em especial, ao que considera equívocos da administração do secretário Kleber Adorno. "

Para ler a matéria basta clicar no título do post e será automaticamente encaminhado para o semanário JORNAL OPÇÃO.

sábado, agosto 26, 2006

GRANDE HOTEL IMAGENS DO DESCASO

A invasão do Grande Hotel pela Secretaria de Obras da Prefeitura Goiânia iniciou-se em uma 2ª feira e só foi abortada na 5ª feira, após a mobilização da imprensa e do IPHAN, entretanto, de acordo com a assessoria de imprensa da SECULT isso jamais aconteceu. "A Secretaria de Obras chegou a cogitar a utilização de umas salas, mas desistiram ao conversar com o secretário. Isso foi ontem pela manhã, e a chefe de Gabinete, Rosana, ao sair passou pela minha sala, comentando o resultado da empreitada que não deu certo. " Marley Costa Leite




Aconteceu e tanto aconteceu que na sala de exposição ainda ficaram os móveis da futura SECRETARIA DA HABITAÇÃO e a prova ainda estava lá na 2ª feira seguinte, os armários e as gavetas das mesas. As mesas já haviam sido retiradas ou escondidas.



Uma palestra bastante interessante com a professora Mônica Martins da Silva, co-autora do livro "História das festas e religiosidades em Goiás"para um grupo de estudantes da ESEFEGO, acontecia em meio aos móveis, sob o olhar complacente da chefia da Divisão do Patrimônio Histórico municipal.



A Constituição Federal no seu Artigo 216 § 1º declara que "A proteção dos bens culturais não é só uma prerrogativa com também um dever do poder público". No caso do Grande Hotel estará o poder público fazendo o seu dever de casa?

Será que fingir que os fatos não aconteceram com o objetivo claro de desqualificar qualquer denuncia é a melhor solução?

O Decreto Lei 25 de 30/11/37 no seu artigo 20 diz que " As coisas tombadas ficam sujeitas à vigilância permanente do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que poderá inspecioná-las sempre que julgar conveniente, não podendo os respectivos proprietários ou responsáveis criar obstáculos a inspeção...", entretanto, segundo a assessoria de imprensa da SECULT justificando a proibição do acesso dos fiscais do IPHAN ao prédio,"Existe uma ordem expressa do secretário para não deixar ninguém alheio ao trabalho entrar nas dependências do Grande Hotel. "

E ainda segundo a mesma fonte, os fiscais ficaram furiosos pela denúncia falsa e anônima. Os fiscais do IPHAN furiosos já é um caso a parte, visto que são pagos para fiscalizar e não para ficarem furiosos, mesmo que a comunicação dos fatos fossem falsas e anônimas. E não foi esse o caso. Nem a denúncia foi falsa e muito menos anônima. E se recebido o telefonema comunicando a invasão do prédio, os fiscais tivessem imediatamente procurado apurar os fatos, certamente teriam encontrado os agentes da Secretaria de Obras trabalhando tranquilamente.

No dia seguinte, mais de 24 horas depois da comunicação da invasão o circo já estava armado para ocultar a verdade, aos olhos da fiscalização. E será que não era o caso de ficarem furiosos por terem sido impedidos de realizar o seu trabalho?

A verdade é que existiu uma ordem expressa de impedir o acesso da imprensa ao local, aos fiscais do IPHAN, e desta forma garantir que teriam tempo de apagar os rastros deixados pela "abortada" operação invasão.

Todavia, será que alguém poderia explicar como é que a Secretaria de Obras enviou na 2ª feira o encarregado Sr. Carlos para verificar quantas salas haviam desocupadas ( e são muitas) e a Diretora da Divisão de Patrimônio Histórico, só se deu conta dos fatos na 4ª feira? E olha que na 4ª feira, os móveis já estavam no prédio, e cerca de 12 pessoas estranhas circulavam tranquilamente verificando os melhores locais para passar os cabos de rede de computadores, sem que qualquer funcionário perguntasse o significado ou pedisse um documento.

Na 5ª feira, após a denúncia no Blog, a invasão já estava abortada e a versão dos fatos era a de que o próprio secretário não sabia de absolutamente nada. Não é curioso? A diretora da Divisão de Patrimônio Histórico não sabia de nada, o secretário também não, então que autorizou a Secretaria de Obras a ocupar o prédio para ali fazer instalar a Secretaria de Habitação sob o comando do Senhor Iram Saraiva?

Essas são as imagens do descaso. O contraste no piso é a maior prova da ausência de limpeza no prédio, buracos nas paredes, coleções amontoadas de qualquer maneira ou seja, o Grande Hotel não é um Centro de Memória, se for Centro de Referência, certamente, uma referência de tudo aquilo que não se deve fazer com patrimônio cultural.















E isso tem solução. Basta a SECULT parar de investir em prédios de particular e passar a investir na preservação do patrimônio que já está sob sua responsabilidade.

Enquanto escondem a verdade, como as avestruzes enfiando a cabeça no buraco, o que fica de fora mostra a ausência de políticas públicas no município para cultura. Eventos não são políticas públicas para cultura.