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terça-feira, dezembro 23, 2008

CORONELISMO NO CERRADO

Conferência é encerrada com palestras

Goiânia, 22/12/2008 - Lídia Amorim Da Editoria do DMRevista

A Lei Municipal de Incentivo à Cultura foi o foco do último dia da Conferência Municipal de Cultura. Durante a tarde de ontem, no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, profissionais ligados à captação de recursos e planejamento explicaram para um auditório praticamente vazio como funciona a lei e como devem ser feitos os projetos. O evento, que inicialmente seria uma plenária aberta para discussão sobre a cultura na Capital, tirou dúvidas de entidades e pessoas ligadas à cultura, mas deixou alguns grupos insatisfeitos.

A insatisfação veio do grupo de entidades que, desde o último domingo, protestava contra o formato da conferência e a falta de espaço para debates.

Blog: Estiveram presentes no domingo representantes de 22 entidades que assinaram um documento enviado ao secretário de cultura e presidente do Conselho Municipal de Cultura. Ver post anterior.

De acordo com a organização, o momento para discutir diretrizes do Plano Municipal de Cultura e dar sugestões foi na tarde do domingo.

A Lei de Incentivo à Cultura e o formato do evento, porém, não estavam em discussão.

Durante todo o momento, a organização fez questão de ressaltar que as entidades que se manifestaram contra a programação poderiam ter participado dessas decisões comparecendo às reuniões quinzenais do Conselho de Cultura, abertas à toda a população.

Blog: é de corar uma afirmação dessas. As entidades se manifestaram no espaço legitimo de participação a CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA, que na cabeça provinciana e coronelista dos membros do Conselho Municipal de Cultura, o modelo perfeito é aquele onde os engalanados falam professoralmente e os bobinhos na pláteia batem palmas.

As participações foram encaminhadas por escrito à mesa da conferência, que as leu, no encerramento da Plenária, e respondeu. Algumas sugestões serão encaminhadas à Secretaria Municipal de Cultura.

O vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura prometeu às entidades que será feito um site da secretaria em que todos poderão se informar sobre as decisões do Conselho.
Blog: Essa promessa é demais. E como irão publicar a aprovação de projetos de interesse pessoal do secretário? Por exemplo aquele que aprovou a edição de um documentário que permitiu ao atual secretário de cultura colar grau na Universidade Católica de Goiás?

Para ler a matéria original siga o link abaixo:

http://www.dm.com.br/impresso/7718/cidades/59581,conferencia_e_encerrada_com_palestras

segunda-feira, dezembro 22, 2008

SEM BRANDÃO DM INFORMA DE VERDADE

Protesto marca abertura da conferência de cultura

Goiânia, 22 de dezembro - Lídia Amorim Da Editoria do DMRevista

A abertura da sexta Conferência Municipal de Cultura, na manhã de ontem, foi marcada pelo desconforto. Pode ser que o frio ar-condicionado do Auditório Augusto da Paixão Fleury Curado, no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, tenha servido para esfriar ânimos, mas sensação de que algo estava errado permaneceu pairando no ar como fantasma. Mais de 20 entidades – entre elas o Centro Cultural Eldorado dos Carajás, a Federação de Teatro de Goiás e a Associação Brasileira de Festivais Independentes – uniram-se para protestar contra programação da conferência e buscar modelo de evento que contemple todas as áreas e necessidades de quem trabalha na cultura.O grupo, que engloba diversas áreas da cultura e se reúne semanalmente para discutir os problemas em comum, defende que a programação seja reformulada para dar mais espaço ao debate. Segundo eles, o evento oficial é mais um seminário do que uma conferência, por ser mais educativo do que político, e, por isso, não tem espaço para a discussão sobre as diretrizes da Lei Municipal de Incentivo. Além disso, foi marcada numa data que impede a participação de todos: os dias que antecedem o Natal. Na abertura do evento, tudo corria de forma tranqüila inicialmente. O secretário municipal de Cultura, Doracino Naves, deu início aos trabalhos, falou da importância da conferência e do desejo da pasta de que os resultados desse momento de debates fosse o mais proveitoso possível. Em seguida, viria a palestra de abertura, com o escritor Luiz Fernando Valadares. Antes disso, porém, Eládio Garcia, da Associação Goiana de Cinema e Vídeo, manifestou, da platéia, o desejo de que o secretário se posicionasse sobre documento entregue no evento em que o grupo de entidades defende mudanças na programação e na data da conferência.Foi decidido que a carta seria discutida numa reunião separada entre o grupo e o secretário após a palestra de abertura. Enquanto o Alma Brasileira tocava seu choro para meia dúzia de pessoas no auditório; na pequena sala ao lado, o grande grupo de entidades se reunia para discutir os rumos da conferência. O secretário ouviu as reclamações, mas afirma que não pode atendê-las, já que, no próximo ano, não ocupará mais o cargo e o grupo quer marcar o evento para depois das festas. Prometeu, no entanto, encaminhá-las ao prefeito Iris Rezende. No final, não houve consenso. Tanto Doracino quanto o vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura, Valdir Mendonça, retiraram-se do local e as entidades decidiram fazer outro documento. Nele vão sugerir que a sexta Conferência tenha continuidade no mês de março, quando as instituições e pessoas que se dedicam à cultura estarão mais disponíveis, e que, no evento, exista mais espaço para debates. Desde a terceira Conferência, há polêmica. A conferência, realizada em 2005, foi inclusive cancelada judicialmente, porque não foi divulgada como deveria de acordo com as determinações do Ministério da Cultura. A função das conferências é de debater os rumos da cultura no município, as Leis de Incentivo, e principalmente, para onde vai o dinheiro da área.
http://www.dm.com.br/impresso/7717/cidades/59474,protesto_marca_abertura_da_conferencia_de_cultura

domingo, dezembro 21, 2008

CONFERÊNCIA DE CULTURA? EM GYN CITY PODE SER MORTAL!

No Instituto Histórico e Geográfico de Goiás foi aberta hoje a 6ª Conferência de Cultura, no velho e bom estilo, alguém fala e platéia aplaude.
Não deu para aplaudir.
O último dia de inscrição foi dia 19/12, sexta-feira, e hoje, no horário de credenciamento, o material foi entregue sem qualquer controle, ou necessidade de identificação.
Após uma reunião, onde entidades participantes do Fórum Permanente de Cultura solicitaram ao secretário de Cultura, que a Conferência seguisse o modelo proposto pelo MINC, o material distribuído – pasta, papel, folder, programação, crachá e caneta – foi deixado na portaria do IHGG.
E o inusitado, a caixa onde estavam acondicionados os crachás era na verdade uma caixa de embalagem de “cartuchos para armas portáteis”. Gente, quem na SECULT comprou 1000 projéteis para arma de fogo?
Confiram à imagem.


Abaixo o documento resultante da reunião das entidades presentes na manhã de 21/12 e que exigem uma verdadeira Conferência de Cultura, com debates, proposições e plenária.


Depois tem mais...

quinta-feira, dezembro 18, 2008

GESTÃO PÚBLICA DA CULTURA EM GOIÂNIA

A Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia é novamente tema do discurso de PX Silveira e como sempre apontando o dedo na ferida, ou melhor, nos desmandos e prevaricações cometidas por gestores públicos empossados pelo Prefeito Iris Rezende.

A favor da SECULT é preciso comentar que a "turma" apontada a dedo por PX Silveira chegou até lá pelo próprio dedo dele, que foi, segundo o senso comum, quem indicou ao prefeito em dezembro de 2004, o nome do ex-secretário Kleber Adorno.

Atualmente, as "viúvas" do ex-secretário e candidato a vereador fracassado, aguardam cheios de esperança o retorno. E diga-se de passagem, a possibilidade existe, pois, vamos lá, desde quando, Iris Rezende, realmente olhou para cultura? Portanto, Kleber Adorno e seu curriculo é tudo de bom, mesmo sendo processado pelo MP por improbidade administrativa e investigado em outros procedimentos, que incluem, o famigerado Chorinho, e claro, o modo como tentou obter um título de doutor em uma universidade federal(usando ctrl+C e ctrl+V).

Enfim, Goiânia merecia algo melhor que um prefeito amante de "espetos" e viadutos pagos com recursos públicos. E sobre os "espetos", querem apostar que no próximo serão colocados um boi? O boi no rolete.

Abaixo o texto publicado hoje no Diário da Manhã.
Uma nova chance para Iris Rezende

A cultura pode muito pelo indivíduo e pode muito mais pela sociedade, que é a soma dos indivíduos. Uma cidade catalisada pela cultura passa a ser mais que a soma de sua gente, suas casas, suas ruas, suas praças e seus templos, profanos ou não.

É por isso que a cultura de um governo não deve ser tratada como um segmento, mas como um todo, do qual fluem todos os segmentos que compõem a vida em sociedade.

Na política cultural de Iris destacam-se duas ações, ambas extemporâneas a ela, isto é, vindas de administrações anteriores, sejam: a Lei Municipal de Cultura e o Encontro das Folias. Aquela, a lei, surgiu para desencantar de vez o fazer cultural goianiense, com o advento de verbas injetadas diretamente, por meio de editais, que quando não são manipulados, se prestam ao bom serviço de fomentar e democratizar o acesso à produção.

E este, o Encontro das Folias, reúne em Campinas uma vez ao ano verdadeiras expressões populares, para um dia de encontros e renovação de suas expressões de fé, arte e história.

Outro destaque da administração irista cultural é o Cine Ouro, espaço de expressão urbana dentro dos seus limites e problemas, onde se realiza mais um festival de cinema entre os 86 eventos dessa natureza que acontecem anualmente no pais.

A partir daí, tudo que a política irista cultural realiza não passa de seu dever. E o agravante é que essa é uma gestão condenada, não pelo grande público em geral, que lhe tem sido indiferente, mas condenada literalmente, em ação movida pelo Ministério Público, por improbidade administrativa, e com outro inquérito aberto na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública, este em andamento.

De inovador, nada no horizonte. E não é por falta de motivos e inspiração. Onde estaria, por exemplo, a tradução do potencial de liderança do Iris na cultura? Por que não se utiliza o espírito do mutirão como uma poderosa ferramenta cultural? Por que deixar passar o poder de agregação dos eventos de bairro, para mobilizar culturalmente a cidade e fazer um levante que se destacaria nacionalmente?

É fato que, infelizmente, como grande gestor que é, Iris Rezende ainda não encontrou na cultura o seu interlocutor junto à população que governa.

Neste sentido, o projeto para a cultura do PT e de outros partidos está visivelmente mais próximo da realidade que o do PMDB. E dou aqui testemunho de que não é por falta de vontade e de visão de Iris Rezende, mas simplesmente por falta de vontade e estratégia dos quadros que lhe representam nesta área vital para toda a administração.

A visão elitista, a ineficiência, a vaidade, a vaidade, a vaidade e até mesmo a preguiça, são visíveis quando se lança um olhar no retrospecto do “iris cultural”.

Enquanto isso, se perdem as oportunidades, por exemplo, que os mutirões no bairros poderiam favorecer, fazendo com que a cultura finalmente tenha capilaridade e densidade cidadãs.

Goiânia, que bem outorgou a Iris uma nova chance no governo, está ela mesma à espera de uma nova chance que venha lhe mudar o destino.

PX Silveira é diretor executivo do Instituto ArteCidadania http://www.dm.com.br/impresso/7713/opiniao/59053,uma_nova_chance_para_iris_rezende

quarta-feira, dezembro 17, 2008

GRANDE HOTEL, VÍTIMA DO DESCASO

Secult pode perder Grande Hotel
Justiça dá ganho de causa ao INSS na disputa pela reintegração de posse do prédio. Secretário fala em “gestões políticas” para reverter decisão

Goiânia, 17/12/2008. - por Edson Wander para o jornal O POPULAR

A Secretaria Municipal de Cultura (Secult) está prestes a perder o direito de uso do Grande Hotel, onde mantém um centro de atividades culturais e o projeto Grande Hotel Revive o Choro.

O projeto Grande Hotel revive o Choro tem sido até agora responsável por transformar o prédio, patrimônio tombado, em deposito de bebidas alcoólicas, pela destruição do piso no térreo e ainda, pelo enriquecimento ilícito de cargos comissionados da SECULT , além do loteamento de via pública.

O Tribunal Regional Federal de Brasília confirmou a sentença do juiz Carlos Augusto Tôrres Nobre, da 6ª Vara Federal de Goiás, que dá ganho de causa ao INSS na ação de reintegração de posse movida contra a prefeitura. Não cabe mais recurso.

Claro, mesmo sendo o prédio patrimônio histórico e cultural, não é motivo para a posse ilegal do mesmo.
Com a decisão, a Secult terá de procurar outro espaço para abrigar as atividades da pasta realizadas no prédio, erguido em 1937.

Quem sabe agora a Estação Ferroviária tenha algum uso?
O titular da Secult, Doracino Naves dos Santos, disse que aguarda uma decisão do prefeito Iris Rezende para estudar as alternativas de realocação das atividades culturais realizadas pela pasta no Grande Hotel. Além do projeto de chorinho, o espaço sedia cursos na área cultural e abriga o Centro de Memória e Referência de Goiânia, distribuído pelos três andares do edifício.

Ainda bem que 2009 está chegando, assim seremos poupados de tanto empenho e prevaricação, pois se tem uma coisa que o prefeito não suporta, é a incompetência.
“Já levei ao prefeito a nossa preocupação em perder um espaço importante como esse e tenho certeza de que ele fará gestões políticas no sentido de reverter essa decisão e garantir o Grande Hotel para Goiânia”, disse Santos.

A ação de reintegração de posse do prédio histórico, localizado na esquina da Avenida Goiás com a Rua 3, no Centro da capital, se arrastava há quatro anos.

Assim como se arrastou o Mandado de Segurança que anulou a 3ª Conferência Municipal de Cultura, agora em fase de execução, e eu, mais que ninguém faço votos para que os envolvidos passem o Ano Novo vendo o sol nascer quadrado. Isso é tudo que podemos esperar, justiça.
O processo começou depois do fim do convênio entre a gerência do INSS em Goiânia com a prefeitura, que estabelecia a cessão de uso do espaço por seis meses em troca de ampla reforma realizada pelo Executivo municipal.

Uma das de sete cláusulas do documento celebrado em março de 2004, no governo de Pedro Wilson (PT), previa que os eventos culturais realizados no espaço não poderiam ocorrer por mais de três meses, prorrogáveis uma única vez por igual período, o que dava o total do tempo acordado.

Terreno
Uma negociação verbal foi ensaiada à época, prevendo a troca do Grande Hotel por um terreno da prefeitura no Parque Lozandes, avaliado à época em R$ 1,3 milhão. Essa negociação não prosseguiu e acabou abortada com a disputa que se estabeleceu na Justiça. Terminado o prazo da cessão, em setembro de 2004, o INSS requereu o prédio de volta, sob alegação de necessidade para uso próprio e informando que a prefeitura não se manifestou verbalmente pela renovação do acordo.

Quem já ouviu falar em negociação verbal com órgão público? Só mesmo a SECULT para ensaiar uma falseta dessas!
A prefeitura não cedeu e passou a questionar a devolução na Justiça.

Perdeu todos os recursos num processo terminado em julho deste ano. A ação de reintegração foi movida pela Procuradoria Federal Especializada do INSS (da Procuradoria Geral da União). A prefeitura é defendida pela Procuradoria-Geral do Município, cujo titular é Marconi Pimenteira. O POPULAR tentou falar com Pimenteira, mas ele não atendeu as ligações para seu celular.

O POPULAR também tentou ouvir o gerente-executivo do INSS em Goiânia, José Aparecido da Silva, mas ele está viajando e não atendeu ao celular. De acordo com a assessoria de imprensa do INSS, a procuradoria do instituto ainda não recebeu formalmente a decisão judicial. A assessoria confirmou também que a entidade precisa de um prédio para instalar um órgão de gerência e que pretende usar a construção do Grande Hotel para isso.

O INSS tomar posse do imóvel é justo, afinal é o dono, mas transformar um prédio de valor histórico e cultural em repartição pública, ai também já é demais!

O prédio do Grande Hotel é um patrimônio cultural goianiense e a despeito do descaso municipal para com a edificação, deve manter o seu uso cultural, jamais como repartição pública.

Esperemos que artistas, escritores, músicos, Conselhos de Cultura, Academias de Letras e Artes, Associações Culturais, partidos políticos, IPHAN, MINC, Conselho de Patrimônio Histórico, manifestem-se com a finalidade de impedir tal barbaridade!

O uso do prédio pela 14ª Regional do IPHAN certamente garantirá a preservação do mesmo, bem como um uso adequado . Essa é uma boa idéia.

A reportagem apurou que há interesse da Superintendência Regional do Iphan em Goiás em ocupar pelo menos parte do prédio, já que paga aluguel de sua atual sede, na Rua 84, no Centro. (Colaborou Rodrigo Alves)



NA HISTÓRIA
De mão em mão
A história do Grande Hotel é controversa desde sua origem. Projetado em 1933 para ser uma hospedaria de luxo para a elite local (empresários e políticos principalmente) e visitantes ilustres da cidade, o prédio só começou a receber seus primeiros visitantes em 1936 sem, no entanto, ser entregue oficialmente (o que ocorreu em janeiro de 1937, numa “cerimônia memorável”, como descreve o Correio Oficial do Estado da época). Aos domingos, um passeio pela calçada do edifício tornou-se hábito entre os moradores. Com fachada no estilo art déco, o hotel contava com 60 quartos, sendo quatro suítes de luxo e banheiros “servidos de água quente e fria”. Na concorrência pública para o arrendamento do Grande Hotel não apareceram interessados e o então governador do Estado, Pedro Ludovico Teixeira, designou o 1º escriturário da Diretoria Geral da Fazenda, João da Veiga Jardim, para administrá-lo. Além da remuneração normal de seu cargo, Jardim recebia mais 30% sobre os lucros obtidos pelo hotel no primeiro ano. Depois de décadas de volta ao controle do Estado sem ser usado como previsto originalmente, o Grande Hotel foi desativado em 1982 e o governo do Estado decidiu entregá-lo ao então Instituto de Aposentadoria e Pensões (Iapas, atual INSS) como pagamento de dívida.

Uma lei de maio de 1991 o tombou como patrimônio histórico da cidade, mas a confirmação disso pelo Iphan só veio em 2003. Essas informações constam de registros da Divisão de Patrimônio da Secult.

Manifestação

Libertem a pichadora Caroline Pivetta da Mota


Vamos nos reunir e nos manifestar pela Liberdade de Caroline e pela Liberdade de Criação e Expressão

Convocação a todos: artistas, criadores, autores, dramaturgos, diretores, atores, curadores, críticos, historiadores, professores, estudantes, jornalistas, advogados, juizes, políticos, ministros, secretários, senadores, deputados, vereadores e cidadãos

19 de dezembro, sexta-feira, 17h

Museu Brasileiro da Escultura - MuBEAvenida Europa 218, Jardim Europa, São Paulo - SP11-2594-2601 ou mube@mube.art.brwww.mube.art.brPara assinar o abaixo-assinadowww.abaixoassinado.org/
Enviado por Artur Matuck arturmatuck@gmail.com

domingo, dezembro 14, 2008

IBRAM - INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS

Instituto Brasileiro de Museus e novo Iphan aprovados na Câmara

Deputados votam projeto que cria o Instituto Brasileiro de Museus e transforma Iphan em autarquia

O Plenário acaba de aprovar o Projeto de Lei 3591/08 do Poder Executivo, que cria o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e reorganiza o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo a proposta, o Ibram será uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura e deve coordenar a Política Nacional de Museus.
O relator da proposta na Comissão de Educação e Cultura, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), classificou a proposta como "um justo reforço" à estrutura do Ministério da Cultura, que precisa de mais recursos para administrar esse patrimônio.
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, comemorou a aprovação e ligou a parlamentares para agradecer o apoio. “O projeto de lei amplia a estrutura do ministério, deixando-o à altura de seus desafios”, afirmou. O projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado.
Fonte: Departamento de Museus e Centros Culturais
Publicado em: 13/12/2008

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Nota de esclarecimento

11 de dezembro de 2008
Texto do ministro da Cultura sobre prisão de jovem por pixação

O Ministério da Cultura defende a busca de uma saída na esfera cultural para o impasse decorrente do ato e da prisão da jovem Caroline Piveta da Mota, de 23 anos de idade. Ela integrava o grupo que pintou com tinta spray o edifício da Bienal de São Paulo, no local onde os curadores da 28ª edição Bienal estabeleceram um espaço vazio de interação com o público. Esta solicitação é devida à preocupação que muitos artistas e agentes culturais do país têm manifestado com os desdobramentos que podem criminalizar um ato que tem características culturais, muito embora não concordemos com a agressão simbólica proposta em manifestos e textos divulgados como de autoria do grupo.
Temos buscado o diálogo constante com grupos jovens dos centros urbanos e das periferias das grandes cidades por acreditar que esta é a forma mais eficaz e duradoura de combater os impulsos violentos que são gerados em meio à desagregação reinante em muitos ambientes de fragilidade socio-cultural nos quais vivem estes indivíduos. Contudo cremos que a agressividade simbólica aparece como “alternativa” a estes jovens submetidos a um cotidiano de violência, e ela é a “compensação cultural” por vezes ao seu alcance para fugir do crime ou da marginalidade. Desde muito essas populações têm suas formas de expressão e de linguagem enquadradas como atos de violência e desrespeito, como foram as rodas de capoeira no passado, os bailes funks nos dias correntes, mas não podemos esquecer que a cultura toma caminhos que fogem do padrão estabelecido para expressarem conteúdos latentes nas formações sociais emergentes.
Não desconhecemos que estas situações podem, vez ou outra, superar o âmbito criativo, mas devemos ainda lembrar que isso ocorre também pela falta de comunicação e pela pouca acessibilidade destes cidadãos aos bens diversificados de nossa cultura e de nossa arte. Sabemos que tais conflitos precisam ser trabalhados pelas políticas públicas e pelas instituições de modo a evitar uma maior desagregação do tecido de nossa sociedade.
Acreditamos que os mais de 40 dias de prisão guardam uma desproporção com o ato da jovem, porque tal medida pode gerar uma intensificação dos conflitos que buscamos combater, uma vez que se tornaram um problema real. O ato dos jovens, por mais que discordemos dele, não deve ser criminalizado como se ocorresse uma pixação e degradação do patrimônio cultural ali protegido por lei. Ele aconteceu num espaço específico em que era permitido a todo visitante exercer seu livre e vivo contato com o lugar simbólico da Bienal, uma mostra de arte, no qual, segundo a imprensa, muitos outros grupos e indivíduos se manifestaram com ações diferentes. O grupo de jovens reivindica o estatuto artístico e cultural ao seu ato. Quem deve julgar e avaliar tal mérito são as instituições culturais, os críticos e historiadores da arte, através dos recursos da reflexão e do debate público. Peço sua ajuda no sentido de garantirmos esse espaço público de discussão e apreciação, evitando que o estado decida em favor de nenhuma parte, e apenas cuide para que possa ser mantido o ambiente de diálogo e o direito de todos a suas manifestações culturais.
Juca Ferreira
Ministro da Cultura
http://www.cultura.gov.br/site/2008/12/11/nota-de-esclarecimento-12/
Enquanto uma jovem amarga 40 dias de prisão por haver se manifestado em um local legítimo para isso, os corruptos brasileiros vivem livres, leves e soltos. E alguns, com 900 reais, se livram da acusação de PREVARICAÇÃO, porém, primário, nunca mais será.

terça-feira, dezembro 09, 2008

CORRUPTOS: CADEIA NELES!



















O blog CHAPA BRANCA dá os últimos informes sobre o encontro "Corrupção: Combate. Mudança de comportamento. Desafios."

Muito boa a fala do juíz, faltou porém avaliar a pouca agilidade do MP e no caso de Goiás da DERCAP, e mesmo o Judiciário, o que facilita a vida do corrupto. Uns, por apenas 900 reais, parcelado em 3 vezes, saem felizes e saltitantes, e são acusados de prevaricação.

Para outros, ações de improbidade administrativa seguem desde 2005 sem sentença final, quando sair, os acusados, já terão se safado. Com a palavra o juiz Eduardo Siade.

Abaixo uma parte do material postado no blog citado acima.

Juíz Fausto Martin De Sanctis, em Goiânia
"juíz do caso Satiagraha - que mandou prender Daniel Dantas -, chegou em Goiânia no sábado e hoje deu palestra no Centro de Convenções de Goiânia, no evento “Corrupção: Combate. Mudança de Comportamento. Desafios.”, organizado pelo Ministério Público Estadual.
De Sanctis foi muito solícito e atendeu com muita tranquilidade e firmeza os jornalistas presentes. Respondeu a várias perguntas e fez algumas “cobranças”.
Destacarei alguns pontos aqui.
Fausto De Sanctis frizou que a corrupção reflete a cultura do país e não titubeou em dizer: cada país tem o governo que merece."



http://chapabranca.wordpress.com/2008/12/08/juiz-fausto-martin-de-sanctis-em-goiania/