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quinta-feira, dezembro 18, 2008

GESTÃO PÚBLICA DA CULTURA EM GOIÂNIA

A Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia é novamente tema do discurso de PX Silveira e como sempre apontando o dedo na ferida, ou melhor, nos desmandos e prevaricações cometidas por gestores públicos empossados pelo Prefeito Iris Rezende.

A favor da SECULT é preciso comentar que a "turma" apontada a dedo por PX Silveira chegou até lá pelo próprio dedo dele, que foi, segundo o senso comum, quem indicou ao prefeito em dezembro de 2004, o nome do ex-secretário Kleber Adorno.

Atualmente, as "viúvas" do ex-secretário e candidato a vereador fracassado, aguardam cheios de esperança o retorno. E diga-se de passagem, a possibilidade existe, pois, vamos lá, desde quando, Iris Rezende, realmente olhou para cultura? Portanto, Kleber Adorno e seu curriculo é tudo de bom, mesmo sendo processado pelo MP por improbidade administrativa e investigado em outros procedimentos, que incluem, o famigerado Chorinho, e claro, o modo como tentou obter um título de doutor em uma universidade federal(usando ctrl+C e ctrl+V).

Enfim, Goiânia merecia algo melhor que um prefeito amante de "espetos" e viadutos pagos com recursos públicos. E sobre os "espetos", querem apostar que no próximo serão colocados um boi? O boi no rolete.

Abaixo o texto publicado hoje no Diário da Manhã.
Uma nova chance para Iris Rezende

A cultura pode muito pelo indivíduo e pode muito mais pela sociedade, que é a soma dos indivíduos. Uma cidade catalisada pela cultura passa a ser mais que a soma de sua gente, suas casas, suas ruas, suas praças e seus templos, profanos ou não.

É por isso que a cultura de um governo não deve ser tratada como um segmento, mas como um todo, do qual fluem todos os segmentos que compõem a vida em sociedade.

Na política cultural de Iris destacam-se duas ações, ambas extemporâneas a ela, isto é, vindas de administrações anteriores, sejam: a Lei Municipal de Cultura e o Encontro das Folias. Aquela, a lei, surgiu para desencantar de vez o fazer cultural goianiense, com o advento de verbas injetadas diretamente, por meio de editais, que quando não são manipulados, se prestam ao bom serviço de fomentar e democratizar o acesso à produção.

E este, o Encontro das Folias, reúne em Campinas uma vez ao ano verdadeiras expressões populares, para um dia de encontros e renovação de suas expressões de fé, arte e história.

Outro destaque da administração irista cultural é o Cine Ouro, espaço de expressão urbana dentro dos seus limites e problemas, onde se realiza mais um festival de cinema entre os 86 eventos dessa natureza que acontecem anualmente no pais.

A partir daí, tudo que a política irista cultural realiza não passa de seu dever. E o agravante é que essa é uma gestão condenada, não pelo grande público em geral, que lhe tem sido indiferente, mas condenada literalmente, em ação movida pelo Ministério Público, por improbidade administrativa, e com outro inquérito aberto na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública, este em andamento.

De inovador, nada no horizonte. E não é por falta de motivos e inspiração. Onde estaria, por exemplo, a tradução do potencial de liderança do Iris na cultura? Por que não se utiliza o espírito do mutirão como uma poderosa ferramenta cultural? Por que deixar passar o poder de agregação dos eventos de bairro, para mobilizar culturalmente a cidade e fazer um levante que se destacaria nacionalmente?

É fato que, infelizmente, como grande gestor que é, Iris Rezende ainda não encontrou na cultura o seu interlocutor junto à população que governa.

Neste sentido, o projeto para a cultura do PT e de outros partidos está visivelmente mais próximo da realidade que o do PMDB. E dou aqui testemunho de que não é por falta de vontade e de visão de Iris Rezende, mas simplesmente por falta de vontade e estratégia dos quadros que lhe representam nesta área vital para toda a administração.

A visão elitista, a ineficiência, a vaidade, a vaidade, a vaidade e até mesmo a preguiça, são visíveis quando se lança um olhar no retrospecto do “iris cultural”.

Enquanto isso, se perdem as oportunidades, por exemplo, que os mutirões no bairros poderiam favorecer, fazendo com que a cultura finalmente tenha capilaridade e densidade cidadãs.

Goiânia, que bem outorgou a Iris uma nova chance no governo, está ela mesma à espera de uma nova chance que venha lhe mudar o destino.

PX Silveira é diretor executivo do Instituto ArteCidadania http://www.dm.com.br/impresso/7713/opiniao/59053,uma_nova_chance_para_iris_rezende

5 comentários:

Deolinda disse...

Entre tantos melindres nos textos do PX, gostaria de salientar que ele sempre faz questão de ignorar quem realmente está provocando os processo no MP.
Nós , simplesmente não existimos para o PX, existe sim uma justiça feita pelos OLHOS BEM ABERTOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
ora, ora, ora, me faça o favor né?
Só nós mesmo que sentimos na pele e no bolso quanto custa convencer um promotor público a mexer o bundão da cadeira.
enfim,
Pelo menos alguém deles tem voz.
abs
Eládio

Deolinda disse...

Disse tudo Eládio!!!!!!!!!
Ferraz

Deolinda disse...

Concordo Ferraz.
Ora faça-me o favor!!!!!
Vaniaferro

Deolinda disse...

Muito bom Deo, parabens!!!
Seu blog está muito rico.
Vaniaferro

Deolinda disse...

Muito boa, essa, Eládio.
Quem está realmente denunciando e provocando sobre as irregularidades não têm merecido sequer ser citado.
Mas, continuaremos na luta.

norval berbari