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terça-feira, fevereiro 28, 2006

CULTURA GOIANIA

ESTA SEMANA ESTÁ SENDO CHEIA DE NOVIDADES E FESTAS ...
por Gyannini Jácomo *

A cena alternativa de rock teve, talvez, o maior salto de sua história. Construiu a primeira entidade representativa de festivais alternativos do país. Acha que isso é pouco? Não é! Só em Goiânia, registrados por mim, são 2 – O Goiânia Noise, o Bananada – Estou correndo o risco aqui de errar nestes números, mas errar nesta questão é acertar. Os outros festivais não são com a religiosidade de calendário como estes dois ou são comemorativos, como o que acontece hoje lá na Hocus Pocus, festejando seus quatorze anos de existência ou são das necessidades que as bandas têm de se encontrarem e de tocarem. Justíssimo, aliás.Mas o importante disto, da criação da ABRAFIN – Associação Brasileira de Festivais Independentes, no Recife – PE, dia 22 último, é de que o Presidente eleito foi Fabrício Nobre, aqui do cerrado goiano, imaginem, os goianos fazendo a cena, mais uma vez, nacionalmente. Outro goiano eleito, na secretaria geral da entidade, foi Márcio Junior, idealizador do Noise. Estes rapazes têm futuro. Risos. Pelo que percebo, este já é o futuro. Reunir todos os festivais em um circuito nacional é forjar os novos atores (músicos) da música brasileira pelos próximos 40 anos, mas há de se ter cuidado, a partir de agora o que vai aparecer de homens de negócios, para ajudar num patrocínio aqui ou aculá, não está escrito, e não estou querendo ser pudico, quero ao menos dizer que estes bufões não são tão confiáveis quanto possa se imaginar. A nova música passa por nós, eu não tenho dúvida, mas o financiamento, também tem de passar por nós. Um muito obrigado ao Fabrício e ao Márcio, por realizarem tão bem a tarefa de engendrar a fábrica da cena alternativa “no Goiás” e no Brasil.
Outra desta semana foi a comemoração dos 9 anos de AAMAG, Associação dos Amigos do Museu de Goiânia, presidida e acarinhada por Mirian Baêta, junto com tantos outros que diariamente constroem a entidade. A celebração profana – regada à cerveja, vinho e queijo – foi lá no Convivarte, aliás, espaço que o “Seu Sílvio” cativa há muitos anos. Estive lá, vi amigos e desconhecidos, mas todos tinham um propósito de comemorar estes nove anos em defesa do Museu, aliás, tarefa estranha, pois isto deveria ser responsabilidade do Estado e não, de maneira nenhuma, permitir que as pessoas criassem associação para defender aquilo que é um bem comum. Mas neste caso o Município é omisso e fechar os olhos para o MAG seria traição, e aquelas pessoas não são traidoras. Estavam lá, Luiz de Aquino, Deolinda Tavares**, Mirian Baêta, Dalmo, Dna. Goiana, Dilmá Cavalcante, Maura Regina entre tantos outros.E na minha, insignificância, ouvi histórias de todo tamanho, do Luiz, do Dalmo. Histórias que remontam a cidade, a construção de Goiânia. Foi uma noite especial para mim, que pude contemplar e fazer parte de um capítulo magnífico do lugar onde vivo.

* Gyannini Jácomo é colaborador do jornal A HORA e é do Forum Permanente de Cultura de Goiânia
** É Taveira e não Tavares ( o autor havia bebido demais na ocasião)
Publicado originalmente no jornal A HORA - http://www.ahoraonline.com.br/giannini.htm

SE NA CHÁCARA É ASSIM IMAGINEM NO MAG

Museu roubado tinha apenas vigias desarmados
por Elenilce Bottari e Vera Araújo

Rio, 27 de fevereiro de 2006 - A falta de segurança adequada nos museus da Fundação Castro Maya pode ter contribuído para o roubo das obras de Monet, Matisse, Picasso e Salvador Dalí do Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, na sexta-feira. Para proteger o acervo de mais de R$ 50 milhões, o museu conta apenas com três vigilantes da empresa terceirizada Aliança, que trabalham desarmados, e com câmeras do circuito interno de TV, desligadas pelos assaltantes, que destruíram as fitas de vídeo.
Ontem repórteres do GLOBO conseguiram falar com apenas um vigilante no museu. A delegada federal Isabelle Vasconcellos, responsável pelo inquérito, vai intimar a diretora, Vera de Alencar, para que esclareça detalhes sobre a segurança.
Diretora nega que segurança seja precária
O local apresenta vários pontos de vulnerabilidade. A porta principal do museu é de vidro, não há grades na casa e o muro dos fundos do terreno, que dá para a Rua Joaquim Murtinho, é fácil de ser escalado e não tem câmera de segurança. Junto ao muro, trilhas na mata garantem acesso à casa principal.
Em entrevista ao “RJ/TV”, da Rede Globo, a diretora Vera de Alencar — que até ontem não havia comparecido à Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Cultural da Polícia Federal — negou haver precariedade no sistema de segurança e atribuiu o roubo à falta de segurança pública.
De acordo com as investigações policiais, uma Kombi, estacionada junto ao muro que dá para os fundos do museu, na Rua Joaquim Murtinho, teria sido usada para transportar as obras roubadas, entre elas um quadro de Pablo Picasso que foi danificado.
A falta de segurança não se limita ao Museu da Chácara do Céu. Ontem, em visita ao Museu do Açude, no Alto da Boa Vista, também da fundação, repórteres do GLOBO verificaram que, ontem, não havia qualquer pessoa na guarita da entrada principal, que tem um portão baixo de ferro. A campainha não funcionava, não havia câmeras de vídeo na entrada principal e era possível entrar pelo muro que fica junto ao estacionamento externo. Segundo o vigilante que atendeu ao telefone, a segurança também é feita pela empresa Aliança.
Delegada criticasistema empregado
A delegada federal Isabelle Vasconcellos disse que a segurança do Chácara do Céu é inadequada para a importância do acervo ali guardado:
— Apesar do valor das obras, a segurança do museu é desarmada. Também não há sensores de movimento e outros equipamentos adequados à guarda deste tipo de acervo.
Mesmo com a visível falta de proteção às obras de arte do acervo, o coordenador técnico do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Mário Chagas, considerou a segurança tecnicamente correta:
— Foi um fato lamentável, mas podemos dizer que a segurança do museu estava adequada — disse. Fonte: O GLOBO ON LINE http://oglobo.globo.com/jornal/rio/191991442.asp

Diretora diz que roubo de arte foi terrorismo
por Cleusa Maria
Rio de Janeiro, 28/02/06 - Há dez anos diretora dos museus da Fundação Castro Maya, a museóloga Vera de Alencar, 63, tem poucas palavras para definir sua sensação diante do roubo de obras de Monet, Matisse, Dalí e Picasso, sexta-feira, no Museu Chácara do Céu, em Santa Teresa: perplexidade e impotência.
- Eu já me coloquei à disposição da Polícia Federal, deixei um recado no celular da delegada (Isabelle Vasconcellos). Até agora ninguém me procurou. Mas acredito piamente que as obras roubadas vão voltar.
É assim também, revelando perplexidade e impotência, que ela reage às afirmações de que a casa apresenta pontos de vulnerabilidade, como a porta principal de vidro e a ausência de grades à volta.
- A segurança do museu é adequada para proteger o acervo de furtos e incêndio. Agora, assalto à mão armada, com uma granada inclusive, é um ato de terrorismo de que nenhum sistema de segurança dá conta - defende a diretora.
Herdada pelo colecionador Raymundo Castro Maya (1894-1968) - e já conhecida como Chácara do Céu desde 1876 -, a construção atual, que abriga o museu e seu valioso acervo de 11 mil peças, foi projetada em 1954 pelo arquiteto Wladimir Alves de Souza. Destaca-se pela modernidade das soluções arquitetônicas e por sua localização, que integra os jardins ao interior e permite a magnífica panorâmica sobre a cidade e a Baía de Guanabara.
- Quando se monta um sistema de segurança contra assaltos dessa natureza, tem-se de mudar não só a arquitetura, mas também a geografia e descaracterizar o museu. Caímos naquela discussão sobre a preservação e a comunicação com o público. Se você tem de preservar a ponto de não poder mostrar aos visitantes, então não há sentido em preservar. Se as obras são tão importantes, então que se feche o museu ao público - diz Vera.
Ela ressalta que, ao dispensar os funcionários e deixar o museu, meia hora antes do horário normal do fechamento - para evitar o tumulto que cerca o desfile do bloco Carmelitas - o sistema de circuito interno de TV estava ligado e os vigias em seus postos (eram quatro no total). Velozes, violentos e ameaçando usar uma granada, os pelo menos quatro assaltantes foram direto aos alvos. Levaram os quadros Marine, de Claude Monet; Jardim de Luxemburgo, de Matisse; A dança, de Pablo Picasso; e Dois balcões, de Salvador Dalí, além do livro Toros, de Picasso. Obras únicas desses artistas na coleção de Castro Maya, eram high-ligths da representatividade dos modernistas no acervo. Eram a prata nobre da casa ao lado da coleção de Debret e do conjunto de Portinari.
- Como um todo, este é um acervo importantíssimo, uma coleção que me encanta não só pela qualidade, mas pelo modo como foi formada e doada à nação (pertence ao Ministério da Cultura desde os anos 80). Algumas obras foram adquiridas em bienais, outras através de marchands do exterior, pois Castro Maya tinha uma rede de informantes internacionais.
Com uma média de 2 mil visitantes por mês e um entorno que, por si só, já é uma atração turística, o Museu Chácara do Céu permanece fechado enquanto prossegue a investigação policial. Segundo a diretora, todas as providências necessárias já foram tomadas (entre elas um alerta internacional para evitar que as obras sejam contrabandeadas).
Publicado no JB ON LINE - Caderno B - http://jbonline.terra.com.br/

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

ROUBO NO MUSEU CHÁCARA DO CÉU
















GLOBO ON LINE - 24/02/2006 - 20h48m - Obras de Dalí, Picasso, Monet e Matisse roubadas da Chácara do Céu. Ladrões ameaçaram usar granada

Por Rodrigo Pinto - Globo Online, Vera Araújo - O Globo

RIO - Ameaçando usar uma granada e agindo com velocidade e violência, pelo menos quatro homens levaram, nesta sexta-feira, do Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, os quadros "A dança", de Pablo Picasso, "Dois balcões", de Salvador Dalí, "Marine", de Claude Monet, e "Jardim de Luxemburgo", de Matisse, além do livro "Toros", de Picasso. São, segundo diretora do museu, Vera de Alencar, as obras mais valiosas da instituição. A ação do bando se assemelha à dos ladrões que, em 2004, roubaram a obra-prima do mestre norueguês Edvard Munch, "O grito" .

Durante o assalto, o bando rendeu pelo menos nove pessoas, incluindo cinco turistas que visitavam o local. Um casal neozeolandês e duas estudantes australianas tiveram suas máquinas fotográficas roubadas. De acordo com a assessoria de imprensa do museu, um dos guardas tentou impedir que os ladrões levassem um dos quadros e acabou levando um soco no rosto. Os bandidos também ameaçaram jogar uma granada caso alguém se aproximasse. Um dos guardas tentou, ainda, recuperar o quadro de Picasso, mas recebeu uma coronhada.

A diretora do museu afirmou que os bandidos ordenaram o desligamento do circuito interno de TV. A fuga dos ladrões ocorreu durante a passagem do bloco das Carmelitas.

O diretor do Departamento de Museus do Ministério da Cultura, José do Nascimento Jr., já informou o ministro da Cultura, Gilberto Gil, sobre o roubo. Gil, por sua vez, já entrou em contato com a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro e com o misnistro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que prometeu empenho máximo da PF. A Interpol já está envolvida no caso e atuará em 182 países na busca das obras.

- O importante agora é divulgarmos ao máximo as imagens das obras, para inibirmos a revenda das obras - disse Nascimento Jr.

A intenção é evitar que os quadros saiam do país, já que a suspeita é de que a ação seja de uma quadrilha internacional. No entanto, como as obras são conhecidas internacionalmente, Vera de Alencar acredita ser difícil o repasse a colecionadores.

- O quadro de Dalí, por exemplo, é o único em coleção pública na América Latina. E viaja o mundo inteiro. São quadros muito conhecidos. Os caras foram no filé mignon - disse Vera.

A diretora do Museu da Chácara do Céu lamenta o roubo num bom momento para o museu, segundo ela:

- Os móveis novos foram todos instalados, está chegando carro novo, estava tudo em cima. É a insustentável leveza do ser, não pode durar muito - queixou-se.

Esta semana, o Ministério da Cultura divulgou o investimento federal nos museus em 2005 , acima de R$ 95 milhões, a maior cifra da história do setor.

O Museu Chácara do Céu é a antiga residência do empresário e mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968) e pertence ao Ministério da Cultura há 23 anos.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

INVESTIMENTO EM MUSEUS BATE RECORDE EM 2005





O Ministério da Cultura (MinC) investiu cerca de 95 milhões de reais em museus no ano de 2005. O valor reflete a expansão da Política Nacional de Museus (PNM), aplicada pelo Departamento de Museus e Centros Culturais (DEMU), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Esta política visa a melhoria da qualidade dos dois mil museus brasileiros – de diversas administrações: federais, estaduais, municipais, privadas, comunitárias etc. – bem como provocar uma maior integração da sociedade com o setor museológico. O saldo satisfatório advém do desenvolvimento dessa política, ativa desde 2003.

Os dados dos anos anteriores denotam o aumento dos recursos investidos pelo Sistema MinC após o lançamento da Política Nacional de Museus em 2003. Enquanto nos anos de 2001 e 2002 o investimento total anual ficou na casa dos R$ 20 milhões, conforme demonstra o quadro abaixo, após o lançamento da PNM o investimento superou a casa dos R$ 40 milhões nos anos de 2003 e 2004.

No ano passado, o investimento bateu novo recorde, superando R$ 95 milhões. Isso significa que foram duplicados os recursos destinados a museus, comparado ao saldo de 2001.

A trajetória de investimentos também se refletiu nos museus vinculados ao próprio MinC. Em 2001, os Museus do MinC – dentre eles o Museu Nacional de Belas Artes, Museu Histórico Nacional, Museu da República, Museu Imperial, Museu da Inconfidência e Museu Lasar Segall – receberam mais de R$ 11 milhões. Em 2005, o investimento na rede própria do MinC subiu para R$ 22,5 milhões, o que representa um aumento de mais de cem por cento.

Os investimentos também se refletem na ampliação do publico nos museus. Enquanto em 2003 os dados registravam 17.5 milhões de visitantes por ano, em 2005 este número subiu para 20 milhões.

Esses valores se referem aos recursos oriundos do Fundo Nacional de Cultura, do Programa Monumenta e da Lei de Incentivo Fiscal, conhecida como Mecenato.

Neste ano, o setor museológico pretende ganhar ainda mais destaque. Em agosto haverá segunda edição do Fórum Nacional de Museus, e em maio será realizada a Semana dos Museus, em sua quarta edição, com o tema “Museus e Público Jovem”, que contará com eventos comemorativos em todo o país, consagrando o ano de 2006 como o Ano Nacional dos Museus. A programação detalhada relativa ao Ano dos Museus será lançada em março.
Fonte: DEMU/IPHAN

CONVITE ESPECIAL 09 ANOS DE AAMAG

Para visualizar em tamanho maior clic na imagem.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

IPHAN RECOMENDA PROTEÇÃO PARA ESTAÇÃO

IPHAN RECOMENDA A NÃO REALIZAÇÃO DE CARNAVAL EM PATRIMÔNIO CULTURAL
Muito Bem!!!Parabéns ao IPHAN !

E parabéns também a Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia, finalmente, ainda que de última hora, toma uma decisão que significa reconhecer a Estação Ferroviária como Patrimônio Cultural.

E quem sabe dai para frente vão atentar para a situação do Grande Hotel? É patrimônio também e está se desfazendo aos poucos.Entre goteiras, teias de aranhas e os decibéis dos megafones do 1.99.
http://amigosdemuseu.blogspot.com/
Deu na imprensa!

Goiânia em Rede - Últimas Notícias
SECRETARIA DA CULTURA NÃO APROVA CARNAVAL NA ESTAÇÃO CULTURA 17/02/2006 - 14:03h
O secretário municipal da Cultura, Kleber Adorno, por recomendação do Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – em contato com a superintendente, comunicou hoje que a Prefeitura de Goiânia não dará autorização para que o carnaval se realize na Estação Cultura.
Kleber Adorno disse que “cabe agora, aos carnavalescos, que escolham outro local, que pode ser a Goiás Norte”. Caso não haja entendimento entre eles, o secretário disse que a Prefeitura pode até retirar o patrocínio prometido.
Reportagem: Marley Costa Leite

FESTA
06/02/2006
Prefeitura apoiará desfile de escolas de samba de GoiâniaPresidentes e integrantes de escolas de samba de Goiânia se reuniram no início da tarde desta segunda-feira com o prefeito Iris Rezende. O grupo recebeu da Prefeitura de Goiânia R$ 80 mil que será dividido entre nove escolas da capital. Neste ano, o desfile de carnaval acontecerá atrás da Estação Cultura, no Setor Norte Ferroviário. Além da verba, a Prefeitura e Goiânia irá colaborar com o desfile das escolas de samba com suporte de infra-estrutura como a disponibilização do local, banheiro químico e limpeza, informa o secretário municipal de Cultura, Kleber Adorno. Ele afirma que os presidentes devem, ao longo do ano, buscar patrocínio para a festa de 2007 e contar com o suporte do município durante esse período. Segundo o presidente da Sossam (Sociedade do Samba Sebastião Saraiva Magalhães), Itamar Correia, no carnaval de 2006, Iris será homenageado pelas escolas de samba Brasil Mulato, Unidos de Mangueira e Mocidade do Samba. “Neste ano, vamos ter banda carnavalesca que resgatará o carnaval de Goiás e queremos que em 2207 seja implantado o complexo Estação das Fantasias”, adianta. Iris, durante o encontro, elogiou o desempenho dos integrantes das escolas de samba de Goiânia, dizendo que admira a luta das associações que tentam durante todo ano, proporcionar momentos de alegria no carnaval. O prefeito acrescentou que em 2005, enfrentou dificuldades e não teve condições de ajudar esse segmento. Fonte: Goiânia em Rede

Prefeitura anuncia que não vai financiar o carnaval de rua de Goiânia.
Escolas se organizam e prometem muita folia
Publicado originalmente: http://www.dm.com.br/impresso.php?id=119199&edicao=6651

20/01/2006
Carlos Brandão,da editoria do DMRevistaO carnaval de rua de Goiânia, que não aconteceu em 2005, parece caminhar para invadir a Estação Cultura nos dias 26 e 27 de fevereiro, com o desfile das escolas de samba do primeiro e segundo grupos. A Prefeitura de Goiânia, através da Secretaria de Cultura, avisa que não organiza carnaval e que ajudará na captação de recursos para ajudar a festa. Com isso, abre-se a brecha para a Sociedade do Samba Sebastião Saraiva Magalhães (Sossam) organizar a folia.O presidente da entidade, Itamar Correia, conseguiu unir todas as nove escolas em torno da Sossam. É a primeira vez que isso acontece. Itamar diz que a Prefeitura vai repassar R$ 200 mil para as escolas e que esse dinheiro já está disponível. O secretário de Cultura, Kleber Adorno, não confirma a informação e afirma que a Secult vai captar esse valor junto à iniciativa privada e repassar para as escolas. “A Prefeitura não organiza shows de rock, não faz teatro e também não vai fazer carnaval. Vamos tentar captar recursos junto às empresas, e deixo claro que o dinheiro não vai sair do tesouro municipal”, fala Kleber.SossamAs escolas de samba que estão preparando desfiles são Mocidade do Samba, Unidos de Mangueira, Unidos do Marista e Estrela do Oriente, que saem no segundo grupo. No grupo especial estão Lua-Alá – que ganhou os dois últimos carnavais –, Rainha de Goiás, Brasil Mulato, Beija-Flor e Flora do Vale. A verba que está sendo captada vai render, a cada escola do grupo de acesso, R$ 10 mil, e R$ 20 mil para as agremiações do grupo especial. O restante do dinheiro será usado na montagem da avenida.O presidente da Sossam tem um projeto mais ousado que apenas dois dias de desfiles. “A Prefeitura nos liberou a antiga Estação Ferroviária, para que a entidade possa organizar eventos a partir de 25 de janeiro”. Itamar afirma também que está sendo planejada a festa De cara boa pra folia, que prevê desfiles das escolas em suas comunidades de origem, lançamento de CD com os sambas de enredo, concurso de Rei Momo e Rainha do Carnaval, concurso de fantasias, desfile de blocos e bailes populares.É muita coisa para se fazer com apenas R$ 200 mil. Mas a Sossam insiste e quer cumprir tudo o que foi planejado. “Nosso projeto é de R$ 515.900. Dividimos esse valor em cotas e estamos buscando patrocínios junto ao governo estadual e empresariado. Com a captação total, a programação será cumprinda integralmente”. O que existe de real, em termos financeiros, até agora, é apenas a disponibilidade da Prefeitura de captar R$ 200 mil. Existe também a confirmação da Secult de liberação da área batizada de Estação Cultura, após 23 de janeiro, para que a Sossam possa realizar eventos diversos. Para Itamar, a relação dos carnavalescos com a Secult é boa. “É uma relação com sentido profissional. Nossos pensamentos estão sendo dirigidos para o mesmo horizonte”. A Sossam avisa que tem ambições maiores: “Nossa proposta de trabalho com o município vai seguir pelos próximos três anos. Queremos fixar nossas atividades na Estação Cultura, até que Goiânia possa ter a sua passarela do samba”. Mesmo com “relação boa” com a Secult, a Sossam tem perguntas sem respostas por parte da Prefeitura. A mais crucial delas é “que dia sai o dinheiro?”. Delgado Filho, da Lua-Alá, bota fé que o dinheiro vai sair.

Somente vamos apoiar

20/01/2006
Kleber Adorno, secretário de Cultura, é enfático: “A Prefeitura, em hipótese alguma, vai fazer carnaval. Estamos tentando auxiliar grupos da sociedade que querem fazer a festa. Se não conseguirmos apoio da iniciativa privada, daremos estrutura como arquibancadas, seguranças e banheiro químico. Vamos apoiar, tentando captar recursos para quem for organizar”. Mas o comandante da Secult deixa claro que a verba ainda não está à disposição das escolas e sua entidade. “Essa captação não está sendo feita no Tesouro municipal e sim com a iniciativa privada”. Kleber também avisa que é uma “tentativa de captação” e não certeza de dinheiro em caixa. A Secult ainda vai ajudar solicitando apoio da Polícia Militar e Celg.“Ajudaremos com apoio. Mas peço que não debitem na conta da Prefeitura o dinheiro para fazer a festa. Não acredito que as escolas estão pensando o carnaval em cima da hora. Penso que isso foi planejado durante todo 2005”, afirma Kleber. O secretário diz que se existem escolas reclamando de dinheiro saindo em cima da hora, não existe razão para isso. “Quem tem que captar são as escolas e sua entidade representativa”.

Bagunça com pouco dinheiro
Enquanto as escolas não têm grana para a festa, o Bloco dos Amigos cai na folia e sobrevive sem ajuda oficial

20/01/2006
Carlos Brandão,da editoria do DMRevistaAntônio Delgado, presidente de honra da Lua-Alá, acredita que o dinheiro está a caminho. “A Secult vai dar ajuda de custo e a grana já está no caixa. Mas quem vai realizar o desfile é a Sossam, com todas as escolas apoiando.”A verba, segundo Delgado, vai ajudar no acabamento de fantasias, adereços e carros alegóricos. A Lua-Alá e a Beija-Flor têm mais dinheiro que as outras escolas. Ambas tiveram projetos aprovados na Lei de Incentivo à Cultura de Goiânia. Essa liberação gerou descontentamento entre as outras agremiações. Todas dizem ter entrado com projetos idênticos, mas a lei, segundo elas, só premiou essas duas. Delgado entende que a Secult deva realmente ficar fora do carnaval e deixar o trabalho para a entidade dos carnavalescos. “Penso que a Prefeitura está com pouco dinheiro em caixa e não pode, por enquanto, cumprir o que o prefeito Iris prometeu durante a campanha, de dar a Goiânia um grande carnaval”, fala Delgado.O carnavalesco Gilmar Alves, que já passou por quase todas as escolas da cidade e tem 30 anos de serviços prestados ao carnaval, será homenageado pela Sossam. Ele começou no extinto bloco Urso Branco, quando tinha 13 anos. Gilmar entende que a festa só tende a melhorar. “O carnaval está em fase de crescimento e acho que esse formato atual, comandado pela Sossam, é o melhor, pois as escolas ganham mais força. Elas precisam de uma entidade para representá-las, pois são muito desunidas.”Apoio para a festaRener Bilac, um dos organizadores do Bloco dos Amigos, que sai pelo quarto ano consecutivo, diz que pediu apoio da Secult para parte da festa. “Não pedimos dinheiro, porque isso a gente organiza durante o ano todo. Pedimos banheiro químico, tenda para colocar no Vaca Brava, autorização para ambulantes, banda musical do município e autorizações da Semma e Ação Urbana. Todas as solicitações foram atendidas”. O Bloco dos Amigos é a novidade de Goiânia. Os integrantes se reúnem num bar da Avenida T-4, entre 12h e 18h. Após esse horário, seguem para o parque Vaca Brava. No trajeto pelas avenidas T-4, T-11 e T-10, quatro carroças distribuem chope. “Esse ano teremos, no bar, 400 pessoas e, na rua, quem aparecer”. A festa será 18 de fevereiro.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

GOIÂNIA, CULTURA OU TAXA DO POSTE?

Por Deolinda Conceição Taveira Moreira *

Durante o mês de dezembro de 2005, dia sim e dia não, os jornais diários locais publicavam as últimas novidades sobre a tão falada Taxa do Poste. Uma matéria de interesse do executivo se propunha cobrar por metro a ocupação do solo onde estivessem instalados os postes de iluminação da CELG. Protestos de um lado, explicações de outro e ameaças de encaminhar a conta ao consumidor. Cá entre nós, alguém já esqueceu que o Paço Municipal já ficou no escuro por falta de pagamento da conta de energia elétrica?

Pois então, no dia 28 de dezembro de 2005, a Lei Nº 8382 que dispõe sobre a permissão de uso das vias públicas, logradouros e obras de arte do Município de Goiânia, foi sancionada. Muito feliz, o prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado, tornou pública a decisão de desistir de ressuscitar a taxa do poste, pois já, havia sancionado outro Projeto de Lei mais abrangente.

É verdade que o projeto é muito abrangente, a tal ponto que permite a “título precário e oneroso, o uso das vias e logradouros públicos e obras de arte de domínio municipal”. Alguém pode explicar onde entram as obras de arte de domínio municipal em permissões de uso do solo subterrâneo, superficial e do ar?

Mas também ninguém pode explicar a quantas anda a cultura em Goiânia. Tradicionalmente, os candidatos ao governo municipal elaboram discursos sobre as várias áreas da administração fazendo promessas ao eleitor de realização de obras, desde as megalomaníacas ou mesmo aquelas bem baratinhas, do tipo asfalto que põe hoje e a chuva leva amanhã.

E na cultura? As promessas foram as de um governo onde a cultura seria prioridade. Em um texto muito interessante intitulado “CULTURA, O VERNIZ DOS POVOS"

( http://geocities.yahoo.com.br/confrade1/feb/aquino.htm),
o escritor Luiz de Aquino elabora uma viagem as promessas e aos feitos culturais da administração pública em Goiás. O escritor usa como musa inspiradora uma pesquisa promovida pela Confraria da Cultura que buscava identificar qual o governador do Estado de Goiás mais havia apoiado o setor cultural e é claro, Marconi Perillo em primeiro lugar, Henrique Santillo em 2º lugar, Íris Rezende em 3º lugar e Maguito Vilela em 4º.

Quais os méritos do Marconi para receber 62% de votos favoráveis? Na minha opinião soube escolher e apoiou o presidente da Agência Goiânia de Cultura, Nasr Chaul além de historiador (doutor) é também poeta musical e professor. Enquanto gestor cultural do Estado soube propor experiências acertadas tais como o FICA no cinema e vídeo, o TENPO na área do teatro, o Canto da Primavera na música, democratizou parcialmente o Conselho Estadual de Cultura (os membros são indicados pelas entidades, mas bem que poderiam ser eleitos em uma Conferência Estadual de Cultura); a Bolsa Cora Coralina, na área de literatura, aprimorada e contando com um conselho editorial e claro, não dá para esquecer o titulo de Patrimônio Cultural da Humanidade concedido pelo UNESCO à cidade de Goiás. E a proposta mais ousada, a do Centro Cultural Oscar Neymaier, espaço esse que finalmente irá dignificar a produção cultural de Goiás (pelo menos aquelas dirigidas às elites). Há quem diga quem nem tanto, afinal construir e depois terceirizar é um tanto estranho mesmo, mas, fazer o quê? Nem tudo é perfeito, e, cultura realmente não parece ser um negocio de Estado.

E como recordar é viver, se Íris Rezende (1983) enquanto governador colocou na pasta da cultura o fazendeiro e deputado Iron Nascimento, enquanto prefeito(1969) criou em Lei o Museu de Arte de Goiânia (um ato falho?), em 2005 prometeu um governo onde a cultura seria prioridade e para isso escolheu Kleber Branquinho Adorno,ex-PSDB, ex- secretário dos governos de Santillo e do Darci. Acredito que o prefeito, consciente do permanente descaso e da dívida histórica do PMDB, sigla que representa, para com a cultura, decidiu que colocaria na pasta da SECULT um nome que fosse unanimidade. Ledo engano.

Contrariando todas as expectativas do setor, “A primeira impressão que causa Kleber Branquinho Adorno à frente da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Goiânia é a de segurança.”(entrevista publicada no caderno Cultura, edição nº 943 do jornal http://www.tribunadoplanalto.com.br/), iniciou a gestão como sorrisos e amabilidades com o Conselho Municipal de Cultura, para em seguida passar ao confronto direto, primeiramente promovendo a alteração do decreto do FAC e posteriormente, diante dos protestos, desqualificando pejorativamente os conselheiros.

É certo que os Conselheiros, eleitos na 1ª Conferência Municipal de Cultura em 2003, não são flor que se cheire, pois, no exercício de seus mandatos, exigiram prestação de contas e transparência na gestão anterior, indo até apresentação denúncia junto ao Ministério Público da ausência de depósitos no FAC e olha que eram vistos como simpatizantes. Coisa mais feia, não é? Imaginem do que não seriam capazes no futuro (o futuro se faz agora?), se reeleitos para mais 02 anos em uma administração na qual são vistos como antipatizantes?

Então, o secretário de cultura e presidente do CMC resolveu que, para manter a desenvoltura de sua gestão era preciso fazer instalar nas cadeiras do CMC, conselheiros mais cordatos. E patrocinou a maior fraude eleitoral da cultura na 3ª Conferência Municipal de Cultura de Goiânia (ainda sob judice). E os novos conselheiros, com raras e gloriosas exceções, uns são cargos comissionados da Prefeitura, outros de instituições suspeitas de troca de favores em premiações literárias (prêmio é pago com recursos do erário municipal), são muito cordatos.

No rastro da modificação do decreto do FAC, a intenção objetiva de realizar um outro festival de cinema e vídeo, o FESTCINE. (Contraponto do FICA?) E nesse festival foram empregados todos os recursos do FAC, enquanto o Goiânia em Cena (teatro), contou apenas com o apoio financeiro da Petrobrás captados na gestão anterior. E a proposta do Centro Cultural Goiânia Ouro (um contra-pontinho ao Centro Cultural Oscar Neymaier) reformar prédio de particular com recursos do erário e depois pagar aluguel de teatro(?) de 200 lugares para uma cidade 1 milhão e meio de habitantes , uma salinha de exposição para o MAG, tudo bem miudinho, menos a verba pública para reformar? Ah, mas bonito mesmo seria usar recursos do erário para manter o prédio do Grande Hotel, sucateado e abandonado, trocar o telhado do MAG que continua a fazer água por todos os lados.

E nas artes plásticas? E na música? E na cultura popular? E no patrimônio imaterial? E na preservação do patrimônio cultural? E nas demais áreas que compõe o fazer cultural?O que aconteceu de positivo, que mesmo de longe nos fizesse recordar o secretário do governo Santillo (do governo Darci é melhor esquecer)?

Mas, algo de muito negativo e grave aconteceu e levou o Ministério Público a representar contra secretário de cultura de Goiânia em uma ação civil pública por improbidade administrativa (aguardando liminar). E, além disso, é apontado pela UFG como autor (???) de uma tese de doutorado, como aspectos bastante duvidosos para o meio acadêmico.

E já pensaram que a árbitra Sirlei Cândida de Jesus e a personal trainer Elaine Faria de Oliveira foram presas e enquadradas no artigo 171 do Código Penal (tentativa de estelionato). E só tentaram fraudar um concurso público. A cultura deve ser diferente do esporte (futebol). Acreditariam em menos comoção pública?! Será?

Nos últimos 20 anos, a Secretaria Municipal de Cultura foi palco para os mais diversos tipos de gestores públicos, uns com visão de futuro, outros apegados a religião, a música, ao dinheiro do Centro Livre de Artes, os demolidores e finalmente, um, promessa de bons tempos que superou todas as expectativas negativas.

Pois é, se no caso da taxa do poste, o prefeito se deu bem descobrindo um projeto de Lei já votado e mais abrangente, prontinho, só aguardando a sanção, não foi muito feliz ao apostar na unanimidade aparente do seu secretário de cultura. Isso é igual doce enlatado, se o prazo estiver vencido, a lata estufando e com sinais de ferrugem pode apostar que quem se atrever a devorar tal iguaria pode acabar com botulismo. E haverá salvação? Só Diante do Trono saberemos!

A propósito, perguntar não ofende (causa polêmica as vezes), mas a permissão de uso “provisório e oneroso” das obras de artes do Município de Goiânia é para enfeitar a parede de alguma sala/escritório/gabinete?

*Deolinda Conceição Taveira Moreira é Conservadora Restauradora de Bens Culturais, especialista em Gestão Integrada do Patrimônio Cultural – ITUC – AL, ex- Conselheira de Cultura de Goiânia, faz parte do Conselho Diretor da Associação de Amigos do MAG – AAMAG, da ONG KULTUR, do Fórum Permanente de Cultura de Goiânia e motivada pela situação político cultural de Goiânia publica o blog http://amigosdemuseu.blogspot.com/ .

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

A IMPRENSA É MARROM? QUAL A COR DA DE GOIÁS?

Nos últimos dias o jornalismo goiano parece atacado de dengue – febre alta, perde de noção das coisas e dos sentidos. No final de semana o jornal semanário OPÇÃO publicou uma lista de 513 “jornalistas” goianos que perderam os seus registros profissionais. O motivo é que não possuem o diploma do curso de jornalismo.

No final, muitos dos que hoje estão dentro das redações da imprensa goiana vão terminar sendo enquadrados pelo exercício ilegal da profissão. Isso tem seu lado bom, pois retira do cenário os que jamais foram jornalistas ( os piolhos e os contabilistas da SECULT) e seu lado ruim, pois na lista consta os nomes dos melhores “textos” do jornalismo goiano. E ai como fica o cenário?

Mas não é esse o grande motivo da dengue do jornalismo goiano (esses não estão na lista), e sim uma série de matérias dando publicidade aos atos e feitos da administração municipal na área cultural.

Para os que não sabem como funciona as coisas aqui pelo cerrado e para que compreendam melhor, Goiás possui dois grande jornais diários impressos : www.dm.com.br e o www.opopular.com.br , o primeiro sempre foi tido como um tanto chegado a escorrer sangue e o segundo um tanto quanto mais comportado ( menos no caso Wilma Martins a raptora de bebês). E vários semanários, tais como OPÇÃO, O SUCESSO, TRIBUNA DO PLANALTO, a HORA ON LINE e etc. Em sua maioria raramente publicam matérias cuspindo no prato que comem. No caso do DM existe espaço para que o leitor virtual expresse sua opinião sobre o material publicado, mas, não significa que o leitor do jornal impresso vá um dia tomar conhecimento disso.

Mas no geral, o espaço da carta do leitor costuma ser democrático e censurado levemente ou interpretado para evitar mal entendidos (para o jornal é claro).

Então, retomando ao acontecimentos dos últimos dias, imaginem vocês como é espantoso abrir o jornal e deparar-se no caderno de cultura com o seguinte título “Histórias da Estação”. É claro que imediatamente partimos para a leitura e daí para frente é pura surpresa. Não tem história alguma, mas estória ou conto do vigário para dar publicidade aos atos da municipalidade na área cultural em Goiânia. E leiam:

“Histórias da estação
Exposição de painéis fotográficos revela fatos históricos e a construção da Estação Ferroviária
Por Valbene Bezerra*
Estação Ferroviária - Presente no Passado e no Futuro é a exposição que está sendo realizada na antiga Estação Ferroviária, agora transformada em sede do Pólo Digital, implantado pela Prefeitura de Goiânia. No saguão do prédio, estilo art déco, tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), encontram-se expostos 26 painéis em grandes dimensões, reproduzindo fatos históricos e a construção da própria estação, anteriormente vinculada à Rede Ferroviária Federal (RFF).


Selecionadas pelo arquiteto e professor Wolney Unes, as fotografias em preto-e-branco levam a assinatura dos fotógrafos pioneiros Hélio de Oliveira, Sílvio Berto e Alois Feichtenberg. As modernas e coloridas foram clicadas por Wolney Unes, Paulo Rezende e Genilda Alexandria.

A Estação Ferroviária foi o último edifício art déco construído em Goiânia. Desde sua inauguração em 1954, é um dos cartões-postais da capital. A imensa torre do relógio é avistada ao longe por quem trafega pelas Avenidas Goiás e Independência. Apesar de deteriorados pelo tempo, os dois murais modernistas de Frei Nazareno Confaloni estampados nas paredes internas remetem à construção da estrada de ferro, que nos primeiros tempos de sua fundação ligava Goiânia a outros Estados. Nunca restaurados, os murais estão desbotados pelas infiltrações e devem passar por uma minunciosa recuperação.**

Um projeto para restaurar o prédio foi aprovado pela Lei Rounet. Para isso, a Prefeitura aguarda patrocínio para iniciar a obra, que tem dezenas de simpatizantes. Na noite de lançamento do Pólo Digital, foram entregues troféus aos amigos da estação. Várias personalidades, como o ex-governador Mauro Borges, ganharam a miniatura em bronze e acrílico desenhada pela artista plástica Fernanda Coelho, um convite para que todos se empenhem na preservação do patrimônio histórico da cidade. De caráter educativo, a exposição fotográfica ficará em cartaz por dois meses. As visitas podem ser feitas das 8 às 18 horas, de segunda à sexta-feira. “
Publicado originalmente no jornal O POPULAR dia 06/02/2006
.

* Valbene Bezerra é jornalista de O POPULAR e também da Prefeitura Municipal de Goiânia.
** Grifo meu, pois remete à carta enviada para jornalista solicitando correções nas informações, vejam a seguir:
Prezada Valbene,
O artigo Histórias da Estação, publicado o caderno Magazine de O POPULAR, de sua autoria, veicula algumas informações incorretas. Conforme o trecho a seguir "Apesar de deteriorados pelo tempo, os dois murais modernistas de Frei Nazareno Confaloni estampados nas paredes internas remetem à construção da estrada de ferro, que nos primeiros tempos de sua fundação ligava Goiânia a outros Estados. Nunca restaurados, os murais estão desbotados pelas infiltrações e devem passar por uma “minunciosa”(?) recuperação."; ,informações equivocadas são veiculadas e gostaria que fossem corrigidas: Estamparia é um processo típico de transferir para o tecido desenhos, gravuras e etc, então afirmar que os dois murais foram estampados é como dizer ao leitor que alguém, quer certamente não foi o Frei, usou processos típicos de trabalhos realizados em tecidos, para realizar uma obra cujo suporte é uma parede(muro).

As pinturas murais de Frei Nazareno Confaloni possuem cada uma (são duas) a dimensão de 450 X 800 cm e foram realizadas em parte em técnica de afresco(ausência de adesivo) e parte em técnica mista (presença de adesivo), e tendo como suporte a parede(muro).

As duas obras citadas acima formam um conjunto de pinturas monumentais que retratam a história da chegada da estrada de ferro à Goiânia em 1953. "Os Bandeirantes Antigos e Modernos " foram restaurados no período de agosto de 1991 a setembro de 1992, em um trabalho conjunto entre a equipe técnica da atual AGEPEL e a Prefeitura de Goiânia, através do Setor de Conservação e Restauração do Museu de Arte de Goiânia.

Como parte da equipe (Prefeitura /MAG) que atuou na restauração dos murais elaborei e apresentei em 1992 no IV Seminário Nacional da ABRACOR (Associação Brasileira de Conservadores Restauradores) um trabalho técnico, de minha autoria, intitulado "Pintura Mural;fixação e consolidação de camada pictórica e substratos; eliminação de micro organismos." que pode ser consultado no endereço eletrônico :
www.abracor.com.br

Em caso de dúvida poderá consultar os arquivos do jornal, pois, no Caderno 2 de O POPULAR de 31/10/91 consta uma matéria intitulada"Em defesa dos painéis de Frei Confaloni", assim como, no DM Revista de outubro de 1992 foi veiculada a noticia da apresentação do texto técnico no Seminário da ABRACOR - "Restauradores Goianos participam de seminário".

Outra informação improcedente é afirmar que estão "desbotados" pelas infiltrações, não é verdade, para em seguida dizer que irão passar por "uma minuciosa recuperação", vão se recuperar de quê? As pinturas continuam com sua cor original, com muita sujidade na superfície pictórica, as áreas de infiltração são claramente delimitadas e normalmente não "desbotam" a obra, mas carreiam tanto o substrato quando a camada pictórica, além de favorecer a proliferação de micro organismos.

E qual projeto foi aprovado para restaurar o prédio? O mesmo não acabou de passar por uma restauração e sendo inclusive reinaugurado recentemente? E que projeto é esse não consta no site do MINC?
www.cultura.gov.br E se existe algum projeto proposto para restauração das pinturas é bom, que, se atente para o fato, de que , se o secretário Kleber Branquinho Adorno, acha dispensável a atuação de profissional da área de conservação e restauração de bens culturais no município, o Ministério Público não pensa assim, e o IPHAN idem.

É evidente no artigo que não houve a intenção de escrever um texto técnico sobre o assunto, mas, a de veicular informação que deixam o leitor desinformado, na minha opinião, ainda que cumprem o seu papel publicitário, geram prejuízos incalculáveis.

Em uma cidade onde a ética e a dignidade do cidadão é vista como moeda de troca e de politicagens, espera-se que ao menos a imprensa não compactue.

um grande abraço,
Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais e esp. Gestão de Patrimônio Cultural Integrado
http://amigosdemuseu.blogspot.com/

Bom, se o jornal não publicar a correção solicitada, pelo menos, já havia feito a minha parte, não é?

Mas, não é mesmo! Acreditem no dia 08 de fevereiro de 2006 dando uma passadinha inocente no site da Prefeitura Municipal de Goiânia (http://www.goiania.go.gov.br ) encontro outra pérola da lavra da mesma jornalista, mas dessa vez lhe dei o crédito de apenas consultar informantes mal informados e novamente, uma cartinha sugerindo as correções do texto seguiu via e.mail;

Goiânia, 08 de fevereiro de 2006.

Prezada Valbene,

Desculpe a intromissão, e neste caso, julgo que a sua fonte de informação não sabe do que está falando, mas, nunca existiu Giorgio Viaro no acervo do MAG, mas Guido Viaro, o mesmo do Museu Guido Viaro.(
http://www.curitibaturismo.com.br/museus.htm#guido%20viaro)

E quanto a possibilidade ainda que remota do artista plástico italiano Giorgio Bagnoli algum dia ter vindo ao Brasil e pior, se perder nessa terra de politiqueiros é literalmente impossível.
O trabalho dele foi doado ao MAG pelo senhor Fabio Nardi, Assessor de Cultura da cidade San Vincenzo - província de Livorno - Itália, quando esteve em Goiânia em outubro de 2000, em um programa de intercâmbio cultural entre a AAMAG - Associação de Amigos do MAG, o MAG e o Opificio delle Pietre Dure de Firenze - IT. O senhor Fabio Nardi acompanhava a restauradora de pinturas murais, Maria Rosa Lanfranchi, que veio ao Brasil para ministrar um curso de restauro de pintura mural em Goiânia. O curso contou com a participação de profissionais de restauro de todas as partes do território nacional, infelizmente, de Goiânia e de Goiás, os poucos que participaram sequer eram da área, mas curiosos, para variar.

E infelizmente, também Goiânia na ocasião estava ocupada demais na politicagem habitual para dar atenção a qualquer fato relacionado acontecimentos de importância cultural.

Nessa ocasião, o Sr. Fabio Nardi fez a doação não apenas do desenho do italiano Giorgio Bagnoli (escultor e desenhista), , mas também de trabalhos dos artistas Daniele Govi (litografia), Giampaolo Talani (litografia) e Renzo Mezzacapo (litografia), que tinham seus trabalhos expostos no Palácio da Cultura juntamente com mais 22 artistas italianos contemporâneos. Foi curador dessa mostra o senhor Fabio Nardi.

E na mesma ocasião, a Agencia Central dos Correios recebeu uma exposição de fotografias que contava com imagens dos 02 italianos (Nardi e Mezzacapo) e uma brasileira, Margareth Nunes, professora da UFG e coordenadora do Italianoggi Centro de Estudos de língua e cultura italiana.

É com surpresa que li o seu texto, pois, a informação sobre as obras e os artistas é habitualmente pesquisada cuidadosamente pelo Setor de Reserva Técnica e Documentação do MAG e, francamente é a decadência total e absoluta.

Quanto ao "diretor" Antonio da Mata, há ai um equivoco maior ainda, pois, o MAG tem uma diretora nomeada a senhora Claudia Regina Ribeiro Rocha, aliás, ambos alvos de uma ação civil pública do Ministério Público por improbidade administrativa.
http://amigosdemuseu.blogspot.com/2005/12/mp-ao-civil-pblica.html.

É lamentável que a cultura em Goiânia esteja entregue à plagiadores, falsos jornalistas como é caso do Diretor de Política e Eventos Culturais da SECULT e apaniguados políticos, além é claro do uso do dinheiro público para troca de favores entre presidentes de entidades culturais.

Atenciosamente,

Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais
Esp. Gestão de Patrimônio Cultural Integrado - ITUC - AL
http://amigosdemuseu.blogspot.com

Por favor, não percam a paciência. Leiam a seguir a matéria publicada no site da PMG com a chancela da Secretaria Municipal de Comunicação:

MUSEU DE ARTE DE GOIÂNIA ABRE TEMPORADA DE EXPOSIÇÕES 08/02/2006 - 10:56h

O Museu de Arte de Goiânia, unidade da Secretaria Municipal de Cultura, inaugura a temporada de exposições de 2006, com a coletiva O Erótico e a Paisagem no Acervo do MAG, que será aberta amanhã, às 9 horas. A mostra presta homenagem ao artista plástico Juca de Lima, que completa 80 anos de idade e 63 de pintura.

Para expor as paisagens, confeccionadas em papel, o curador Antônio da Mata reservou a Sala Reinaldo Barbalho. Desenhos, pinturas, gravuras e aquarelas de artistas como Guido Viaro, Giorgio Bagnoli, Selvo Afonso, Marli Gonçalves, Fernando Costa Filho, Carlos Sena e Márcia Sales integram a mostra.

Nomes relevantes das artes em Goiás, entre eles, Gustav Ritter, Amaury Menezes, Carlos Corrales, G.Fogaça, Zé César, DJ Oliveira, Sílvia Cestari Cunha, Iza Costa, Zofia Ligeza, Paulo Werneck, Airton Marinho e Busnardo foram selecionados pela curadoria. Aquarelas de Juca de Lima, Odalva Guimarães, Gudrun, Sanatan e AB Régis também fazem parte da mostra, que pode ser visitada até 5 de março.

Antônio da Mata destaca a obra do gaúcho Giorgio Viaro, ex-integrante do Clube da Gravura, movimento importante da arte brasileira, realizado nos idos dos anos 1950, no Rio Grande do Sul. Sua gravura em exposição faz parte do lote de obras que deram origem à formação do acervo do MAG. O italiano Giorgio Bagnoli deu sua contribuição ao museu quando veio ao Brasil nos anos 1990. Os outros são artistas goianos ou radicados em Goiás.

Na Sala Amaury Menezes estarão expostas as obras com enfoque erótico. Pinturas, desenhos, gravuras e colagem de Adir Sodré, Adriana Rocha, Carlos Sena, DiPaiva, Gervane de Paula, Kleber Figueira, Marco Rodrigues, Nelisa e Nonatto foram selecionados por Antônio da Mata. Pinturas de Omar Souto, Pedro Lopes, Sá Nuñez e Vanda Pinheiro, gravuras de Antunis Arantes, Eimir Magalhães, Heliana de Almeida, Marilda de Souza, Rosângela Imolesi e Yara Tupinambá e colagem de João Colagem.

Trata-se de uma abordagem simples do tema, que é pouco exibida, segundo o diretor Antônio da Mata, mas povoada de vários estilos e técnicas. Em março, o MAG vai expor tecidos e pinturas maias oriundos da Guatemala. Os trabalhos fazem parte da coleção de Monique e Ivan Avena.
SERVIÇOAssunto: Exposição O Erótico e a Paisagem no Acervo do MAGData: Amanhã, às 9 horasLocal: Museu de Arte de Goiânia (Rua 1, nº 605, Bosque dos Buritis, Setor Oeste. Telefones: 3524.1190/1196
Publicada originalmente no site da Prefeitura de Goiânia no GOIÂNIA EM REDE do dia 08 de fevereiro de 2006 pela manhã.

E leiam agora a delicadeza da correção postada no site no final da tarde (só o trecho corrigido):

“Antônio da Mata destaca a obra do gaúcho Guido Viaro, ex-integrante do Clube da Gravura, movimento importante da arte brasileira, realizado nos idos dos anos 1950, no Rio Grande do Sul. Sua gravura em exposição faz parte do lote de obras que deram origem à formação do acervo do MAG. Além do italiano Giorgio Bagnoli, os outros são artistas goianos ou radicados em Goiás. “

Não interessante? Pois, Guido Viaro nasceu na Itália, portanto italiano tanto quanto Giorgio Bagnoli que nunca esteve no Brasil (talvez em alguma outra encarnação). E ainda, O senhor Antônio Rodrigues da Mata Neto não é e nem nunca foi diretor do Museu de Arte de Goiânia, as sua ações junto a essa instituição cultural não passam de atos de falsidade ideológica praticados sob a benção da municipalidade. Que tem primado na área cultural por cometer atos de improbidade administrativa. Atualmente, a diretora do Museu de Arte de Goiânia é a bibliotecária e esposa do senhor Rui Rocha, Cláudia Regina Ribeiro Rocha, nomeada pelo decreto Nº 2586 de 18 de agosto de 2005, publicado no DOM de24/08/2005. Além do cargo de diretora do museu (cargo privativo de servidor de carreira da municipalidade), a mesma é servidora da UFG, e mais uma vez a lei é jogada na lata de lixo com acumulação indevida de cargos públicos.

Quais são as exposições programadas para 2006? Esse cidadão(?) imposto ao MAG pelo espírito "politiqueiro" e de favorecimento à "apaniguados" entrou em um espaço com exposições programadas até março de através de seleção por edital público, desrespeitou todas as decisões tomadas pela curadoria e retoma a velha prática de usar o acervo do museu para cobrir os buracos de um calendário inexistente. Que verdade cultural vive Goiânia atualmente? É a sobreposição dos interesses individuais sobre os direitos da coletividade.

E na edição impressa do jornal O POPULAR do dia 09 de fevereiro de 2006, com pequeninas alterações na forma e os mesmos erros de informação, o seguinte texto é publicado para o deleite de todo os leitores:

Exposição no MAG explora temas eróticos e paisagens
Por Valbene Bezerra

O Museu de Arte de Goiânia (MAG) inaugura a temporada de 2006 com uma exposição de seu acervo em papel. Hoje de manhã, será aberta a coletiva O Erótico e a Paisagem no Acervo do MAG, que reúne desenhos, pinturas, gravuras e aquarelas de nomes representativos da arte brasileira, enfocando temas eróticos e paisagens.

Entre os destaques na coletiva na Sala Reinaldo Barbalho estão obras do gaúcho(?) Guido Viaro e do italiano Giorgio Bagnoli, que, em visita ao Brasil nos anos 1990, doou o trabalho para o acervo do museu. Um dos componentes do chamado Clube da Gravura, importante movimento da arte no Brasil, Guido Viaro foi um dos primeiros artistas a doar uma obra para o acervo do MAG, na época de sua fundação nos anos 1970.

Outros artistas importantes de Goiás, como Gustav Ritter, Amaury Menezes, Carlos Corrales, DJ Oliveira, Iza Costa, Odalva Guimarães, Gudrun, Sanantan e G.Fogaça integram a mostra das paisagens. Exemplares paisagísticos de Selvo Afonso, Marli Gonçalves, Fernando Costa Filho, Carlos Sena, ZéCésar, Sílvia Cestari, Zofia Ligeza, Paulo Werneck e Airton Marinho foram selecionados pelo diretor(?) Antônio da Mata.

Reservada às obras que exploram o erotismo na arte, na Sala Amaury encontram-se as pinturas, desenhos, gravuras e colagem. Leituras do erótico feitas em pinturas por Adir Sodré, Adriana Rocha, Carlos Sena, DiPaiva, Gervane de Paula, Kleber Figueira, Marco Rodrigues, Nelisa, Nonatto, Omar Souto, Pedro Lopez, Sá Nuñez e Vanda Pinheiro fazem parte da coletiva, que, segundo Antônio da Mata, tem um caráter didático. Os desenhos de Cordilina, Ivone Lyra e Zello Visconte, e as gravuras de Antunis Arantes, Eimir Magalhães, Heliana de Almeida, Marilda de Souza, Rosângela Imolesi e Yara Tupinambá dividem as paredes do museu com a colagem erótica de João Colagem.

O Erótico e a Paisagem é a primeira de uma série de exposições programadas(?) pelo MAG para este ano. Em março, entra em cartaz uma exposição de tecidos e pinturas maias oriundos da Guatemala. A coleção pertence ao casal argentino Monique e Ivan Avena. Antônio da Mata organiza também individuais em homenagem à memória da escultora Neusa Morais, e dos pintores Cleber Gouvêa e DJ Oliveira. Tancredo Araújo, artista goiano há 30 anos radicado no Rio de Janeiro, também deve expor no MAG em 2006. (VB)

EXPOSIÇÃO: ¤ O Erótico e a Paisagem no Acervo do Mag¤ Data: Hoje, a partir das 9 horas¤ Local: Museu de Arte de Goiânia (Rua 1, nº 605, Setor Oeste. ¤ Telefone: 3524-1196/1190)¤ Visitas: Terça a sexta, das 9 às 18 horas. Aos sábados,das 10 às 15 horas. Até 5 de março. Monitores à disposição

Isso não incrível? E eis que na mesma data, no mesmo jornal , os jornalistas Rogério Borges e Malu Longo assinam a seguinte matéria:

Antiga Estação Ferroviária será 'plataforma da cultura'
Goiânia- 08/02/2006 por Malu Longo e Rogério Borges

Um dos símbolos da cidade e cartão-postal de Goiânia, a antiga Estação Ferroviária de Goiânia, depois de desativada, foi utilizada para diversos fins. Já abrigou a sede de associação de artesãos, serviu como espaço para ensaio de músicos. Com a assinatura do decreto que criou um pólo digital no local, na semana passada, pelo prefeito Iris Rezende, novos ares de cultura voltaram a invadir o espaço. No local foram gastos mais de R$ 1 milhão com pintura e restauração dos guichês, gradis, fachada e revestimento em cerâmica, todos originais.

O prédio ganhou banheiros novos e espaço para abrigar um cibercafé. Ainda no primeiro trimestre de 2006 também passam a funcionar ali um Centro de Atendimento ao Turista (CAT), salas para exposições temporárias, espaço teatral e restaurante, os dois últimos em vagões cedidos pela Rede Ferroviária Federal S.A. que já foram reformados e que estão nos fundos do prédio, ao lado da velha locomotiva Maria-Fumaça, que tanta gente trouxe à capital.

Secretário de Cultura de Goiânia, Kleber Adorno explica que só aguarda parecer do Ministério do Turismo à solicitação de remanejamento de recursos alocados para a reforma do prédio, a serem empregados na compra do mobiliário, a fim de dar início às atividades da Secult na Estação Ferroviária. Uma decisão prevista para os próximos dias. A idéia é abrir uma nova oportunidade para os grupos culturais locais, já que o espaço será destinado também a encenações rápidas e performances de teatro, dança e circo.

A área destinada às exposições de artes plásticas e que deve receber, entre outras peças, parte do acervo do Museu de Arte de Goiânia (MAG), servirá simultaneamente para que artesãos mostrem seus trabalhos. Em relação ao acervo do MAG, a Estação Cultura será um dos pontos de exposição das obras. Outro é a parte superior da biblioteca Marieta Teles Machado, na Praça Universitária. “Vamos tirar o acervo de dentro do museu e levá-lo a outros cantos da cidade”, afirma Kleber Adorno.

Frei Confaloni A Estação Cultura também abriga dois afrescos de autoria de Frei Nazareno Confaloni, de 5m x 8m, datados de 1953. Eles, que ocupam as duas paredes laterais do hall da estação, serão restaurados brevemente pela primeira vez. A verba para este objetivo será liberada pelo governo federal por intermédio do Ministério da Cultura.

Uma outra atração do lugar será um espaço para leitura, que contará com uma biblioteca de aproximadamente 2 mil volumes. Os livros já foram adquiridos pela Secult e serão deslocados para a Estação Cultura quando o mobiliário já estiver disponível. “Estamos fazendo este investimento porque a antiga Estação Ferroviária carrega uma simbologia muito grande da nossa história e essa iniciativa visa estimular a revitalização do Centro da cidade”, justifica o secretário Kleber. “O Centro de Goiânia, apesar de a capital ser uma grande cidade, ainda é muito bonito e deve ser preservado”, sustenta.

Estudantes de escolas públicas e particulares estão conhecendo um pouco mais do prédio por meio da exposição montada pelo Instituto Centro Brasileiro de Cultura (ICBC). Curadora da exposição, a designer Genilda Alexandria explica que trata-se de uma síntese da história da estação e da memória arquitetônica de Goiânia enriquecida com fotos antigas e atuais.

O ICBC, responsável pela implementação do projeto Cara Limpa, que integra a revitalizaçao do Centro da cidade, também montou no prédio uma maquete das oito primeiras quadras da Av. Goiás, entre a Praça Cívica e a Praça do Bandeirante, que serão beneficiadas pelo projeto que visa recuperar as fachadas arquitetônicas em estilo art-déco."Publicado originalmente em O POPULAR.

Eu confesso que li a matéria, na expectativa, de, miraculosamente, finalmente me deleitar lendo informações verdadeiras, da história da antiga Estação Ferroviária de Goiânia, grande engano.

Pois é. Só me restou escrever durante horas uma nova missiva (antigo isso, hem?) enviada por e.mail para o jornal e entitulada :“Antiga Estação Ferroviária será “Plataforma da Cultura” ? Ou da politicagem?
Goiânia, 09 de fevereiro de 2006.

Prezados Editor, jornalistas Rogério Borges e Malu Longo,

Sirvo-me do presente para afirmar que a credibillidade de um jornal como O POPULAR está definitivamente comprometida ao publicar matérias com o conteúdo informativo da "Antiga Estação Ferroviária será "plataforma da cultura" .

Anterior a essa publicação, o jornal já havia veiculado no dia 06/02/06 sobre o mesmo tema, uma materia de autoria de Valbene Bezerra intitulada "Histórias da Estação", que longe de informar, causa indignação pela falta de conhecimento do assunto. (ver carta encaminhada a jornalista Valbene Bezerra)

Que credibilidade pode ter uma matéria que afirma que na Estação Cultura - esse é o verdadeiro nome do projeto - "No local foram gastos mais de R$ 1 milhão com pintura e restauração dos guichês, gradis, fachada e revestimento em cerâmica, todos originais." , onde foi parar a originalidade? Na substituição das portas de entrada originais por panos de vidro ? Na substituição do piso cerâmico por granitina? Se mais de R$ 1 milhão foram gastos no prédio certamente não foi no sentido de manter a originalidade.

A Sala do Palácio da Cultura é um espaço das artes plásticas , que está abandonado desde o início da gestão do Sr. Kleber Adorno, e que anteriormente, arbitrariamente foi transformado em boteco. Esse espaço legalmente já é subordinado ao Museu de Arte de Goiânia, e para confirmar isso basta consultar o regimento da SECULT. E aqui nem mesmo comentarei o significado tradicional e histórico, da frase do senhor secretário, sobre levar o acervo do museu a outros cantos da cidade.

Quanto a afirmação de que os painéis do Frei Confaloni serão restaurados pela 1ª vez, não acho necessário repetir aqui o que já escrevi para Valbene Bezerra, mas sugiro que faça uma pesquisa rápida junto aos arquivos do O POPULAR e leia a matéria intitulada "Em defesa dos painéis de Frei Confaloni" publicada no dia 31/10/91 e escrita pela jornalista Marluce Carvalho. E após isso, até mesmo, para esse jornal continue a ser um veiculo que tenha alguma credibilidade,abra o mesmo espaço para a verdade.

A gestão do senhor Kleber Adorno frente a SECULT consiste em pregar plaquetas em obras que herdou do seu antecessor,que foi criticado duramente por muitos pelo seu humor e vaidade, mas fez uma revolução no cenário cultural de Goiânia. E a mim, especialmente, é motivo de indignação que um jornal de grande circulação com é O POPULAR abra espaço durante dias para falar das obras(?) do Senhor Kleber Adorno e não comente uma linha sobre a ação civil movida contra ele pelo Ministério Público pelos atos de improbidade administrativa. E mais ainda, indigna-me que nós que militamos na área cultural com dignidade, ética tenhamos que recorrer a blogs na internet, a listas do Yahoo para "vencer" ou pelo menos tentar vencer, o silêncio da imprensa sobre os desmandos cometidos por esse cidadão a frente de uma Secretaria Municipal de Cultura. Será para facilitar a sua candidatura a deputado?

Ora, que futuro teremos em Goiânia quando um gestor público em um momento é acusado de plagiar uma tese de doutorado (parabéns pela matéria), de fraudar uma Conferência de Cultura para "garantir" ao "seu grupo de indicados" todos os assentos no Conselho Municipal de Cultura, que transforma um fundo de cultura (FAC) em verba extra para utilização a seu bel prazer, que as vésperas da 1ª Conferência Nacional de Cultura "mente" descaradamente dizendo que Goiânia participará com delegados eleitos(?) , em que eleição? Leia o mail do senhor Roberto Lima (MINC) publicado no blog ENTREATOS http://www.entreatos.blogspot.com/ ou informações sobre a participação dos convidados de Goiânia na 1ª CNC no blog http://amigosdemuseu.blogspot.com/ .

E que futuro terá Goiânia quando um gestor público da Cultura afirma “O Centro de Goiânia, apesar de a capital ser uma grande cidade, ainda é muito bonito e deve ser preservado”. (?) o centro é bonito apesar do abandono que se encontra nessa administração. Apesar do abandono do Grande Hotel (cadê a grande biblioteca central prometida no começo de 2005?). Apesar da poluição ambiental causada pela emissão de gases tóxicos pelo ônibus e a sonora provocada pelas centenas de megafones(?) enlouquecidos das lojas de 1.99. Apesar do uso de verbas públicas para promover concursos literários com cartas marcadas.

E francamente em uma cidade onde a ética e a dignidade do cidadão é vista como moeda de troca e de politicagens, espera-se que ao menos a imprensa(?) não compactue, uma vez que a justiça é lenta e em muitos momentos absolutamente cega. A memória curta do povo se deve também ao silêncio ou parcialidade da imprensa.

Atenciosamente,

Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais e esp. Gestão de Patrimônio Cultural Integrado
http://amigosdemuseu.blogspot.com/

Pela ética e o fim da corrupção!

Vamos lá, e agora de que cor é o jornalismo praticado em Goiás? Da cor do arco Iris?

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

NOVIDADES NO ENTREATOS

Novidades no ENTREATOS, recentemente atualizado apresenta um histórico bastante interessante da situação da cultura em Goiânia.Para visitar use o link do blog http://www.entreatos.blogspot.com/

"...Escreveram pedindo que eu indicasse os documentos de onde tirei as informações. Coloquei as reproduções aí abaixo: os dois primeiros são trechos do pedido de suspensão da liminar que anulou a conferência, e o terceiro é o e-mail do Minc. Para obter a lista de participantes da CNC é só mandar um e-mail para cnc@minc.gov.br ."

Muita coisa interessante lá.