Ocorreu um erro neste gadget

quinta-feira, setembro 27, 2007

GRANDE HOTEL E O CÉSIO 137


Após 20 anos, uma mostra fotográfica emociona e chama a atenção de uma multidão na porta do Grande Hotel.

O Grande Hotel foi o primeiro prédio construído em Goiânia e atualmente é parte do acervo art déco tombado como patrimônio nacional. Na sua história de vida, o prédio já foi o palco principal da vida cultural goianiense, depois abandonado e esquecido, foi modificado e assim perdendo, internamente, quase todas as referências originais.

O prédio é de propriedade do INSS e foi ocupado em 2004 pela Prefeitura de Goiânia. Essa ocupação tinha como argumento a instalação ali do Centro de Memória e Esquecimento, ops!!, Referência. E claro isso nunca aconteceu. O que de fato e de direito foi implantado é a Divisão de Patrimônio Histórico.E sobre a Divisão de Patrimônio Histórico, pode se dizer sem medo de cometer injustiças, que Goiânia possivelmente é a única capital brasileira, que possui acervo arquitetônico tombado como patrimônio nacional e o órgão municipal de proteção é totalmente capenga e sem qualquer condição de atuação, pois lhe falta pessoal qualificado, equipamentos, mobiliário e computadores. E essa situação não é culpa de quem atualmente está "lotado" na DPH, ou ali foi parar para cumprir pena, e sim, da total ausência de interesse do executivo pelo assunto: proteção do patrimônio cultural. Aliás, quando há interesse é no sentido de demolir e bem rápido para receber à titulo de compensação alguns módicos milhões.

Enfim, voltemos ao assunto, Grande Hotel e o Césio 137. Rogério Borges, em um texto emocionante chama a atenção das pessoas para o aniversário de 20 anos da tragédia do acidente radiológico ocorrido em Goiânia com Césio 137. E para marcar a data, O POPULAR promove a exposição Césio - 20 Anos, com 50 fotografias em que estão alguns dos registros mais dramáticos da cobertura da tragédia provocada pela abertura de uma cápsula com césio 137, substância altamente radioativa, que causou mortes, destruiu famílias, deixou a população em pânico e recobriu Goiânia com a sombra do estigma e do preconceito.

Fantástica mostra, emocionante e diria que talvez seja a mais importante dos últimos tempos, pois retira do esquecimento, fatos, pessoas, sentimentos que foram soterrados e ocultados. É a hora de contar as vítimas, de nos reconhecermos no sofrimento de tantos, e que Goiânia, ao invés de esquecer se lembre sempre, amadureça e efetivamente seja a cidade que aceite todos os seus cidadãos.

O Grande Hotel em outros tempos serviu como point da elite, da juventude, dos políticos, dos intelectuais, hoje, sua calçada, com essa mostra, creio eu, recupera muito desse glamour e atrai os olhares curiosos dos políticos, da juventude, de passantes anônimos. E quem sabe, seja redescoberto, reconhecido ?


É claro que redescobrir o Grande Hotel não é interditar o 3º andar com uma “porta” e selar com cadeado, e ali fazer instalar uma escola particular de música. Como é a pretensão da SECULT, que designou como bate estaca a jornalista Marley Costa Leite e como beneficiário Oscar Wild e sua trupe.
A porta é uma vergonha e transforma o Grande Hotel em um pardieiro mal acabado. E é bom que se diga que não existe qualquer autorização do IPHAN para isso. Apenas o desejo de um gestor público, que pelo bom desempenho frente a pasta é apontado como personagem principal do post anterior “Mau cheiro na cultura?”, ao lado de seu fiel escudeiro.
O Grande Hotel é simbólico para Goiânia e deveria ser tratado com respeito e dignidade. Se hoje não é mais um hotel, que se torne ao menos, o local onde se possa guardar as referências dos pioneiros, a memória dos que ajudaram a construir essa cidade, sonhada como uma princesa do centro-oeste, dos filhos e filhas que cresceram junto com ele.
Eh! Goiânia!
Para ler O POPULAR promove exposição com fotos do acidente com o Césio 137 por Rogério Borges siga o link http://goiasnet.globo.com/cultura/cul_report.php?IDP=6831 para saber em primeira mão a decisão da Justiça Federal sobre a disputa entre a Prefeitura e o INSS pelo prédio: http://www.trf1.gov.br/processos/ProcessosTRF/ConsProcTRF1Pes.php?tipoCon= e no campo número do processo digite: 2005.35.00.013512-2 .




domingo, setembro 23, 2007

Mau cheiro da cultura?

Sob o título "Mau cheiro da cultura" o mentor intelectual nos idos de 80, do então secretário estadual de cultura e atual secretário municipal de cultura de Goiânia, PX da Silveira coloca as claras o que acontece no cotidiano da SECULT. Haverá uma resposta? Logo saberemos.
Entretanto, PX esqueceu de apontar em seu artigo, a relação existente entre a SECULT e a maçonaria. Afinal, é ou não é verdade que o secretário é o grão mestre geral da Maçonaria Gloria do Ocidente? E o diretor citado no artigo também é parte da mesma "seita"?
Para quem ainda duvida, uma sugestão de leitura é a home page da própria maçonaria http://gloriadoocidente.org/index.php?pagina=125 .
Bons tempos aqueles onde a maçonaria representava homens de inteligência e do bem.
Crivela jamais pensou que seria copiado, descaradamente em sua proposta de destinar os recursos da cultura, para os operadores de seitas protestantes.
A segunda sugestão de leitura é o blog ENTREATOS.
E abaixo para o deleite de todos e todas o artigo do PX literalmente copiado e colado do blog ENTREATOS.

"Mau cheiro da cultura

Criada e instituída na administração do prefeito Pedro Wilson, a Lei Municipal de Cultura tem sido uma das alavancas da produção cultural goianiense. Perspicaz, a atual administração não só a manteve em pleno funcionamento, percebendo de imediato a sua importância, como também tratou de lhe dar maior divulgação.Mas a perspicácia não parou por aí. Tão logo assumiu, o novo secretário de Cultura tratou de podar as asas do conselho de análise dos projetos, retirando-lhe, de uma só vez, o caráter autônomo que o distinguia e a representatividade que o caracterizava. É mais um caso patente em que a perspicácia passa de mocinha à vilã, se manifestando em excesso a ponto de exceder-se e virar esperteza. E se é correto o dito que onde há fumaça sempre encontramos fogo, onde ele teria se camuflado, então?Eis que da fumaça alardeada pelas entidades representativas dos diversos segmentos da cultura goianiense, opondo-se ao novo dirigismo municipal, saltam agora as labaredas que nos atingem a olhos nus, sem quaisquer pudores. Para constatar seu furor, basta examinar o resultado e o processo em que se deu o último edital de seleção da lei, divulgado nesta semana.Muitos me perguntariam porque escrevo este artigo, já que um dos projetos aprovados trata exatamente da reedição do livro Conhecer Confaloni, prêmio de monografia de minha autoria, editado originalmente pela UCG. Pois eu respondo desde já.Definitivamente, não podemos compactuar quando a esperteza insiste em fugir do controle do bom senso para ameaçar não somente o bom funcionamento da referida lei como também sua própria existência.Mais que falar, os fatos gritam por eles mesmos. Haja ouvidos, por exemplo, para o segmento das artes plásticas, que expressa seu descontentamento pelo fato de não ter um único representante na comissão.Haja ouvidos, também, para o setor das artes cênicas, que, ainda travando um desigual embate judicial com essa secretaria – em que espera resguardar seus direitos –, se vê agora obrigado a engolir um “legítimo representante” que fora deslocado às pressas da área de música, sem mencionar sua condição de dublê de agente civil ao mesmo tempo que funcionário da mesma secretaria.Ouvidos doendo? Pois há mais coisas que crescem orquestradas do adubo que medra na Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. E quem haverá de velar por nós se não o Ministério Público?Consta que, da lista dos projetos recém contemplados pela seleção do edital municipal, nada menos que seis deles têm ligação direta ou menos direta, mas todas evidentes, com um diretor da mesma secretaria, ao que parece, co-responsável por conduzir e formular na surdina pública cada edição do edital.Sob a rubrica de “outras manifestações culturais”, foram estranhamente contempladas algumas entidades de caráter estritamente religioso, sejam editoras, produtoras e mesmo igrejas. E como se não bastasse esse desvio de natureza e funções, uma igreja (aprovada!) é a mesma que, em sua TV, apresenta um programa por ninguém menos que o próprio presidente da comissão de análise e citado diretor da mesma secretaria de Cultura.E não é só. Dois outros projetos (aprovado! aprovado!) contemplam a estagiária do referido programa (R$ 21 mil) e a empresa onde o mesmo programa é editado (R$ 20 mil). Convenhamos, é mesmo muito ibope!Vale lembrar que, ao contrário do que acontece em outras leis de incentivo, ter um projeto aprovado por este edital representa dinheiro vivo para sua realização, pois o financiamento vem de forma direta do ISS e do IPTU do contribuinte municipal. O agravante, todos podem perceber, é que o mau uso dessa lei tão bem-vinda para o setor cultural poderá abrir caminho para que a Câmara dos Vereadores crie obstáculos para seu funcionamento, que, ano a ano, tem sido mantido graças a muito esforço e mobilização do setor nas horas certas e incertas.Por isso, queremos crer que, muito embora enfraquecido no aspecto moral por fatos ainda recentes que o levaram a ser citado à guisa de desvio de autoria no seu pretenso trabalho de tese apresentado a uma universidade, entre outros, esperamos que, mesmo assim, o secretário atual de Cultura municipal não decline de vez da sensatez e da conduta transparente que deve ter todo administrador público.Não são somente os tão falados recursos públicos que estão em questão, mas também a gestão do nosso capital social, de onde brota a esperança coletiva, que é a primeira a ser atingida quando fatos assim vêm à tona. Ao lesar o erário, o administrador público está também lesando a moral e a auto-estima do cidadão, seja ele produtor ou consumidor de cultura.O País está emporcalhado demais para que mais esse sacrifício da transparência e isenção públicas seja-nos imposto, dessa vez, sangrando no meio dos produtores culturais, mas atingindo toda a sociedade. Em última estância e se necessário for, sabemos que o insigne prefeito dessa cidade, sr. Iris Rezende, não permitirá que este ato seja sacramentado. De nossa parte, não podemos aturar que o mau cheiro que até agora recendia da praça nacional passe a recender também do nosso quintal.
PX Silveira
documentarista"
O artigo foi originalmente publicado no jornal DIÁRIO DA MANHÃ.
http://entreatos.blogspot.com/2007/09/prefeitura-acaba-com-comisso-de_21.html

quarta-feira, setembro 12, 2007

Depois da absolvição do presidente do senado Renan Calheiros (PMDB - AL), dá para acreditar que o Brasil é sério?
Fala sério!
Leia em http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1903149-EI7896,00.html
O fato do Tribunal de Justiça de Goiás não colocar em pauta o processo da CONFERENCIA MUNICIPAL DE CULTURA é diferente do julgamento do Renan? Sim, mas o espírito de bandalha é o mesmo. Não somos o povo brasileiro, somos a massa de manobra de instituições comprometidas com políticos de 5ª categoria. Do tipo que suga, que surrupia, que destrói, que mata aposentados em filas, que rouba balinha de criança, que bate no peito e fala de suas ovelhas, o povo, pronto para ser tosquiado!

quarta-feira, setembro 05, 2007

Conferência segue sem veredicto final

O jornal O POPULAR publicou uma reportagem sobre o "ponto morto" do judiciário goiano.

Uma reflexão precisa ser feita, a demora na decisão do judiciário, acaba por legitimar todos os atos do secretário, que não duvido, acabe por receber um troféu como mecenas da cultura goianiense.

Sabemos que a democracia pressupõe um jogo de opiniões divergentes ou convergentes, mas também o respeito as leis e neste caso, o poder público só pode agir dentro do que está escrito na lei. Aquilo que advogados espertinhos supõe ser bacana no âmbito do privado, que é , se não está na lei, é brecha para deitar e rolar, quando acontece na administração pública, tem um nome: IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.

Eis ao o X da questão de uma decisão final do judiciário: negar publicidades aos atos da administração pública é IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.

Mas leiam a seguir a matéria publicada no jornal.

Conferência segue sem veredicto final

por Edson Wander para o JORNAL O POPULAR
Passado mais de um ano da decisão em primeira instância que anulou a realização da 3ª Conferência Municipal de Cultura, o caso ainda aguarda pelo chamado duplo grau de jurisdição do Tribunal de Justiça de Goiás, em relatoria sob os cuidados do desembargador Zacarias Neves Coelho, da 2ª Câmara Cível. Entidades do Fórum Permanente de Cultura prometem promover atos públicos e novas investidas legais para tentar obter a confirmação da decisão dada pela juiz Fabiano A. de Aragão Fernandes em junho do ano passado.

“É estranho essa demora. O normal é que um processo simples como esse, de 2ª instância, entre na pauta da justiça para apreciação em no máximo quatro meses”, reclama Deolinda Moreira, integrante do Fórum Permanente de Cultura de Goiânia, composto por artistas e produtores da cidade. A briga na Justiça pela anulação da conferência começou no final de 2005, quando o fórum conseguiu liminar para anular a realização do evento sob críticas de “manipulação” na constituição dos novos membros do Conselho Municipal de Cultura.

A liminar foi derrubada em seguida pela Secretaria Municipal de Cultura sob alegação de que Goiânia precisava nomear representantes para participar da Conferência Nacional de Cultura. Mas o próprio Ministério da Cultura acabou invalidando a conferência para efeito de nomeação de representantes ao evento nacional. A assessoria do desembargador Zacarias Neves Coelho informou que o “processo deve entrar na pauta de votação neste mês, mas o julgamento propriamente dito pode ser realizado em outubro”. (EW)