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quinta-feira, setembro 15, 2011

1º´FÓRUM SETORIAL DE CULTURA DO ESTADO DE GOIÁS

1º Fórum Setorial de Cultura do Estado de Goiás


Goiás promoverá, dos dias 19 até 21 de setembro, o 1º Fórum Setorial de Cultura do Estado de Goiás. O evento acontecerá em Goiânia e objetiva discutir e criar as áreas setoriais da cultura no estado. Essas áreas são subtemas da cultura que serão tratados de forma privilegiadas pelo estado.

As inscrições do fórum ficam abertas até o dia 16. No ato da inscrição o interessado preenche qual é a sua área de atuação setorial, dentre as possíveis estão: museus, livros, dança, patrimônio imaterial, design, moda e várias outras. A programação do evento prevê a realização de palestras e grupos de discussão para a definição das áreas de cultura a serem trabalhadas no estado. A eleição dos delegados responsáveis pelas áreas de cultura escolhidas se dará ainda durante o evento no dia 21.
Para Inscrições acesse http://www.agepel.go.gov.br/ ou solicite a ficha pelo e.mail: agepelforum@gmail.com

domingo, maio 15, 2011

XIII FICA - LANÇAMENTO



XIII FICA será lançado na próxima terça-feira, 17


O governador Marconi Perillo e o presidente da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), Gilvane Felipe, lançam na próxima terça-feira, 17, às 19 horas, nos jardins do Palácio das Esmeraldas o XIII Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica). Na solenidade serão anunciadas as novidades para esta edição do festival e a programação de cinema, oficinas, palestras e shows musicais.

O XIII Fica será realizado no período de 14 a 19 de junho, na Cidade de Goiás, como lema "Preservar também é arte". Assim como acontece em cada edição, em que um artista goiano é homenageado, o festival deste ano terá todo o material gráfico ilustrado pela obra São Miguel Arcanjo, de autoria de Veiga Valle, santeiro de expressão, considerado a maior referência da arte sacra goiana.


Para a Mostra Competitiva de filmes, foram selecionadas 30 produções (7 longas-metragem, 6 médias, 14 curtas e 3 séries de televisão), provenientes de 7 países: Brasil (com 21 produções), França e República Tcheca (cada país com 2 produções), além de Itália, Holanda, Chile, China e Armênia (cada país com 1 produção). Da seleção brasileira de filmes e vídeos ambientais, participam 8 estados: Rio de Janeiro (5 produções), São Paulo (4 produções), Pernambuco (3 produções), Ceará (2 produções), além de Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Minas Gerais (1 produção por estado). O Estado de Goiás participa da competição com 4 documentários em curta-metragem. Grande parte dos títulos selecionados é constituída por documentários (25 produções), seguida pelas obras de animação (3) e ficção (2).

Com foco na temática cinematográfica e ambiental, o Fica conquistou um lugar definitivo no restrito círculo dos que integram o Fórum Internacional de Festivais de Cinema Ambiental.

sábado, janeiro 29, 2011

AGEPEL as primeiras definições

Primeiras definições


Agepel nomeia três dos quatro diretores, além do chefe de gabinete, mas ainda não tem previsão para indicar nomes dos responsáveis por suas unidades

Rodrigo Alves

Após quase um mês de indefinições desde a posse do novo governo estadual, a Agência Goiana de Cultura (Agepel) começou enfim a ganhar novos rostos, com nomeações em suas diretorias (veja nomes ao lado). Até quarta-feira, o único nome certo, fora do quadro permanente, na pasta que cuida da cultura no Estado era o do presidente Gilvane Felipe, empossado no dia 2. Mas, mesmo com as primeiras nomeações oficiais, a Agepel ainda tem muito a definir em seus quadros - no que se refere às unidades, como o Teatro Goiânia - e assim ser mais precisa na determinação das políticas culturais do novo governo.

Uma das questões que desde o início pairou nos corredores da Agepel - e que ainda pode não estar completamente respondida - é se, com a reforma administrativa empreendida pelo governo, que agora submete a Agepel à jurisdição da Secretaria de Educação, a agência perderia em autonomia administrativa e em recursos próprios. Ao POPULAR, Gilvane Felipe garantiu que, na prática, nada deve mudar. "Trata-se mais de uma questão de burocracia interna e de estrutura administrativa do Estado", minimizou.

De acordo com o texto da reforma administrativa, aprovado nas sessões extras da Assembleia Legislativa e publicado nesta semana no Diário Oficial do Estado, a Agepel realmente não perde nada em seu organograma. A estrutura que mantém desde que se tornou agência - por definição, uma autarquia -, em 1999, permanece quase a mesma. A Agepel só ganhou nova diretoria dedicada às finanças, antes apenas uma das várias gerências. Passou, assim, a ter quatro diretorias, ao invés das três anteriores. As diretorias têm sob seus leques as gerências que atuam em diversas subáreas.

Sem mudança
"Em termos de recursos para a pasta, a meu ver, nada deve mudar", também antecipou ao POPULAR o presidente da Agepel. No entanto, a questão é que Goiás deverá continuar, conforme sua avaliação, com poucas chances de participar do Sistema Nacional de Cultura (SNC), mecanismo que integra a Política Nacional de Cultura do Ministério da Cultura (MinC). O SNC prevê investimentos de recursos federais nos Estados, desde que as políticas públicas culturais estejam devidamente delineadas.

Segundo Gilvane Felipe, o SNC tem a prerrogativa de liberar recursos somente para Secretarias de Estado de Cultura. "Isso, para o MinC, significa que o Estado está comprometido com a cultura na estrutura de primeiro escalão", complementa. Ele diz que este será um dos principais assuntos na pauta da Agepel nas conversações com o governador Marconi Perillo, que já demonstrou interesse, garante o presidente, em investir nessa alternativa.

A atual situação apertada das contas dos Estado, ainda na opinião do presidente, não atrapalharia a possível criação de uma Secretaria de Cultura. "Pelo contrário, vejo isso como solução. Se o Estado está com as contas apertadas, os recursos de fora são mais que bem-vindos", defende de forma enfática, para emendar em seguida: "Mas, claro, essa é uma discussão intramuros no Palácio das Esmeraldas."

Unidades
A questão mais urgente a ser definida a partir de agora na Agepel está centrada na definição das gerências de suas 28 unidades, distribuídas na capital e no interior. Além de todo o processo burocrático de definição e nomeação, a decisão dos novos nomes para essas gerências está centrada em questões políticas, já que muitos dos cargos são comumente ocupados conforme acordos partidários estabelecidos ainda durante a campanha eleitoral. A reportagem do POPULAR apurou que, dentro da Agepel, a movimentação neste sentido está a todo vapor.

Com a mudança para o endereço novo - deixou o Palácio Pedro Ludovico para se instalar no prédio histórico então ocupado pela Procuradoria Geral do Estado, na Praça Cívica -, a Agepel acabou perdendo ainda mais em agilidade para definir sua nova estrutura. Somado a isso, a agência ainda teve de esperar pela definição da reforma administrativa empreendida pelo governador. "As direções das unidades ainda são um assunto que temos de discutir com o governador", ressalta Gilvane Felipe.

A princípio, a agência continua responsável direta pelas unidades que sempre estiveram sob sua guarda, entre teatros, centros culturais, galerias, escolas de artes e museus. A exceção, estabelecida ainda na administração anterior, é o Centro Cultural Oscar Niemeyer, que na reforma administrativa ganhou um gabinete de gestão exclusivo chefiado pelo ex-presidente da Agepel Nasr Chaul. Enquanto as definições para as demais unidades não saem, alguns espaços permanecem sem agenda e, portanto, inativos.

Quem é Quem

CHEFIA DE GABINETE
Ney Borges:administrador de empresas e advogado, já foi diretor do Sebrae Goiás (Desenvolvimento e Mercado) e da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Goiânia (Conselho Fiscal)

DIRETORIA DE AÇÃO CULTURAL

Décio Coutinho:gestor cultural e administrador de empresa, também foi diretor do Sebrae Goiás, na unidade de Negócios e Turismo e na Coordenação Nacional de Cultura

DIRETORIA DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO
Deolinda Taveira:artista plástica e especialista em conservação de bens culturais móveis, já dirigiu o Museu de Arte de Goiânia e é servidora efetiva da Prefeitura de Goiânia

DIRETORIA DE OBRAS E RECUPERAÇÃO DO PATRIMÔNIO
José Eduardo de Moraes:maestro, já trabalhou com diversos artistas goianos e foi durante oito anos diretor de Ação Cultural da Agepel, durante os dois primeiros mandatos de Marconi Perillo

Perfis técnicos e políticos

Os novos diretores da Agepel, cujas nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado nesta semana, têm perfis que unem capacitação técnica e afinidades políticas. Da equipe que o acompanhou enquanto esteve à frente da Superintendência do Seabre Goiás, por exemplo, Gilvane Felipe trouxe dois nomes: o novo chefe de gabinete, o administrador e advogado Ney Borges, e o novo diretor de Ação Cultural, o administrador Décio Coutinho.

Para a Diretoria de Obras e Recuperação do Patrimônio, o nome definido foi o do maestro José Eduardo de Moraes, que durante os dois primeiros mandatos de Marconi Perillo, com Nasr Chaul à frente da Agepel, foi diretor de Ação Cultural. Por fim, para a Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico, foi designada a artista plástica e restauradora Deolinda Taveira, que já dirigiu o Museu de Arte de Goiânia.

A única indefinição ainda paira sobre a recém-criada Diretoria de Gestão Planejamento e Finanças, que na estrutura da gestão passada tinha status de gerência. Dois dos nomes cotados, segundo apurou a reportagem, são o do antigo gerente de Administração e Finanças da Agepel, João Dias Campos, e o do sócio-proprietário da Editora Kelps, Antônio Almeida. ▩
Fonte: Jornal O POPULAR Goiânia, 29 de janeiro de 2011.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

TRÉGUA DE SEIS MESES

ENTREVISTA/GIlVANE FELIPE




Peço uma trégua de seis meses’
por Rógerio Borges para O POPULAR
 
Gilvane Felipe mal tomou posse na presidência da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico (Agepel) e já está às voltas com mudanças. Neste momento, a mudança é física. Seu atual gabinete, no Palácio Pedro Ludovico, é provisório. "Estamos de mudança para o prédio da antiga Procuradoria do Estado, na Praça Cívica", anuncia o novo titular da pasta. "Fica em frente ao Palácio das Campinas, antiga sede da Prefeitura de Goiânia. Vamos fazer uma coisa bacana lá", garante Gilvane, já se mostrando bem à vontade em sua nova função. Nome desde o início ventilado para compor a equipe de Marconi Perillo e após receber apoio de vários representantes de segmentos culturais, o ex-secretário de Ciência e Tecnologia e ex-superintendente do Sebrae assume a Agepel com alguns desafios. Na entrevista que concedeu ao POPULAR, ele assegura que vai lutar pela implementação do Fundo Estadual de Cultura, anuncia que promoverá mudanças no Fica, garante que não se importa em não administrar o Centro Cultural Oscar Niemeyer - atribuição que ficou com um grupo de gestão dirigido por Nasr Chaul - e pede trégua aos que viram sua indicação com ceticismo.


Quais são as prioridades de sua gestão na Agepel? Há mudanças à vista?

As nossas diretrizes serão definidas num planejamento estratégico participativo. Estabelecemos três eixos. O primeiro deles é a participação. Nesse processo de planejamento estratégico participativo, todos os segmentos que têm ligação direta ou indireta com a Agepel serão ouvidos. O segundo é o da inovação. A inovação tanto do processo produtivo interno como de programas e projetos. Eu fiz isso na Secretaria de Ciência e Tecnologia e no Sebrae e deu certo. O terceiro pilar será a universalização do acesso aos bens culturais. Queremos fazer com que a Agepel deixe de ser aquele local em que apenas uma pequena minoria é atendida, um pequeno número de cidades eleitas recebe ações da Agepel. Queremos que todas as regiões recebam essas ações. Vamos lançar um mapeamento econômico-cultural do Estado. Queremos saber quem produz cultura, o que, onde, quanto isso gera, quanto a produção cultural representa no PIB de Goiás. Não queremos que a cultura seja vista mais como um luxo, um capricho dos governos e, para muitos, uma despesa desnecessária.

Há a chance de alguns dos grandes eventos, hoje concentrados em poucas cidades, serem itinerantes?

Essa é uma ideia que considero um pouco temerária. Ela não tem minha simpatia inicial, a não ser que o planejamento estratégico participativo defina o contrário e que o conjunto dos artistas venha com argumentos consistentes e sólidos. Mas a minha opinião inicial é que esses eventos têm em seu DNA o local em que foram criados. O que não implica que não possamos criar eventos itinerantes. Temos de manter essas estacas firmes e lançar novas, usando e abusando do que há de mais moderno, das mídias digitais. Acho que devemos e podemos avançar muito nisso. Eu estou otimista por dois motivos. Primeiro porque o segmento cultural, em sua grande maioria, respondeu bem à indicação do meu nome. Segundo, tive do governador um compromisso forte de que a cultura será valorizada. Eu acredito que nós, trazendo pessoas para nos ajudar a gerir as políticas culturais do Estado, construindo alianças com entidades e outras secretarias poderemos colocar o Fundo Estadual de Cultura para funcionar e ter um sistema estadual de cultura, montar uma rede para intercambiar informações.

Muitos segmentos culturais aprovaram seu nome para a Agepel, mas algumas pessoas se mostraram ressabiadas, se perguntando qual seu nível de intimidade com a área.

Foram poucas pessoas que levantaram essa questão. A maioria conhece o que nós realizamos na área de cultura, particularmente no Sebrae. O Sebrae de Goiás não tinha nenhum trabalho na área quando chegamos e lá criamos a primeira unidade de cultura do sistema Sebrae em todos os 27 Estados. Esse reconhecimento da maioria dos produtores culturais ao meu nome vem daí. Não é porque sou um artista. Posso até ter sido um menino arteiro, mas não sou artista. Sou historiador e me considero um pesquisador. Não estou aqui para concorrer com nenhum artista. Estou aqui porque a cultura merece uma gestão profissional, moderna, eficiente e participativa. Isso eu sei fazer. Sei lidar com pessoas, programas, resultados, novas tecnologias. Tenho sensibilidade com o segmento cultural. Às pessoas que duvidam, que são céticas, eu peço uma trégua de seis meses. Todo governo democrático merece uma trégua, mesmo que a gente tenha votado em outros, para que as pessoas se estabeleçam, mostrem seus planos, suas intenções. Não estou dizendo que sou melhor. Estou dizendo que consigo gerir a pasta da cultura porque tenho capacidade e formação para isso. E tenho muito trânsito junto ao governador.

Você chega a um governo que rompeu com a administração anterior. Como é receber a Agepel nesse contexto ? Existem pressões para interromper ações da gestão anterior?

Eu já vivi experiências piores. Eu fiz parte do primeiro governo Marconi. A radicalização ali foi bem pior. Quando assumimos em 1999, a coisa ali estava muito conflagrada. Não o governador, mas algumas pessoas do governo na época defendiam até caça às bruxas. Eu nunca entrei nessa onda porque não acredito nisso. Quando você assume uma gestão, é preciso ter os olhos no futuro. Eu não sou, de forma alguma, apegado a picuinhas. Eu não ficaria aqui procurando cabelo em ovo. Minha vontade aqui é virar a página.

Houve, na gestão anterior, mudanças importantes na Lei Goyazes. Você as aprova?

As mudanças não foram feitas nos gabinetes e sim coletivamente. Foram mudanças positivas. O que não significa que ainda não haja mudanças que precisam ser feitas. A maior reivindicação que tenho ouvido é a implementação do Fundo Estadual de Cultura. Esse é um desafio. Sou um otimista e terminaremos a nossa gestão com o Fundo Estadual de Cultura funcionando.

Um fundo com 0,5% ou 1% do orçamento estadual?

Essa questão, hoje, não está bem definida. No debate eleitoral, o senador Marconi assumiu o compromisso de, gradativamente, aumentar a dotação da cultura até chegar a 1%.

O Centro Cultural Oscar Niemeyer terá um grupo de gestão próprio, com a possibilidade de outras unidades também saírem da responsabilidade da Agepel. Essa divisão não pode gerar atritos?

Nasr Chaul foi meu professor, somos antigos amigos. Nós temos uma relação pessoal e política excelente. Acho que ter uma gestão para um espaço como o Oscar Niemeyer é uma medida correta. Não é o filé mignon da política cultural gerir espaços. Não vejo nenhum problema. Pelo contrário. Nesse momento, em que ainda há algumas pendências, com a assinatura até de um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, é interessante que haja esse grupo executivo para que a Agepel possa cuidar das políticas culturais. Vejo isso como uma fase. Não haverá nenhum confronto. Isso não vai gerar dois polos de poder na cultura goiana.

Isso não esvazia a Agepel?

De forma alguma. Pelo contrário. Nesse momento, esse comitê torna mais leve a gestão da Agepel. Quer outro problema que eu passaria agora para o Chaul, se o governador desse o endosso? A questão da estátua do cavalo do Pedro Ludovico. Eu passaria isso ontem!

Problema que vem desde os tempos de Chaul na Agepel.

Sim, vem de muito tempo. É por isso que eu digo que o gestor, muitas vezes, perde muito tempo com questões que, comparadas com a grandeza da política cultural no Estado, são problemas menores, pontuais. Eu sou favorável a vários espaços terem também gestões autônomas. Por exemplo, o Martim Cererê. Eu não tenho nenhuma objeção que estabeleçamos um contrato de gestão com uma Oscip, com prestação de contas, metas a ser atingidas, da maneira mais transparente, para administrar o Martim Cererê. Isso não esvazia a Agepel.

O Fica é o principal evento cultural do Estado. Já surgiram propostas de mudanças em seu modelo de financiamento. Como você encara essa questão?

O Fica deve ter aprovação massacrante da população, mas existem críticos mordazes do evento. Já vieram me defender, inclusive, a extinção do Fica. Queremos reinventar o Fica, renová-lo. Não queremos que ele caia na mesmice. Eu pretendo já neste ano ter um fórum de discussão sobre o festival. Queremos recuperar o glamour do evento, que ficou meio esmaecido nesses últimos anos. Acho que tem de trazer grandes nomes. Todos os grandes festivais levam esses nomes, por que essa visão provinciana de que não podemos trazer? O orçamento do Fica precisa ser repensado. Discutia com o Nasr Chaul que a maior parte dos gastos do Fica na gestão dele vinha da iniciativa privada. Isso mudou. Hoje, o recurso que banca o Fica vem dos cofres públicos. Minha meta é voltar ao que era antes. Envolver o financiamento privado, grandes empresas em seu financiamento.

Desafios para a Agepel

Ao menos por enquanto, Gilvane Felipe, o novo presidente da Agência Cultura Pedro Ludovico (Agepel), pode contar com a boa receptividade dos artistas e produtores culturais goianos. O espaço dado à cultura em sua gestão à frente do Sebrae deixou muito gente otimista com sua atuação à frente do órgão estadual. Embora não seja um artista, é reconhecido por muitos como capaz para o cargo e interessado pessoalmente em cultura e artes. Questões como projetos que tenham continuidade, e não apenas eventos, assim como o cuidado com a interiorização da cultura e o acesso da população aos bens culturais foram as principais demandas citadas pelos entrevistados do POPULAR.

Vera Bicalho, diretora geral da Quasar Cia. de Dança, destaca que o gestor cultural, independentemente da origem, tem de ter "a preocupação em dar fomento em todas as áreas de manifestação cultural". No entanto, ressalta, além de estabelecer programas de incentivo, é preciso estimular a manutenção e a circulação da arte e da cultura.

"Eventos e leis de incentivo à cultura são importantes, claro, mas infelizmente eles não contemplam a amplitude que é a manutenção e a difusão de projetos, seja aqueles que já estão em andamento ou de novos projetos, trabalhos de grupos já estabelecidos ou de iniciantes. É preciso dar valor aos grupos locais."

"Aproximar o povo da cultura." Esta é a principal preocupação de Hélio Moreira, presidente da Academia Goiana de Letras. Para ele, a crença de que a população em geral não aprecia a leitura não procede. "Na verdade o povo não lê porque não tem acesso. Temos um projeto em que crianças da rede pública de ensino são levadas a conhecer a nossa sede e elas adoram, é emocionante ver o interesse delas. Sei que pode parecer restrito, mas se ninguém fizer a sua parte", comenta Hélio Moreira.

Outra questão apontada por ele é a valorização da cultura popular do interior, citando como exemplos a Orquestra de Violeiros de Mineiros e o museu de Itaberaí. "Na gestão anterior a cultura em geral não foi bem contemplada. Desta vez, acho que poderemos manter um diálogo que valorize a cultura goiana. Defender a literatura goiana é prerrogativa nossa, mas não a única."

O dramaturgo, diretor e ator Marcos Fayad está esperançoso quanto ao novo titular da Agepel, elogiando suas credenciais. "O Sebrae nunca contratou ninguém que não fosse bom, então as expectativas com o Gilvane são boas, sim", diz o diretor. Para ele, a missão da Agepel é árdua, pois as demandas culturais em Goiás são tantas que chega a ser difícil apontar as mais urgentes.

Ele destaca, mesmo assim, que dentre os desafios da nova administração um dos principais seria promover mudanças na Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a Lei Goyazes. "Com os recursos obtidos com a lei, a gente consegue montar um espetáculo, apesar das dificuldades, mas não consegue custear uma temporada. Não há como ter continuidade."

Presidente da Associação Brasileira de Documentaristas, seção Goiás, Leandro Cunha argumenta que o novo presidente da Agepel foi um bom administrador do Sebrae. "Espero que ele traga a experiência adquirida lá, na área específica da cultura, para a Agepel." Leandro destacou o interesse do Sebrae no audiovisual, citando iniciativas com o empório realizado durante várias edições do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental de Goiás(Fica).

O Fica, um dos eventos de maior visibilidade da Agepel, ressalta Leandro, é um dos exemplos da política cultural que deve ser mantida, mas ele tem suas ressalvas. "O Fica é muito importante para o desenvolvimento do audiovisual em Goiás, mas aspectos como a produção e a exibição precisam ser tratados com um perfil de continuidade, não só de evento em si."

Considerada um dos focos da música sertaneja do País, Goiânia tornou-se também, desde os anos 90, símbolo do rock alternativo e independente. Fabrício Nobre, um dos criadores da Monstro, produtora cultural responsável por parte considerável da cena roqueira goiana que tem projeção no País e no exterior, defende uma política cultural de "ocupação plena dos espaços culturais existentes".

O uso equilibrado do Fundo Estadual de Cultura e a interiorização da política cultural são outros pontos citados por Fabrício, assim como a repaginação dos eventos oficiais. "Porém, é preciso em primeiro lugar fazer um mapeamento dos eventos e projetos culturais existentes no Estado. A Agepel precisa saber o acontece na área cultural e não só as coisas estabelecidas."

quinta-feira, novembro 25, 2010

MUSEU PEDRO LUDOVICO

De volta às origens
Após receber obras de restauro e revitalização, Museu Pedro Ludovico será reaberto hoje com projeto que amplia o acesso à memória histórica e se aproxima da proposta original


Fechado desde janeiro, o Museu Pedro Ludovico será reaberto hoje, às 20 horas, com apresentações musicais e de dança. O museu funciona na antiga residência da família do fundador de Goiânia, que foi construída no período de 1935 a 1937. Entre as novidades após a reforma, o destaque é o conjunto de 12 novos painéis explicativos com textos e imagens. A casa, que tem decoração típica em estilo art déco, também ganhou reformas como pintura de parede, revitalização do piso e do telhado, além de recuperação do muro - rebaixado para ficar com a fachada mais próxima da construção original - e um novo banheiro externo.

A museóloga Tânia Mendonça explica que a ideia foi manter o projeto original, que transformou a residência em museu no ano de 1987. "Agora a meta foi melhorar as condições de comunicação do museu com a comunidade", enfatiza. Os painéis permitem que o visitante conheça a história do lugar, centrado nas figuras de Pedro Ludovico e Dona Gercina, e nas sagas da transferência da capital da cidade de Goiás para Goiânia. Eles trazem desde informações técnicas da edificação, como estilo e dados arquitetônicos, até informações sobre a ocupação da residência. Em formato 3 x 2 metros, os pôsters foram dispostos em vários ambientes. "O visitante também vai receber um folder explicativo e detalhado", diz Tânia.

Dois documentários passam a ser exibidos no local, que ganhou nova televisão. As produções giram em torno de Pedro Ludovico e Mauro Borges e serão disponibilizadas para pesquisadores e escolas. Os vídeos trazem depoimentos de familiares e de pessoas que trabalharam com Pedro Ludovico, como Irineu Borges Nascimento. Linda Monteiro, presidente da Agepel, destaca os ambientes novos no interior da casa, como a sala com imagens e informações em torno do pioneirismo do trabalho assistencial de Dona Gercina. "Em outro ambiente, painéis ilustram o desenvolvimento de Goiânia e do Estado. Temos ainda um espaço destinado a registros fotográficos e textos sobre Venerando de Freitas Borges, primeiro prefeito da capital", diz Linda Monteiro.
O passeio pelo museu permite uma viagem no tempo à Goiânia dos anos 40 e 50. Além de móveis originais e objetos, que retratam um modo de vida das famílias da época, a prataria é atrativo, bem como as indumentárias preservadas. Entre os pertences de Pedro Ludovico e Dona Gercina estão ternos, chapéus, vestidos, óculos e bolsas. A fachada da casa ganhou pintura na cor ocre, tom que mais se aproxima do projeto original.

Na garagem da residência, a caminhonete que pertenceu a Pedro Ludovico recebeu recuperação de bancos e outros retoques. O veículo, 1974 vermelho, era utilizado para viagens do governador à sua fazenda, a Brasília e ao Rio de Janeiro. Normalmente o carro era pilotado pelo filho Pedro Júnior ou pelo motorista José Cavalcante.

A decoração art déco é um atrativo, bem como peças de mobiliário originais. O quintal amplo, o pomar repleto de árvores frutíferas, a piscina (agora coberta) e o muro baixo com vista para a Rua Gercina Borges Teixeira (Rua 26) são mantidos exatamente da forma como o seu antigo dono deixou ao morrer, em 1979.
Recentemente revitalizada, a biblioteca possui centenas de livros, muitos deles doados pelo ex-governador Mauro Borges Teixeira, filho de Pedro Ludovico. Os documentos, que foram higienizados, catalogados e acondicionados, devem ser digitalizados para integrar a documentação, liberada apenas para pesquisadores.
Pedro Ludovico morou na casa que hoje abriga o museu de 1945 a 1979. Nos períodos em que foi governador e senador, ele transferiu-se com a família para o Palácio das Esmeraldas e, depois, para a cidade do Rio de Janeiro. A casa da Rua 26 foi alugada e, em 1969, recebeu novamente a família, que permaneceu até a morte do patriarca. O imóvel foi desapropriado em 25 de setembro de 1979, por meio da Lei 8.690, que autorizou o Governo de Goiás a desapropriar para implantar o museu, que entrou em funcionamento oito anos depois, em 1987.

Projetos para preservação da memória
O projeto de revitalização da exposição de longa duração do Museu Pedro Ludovico integra as ações de revitalização das mostras de museus estaduais goianos, projeto iniciado no ano passado pela Agência Goiana de Cultura. No caso do Museu Pedro Ludovico, a mudança manteve o projeto original de 1987, que definia a proposta do museu em torno da figura do fundador e da história de Goiás. O tratamento museológico contemplou tanto a preservação da memória de Pedro Ludovico por meio da musealização do acervo deixado pela família (mobília, porcelanas, roupas, cristais), quanto a casa e os seus elementos constitutivos e estilísticos.

O visitante vai conhecer um acervo de documentos textuais produzidos e colecionados ao longo dos 40 anos de vida pública de Pedro Ludovico. O governante é enfocado em diferentes relações: o Pedro Ludovico político, o homem, ele em família e o fundador no processo de mudança da capital da cidade de Goiás para Goiânia. Além das obras de restauro da parte física do museu, o projeto atual contou com um trabalho de pesquisa em fontes bibliográficas diversas, como livros, teses, dissertações e monografias de autores que estudaram a obra do fundador de Goiânia e sua relevância para o Estado de Goiás.

As fontes orais também foram de grande importância para o trabalho, que contou com informações concedidas por pioneiros goianienses, estudiosos, familiares de Pedro Ludovico e profissionais participantes da criação do museu. Maria Dulce Loyola Teixeira, representante da família - ela é nora de Mauro Borges -, também colaborou com a seleção, identificação e seção de imagens, além da indicação de parentes e amigos do casal Pedro Ludovico e Gercina Borges.

O arquiteto Marcílio Lemos explica que os novos painéis inovam com um aspecto de leveza e modernidade. Se antes as imagens eram impressas primeiramente e somente depois adesivadas nos painéis, agora as fotografias tiveram impressão eletrônica e ganharam o acrílico como suporte. "A foto foi impressa diretamente no acrílico transparente, num resultado mais suave", descreve. O arquiteto acrescenta que contar a história do casal Pedro Ludovico e Gercina Borges sempre foi uma façanha que resultou em bastante conteúdo. Para ele, o grande desafio dos painéis temáticos, escolhidos entre cerca de 60 imagens, foi uma distribuição do conjunto pelos ambientes sem que isso interferisse na arquitetura interna da casa.

Evento:Reabertura do Museu Pedro Ludovico
Data:Hoje, às 20 horas
Apresentações artísticas:Bailarinos Fabiane Clemones e Leilson Santos, integrantes do Balé do Estado de Goiás; Tango La Cumparsita - Duo de Flauta e Piano, com Rosana Rodrigues (flauta) e Beatriz Pavan (piano), integrantes da Orquestra de Câmara Goyazes
Fonte: Jornal O POPULAR 25 DE NOVEMBRO 2010.

quarta-feira, julho 28, 2010

Estátua de Pedro 2

Carta do Leitor
28/07/2010 - Jornal O POPULAR

Chego a Goiânia, depois de meses distante, e pelas páginas do POPULAR e nas rodas de amigos fico sabendo da polêmica na cidade acerca do local de implantação da escultura em bronze de Pedro Ludovico sobre um cavalo. De um lado, estão os que defendem a implantação da escultura no Morro da Serrinha, como previa o projeto idealizado há 20 anos, quando a estátua foi encomendada a Neusa Moraes.

Esse projeto buscava fazer referência a um fato histórico, pois foi no Morro da Serrinha, na década de 30, que Pedro, a cavalo, vislumbrou o local da futura capital de Goiás. Do outro lado, estão os que defendem a transferência da escultura para a Praça Cívica.

Diante do debate, me posiciono como arquiteta e urbanista que sou. Meus argumentos giram em torno de questões compositivas e urbanísticas e, consequentemente, questões simbólicas que permeiam qualquer intenção projetual. A Praça Cívica, pela sua configuração e dimensão, não é adequada para receber a escultura com 7 metros de altura, a não ser que o objetivo seja ofuscá-la em meio a outros monumentos que a praça acolhe. Compositivamente, é importante observar que uma figura, para se fazer visível e imponente, precisa ter um fundo neutro, e me parece que a Praça Cívica não cumpre este papel.

Do ponto de vista urbanístico, deve-se avaliar que a possibilidade de levar a estátua à Serrinha pode ser uma oportunidade para revitalizar uma área privilegiada que, há anos, vem sendo mal utilizada e degradada. Obviamente, não se está falando da simples inserção da estátua, mas de associá-la a um mirante, ao parque, ou a outros elementos que animem a Serrinha e que a configurem como um evento urbano.

Simbolicamente, acredito que o estadista moderno montado a cavalo só ficará bem inserido num contexto histórico que explique o fato e não no centro cívico da cidade, símbolo maior de modernidade e urbanidade. A modernidade de Ludovico se vincula mais à linguagem art déco, que fazia referência mais ao aerodinamismo das máquinas do que ao do lombo de um cavalo.

ANA ELÍSIA DA COSTA

Goiânia – GO

domingo, maio 09, 2010

FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA

Se você sempre teve vontade de fazer e nunca fez, faça agora, vamos nessa! Cultura sempre!

MOBILIZAÇÃO SUPRAPARTIDÁRIA PARA O FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA

Estamos mobilizando toda a classe artística de Goiás e a sociedade para retomar as
atividades do Fórum Permanente de Cultura com o objetivo de publicar um manifesto
em defesa da cultura e estabelecer uma pauta de reivindicações para intervir junto aos
poderes constituídos e no processo eleitoral de 2010.

O Fórum Permanente de Cultura é um movimento que surgiu em Goiânia no final dos
anos 90 e teve como principal resultado de luta a aprovação das leis de incentivo a
cultura em Goiânia e em Goiás. À época, o movimento se reunia todas as terças-feiras
no Centro Cultural Martim Cererê onde planejava ações políticas e exercia o debate
permanente em defesa da cultura.

É hora de retomada. Nosso objetivo agora é defender a cultura como política pública
prioritária, publicando um manifesto em defesa dos trabalhadores da cultura e da arte
e apresentando nossa pauta de reivindicações junto aos poderes constituídos e para o
processo eleitoral de 2010.

SUGESTÃO DE PAUTA DEFINIDA NA COMISSÃO PROVISÓRIA DE MOBILIZAÇÃO
REUNIDA EM 02 DE MAIO DE 2010, NA VERBOCERRADO COMUNICAÇÃO.

1) POR MAIS VERBAS PRA CULTURA; AUMENTO DO FUNDO DE CULTURA
PARA UM PATAMAR DIGNO NOS PODERES MUNICIPAL, ESTADUAL E
FEDERAL.

2) PELA OCUPAÇÃO PLENA E URGENTE DOS ESPAÇOS PÚBLICOS
DESTINADOS A ATIVIDADES CULTURAIS COM AÇÕES FINANCIADAS
PELOS PODERES PÚBLICOS E OFERTADAS À SOCIEDADE.

3) PELA REVITALIZAÇÃO E OCUPAÇÕA PLENA DE TODOS OS ESPAÇOS
PÚBLICOS DE CULTURA EM CONDIÇÕES DE ABANDONO.

4) PELA INTERIORIZAÇÃO DA CULTURA COMO FORMA DE PROMOVER O
ACESSO AO CONHECIMENTO E GARANTIR O DIREITO A MANIFESTAÇÃO
ARTÍSTICA EM BAIRROS, ORGANIZAÇÕES COMUNITÁRIAS E TODAS AS
PEQUENAS CIDADES DO NOSSO ESTADO E DO NOSSO PAÍS.

REUNIÃO DE INSTALAÇÃO DO FÓRUM

SEGUNDA FEIRA, DIA 10 DE MAIO, ÀS 19 HORAS,
NO IFG (ANTIGO CEFET , ANTIGA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE GOIÁS, AO LADO DO MUTIRAMA.

quarta-feira, maio 05, 2010

SEMANA DE MUSEUS EM GOIÁS

Goiânia, 5 de maio de 2010

Prezado(a) Colega

Vimos informar sobre a programação da Semana de Museus do Estado de Goiás e sobre o adiamento da oficina Gestão e Documentação de Acervos que estava programada para a cidade de Goiânia. Devido a ajustes de agenda com o IBRAM, parceiro na realização nas ações de capacitação em todo o país, a oficina deverá ser realizada ainda neste semestre em data a ser definida e informada ao(a) senhor(a).

Informamos ainda que a outra oficina Museu Memória e Cidadania programada para o Estado de Goiás para o mês de maio está confirmada e acontecerá na cidade de Jataí, nos dias 19, 20 e 21 deste mês. As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas através do telefone do Museu Histórico de Jataí (64) 3632-4049 ou pelo email museuhistoricojatai@gmail.com.

Além da oficina em Jataí, dezenas de outras atividades estão programadas para a Semana de Museus 2010 nos diversos museus privados e públicos estaduais, federais e municipais de Goiás conforme a programação que encaminhamos abaixo. Participe!
Atenciosamente

Tânia Mendonça
Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico
Coordenação de Museus da Agepel

Confira a programação:

CIDADE DE BRITÂNIA

MUSEU DE ARTE - MABRI
Avenida Perimetral, s/n – Orla do Lago dos Tigres - Centro
britaniaprefa@hotmail.com Tel:(62) 3383-1461 (62) 8468-7456
01/06/2010 a 30/06/2010 - 08h às 17h
Exposição Fotográfica sobre a história de Britânia.

GOIÂNIA

CENTRO CULTURAL JESCO PUTTKAMER/PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS
AV. T-3, 1732 – Setor Bueno
centroculturalucg@hotmail.com Tel:(62) 3251-0721
17/05/2010 a 22/05/2010 - 08h às 18h
Exposição – Diálogos Interculturais: Conhecimento e Tecnologia - “BUTUO BDÈÈRYSYNA: conhecimento e interculturalidade”
17/05/2010 a 18/05/2010 - 09h às 11h
Oficina - Teatro de Bonecos: conhecendo o passado através dos objetos (para crianças de 4 a 10 anos de idade)
19/05/2010 - 15h às 17h
Oficina - Teatro de Bonecos: conhecendo o passado através dos objetos (para crianças de 4 a 10 anos de idade)
19/05/2010 a 20/05/2010 - 09h às 11h
Oficina - Cerâmica: manuseando a argila com técnicas utilizadas na pré-história
20/05/2010 - 15h às 17h
Oficina - Cerâmica: manuseando a argila com técnicas utilizadas na pré-história
21/05/2010 a 22/05/2010 - 09h às 11h
Oficina - Arte Rupestre: conhecendo as manifestações artísticas do homem pré-histórico

COORDENAÇÃO DE MUSEUS DA AGEPEL
Rua 82 1º Andar, 400 – Setor Sul
sistemademuseus@agepel.go.gov.br Tel:(62) 3201-5132 (62) 3201-5126
17/05/2010 – 10 horas
Abertura Oficial da Semana de Museus da Agepel
Local: Sala Multimeios do Museu da Imagem e do Som
Praça Cívica nº 2 Centro – 2º Andar

MUSEU ANTROPOLÓGICO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
AV. Universitária, 1166 – Praça Universitária – Setor Universitário
museu@museu.ufg.br Tel:(62) 3209-6010 (62) 3209-6375
18/05/2010 - 09h às 11h
Conferência Museus para a Harmonia Social, com
a Profa. Manuelina Maria Duarte Cândido/FCS/UFG
18/05/2010 - 14h às 21h30
Visita guiada à exposição de longa duração Lavras e Louvores

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE GOIÁS/AGEPEL
Praça Cívica nº 2 - CENTRO
contato@mis.go.gov.br Tel:(62) 3201-4658 (62) 3201-4681
17/05/2010 – 10 horas
Ato de assinatura do termo de doação do acervo Samuel Costa
Local: Sala Multimeios do MISIGO– 2° andar
17/05/2010 – 18:30 h às 20h
Palestra “Alois Feichtenberger - vida e obra” proferida pelo historiador Guilherme Talarico
Local: Cine Cultura - Sala Eduardo Benfica
18/05/2010 a 23/05/2010 - 09h às 17h
Visita monitorada à exposição Mulheres Ritos e Retratos
Local: Sala de Eventos do MIS|GO
17/05/2010 e 18/05/2010 – 08 às 16 h
Sessão de Treinamento Técnico: “Digitalização de fotografias em equipamento modelo Scan Maker i900 Microtec”/ Ministrante: museólogo e fotógrafo Márcio Ferreira, colaborador do Centro de Conservação da Funarte - Rio de Janeiro.
Local: Estação de Trabalho nº 1 do MIS|GO

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA/AGEPEL
Rua 4, 515 - Edifício Parthenon Center Sobreloja – Setor Central
museugo@yahoo.com.br Tel:(62) 3201-4695 (62) 3201-4686
05/03/2010 a 17/12/2010 - 09h às 17h
Visita Monitorada às Exposições do Acervo
Local: Salas de Exposição do Museu de Arte Contemporânea/Agepel

MUSEU ZOROASTRO ARTIAGA
Praça Cívica, nº 13 – Setor Central
museuzoroastroartiaga@agepel.go.gov.br Tel:(62) 3201-4676/ 3201-4676
17/05/2010 a 31/07/2010 - 10h às 17 h
Exposição sobre o momento da Constituinte de 1988 com ilustração do cartunista Jorge Braga

CIDADE DE GOIÁS

MEMORIAL PAULO BERTRAN-INSTITUTO BERTRAN FLEURY
Rua Padre Arnaldo, S/N - Centro
gracafleury@escolapiaget.com.br Tel:(62) 3371-1667
18/05/2010 a 21/05/2010 - 19h30 às 21h30
Concurso com os alunos do Colégio Estadual Alcides Jubé para um ensaio sobre o tema harmonia social na obra poética de Paulo Betran.
Exposição e palestra sobre o resgate das tecedeiras na cidade de Goiás.

MUSEU DAS BANDEIRAS
Praça Brasil Ramos Caiado, SN – Setor Central
muban@iphan.gov.br Tel:(62) 3371-1087
14/05/2010 a 15/05/2010 09h às 17h
Oficina - Harmonizando o social - o profissional de museus como agente ativo no processo de conservação preventiva de acervos museológicos.
Local: Pátio e Salão de Eventos
17/05/2010 a 18/05/2010 19h às 20h30
Palestra -“Harmonia e Conflito - o objeto museal como representação social“ - palestra com a Dra.Maria das Graças Teixeira, professora da UFBA.
Local: Salão de eventos
18/05/2010 a 31/05/2010 20h às 14h
Exposição Temporária “Rondon - um bandeirante contemporâneo em busca da harmonia social”
Local: Salão Vintém de Cobre/Museu das Bandeiras

MUSEU PALÁCIO CONDE DOS ARCOS
Praça Tasso Camargo, N° 1 – Setor Central
palaciocondedosarcos@agepel.go.gov.br Tel:(62) 3371-1200
18/05/2010 a 18/06/2010 09h às 17h
Visitas Monitoradas à exposição de longa duração do
Museu Palácio Conde dos Arcos


CIDADE DE JATAÍ

MEMORIAL JK - JATAÍ
Alameda das Primaveras, S/N - Parque Ecológico JK - Centro
mjk-jatai@hotmail.com Tel:(64) 3632-4137 (64) 3632-4037
17/05/2010 a 19/05/2010 - 09h às 17h
Exposição “55 anos do 1º comício de JK à Presidência em Jataí”.Homenagem aos pioneiros jataienses.
17/05/2010 a 19/05/2010 - 09h às 17h
Exibição de vídeos documentais sobre a trajetória política de Juscelino Kubitschek


MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA/JATAÍ
Rua Castro Alves, 468 - Centro
macjatai@gmail.com Tel:(64) 3632-4048
17/05/2010 - 19h às 21h
Palestra - Arte Contemporânea - com o Júri de seleção e Premiação do 9º Salão Nacional de Arte
19/05/2010 a 28/08/2010 - 20h às 22h30h
Exposição - 9º Salão Nacional de Arte - Jataí - GO
22/05/2010 - 09h às 16h
Oficina Criança Faz Arte - o MAC sob o olhar construtivista das crianças - desenho com interferência

MUSEU HISTÓRICO DE JATAÍ FRANCISCO HONÓRIO DE CAMPOS
Rua José Manoel Vilela, 286 - Centro
museuhistoricojatai@gmail.com Tel:(64) 3632-4049
18/05/2010 - 19h às 21h
Apresentação da Escola Municipal de Música de Jataí
18/05/2010 - 19h30 às 22h
Coquetel de comemoração do 16º aniversário do Museu e lançamento da XII edição do Boletim Informativo do Museu
18/05/2010 - 19h às 21h
Abertura das Exposições: “Infância sem Terra” e “Arte da Liberdade”.
19/05/2010 a 21/05/2010 09h às 12h
Mini-Curso - Museu, Memória e Cidadania - IBRAM
22/05/2010 09h às 11h30
Oficina de pintura para crianças com o artista plástico Ley Silva

CIDADE DE PORANGATU

MUSEU ÂNGELO ROSA DE MOURA
Av. Tiradentes, S/N esquina com Rua Pedro Ludovico – Nossa Senhora da Piedade
diretoriacultural@hotmail.com Tel:(62) 3362-5042 (62) 3362-5095
19/05/2010 - 20h
Abertura Oficial - Apresentação da Banda Municipal, apresentação dos integrantes da Associação Amigos do Museu Ângelo Rosa (AAMAR), abertura das exposições e coquetel.
19/05/2010 a 22/05/2010 - 09h às 17h
Exposição do Acervo Permanente
Exposição de Arte Sacra - Artista Plástico: Lauriston
20/05/2010 - 08h às 09h30
Palestra “Um olhar sobre o Descoberto” - Historiadora: Tatiane Costa e Silva.
20/05/2010 - 09h30
Visita guiada ao Patrimônio Histórico - Profa.Maria de Jesus

CIDADE DE SERRANÓPOLIS

MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL SERRA DO CAFEZAL
Rua Esperidião Quadra 114, Lote 08, Setor Rodoviário
museuserra@hotmail.com Tel:(64) 3668-1114 (64) 9695-3104
17/05/2010 19h30 às 21h
Apresentação da Companhia de Teatro Institucional ”Balaio de Baco” - Projeto: ”Olhando de Perto” de Luciana Mauren
Local: Auditório do Museu
20/05/2010 20h30 às 22h
Quinta Cultural - SARAU com diversas manifestações artísticas
Local: Auditório do Museu
20/06/2010 20h às 22h
Exposição de Fotografias de Roosevelt Vilela - fotografias inéditas realizadas em 1995, no período da escavação do “Homem da Serra do Cafezal“.
20/05/2010 18h30 às 19h30
Inauguração do Museu
Reestruturação do espaço físico do Museu
20/05/2010 19h30 às 20h30
Palestra - “Integração da Comunidade em Projeto Museológico” com a museóloga do IBRAM e Diretora do Museu das Bandeiras - Girlene Chagas
Bulhões
Local: Auditório do Museu
21/05/2010 21h às 22h
Manifestações Artísticas
Local: Auditório do Museu
21/05/2010 19h30 às 21h
Palestra “Harmonia Social através da experiência da Fundação Casa Grande - Homem do Cariri” - Goiás
Local: Auditório do Museu
21/05/2010 09h às 11h
Visita monitorada ao Museu.
23/05/2010 07h às 14h
Expedição Carro de Boi em uma fazenda histórica do Município de Serranópolis – Integração Social da Comunidade.
Local: Fazenda Histórica

CIDADE DE URUAÇU

MEMORIAL SERRA DA MESA
Avenida Generosa F de Carvalho, S/N - Loteamento Lago Sereno - Margens do Lago de Serra da Mesa
memorialserradamesa@gmail.com Tel:(62) 8104-5945 (84) 3349-23
17/05/2010 de 08h às 12h
Palestra - Dr. Rodrigo Gabriel sobre a importância do museu na região de Serra da Mesa
17/05/2010 de 14h às 17h
Exposição Fotográfica - “Terra Avá Canoeiro”
18/05/2010 de 14h às 17h
Exposição - Artesanato da Região de Serra da Mesa (9 artesãos)
19/05/2010 - 08h às 10h
Visitas Monitoradas - Passeio filosófico com padre filosófo Agamenilton
19/05/2010 - 10h às 12h
Mostra de vídeo - Folclore de Serra da Mesa
19/05/2010 - 14h a 17h
Exposição Indígena Timbira
20/05/2010 - 08h às 12h
Oficinas - Monitoria, estudo de público com o prof. Altair Sales Barbosa
20/05/2010 - 14h às 18h
Mostra de Animais Taxidermados
Oficina demonstrativa da taxidermia
21/05/2010 - 08h às 12h
Exposição - Trabalhos de História das escolas municipais de Funil, Água Branca e Matão
21/05/2010 - 14h às 18h
Exposição e lançamento de livros de autores da região de Serra da Mesa Músicas típicas da região

domingo, novembro 29, 2009

Seminário Segurança em Museus: um olhar multidisciplinar

Grupo da Oficina 1 - Avaliação de Riscos
Aconteceu em São Paulo o Seminário Segurança em Museus: um olhar multidisciplinar, entre os dias 23 a 27 de novembro de 2009.


Proposto com o objetivo de ampliar a discussão sobre a segurança em museus, a partir de diferentes enfoques e experiências, contribuindo na formação dos profissionais que lidam com o patrimônio cultural no Brasil, contou com a participação de representantes do museus de diversos estados brasileiros. De Goiás estavamos presentes Henrique de Freitas, diretor do Museu Goiano Prof. Zoroastro Artiaga e eu, da Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico da AGEPEL.

A proposta do ICOM adotou ainda como estratégia incluir na programação profissionais da área da segurança pública, da justiça, dos museus, arquivos e bibliotecas de forma a enriquecer a discussão do tema e proporcionar uma visão multidisciplinar da questão da segurança em museus.

No primeiro dia duas falas, penso que se destacaram, a primeira da Bernice Murphy, sobre ética e em especial referindo-se a ética nas aquisições e a do juiz Fausto De Sanctis, que demonstra o importante papel do judiciário, sempre tão moroso e caprichoso, no entendimento das questões que envolvem o tráfico, lavagem de dinheiro, usando bens culturais, e ainda a sua exemplar atuação.

No segundo dia a mesa-redonda "Os diversos olhares sobre a segurança do patrimônio museológico" reuniu representantes do MPF, PF/INTERPOL, Receita Federal, MPE - SP e a brilhante atuação do MPE-MG marcou o debate. Todavia tornou-se evidente a falta de preparo das instituições, para atuarem no combate ao tráfico ilícito de bens culturais. Entretanto, o Estado de Minas Gerais demonstrou que o MPE tem obrigação de fiscalizar, e no caso de MG o faz, o que não significa que em outros estados, os MPEs atuem com a mesma compreenção quando se trata de bens culturais. E vamos relembrar o caso do Zoológico de Goiânia, as denúncias surgiram em 2005, e só em 2009, pressionados pela imprensa e pela população, houve alguma ação, e quanto ao patrimônio cultural? A única noticia que se tem de uma ação data da época de Sullivan Silvestre.

No terceiro dia a mesa-redonda "Ações positivas para a proteção patrimônio cultural" contou com a participação Vitor Manoel Marques da Fonseca do Arquivo Nacional - RJ, de Marcelo Araújo da Pinacoteca do Estado, de Teodora Carneiro do Comitê Paulista do Escudo Azul e ainda de Leonor Sá do Museu Judiciário de Portugal.
O projeto Igreja Segura - Igreja Aberta, apresentado por Leonar Sá demonstra a segurança (registro, catalogação e outros) como fator importante para que as igrejas, principais vítimas de furtos, possam permancer abertas.
O IEPHA publicou uma entrevista excelente com Leonor Sá e vale a leitura http://www.iepha.mg.gov.br/noticias/655-iephamg-entrevista-leonor-sa

Além do seminário aconteceram três oficinas simultâneas entre os dias 24 e 26 de novembro:
Oficina 1 - Avaliação de Riscos.
Ministrada, em espanhol, por Carmen Rallo - Ministério da Cultura da Espanha-, Marta Hernández - Museo Del Prado-, e Encanarción Hidalgo - Museo de América -, ensinaram como elaborar um plano de proteção para os acervos dos museus.

Oficina 2 - Legislação sobre patrimônio cultural e combate ao tráfico ilicito de bens culturais.
Ministrada por Ana Cristina Bandeira Lins(MPF-SP), Célia Corsino(Museu de Artes e Ofícios -MG), Claudia Lage(MPF), Antônio Fernando B. dos Santos (IPHAN-MG), Daury de Paula Júnior(Justiça do Meio Ambiente de Santos-SP), Eduardo Nocetti Horns(6º Grupamento de Bombeiros - SP).

Oficina 3 - Conservação preventiva com enfoque na segurança em museus, instituições afins e coleções particulares(reserva técnica, exposição, catalogação, conservação e segurança).
A oficina contou com vários ministrantes e foi coordenada pelo Grupo Patrimônio & Proteção.

Maiores informações no site do www.icom.org.br O evento foi transmitido ao vivo pelo pessoal do FÓRUM PERMANENTE www.forumpermanente.org

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Neusa Moraes e Martim Cererê

No jornal O SUCESSO a coluna OLHO NA CIDADE informa que:
"Monumento (1)
Linda Monteiro, presidente da Agepel, manda notícia boa a esta coluna: “O governador Alcides autorizou o restante do pagamento para a empresa paulista responsável pela fusão do monumento a Pedro Ludovico, de autoria da artista plástica Neusa Moraes.”

Monumento (2)
Ela diz mais: “A estátua deverá chegar em breve a Goiânia. Assim ficará faltando apenas a definição do local para a instalação da obra.” Isso, segundo Linda, virá de acerto entre ela e o prefeito Iris Rezende.

Cererê
As instalações do Centro Cultural Martim Cererê estão muito precárias. Preocupados com isso, os selos Fósforo Records e Monstro Discos promovem dia 8 um showzaço de rock. A renda será destinada à reforma do prédio. "


Neusa esteja onde estiver está certamente dando pulos de alegria, nenhum artista gosta de ver e saber que relegaram o seu trabalho ao esquecimento.

E sobre o CERERÊ pelo visto vai acontecer uma ótima parceria entre o rock goiano e o Centro Cultural que é considerado como possuidor de dois teatros com ótima acústica. Espaço fundamental para a música e o teatro goiano.

Dá para concluir que nem só de conferências fraudadas e voto de marmita vive a cultura goiana, que é fundamentalmente isso ai, solidariedade e inteligência. E muito, mas muito talento.

sábado, abril 14, 2007

Boas vindas à Linda.

O encontro do Fórum Permanente de Cultura e a presidenta da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico - AGEPEL, não poderia ter sido melhor. Linda Monteiro ouviu atentamente o discurso de apresentação e de boas vindas preparado pelo Fórum, e surpreendeu comentando em sua fala todos os pontos apresentados, manifestando sua concordância com quase todos. E dentre eles a da realização de concurso público para contratação de servidores ( a AGEPEL recentemente passou por um processo de “apagão “ por ausência de servidores de carreira) e a regulamentação do Fundo Estadual de Cultura. Não fez promessas.

O Fórum Permanente de Cultura espera que parcerias sejam estabelecidas e pretende ainda, com essa ação propor que os debates, que acontecem as 3ª feira, às 19 horas, no Centro Cultura Martim Cererê, sejam subsídios para a elaboração e implementação de políticas públicas para Cultura.

De uma simplicidade sem tamanho, Linda Monteiro improvisou um “gabinete” em um canto do teatro, onde conversou com todas as tribos presentes ao encontro, ouviu, sugeriu, questionou e com certeza agradou. Palmas para ela!

No blog ENTREATOS um relato mais abrangente: http://entreatos.blogspot.com/2007/04/bem-vinda-linda.html

terça-feira, abril 10, 2007

FORUM PERMANENTE DE CULTURA

FÓRUM DE CULTURA SE ENCONTRA COM PRESIDENTA DA AGEPEL

Na próxima quarta, dia 11 de abril, o Fórum Permanente de Cultura se apresenta oficialmente à presidenta da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), Linda Monteiro. A reunião está marcada para o Centro Cultural Martim Cererê, às 20 horas. Na ocasião, será apresentada à gestora uma carta com sugestões de programas de trabalho. Além disso, Linda será presenteada com um kit com a produção de todas as entidades participantes. O Fórum tem como objetivo abrir espaço para debates entre as entidades que representam diversos segmentos da cultura goiana. Todos segmentos têm representantes no Fórum: das artes visuais, passando pela música, dança, teatro e produções audiovisuais feitas no estado têm voz ativa no Fórum.
A realização desse ato visa estabelecer uma parceria para sensibilizar a sociedade e o poder público sobre a importância de se escutar os fazedores de cultura no processo de debate sobre políticas públicas para a Cultura. A união entre o gestor e o segmento organizado dará maior impulso para a concretização de novas idéias e projetos de incentivo à cultura em Goiás.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Obras de Pablo Picasso já estão em Goiânia


O Popular - Rogério Borges

Uma boa mão de tinta nas paredes, um reparo com argamassa aqui, outro ali, um rápido conserto em uma eventual goteira. Quem chega hoje ao Museu de Arte Contemporânea de Goiânia, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, vai se deparar com pintores e marceneiros dando os últimos retoques no local que vai abrigar a mais importante exposição de artes plásticas que a cidade já recebeu.


A mostra Picasso: Paixão e Erotismo, que tem a curadoria de Fábio Magalhães e será aberta ao público, dentro das atividades do Circuito Cultural Banco do Brasil, dia 28, traz à cidade 89 gravuras do espanhol Pablo Picasso, um dos grandes da pintura mundial de todos os tempos. As valiosas peças chegaram a Goiânia em plena terça-feira de carnaval, vindas de uma reserva técnica em São Paulo, onde estavam armazenadas.


Descarregadas, as gravuras foram guardadas nas galerias anexas ao museu. O transporte do material foi mantido em sigilo, como rezam os contratos assinados entre os promotores da exposição e os detentores dos direitos sobre as gravuras. O MAC também ganhou um sistema de segurança extra até 11 de março, quando a mostra será encerrada. Uma equipe de guardas vai vigiar o museu, que não conta com esquema de segurança mais rígido. Todas as obras estão seguradas.


Na verdade, a exposição das gravuras de Picasso não é uma atividade do MAC. O museu apenas cedeu o espaço físico. Os responsáveis pela montagem dos trabalhos dizem que o diretor do Centro Oscar Niemeyer, Marcílio Lemos, está dando todo o apoio logístico ao trabalho. O projeto arquitetônico-museológico, concebido por Pedro Mendes da Rocha, filho do famoso arquiteto Paulo Mendes da Rocha, prevê o aproveitamento do mezanino do museu, que teve paredes pintadas de branco e vermelho.


Na rampa que dá acesso ao andar superior, haverá um grande painel com a cronologia de Pablo Picasso. Textos do curador Fábio Magalhães e também do Banco do Brasil explicarão ao público detalhes da exposição. No primeiro piso do museu serão expostos trabalhos do artista plástico mineiro radicado em Goiás Fernando Thommen.


Detalhes

Outros detalhes técnicos precisaram ser providenciados para que o MAC pudesse abrigar a mostra. Houve uma intervenção na iluminação do recinto, para que ela se adequasse às normas internacionais para esse tipo de mostra.


As gravuras, que são feitas em papel, são bastante vulneráveis em relação às condições do ambiente. Sobre elas só podem incidir 60 lux (medida da intensidade da luz). Por essa razão, o público vai encontrar uma mostra que terá como característica uma certa penumbra. A temperatura também é controlada, devendo ficar em 22 graus Celsius, e a umidade precisa estar em aproximadamente 50%.


Em Goiânia, que tem um clima seco, foi necessária a umidificação do museu. São minúcias sem os quais a mostra não pode ser realizada. A equipe que veio montá-la, precavida, trouxe junto material para fazer as adaptações necessárias no espaço, chamadas polidamente de “deficiências totalmente supríveis.”


Esta semana, os trabalhos estão sendo submetidos aos laudos técnicos, em que a exposição é registrada no histórico de cada obra e são conferidas suas condições de preservação. Tudo isso é documentado e remetido ao dono das gravuras, o colecionador italiano Pier Paolo Cimatti, um amante das artes que vive em Milão e é dono da editora Torcular, especializada em livros de arte e edição de catálogos, principalmente na reprodução de gravuras de renomados artistas europeus. Cimatti tem uma significativa coleção particular que, além de Picasso, inclui obras De Chirico e Max Ernst.


Ele cedeu as gravuras para a exposição itinerante, que já passou por Belém (PA), Brasília (DF), Teresina (PI), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). Ao todo, mais de 100 mil pessoas já puderam apreciar as gravuras de Picasso no País dentro do Circuito Cultural Banco do Brasil.


Os organizadores não parecem preocupados com os problemas que tiveram de resolver em Goiânia. Eles afirmam que museus em que atividades são promovidas há mais tempo, como os de Curitiba e Belo Horizonte, por onde a mostra passou, é menor o número de adaptações. Portanto, eles vêem com naturalidade o fato de um museu recém-inaugurado, como a atual sede do MAC, precisar de retoques para exposições desse porte. Em relação ao público, eles acreditam que haverá grande interesse, a exemplo do que ocorreu nas outras cidades em que os trabalhos estiveram.


Essa mostra seria apresentada em Goiânia no final do ano passado e as obras chegaram a estar na cidade, mas, num episódio que até hoje não foi devidamente esclarecido, as gravuras foram reembarcadas e rumaram para Brasília. Na época, alegou-se que havia problemas de agenda, mas nos bastidores circularam versões de que o adiamento deveu-se a discordâncias políticas entre o governo federal, do PT, e o estadual, apoiado pelo PSDB. Na época, as duas legendas se enfrentavam nas urnas na eleição presidencial. 21/02/2007
Fotografia: Deolinda