"A Danação do objeto" é o título de um livro de autoria de Francisco Régis Lopes Ramos, e o sobre o livro, Mário Chagas, museólogo, escreve "...É preciso fiar. É preciso saber lidar com os fios de sentidos e significados de imagens e palavras para construir tecidos narrativos, para não ser devorado por idéias, palavras e imagens. ...Ele(Régis Lopes) parece saber fazer muito bem. Ele sabe que os objetos - e os museus, por extensão - são danados e devoradores." Bom, não é?
Danação pode ter o sentido de fúria ou raiva ou ainda como condenação às penas eternas, balburdia, confusão, trapalhada ...
Outro dia, me enviaram o texto de um escritor local (escritor local em Goiânia, quase sempre significa, aquele escritor que coloca sua pena à serviço de quem lhe paga, aquele tipo sem nenhum caráter), onde afirma que um fulano aqui do sertão estaria deolindando. O que fez o tal fulano? Denunciou publicamente os desmandos frente à administração pública goianiense.
Então anotem: deolindando = é o ato de denunciar os ímprobos e os plagiadores na administração pública goianiense.
Gostaram? Eu adorei, não sabia que tinha criado um estilo.
As páginas dos cadernos de cultura dos jornais locais tornar-se-ão colunas policiais, antes tarde do que nunca, não acham?