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quinta-feira, setembro 18, 2008

FANTASMINHA CAMARADA

O bom de Goiânia é que as pessoas são apaixonadas, com esse modo meio sertanejo de ser, diria que até mesmo brega chique, daqueles que choram lagrimas infinitas, agradecidos aos galhos ornamentais distribuídos com muita generosidade musical.

Goiânia é uma cidade que quer ser metrópole, metida a ser melhor em tudo, doce ilusão. Há 20 anos era uma outra cidade, e hoje, decadente assiste impassível a morte de seus jovens nas mãos de grupos de extermínio, transporte urbano e um trânsito que não fica devendo nada para as verdadeiras metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, todavia, está muito mais para Duque de Caxias e o Bairro Centenário. Se não tem Funk, tem CarnaGoiânia, quer mais ou já está bão?

Mas vamos a coisas mais amenas... No post anterior comentei sobre o novo verbete do Aurélio “Deolindar” e imaginem que o autor do texto que propõe o novo verbete é um FANTASMINHA CAMARADA da SECULT. Uma pena, por que estava levando a sério a proposta do novo verbete.

Devo dizer em defesa do Fantasminha que em 24 anos de serviço público, quando assumi a nobre função de Restauradora do Museu de Arte de Goiânia, por concurso público, diga-se de passagem, o dito cujo Fantasminha Camarada já ali estava, membro do Conselho Municipal de Cultura e já se noticiava a sua nobre participação no famoso chá da 17 horas do Conselho Municipal de Cultura. Já nessa época, a pena esferográfica do Fantasminha Camarada já prestava os seus serviços de lambe saco e afaga egos.

Essa que é a verdadeira profissão do escritor Fantasminha Camarada goianiense.

Para o deleite de alguns e a ira de outras, abaixo na íntegra a ótima declaração de voto e apreço pelo Fantasminha Camarada do escritor, cineasta, multimídia PX Silveira. E claro, depois a declaração apaixonada do Fantasminha Camarada “PX, brilho de purpurina” que gerou toda essa celeuma.

Eh, mundão, nada supera Goiânia!

http://www.dm.com.br/impresso/7622/opiniao/49807,mais_um_motivo_para_votar_em_iris_rezende
Mais um motivo para votar em Íris Rezende

Px da SilveiraPX Silveira é executivo do Instituto Arte Cidadania

A gente anda tão desacostumado com o trato da coisa pública pelos homens ditos públicos que, quando surge alguém fazendo as coisas como deve ser, tecemos elogios e ficamos agradecidos.

Dando graças a deus, esquecemos que trabalhar não é virtude do gestor político, mas seu dever.Sou daqueles que acreditam que só pode ser um representante do povo quem por ele deseja e consegue trabalhar.

Do contrário, o melhor é o tal representante arrumar a trouxa e ir para casa.É por isso que temos vários motivos para votar em Iris Rezende. Mas bem que poderíamos ter mais um, que a gente sempre almeja por mais e queremos sempre ver as coisas melhorando. A começar pelo quintal da cultura, essa área de formadores de opinião que tanto podem fazer pela sociedade.Eu votaria ainda mais em Iris Rezende se ele assumisse o compromisso de acabar de vez com os funcionários-fantasmas na Secretaria Municipal da Cultura que, como muita gente sabe mas não diz, está repleta deles. Sei que não haverá de ser somente na pasta da Cultura que grassam estes tipos daninhos, mas me parece que lá a coisa é mais descarada, passa dos limites do aceitável; pois no poder público municipal ou estadual, em geral, um fantasminha aqui ou ali é coisa dada como natural.

Sei também que não é uma boa hora para falar de funcionários-fantasmas. Nesta altura do calendário político, tem muita gente que se livra do trabalho para bater pé em busca do eleitor, com o beneplácito do chefe, que até incentiva esse tipo de fantasmagoria, desde que seja partidária ou, como também acontece na cultura municipal, em benefício próprio, quando este se candidata.

Falemos então dos fantasmas permanentes, não dos sazonais, mas daqueles do ano inteiro. Podemos falar muito e sem esforço algum destes senhores que sabem se esgueirar como o vento, amantes do contracheque integral no fim do mês.Foi pela seção de cartas deste jornal que chegou-me a informação de que na Secretaria Municipal de Cultura tem fantasma graúdo.

A coisa chegou a tal ponto que lá têm fantasmas tratados em regime de engorda, barrigudos como carrapatos atrás da orelha do animal, onde (quase) nenhum movimento os fazem sair de onde estão. Já é fantasma de carreira, contabilizado no plano de cargos e salários com rendimentos papáveis e reais que lhe são tributados todo mês, incorporando a seu bolso leviano todos os benefícios decorrentes do anos e anos que tem assombrado aquela casa da cultura.É, na verdade, um fantasma brasileiro, feliz e poeta no seu ofício de ser bonachão com os recursos do povo que se lhe encorpam as banhas.

Um retrato desse, emoldurado na parede que separa o povo das alcovas, torna amargo o gosto da fé pública. É uma praga que medra na amizade com seus chefes e que se agarra indefinidamente aos muros internos daquela casa que deveria servir de exemplo para todas as outras.

Mais que um dano municipal, a fantasmagoria pública é um passo falso da nação, dando razão a Mário de Andrade, que bem declarava já na década de 40, que são eles, os funcionários públicos fantasmas, “as saúvas do Brasil”. E até hoje, mesmo com formicidas mais eficientes, ainda estamos à mercê desta pouca vergonha, muita vezes cometidas por pessoas próximas a nós.

Para se ter uma idéia do que são e podem esses senhores da neblina, tem desses que, com os proventos de suas fantasmices, fincaram pensão nas praias nordestinas. E que, para completar, fazem tão pouco caso do suor do contribuinte que recebem duplamente da mesma fonte pública pagadora: uma vez por ser fantasma de direto adquirido (sic), e outra por ser membro do conselho da mesma pasta, recebendo jetons por suas reuniões.

É claro, fantasma que se preza não pode nunca deixar de receber os seus, sem dar nada em troca, mesmo quando tem seus livros de poesia pagos e publicados pela mesma casa-da-mãe-joana cultural, que seus escritos, infelizmente, nada têm a nos acrescentar.

E o secretário municipal de Cultura, tirando ouro do nariz, faz vista grossa a essa situação. Não somente este atual secretário, que é preposto do anterior, mas também o anterior, que deu a senha e o exemplo ora seguido por este, em respeito à alta insignificância do fantasma contemplado.Será que uma coisa dessas, mesmo já incorporada ao dia a dia, não tem jeito de ser combatida e eliminada? De qualquer maneira, meu voto vai para o Iris Rezende, que sei que não tolera coisas assim. Sei que se ele ainda não deu um basta a essa situação, foi por não ter conhecimento do fato.

O Iris jamais se omitiria em assuntos assim, porque não tem medo sequer de viventes. Cá entre nós, dói mesmo é saber que essa praga medra na cabeça dos ditos intelectuais citadinos, que, ao menos teoricamente, são os que deveriam zelar pela ética na sociedade. Ou não?


http://www.revistabula.com/colunas/546/PX-brilho-de-purpurina
PX, brilho de purpurina

Por Brasigois Felício (Fantasminha Camarada)

Por que há de ser sempre o hospital das letras, das artes e da cultura uma fogueira de vaidades? Que espécie de praga mental faz que existam coronéis da cultura nas metrópoles e mais ainda nas províncias que não são mais do que fazendas asfaltadas?

Tais perguntas surgem-me à mente a propósito da doença infantil do intelectualismo, que faz certos autodenominados multimídias atirarem com metralhadora giratória para todos os lados, sem a pretensão de acertar, ou fazer coisa com coisa, apenas fazer barulho, assim passando a idéia de que são muito importantes e produtivos.

Tais são as personalidades in-culturais da boianidade, que não precisam produzir coisa alguma prestante, para serem conhecidas como celebridades com direito a dar pitaco em tudo quanto é assunto. Pois é sabido que há certas consagradas personas, das artes e das letras que já nasceram galardoadas com substanciosos currículos.

Nossa tórrida terrinha anhanguerina é pródiga tanto nos piolhos e Jorginhos do Pequi da vida, quanto abunda (e prejudica) em personas que se posicionam (por direito de nascimento) como capitães donatários de feudos no campo das artes e da cultura. Apoiados nos feitos de parentes próximos ou remotos, à sombra da familiocracia de que são herdeiros jactanciosos e diletos, julgam-se com direito divino de atropelar quem quer que, mesmo com méritos, venha ofuscar seu brilho de purpurina.

É a velha tradição brasileira de atropelar leis e arrostar autoridades, com a pompa e a circunstância de quem, em face de qualquer contrariedade, apelam para o clássico: "Sabe com quem você está falando?". Há muito em manjo o oportunismo sanguessuga destes que vivem a parasitar as falácias e feitos de seus avoengos. Isto quando não vêm os gênios do GE, a marcar e demarcar espaços de poder no arraial das letras, onde mandam e desmandam.

O fato de terem ocupado carguinhos ou cargões de mando (mesmo lá não tendo feito nada que aproveitável, a não ser locupletarem-se de benesses e favores, estendidas a seus grupelhos de apaniguados) faz que andem de nariz empinado, a pensar que podem mandar chover e ventar nas instituições culturais. Não raramente, instituções culturais particulares ou públicas são palcos de episódios deploráveis, com capitães donatários a posar de "donos do pedaço".

A propósito, vem o "multimídia" PX da Silveira, de parca produção artística, com alegre leviandade (e quem sabe se movido por interesses inconfessáveis) fazendo uso de sua metralhadora giratória, em campanha mesquinha contra autoridades da cultura que até há pouco tempo apoiava com entusiasmo. Mudaram estas pessoas, ou mudou o multimídia, sempre visto em articulações abaixo de qualquer suspeita, ora lançando intempestivas chapas fofoqueiras à sucessão, por exemplo, da Ube-go.

Ou, "deolindando" de vez, como bobinhos dos blogs, pondo-se a escrever invejosos artigos ressentidos contra Kleber Adorno, com notável folha de serviços prestados à cultura, e contra Doracino Naves, atual Secretário de Cultura. Se alguém mudou, certamente não foram Kleber Adorno ou Doracino Naves, cujo trabalho realizado em prol da cultura é largamente conhecido, o mesmo não se podendo dizer do que PX da Silveira teria feito em sua apagada passagem pela Funarte.

É triste, podendo até mesmo ser trágico, mas é inevitável dizer: o coronelismo, em Goiás, perdeu expressão na política, mas abunda e prejudica em todos os setores da cultura. O que equivale que Bóias evoluiu muito: passou do estado de sítio para o estado de fazenda asfaltada. O que não deixa de ser um avanço, em matéria de atraso e de ranço.

Os dois personagens citados pelo Fantasminha Camarada, como exemplos de folha corrida em favor da Cultura goianiense, são ambos alvos de uma "pesquisa" pelo MINISTÉRIO PÚBLICO, sendo um acusado de PREVARICAÇÃO. Sobre o assunto, em breve alguns posts interessantes.

Todavia precisamos reconhecer que o PX é o PX afinal conseguiu que um jornal local - aqui a imprensa é marrom, reconhece quem lhe paga e abana o rabo com afinco esperando ser contemplada com mais um biscoitinho financiado pelo erário - publicasse seu texto.

2 comentários:

Carlão disse...

Sei não. A impressão que fica é que este blog está a serviço dos inimigos políticos do Kleber Adorno. Analisadas de modo imparcial, as acusações contra Kleber tem sabor(e o indefectível odor) de calúnia, injúria e difamação. Conclusão: Kleber é um autêntico democrata. Ou já teria feito valer seus direitos e promovido ações judiciais visando coibir tais abusos.

Deolinda disse...

Marley(Carlão), quando você for capaz de analisar algo de modo imparcial um milagre terá acontecido na terra e uma alma terá escapado do purgatório.
A resposta é só para situar o Contexto.