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quarta-feira, outubro 14, 2009

FRAUDE NA SECULT 2

Edição: 1092 Data:14/10/2009
Chefe de gabinete nega envolvimento em fraude
Agência Estado

O chefe do Gabinete de Expediente e Despachos, Jairo da Cunha Bastos, disse ontem não ter envolvimento com a fraude da folha de pagamento da Prefeitura de Goiânia. Funcionários efetivos estariam usando a ficha funcional de comissionados que deixaram o cargo para continuar recebendo seus salários. O grupo direcionava o salário dos exonerados para outra conta bancária.

Bastos procurou o HOJE para responder à declaração de um servidor da Prefeitura, que não quis se identificar. Segundo esse funcionário, o pagamento de ex-comissionados estaria sendo direcionado a uma única conta, com a ajuda do Gabinete de Expediente e Despachos.

Bastos disse apenas que recebeu a denúncia em abril de 2008 e repassou ao secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos (Smarh), Jorge Pinheiro, e ao então auditor-geral José Marcos Pereira. “Foi uma correspondência endereçada a mim. Achei por bem vasculhar o sistema e detectei irregularidades”, explicou.

Jairo Bastos disse que seu departamento não tem relação com a folha de pagamento, sob responsabilidade da Smarh. “Essa fonte está sendo maldosa, porque o gabinete não tem participação no processo.” Ainda segundo Bastos, sua participação foi de apenas encaminhar a denúncia e o resultado da sindicância, que chegou a suas mãos no fim de 2008.

De acordo com Bastos, em decorrência do inquérito, foram demitidos quatro funcionários efetivos, e os comissionados indiciados não tiveram o contrato renovado. Informou ainda que há dois processos em andamento investigando mais servidores. O chefe do Gabinete esclareceu que o pagamento dos ex-comissionados seria direcionado a mais de uma conta e que pelo menos oito pessoas, entre comissionados e efetivos, manipulavam a folha de pagamento, mas foram afastadas. Outros 35 ex-servidores tiveram os nomes utilizados na fraude sem saber da trapaça.

Jairo Bastos lembrou que a correspondência foi escrita por uma ex-funcionária da Comurg, mas que continuava ativa no órgão. Ela foi demitida em 31 de dezembro de 2004, último ano de gestão de Pedro Wilson (PT), disse ele, revelando que a fraude existe desde gestões anteriores. De acordo com o chefe de Gabinete, ora ela estava ativa na folha, ora não. “Eles ativavam e inativavam o nome dela, como se ocupasse um cargo comissionado”, revelou.

Segundo Jairo Bastos, essa é uma das formas de fraude utilizadas no esquema, a de falsificação de decreto. Na outra forma, o funcionário efetivo se licenciava e o manipulador da folha não dava baixa, apenas desviava os valores para outras contas.
Fonte: http://www.hojenoticia.com.br/editoria_materia.php?id=27125

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