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segunda-feira, outubro 05, 2009

Morreu Mercedes Sosa

'En la lista de los presentes
los ojos abiertos
LA AMERICA DESPIERTA
Mercedes Sosa
los instrumentos en ristre
la cara de frente
Lanza el grito
de la amarga denuncia
de la protesta caliente
Porque elegiste ése camino
Tú que cantas
porque cantemos
desde la tierra
a la paz
A LA PAZ JUSTA
de los que somos testigos,
desta AMERICA
e en el mundo.
( ... Martinez)


Para ouvir ... http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umcd&nomeplaylist=008992-8<@>Corazón_Libre

Mercedes Sosa, La Negra, conquistou grande reconhecimento internacional como cantora da música argentina e popular latino-americana.Da Redação


Buenos Aires - A cantora argentina Mercedes Sosa morreu, neste domingo em Buenos Aires, aos 74 anos, vítima de doença prolongada. A cantora é uma das intérpretes mais conhecidas da música latino-americana.

Também conhecida como "La Negra", pelos longos e negros cabelos, a cantora argentina estava internada numa clínica da capital argentina desde o dia 18 de Setembro.

Militante comunista, Mercedes Sosa esteve exilada na Europa durante a ditadura militar na Argentina (1976-1983) e ganhou grande reconhecimento internacional como cantora da música argentina e popular latino-americana.

Devido ao estado de saúde, La Negra não participou do lançamento de um duplo álbum com o título "Cantora", composto por duetos com Joan Manuel Serrat, Luís Alberto Spinetta, Caetano Veloso e Shakira.

Em Portugal, Mercedes Sosa atuou em 1979, na primeira Festa do Avante, no Alto da Ajuda, em Lisboa.

Desde La Voz de la Zafra

Descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, quando foi-lhe oferecido um contrato de dois meses. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino.

Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.

Sosa interpretou um vasto repertório, gravando canções de vários estilos. Atuava freqüentemente com muitos músicos argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, e outros latino-americanos como Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.

Foi uma conhecida ativista política de esquerda, tendo sido militante comunista. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora da figura de Carlos Menem e apoiou a eleição do ex-presidente Néstor Kirchner.

A preocupação sócio-política refletiu-se no repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rejeição ao que entendiam como imperialismo norte-americano, consumismo e desigualdade social.

Possuia um dueto ("So le piedo a Dios") com a consagrada cantora de Samba Beth Carvalho, cada uma cantando no seu idioma.

Destacamos também o dueto dela com o cantor cearense Fagner na música Años, sucesso gravado em 1981.

Uma música muito conhecida na sua firme e, ao mesmo tempo, terna voz é a canção "Gracias a la vida", composição de Violeta Parra.

Discografia

La voz de la zafra (1962)
Canciones con fundamento (1965)
Yo no canto por cantar (1966)
Hermano (1966)
Para cantarle a mi gente (1967)
Con sabor a Mercedes Sosa (1968)
Mujeres argentinas (1969)
Navidad con Mercedes Sosa (1970)
El grito de la tierra (1970)
Homenaje a Violeta Parra (1971)
Hasta la victoria (1972)
Cantata Sudamericana (1972)
Traigo un pueblo en mi voz (1973)
Niño de mañana (1975)
A que florezca mi pueblo (1975)
La mamancy (1976)
En dirección del viento (1976)
O cio da terra (1977)
Mercedes Sosa interpreta a Atahualpa Yupanqui (1977)
Si se calla el cantor (1977)
Serenata para la tierra de uno (1979)
A quién doy (1980)
Gravado ao vivo no Brasil (1980)
Mercedes Sosa en Argentina (1982)
Mercedes Sosa (1983)
Como un pájaro libre (1983)
Recital (1983)
¿Será posible el sur? (1984)
Vengo a ofrecer mi corazón (1985)
Corazón Americano (1985) (con Milton Nascimento & León Gieco)
Mercedes Sosa ´86 (1986)
Mercedes Sosa ´87 (1987)
Gracias a la vida (1987)
Amigos míos (1988)
En vivo en Europa (1990)
De mí (1991)
30 años (1993)
Sino (1993)
Gestos de amor (1994)
Oro (1995)
Escondido en mi país (1996)
Alta fidelidad (1997) (con Charly García)
Al despertar (1998)
Misa Criolla (2000)
Acústico (2002)
Argentina quiere cantar (2003) (con Víctor Heredia & León Gieco)
Corazón Libre (2005)

Filmografia

Güemes, la tierra en armas (1971)
Argentinísima (1972)
Ésta es mi Argentina (1974)
Mercedes Sosa, como un pájaro libre (1983)
Será posible el sur: Mercedes Sosa (1985)
Historias de Argentina en Vivo (2001)

Fonte: Wikipédia
Fonte: http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=8984179&indice=10&canal=156
"Algumas lembranças
Quando entrei na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, bem no estilo, bocoió do cerrado, fui morar no alojamento de estudantes, não me recordo o número do quarto, mas o certo que nos idos de 78 ainda era muita droga e Violeta Parra (Que dira el santo padre, Los pueblos americanos), Neruda e Ortega ( Cuencas de Joaquim Murieta. Quem podia imaginar que haveria de fato a "abertura", com o retorno dos exilados, dos brasileiros que estavam perdidos pelo mundo, distantes da pátria amada.

Deu no que deu, me formei bacharel em Pintura, segui pela estreita e complicada estrada da preservação do patrimônio cultural, e como se dizia na época, com diploma de pós graduação, chamado Camilo.

Das drogas não levei nada, sempre achei que a melhor droga era viver, mas das canções, ainda escuto, nos discos de vinil, Violeta Parra, Quilapayun, Mercedes Sosa, Isabel Parra, e sem deixar morrer o sonho de ver a américa despertar.

Quem sabe ainda ver o Brasil despertar?

Mercedes se foi, uma parte das memórias dos passado se vai também ou quem sabe, chegou a hora de rememorar?
Deolinda"

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