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domingo, abril 06, 2008

As mascotes residentes do Museu da Água

E o brasileiro gosta de dizer que português é que burro. Lá gatos são tratados com animais de estimação até em museus, honrados e cuidados, aqui são caçados até com zarabatanas pela turma técnica da AMMA. Eh, Goiás!



por MARIA JOÃO PINTO para o DIARIO DE NOTICIAS - PORTUGAL

Carlota Joaquina, Petrolina, Ritinha, Cinzentinha, Yellow, Preto e Branco, Peka, Aristogato, Preto Gravatinha, Manel e Pipoca. Correndo pela relva, espreguiçando-se nos gabinetes de trabalho ou dormitando à sombra das árvores, todos os gatos do Museu da Água, em Lisboa, têm um nome. Ter um nome é ter uma identidade e é essa mensagem de respeito pela vida que preside a este projecto nascido nos anos 90, quando Margarida Ruas, directora do museu, e a sua equipa decidiram fazer alguma coisa para ajudar os animais que apareciam nos jardins da antiga Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos - núcleo-sede do museu, tutelado pela EPAL - em busca de alimento e de um colo. Adoptados pelo museu, encontraram nele a sua casa, que partilham hoje com a cadela Xabi, também ela abandonada e recém-chegada há uma semana. No núcleo da Mãe d'Água das Amoreiras há igualmente duas mascotes felinas residentes.

"Todos eles fazem parte do museu e da visita ao museu", sublinha ao DN Margarida Ruas, lembrando ser também esta uma parte integrante da responsabilidade social dos museus e do seu papel em prol do "património, do ambiente e da cidadania". E eles têm retribuído o gesto de inúmeras formas. Como no dia em que Peka - que tem nome de deusa finlandesa por sugestão de um antigo embaixador daquele país em Lisboa - acompanhou até à porta do museu a Presidente da República da Finlândia, na inauguração de uma exposição de pintura de compatriotas seus.

Projectos abertos à comunidade

A experiência do Museu da Água nesta área cruza-se com outras acções que tem vindo a promover, caso do I Seminário sobre Direitos do Animal, em 2001, experiência que Margarida Ruas gostaria de repetir este ano. Caso, também, do projecto Aqui há Gato!, que versou a edição (hoje esgotada) de uma caixa contendo um livro, três canecas e uma T-shirt, criações do artista plástico Manuel Carmo. O projecto seria mais tarde transposto para exposição do autor, destinada a invisuais, no Museu das Comunicações. Outro projecto, justamente chamado Os Gatos do Museu da Água, envolve igualmente o mundo da arte: Benjamim Marques, há muito radicado em Paris, foi o primeiro artista a aceitar o desafio do museu, por via da reprodução em T-shirts de um desenho inspirado na sua gata Matilde. E de animais, não já de companhia, mas de outros, falará um livro, no prelo, "sobre a vida animal do Aqueduto das Águas Livres", entre os quais morcegos e salamandras.

Uma nota adicional: escusado será dizer que, nos núcleos do museu dotados de zonas ajardinadas, também os animais em visita são bem-vindos: "Os nossos jardins", diz Margarida Ruas, "são jardins abertos à comunidade". Eis uma proposta para o próximo passeio pela cidade com o seu cão.|
http://dn.sapo.pt/2008/04/06/sociedade/as_mascotes_residentes_museu_agua.html
jornal português DIÁRIO DE NOTICIAS

segunda-feira, janeiro 21, 2008

A semana foi bastante agitada em Goiânia e com uma grande vitória por parte da sociedade organizada.


GATOS DO BOSQUE
Depois da manifestação realizada no sábado no Bosque dos Buritis, no dia 16/01 a Prefeitura de Goiânia anunciou que irá dispor da área junto ao velho CCZ para a construção de um abrigo para os gatos. A decisão não é a melhor, tendo em vista que em outras cidades a opção foi pela construção de abrigos para os animais nos locais a onde estavam inseridos. Todavia, melhor que a política matança lá isso é!
VACA BRAVA X CIRCO BOLSHOI
A promotora de justiça Marta Moriya Loyola, a mesma que mandou retirar os gatos do Bosque dos Buritis, também recomendou no dia 14/01 a interdição imediata do Circo Bolshoi. Calma, não é por que ela esteja de birra com gatos e circos. O Circo Bolshoi que chegou à Goiânia e segundo o noticiário local, com amplo apoio da Prefeitura, e especialmente da AAMA e da SECULT, a primeira deixou que ocupassem uma área de preservação ambiental e a segunda, iniciou um estudo para FINANCIAR uma escola de circo, acabou sendo alvo de investigação do MP-GO.

“14/01/2008 - MP reforça medidas para interdição do Circo Bolshoi
http://e-commerce.cultura.com.br/shopping/mostra_noticia.asp?txtEntidade=125651
A promotora de justiça Marta Moriya Loyola expediu hoje (14/01) recomendação à Secretaria Municipal de Fiscalização (Sefur), reforçando orientação feita por meio de ofícios, em dezembro do ano passado, no sentido de interdição imediata do Circo Bolshoi. O empreendimento está instalado numa área na Avenida T-5, esquina com Avenida T-3 e Rua T-56, em frente ao Parque Vaca Brava, no Setor Bueno. “
Para ler a matéria na íntegra basta clicar no link.

Parabéns ao MP-GO, à Associação de Defensores do Vaca Brava, ao ex secretário de Meio Ambiente Osmar Pires e todos que se mobilizaram para defender uma área pública, grilada e que deve retornar ao patrimônio da cidade.
ÁRVORE MOREIRA
Outra importante ação e dessa vez o herói foi o Prefeito Íris foi o tombamento com bem cultural da árvore Moreira. A sobra dessa árvore, Pedro Ludovico em 1937 fez os primeiros despachos oficiais, concretizando a mudança da capital de Goiás da antiga Vila Boa para Goiânia. A MOREIRA agora é patrimônio Histórico e Cultural de Goiânia. Infelizmente, a área onde a árvore se encontra é particular, na Rua 24 no Centro. Sobre esse assunto voltaremos em outro post.
ATACADÃO LITERÁRIO OU CALA BOCA?
E como não podia deixar de acontecer, a coleção Goiânia em Prosa e Verso foi um fiasco. A critica foi geral. Aqui no blog foi tema do post “Atacadão literário ou cala a boca?” E para encerrar esse assunto, publico abaixo uma carta enviada ao jornal O POPULAR do dia 18/01/08 e que resume bem a opinião de todos. Claro, exceto a dos 71 escritores, secretário e de seus assessores. Ah, e também de uma certa professora da UCG que aproveitou a onda para publicar vários livretos de sua produtiva lavra.
"Goiânia em Prosa e Verso
Professor da unidade curricular Design Editorial, me sinto obrigado a tecer alguns comentários sobre o que foi chamado de “atacadão literário”. Teço meus comentários a partir do que ouvi e do que li na matéria de 10 de janeiro deste jornal.
A Secretaria Municipal de Cultura, com a colaboração da Editora da UCG, fez lançar obras de 71 autores cometendo um dos maiores crimes editoriais de que tenho ciência. A belíssima matéria de Rodrigo Alves deixa transparecer nas diversas falas dos interessados e nos comentários a insensatez de tal feito.
O projeto Coleção Goiânia em Prosa e Verso, que está em sua segunda edição, teve como único critério a inscrição, como afirma o secretário de Cultura Kleber Adorno. Não foi estabelecido nenhum critério de seleção.

Que fique clara a crítica que faço. Conheço alguns dos autores e não questiono, aqui, suas obras. Mas que todas as obras e seus autores ficaram diminuídos com este desserviço, isso eu afirmo.
Marcos Amaral Lotufo Setor Pedro Ludovico – Goiânia "


QUEM NÃO CHORA NÃO MAMA
E por último, como não podia deixar passar em branco, na sexta-feira o Grande Hotel foi palco de mais um desmando por parte da coordenadora do CHORINHO. O filho da moça, conhecido por JUNINHO teve um chilique e destratou os servidores do Grande Hotel, pois notou a “falta” de 04 barris de chope que deveriam ser vendidos a noite em mais uma edição do CHORINHO.



Os barris haviam sido recolhidos pela fornecedora sabe-se lá por quê. Algumas teorias já estão sendo ventiladas, tal o afinco da Coordenadora durante a semana para "vigiar" mesas e cadeiras alugadas da mesma fornecedora dos chopes. Será que esperavam que recolhessem tudo? Como ocorreu no final do ano passado? O caso acabou com um BO na delegacia. Nada mais justo.

Aparentemente ninguém notou que as apresentações do CHORINHO estão se repetindo e o grande motivo é a falta de cachê. Para os músicos não tem cachê, mas sabe-se que a coordenadora recebe e recebe bem por cada edição semanal do projeto.

A figura “plantou” a imprensa local depois de um escândalo no final do ano passado que a venda de bebidas seria efetuada em parceria com a FOSFOROS e de fato foi, uma única vez. E mais que os valores arrecadados seriam para o pagamento do cachê dos músicos, todavia ganha um doce que mostrar um recibo de pagamento dos tais cachês. E a venda do chopes está sendo feita com noticiado na imprensa local, pelo filho da mesma, o tal JUNINHO.
E mais, ao que se fala a boca pequena, o povo que vende qualquer coisa nas imediações e que estão vestidos à caráter – camiseta laranja- estão sendo obrigados a dar uma contribuição básica. Será? Se for, há que se afirmar que estamos bem além da frase “pequenas igrejas, grande negócios”, e já vamos para “quem não chora não mama”.
Às vésperas de uma disputa eleitoral importante e talvez a última de uma carreira vitoriosa no campo político, o Prefeito Íris Rezende parece não perceber que seu calcanhar de Aquiles, nessas eleições será a Caixa Preta da SECULT. Quem viver ....
Depois tem mais!

quinta-feira, janeiro 10, 2008

O jornal de Fortaleza "O POVO" de 10/01/2008 na coluna "O POVO nos Bairros" publicou uma nota sobre a atuação positiva do Ministério Público no sentido de coibir a matança de animais sadios no CCZ.

Goiânia bem que poderia ter um peitudo no MP que obrigasse o Prefeito de Goiânia a adotar medidas positivas tais como campanhas de castração, de posse responsável, ao invés de estimular a captura de animais sadios no Bosque dos Buritis para serem mortos no CCZ.

Atualmente, as entidades de proteção ainda tentam resolver o problema criado pela súbita RECOMENDAÇÃO da 15ª Promotoria do MP-GO de retirada imediata dos gatos do Bosque dos Buritis. Os animais passaram a ser caçados com zarabatanas e apontados como culpados, pela possibilidade de proliferação da contaminação das pessoas pela febre amarela.

Qual o crime? Acusados de comer a carcaça dos macacos mortos e que estariam possivelmente contaminados pelo vírus.

Entretanto, já é certo que não existe qualquer estudo em Goiânia sobre o comportamento dos animais. Existe sim, a lenda, gatos comem passarinhos e agora carcaça de macacos.

Não seria mais lógico o controle da população de gatos? Os gatos do Bosque dos Buritis devidamente cadastrados, castrados, vermifugados, vacinados, em número de tantos animais sob os cuidados de uma das entidades de proteção em parceria com a Prefeitura?

Punição severa para quem abandonar no local outros animais. Campanhas de castração de animais domésticos, de posse responsável.

Todavia o que vemos é apenas a pressa em obedecer a recomendação de retirar os gatos, e nada de projeto de educação ambiental e posse responsável, também recomendado pelo MP-GO.

Abaixo a nota publicada no jornal O POVO.

"MP
O promotor de Justiça José Francisco de Oliveira Filho informa que notificou, na última segunda-feira, 7, a prefeita Luizianne Lins e o secretário municipal de Saúde, Odorico Monteiro, para que, no prazo de 20 dias, proíbam o Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza (CCZ) de proceder a eutanásia de animais caninos e felinos antes do período de quarentena e sem exame médico-veterinário que aponte a doença incurável ou terminal para justificar tal sacrifício.


Na notificação, o promotor orienta que seja desenvolvida campanha maciça de castração e esterilização dos animais, de modo a evitar a crueldade da matança desordenada ."
http://www.opovo.com.br/opovo/colunas/opovonosbairros/757789.html

terça-feira, janeiro 08, 2008

GATOS DO BOSQUE DE GOIÂNIA

Um belíssimo texto sobre gatos e humanidade.

"É dificil para muitos entender este mundo nosso, este planeta, como um organismo vivo. Uma bactéria intergalática. Uma gota do bico do seio da via lactea. Um vírus aquecido pelo sol. Uma piorra que alguem lançou depois do big bang e não parou de rodar até hoje.

Nós somos o suor da terra.

Nós somos quem vai levar a vida, a nossa vida, às ultimas consequências.
Aquecimento global, camada de ozônio, proteção à natureza. Cada vez mais nos damos conta de como estamos matando a nossa terra.Cada vez mais nos distanciamos dessa harmonia que nos embala e mantém a espécie humana buscando o sentido da própria existência.

Temos a fé mas é muito pouco.

Sabemos cada vez mais e sabendo mais inalamos a nossa infinita mediocridade.

Digo tudo isso porque o mundo fica em apuros toda a vez que uma bomba explode. Pessoas inocentes morrem.

Toda a vez que a gente vê dentro de nossos computadores o que estão fazendo com a nossa casa, o nosso quintal que é cada vez menor;

Qualquer dia desses vamos ser assaltados. Qualquer dia desses uma bala perdida vai nos ferir e ferir os nossos filhos.

Estamos nos dando conta da inflação. Dos índices econômicos. Sabemos mais sobre economia do que os nossos pais imaginavam saber.

Entendemos mais de saúde e de regimes, de anorexia, beleza, perfumes e roupas e moda e desfiles. Temos plena consciência de grandes e infinitos problemas dos jornais e nos esquecemos de um carinho particular. De um beijo de boa noite. De um bom dia. De um abraço. De um mero aperto de mão. Nos esquecemos dos sorrisos.
Nos esquecemos de ser tolerantes.
Nos esquecemos de nossa paciência.
Nos esquecemos de ouvir antes de falar.
Nos esquecemos de fechar a porta que abrimos e abrir a porta que fechamos. As pequenas causas. Isto mesmo. As pequenas causas de nosso dia a dia que não percebemos mais são os nossos piores momentos.

Em Goiânia o Ministério Público resolveu que os gatos de um parque da cidade deveriam ser eliminados. Liminarmente.

Um jornalista tomou para si a defesa desta atitude e ao escrever sobre o assunto comentou que as pessoas que estavam defendendo a sobrevivência dos gatos não tinham o que fazer e precisavam mesmo era de sexo. A maioria dos defensores era de mulheres. Algumas foram arrastadas pelas ruas. Dois preconceitos tardios para o século 21.

Vim falando dos peitos da via lactea para terminar com 60 gatos abandonados pelos seus donos.
Gatos não brotam do asfalto de uma cidade.

Gatos fazem parte de nossa vida como os cavalos, como os cães, como todos os animais que nos acompanham ao longo destes séculos.

Da piorra que dança até os nossos felinos não existe uma distância incomum.

Estes gatos somos nós, amanhã. Abrimos uma ferida em nosso planeta quando ameaçamos a nós mesmo com a poluição e rasgamos a nossa existencia quando tentamos retirar a vida de alguem.

Estes gatos são a bala perdida que um dia vai nos encontrar.

Precisamos não nos acostumar com esta simplificação. A carta que você está recebendo em anexo é uma lição de vida. De saturno até o prego no seu sapato. Espero que vocês entendam que nós somos o universo. O desequilibrio será a nossa destruição.

Hoje são os gatos.
Amanhã ningum vai perceber que nós mesmos estaremos sendo sacrificados porque é preciso que o parque esteja limpo.

Um abraço.
Renato Castelo
renatocastelo@yahoo.com.br "

quinta-feira, janeiro 03, 2008

E OS PROJETOS ?

E a saga continua... nada de projeto de educação ambiental e posse responsável, nada de campanha de castração, enfim nada de nada por parte do Poder Público.

Para não dizer que tudo se resume a ZERO, capturaram dois animais hoje e proibiram a alimentação dos gatos.

E enquanto isso ... a Operação Condor do Cerrado prossegue, ninguém assume a responsabilidade com o destino do animais, e ao que tudo indica, apenas as pessoas envolvidas como voluntárias estão preocupados em resolver o caso.

Interessante, pois a Prefeitura de Goiânia tem áreas para doar para Igrejas Protestantes, para a Maçonaria, e isso inclui recursos para manutenção, mas não dispõe de recursos e de área para resolver algo que é OBRIGAÇÃO do poder público.

E quem diria os vereadores, hem? Silêncio total e absoluto, mesmo diante do espacamento de mulheres por policiais, mesmo diante de recurso públicos sendo gastos de modo ineficiente.

Quem cuida de gatos, pelo vistoé muito mal visto, hem?

quarta-feira, janeiro 02, 2008

ZARABATANA NA CAPTURA DE GATOS?



No primeiro dia útil do ano, a AMMA – Agencia Municipal de Meio Ambiente e o Zoológico de Goiânia organizaram uma operação de guerra na selva para capturar os gatos do Bosque dos Buritis.

Desde o dia 28 de dezembro, fantasiada de Rambo, a bióloga da AMMA tenta com ajuda da PM, Batalhão Florestal e o Zoológico capturar cerca de 50 gatos. Por sua vez, indiferentes, os felinos passeiam pelo bosque, sem se importarem muito com as guloseimas que colocam nas gaiolas. Bem alimentados, e em bom estado de saúde, pouco se interessam pelo que lhes oferecido.

Diante da indiferença felina, a “bióloga” da AMMA proibiu a alimentação dos gatos, pois os mesmos estavam “cevados” e isso está atrapalhando. Claro, animais com fome realmente tornam-se predadores. É natural.


Diante do quadro, gatos zombando da cara da habilidosa e bem formada Rambo do Cerrado, algo inusitado está acontecendo: estão usando ZARABATANA para ABATER os animais. Tal procedimento “técnico” está sendo efetuado pelo Zoológico de Goiânia.

E essa operação de guerra na selva não conta com o apoio do CCZ- Goiânia, ÚNICO órgão habilitado para captura de animais abandonados.

E enquanto isso, o MP aqui especificamente falando da 15ª Promotoria, silencia, e como o general do Exercito Brasileiro, na Operação Condor, que apenas capturou e entregou, apenas RECOMENDOU a retirada dos animais. A forma e os meios, e o destino final desses animais, inocentemente, não são problemas da PROMOTORA.

Sinceramente, será que vale a pena continuar a protestar? Capturar GATOS com ZARABATANA já demonstra a qualificação tanto da “bióloga”, quanto do Zoológico de Goiânia. Ou será que estamos falando de TIGRES, LEÕES, ONÇAS? Antes quando acusaram os gatos de “limpar “ o Bosque dos Buritis das carcaças dos macacos, teoricamente, vítimas da febre amarela, eu imaginei, sem entender muito de gatos, que estivessem falando de HIENAS E URUBUS.


Mas ZARABATANA? Tenha paciência, definitivamente, só mesmo ambientalista de província mesmo!

Mais um dia na saga para salvar a pele dos Gatos do Bosque e até agora NADA de projeto de educação ambiental e de posse responsável, RECOMENDAÇÃO do MP.


Absurdo e configura MAUS TRATOS privar os GATOS de alimentação e mais ainda, é evidente que com o uso de ZARABATANA, cuja a ponta contem anestésico, os animais poderão sofrer um choque vindo a ter morte súbita. E esse é o motivo pelo qual o CCZ utiliza GAIOLAS. Privar de alimentação e capturar de forma inadequada está tipificado na LEI COMO CRIME.

É isso que o MP- GO pretende? Maltratar os animais? Que sejam mortos com ZARABATANAS? Por que transmitir FEBRE AMARELA qualquer criança de colo sabe que os GATOS não transmitem, assim como também não comem carcaça de animais mortos. A menos que estejamos falando de outro tipo de felino!

Absurdo!!!

terça-feira, janeiro 01, 2008

GATOS DO BOSQUE X MASP X CONDOR



Nos últimos dias a polêmica instalou-se, matar ou não matar os gatos do Bosque dos Buritis? Acompanhei tudo que a imprensa local escreveu, as cartas e até o discurso no estilo machista de boteco do Nilson Gomes, colunista do Armazém Geral do jornal HOJE.

O blog recebeu centenas de visitas e muitos comentaram o assunto, se posicionaram, ofereceram ajuda.

Hoje é o primeiro dia do ano de 2008, imagino que hoje as cabeças estejam mais frescas, e até pela data, o desejo de paz e amor deve se sobrepor.

Em reunião no MP/ GO no dia 28/12, com a coordenadora do CAO-Meio Ambiente, Drª Miryam Belle Moraes da Silva, ouvimos palavras de alento, uma postura de defesa da vida e das garantias constitucionais. Diante dos acontecimentos de véspera, envolvendo a captura dos Gatos do Bosque e violência policial empenhou-se para que fossemos recebidos pela promotora Dra. Marta Moriya Loyola substituta na 15ª Promotoria e autora da recomendação de retirada imediata dos animais.

Antes de relatar sobre a reunião, creio que seja pertinente relembrar algumas pessoas. Uma delas é o Dr. Sulivam Silvestre Oliveira, um jovem inteligente que em Goiás qualificou a posição do MP em defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural. E Dr. Juliano de Barros, titular da 15ª Promotoria, este, também um jovem promotor, que lapidou a sua postura em defesa do Patrimônio Cultural nas inúmeras lutas que travou para preservação da cidade de Goiás. Por que a lembrança? Um deles, infelizmente foi vítima de um desastre aéreo e o outro, dedica-se atualmente as tarefas administrativas do MP.

Dr.Sulivam em 1993 empenho-se na luta pela preservação do mural “O SONHO DE DOM BOSCO”, os originais, que foram demolidos a mando do secretário de cultura na época e atual, KLEBER BRANQUINHO ADORNO. Essa foi a primeira ação concreta do MP em Goiânia em defesa do patrimônio cultural.

Dr. Juliano de Barros em 2003 promoveu a primeira reunião em defesa do MUSEU DE ARTE DE GOIÂNIA, nesta ocasião, um secretário de cultura, oriundo do PV, condenou o prédio do MAG a demolição. Com um discurso flamejante afirmava que demoliria o prédio. Não demoliu e ainda descobriu que MUSEU em Goiânia tem valor ZERO para o poder público.

Após o afastamento do Dr. Juliano de Barros, a 15ª Promotoria ficou aos cuidados da Drª Marta Morya Loyola que passou a acompanhar tanto a problemática do MAG quanto a dos Gatos do Bosque. Entretanto, diferente do titular, a substituta, sempre se postou ao lado do poder público, tanto em um caso quanto no outro. Em setembro de 2005, questionei a postura da promotoria em aceitar sem discussão ou subsidio técnico as opiniões e palpites do secretário municipal de cultura. “...a primeira tentativa de proteção do patrimônio cultural da cidade de Goiânia, por parte do MP foi burlada pela ação desse mesmo cidadão que afirma que não existem motivos ou obstáculos na convivência entre Museu e CLA. O Museu de Arte de Goiânia abriga no seu interior o maior patrimônio artístico produzido no Estado de Goiás e deve ser protegido, inclusive da ignorância cultural do secretário de cultura. ... tem primado por ouvir e atender os técnicos e associações da área ambiental use do mesmo critério, ouvindo os técnicos da área cultural, e a AAMAG. A opinião do Sr. Kleber Branquinho Adorno, mesmo sendo o atual secretário de Cultura, nada mais é que a afirmação do poder público se qualquer subsidio técnico” (MOREIRA,2005)

Como sabem, o MAG tem sua sede no interior do Bosque dos Buritis e sua administração é feita por um FALSO diretor Antônio da Mata, que tornou o espaço público em local de negociação de compra e venda de obras de arte, como amplamente divulgado nos jornais locais. Qual foi a ação da 15ª Promotoria a respeito? Nenhuma. O acervo do MAG é patrimônio cultural de Goiânia.

Mas voltemos à polêmica dos gatos. Na véspera, no auge da confusão e do espancamento de mulheres pelos PM-GO presentes ao ato, diversas pessoas tentaram contatar a 15ª Promotoria que se recusou a atender os telefonemas. No dia seguinte, através da Drª Miriam, a Drª Marta aceitou receber as pessoas que buscavam garantir a vida dos animais capturados. A reunião foi pacífica e a Associação de Protetores buscava garantir a vida dos animais, o direito a alimentação e ainda o direito constitucional de ir e vir do cidadão.

A promotora em nenhum momento demonstrou preocupação com a vida dos animais, deixando claro que retirados e entregues ao CCZ, vivos ou mortos, não era problema da promotoria. E determinado ponto, quando insistentemente pedíamos que ela elaborasse um documento onde garantiria o direito a alimentação dos animais remanescentes, o que seria feito pela mesma pessoa que há mais de 10 anos cuida dos animais, taxou de BADERNEIROS os manifestantes. Ao protestar contra tal “qualificação” fui convidada gentilmente a me retirar da sala. Obedeci prontamente.

Goiânia é uma cidade curiosa, ela difere de Anápolis, por exemplo, pelo seu ar pseudo cosmopolita, mas o qual é mesmo a origem dos moradores? Na zona rural é muito comum que filhotes de gatos e mesmo de outros animais sejam jogados depois de colocados em sacos, em córregos ou rios. É o meio de controle de natalidade que praticam, considerando que não existe a prática de castração dos animais domésticos – cães e gatos.

Na cidade, cosmopolita como gostaria de ser Goiânia, o comum são as pessoas que se desgostam dos animais e os soltam nas ruas, e em se tratando de gatos, nas áreas verdes. E não é um fenômeno local, existem relatos do mesmo problema em vários lugares. O que difere é a forma de resolver . Por exemplo, os gatos de Veneza na Itália são famosos e tornaram-se curiosidade turística. Em São Paulo e no Rio de Janeiro o CCZ não recolhe e extermina animais sadios, e adota uma política de identificação, vacinação e castração, reconhecendo ainda que mesmo em logradouros públicos, os animais dispõem de uma comunidade que cuida deles. Uma pesquisa simples no GOOGLE resulta em respostas bem interessantes, além de muito material sobre o assunto.

E tudo é uma questão postura e de opção.

Na Operação CONDOR, um juiz italiano determinou a prisão dos envolvidos na ação de repressão ao crime de opinião na década de 70 em toda a América Latina. O jornal O ESTADO DE SÃO PAULO http://txt.estado.com.br/editorias/2008/01/01/pol-1.93.11.20080101.6.1.xml informa que o Exercito Brasileiro poderá vir a ser acusado, pois um general garantiu que houve participação sim, mas que apenas prendiam e entregavam os cidadãos capturados e que posteriormente acabaram sendo torturados e mortos.
“A gente não matava. Prendia e entregava. Não há crime nisso.” Palavras do general da reserva Agnaldo Del Nero Augusto, das quais discorda frontalmente Brito, presidente nacional da OAB “É preciso esclarecer se aqueles que participaram da operação tinham conhecimento do que aconteceria aos aprisionados, pois não se pode esquecer que é plenamente punível todos aqueles que se associaram para praticar um crime”.
A Operação Condor voltou à tona após a Justiça italiana pedir há cindo dias a prisão de 146 sul-americano, entre eles 13 brasileiros, pelo aprisionamento no Brasil de 2 ítalo-argentinos em 1980. Os dois foram enviados à Argentina e depois desapareceram. Para ler a matéria na íntegra é só clicar no link.


Também o ESTADO DE SÃO PAULO noticia que o MASP está sendo submetido a uma auditoria por técnicos do MP/SP e que esgotadas as possibilidades de resolver o impasse da aparente más gestão do acervo cultural do museu, poderá sim, haver uma intervenção no Museu por parte do MP. E tudo isso deve-se ao roubo de duas importantes obras de arte, patrimônio cultural brasileiro.


“Sem acordo entre Estado e Masp, MP pode intervir
Ministério Público, que convocou reunião, pode pedir abertura de ação civil pública e só aguarda perícia sobre a situação financeira do museu “ Para ler na íntegra basta seguir o link:
http://txt.estado.com.br/editorias/2007/12/29/cid-1.93.3.20071229.18.1.xml

No site da Policia Militar de Goiás uma interessante matéria sobre o ENCONTRO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS e afirma que grande parte das reivindicações visa coibir a violência policial.

“Comissão busca coibir violência policial
http://www.pm.go.gov.br/2007/index.php?i=libs/onoticiap&id=14069&idtipo_noticia=20
Participantes do Encontro Nacional de Direitos Humanos, encerrado na última Segunda-feira (01), aprovaram um documento final e 18 moções em que cobram medidas para dar efetividade aos direitos básicos da pessoa humana. Grande parte das reivindicações visa a coibir a violência policial.
No documento final do encontro, declara-se que o Plano Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), lançado pelo governo federal no mês passado com provisões para combate à violência que chegarão a R$ 4,8 bilhões, “contém avanços em relação aos planos anteriores para o setor, mas ainda preserva a concepção tradicional do papel das polícias, de ação repressiva dirigida aos grupos vulneráveis, em detrimento da defesa de direitos”.
Na linha dos debates que dominaram o último dia do encontro, Couto afirmou que a polícia não deve existir para defender apenas o patrimônio e as autoridades. “Ela precisa dar garantia de que cidadãos e cidadãs vão exercer seu direito de ir e vir sem serem molestados”, avaliou.
Pedro Wilson afirmou que o filme Tropa de Elite, recentemente lançado, reflete bem a realidade da atuação da polícia hoje no Brasil. “Ela ocupa, espanta e mata”, disse. “A população é inimiga até que se prove o contrário”, afirmou. “ Para ler na íntegra siga o link.


Por que será que passamos dos Gatos do Bosque para a Operação Condor, MASP e Comissão de Direitos Humanos?


Estamos todos enredados na mesma teia composta basicamente de crimes contra a humanidade, contra a dignidade, contra a vida e a impunidade. O crime seja ele violento ou de colarinho tornou-se a normalidade, a indiferença e a passividade é geral.

A bestialidade manifestada fortemente pelos policiais presentes ao ato pacífico, que espancou mulheres, e chega ao ridículo de acusar a presidente de uma das entidades presentes de feri-lo, o PM estava “arranhado”. Dá para imaginar uma mulher de 1.50 m, de salto alto, ferindo um PM de 1.90m, com colete a prova de balas e armado?


O que faltou? Diálogo, respeito ao cidadão, a vida.


A 15ª Promotoria esqueceu-se de um preceito básico: o direito ao contraditório. Os Gatos do Bosque são animais que estão em áreas públicas, mas pessoas e entidades cuidam, e no mínimo, antes de RECOMENDAR a retirada imediata dos animais, DEVERIA POR OBRIGAÇÃO comunicar por escrito as entidades e pessoas envolvidas.


Errou ainda ao não se certificar que os animais capturados teriam condições de permanecer no CCZ – Goiânia, simplesmente condenou-os a morte.Igual ao general do Exercito Brasileiro na Operação Condor: “a gente só prendia e entregava.”


E para saber quais as condições de manutenção de 60 animais no CCZ – Goiânia bastaria ler o artigo “PREFEITO INAUGURA AMANHÃ NOVO CENTRO DE ZOONOSES publicado no site da Prefeitura de Goiânia em 27/08/2007 - 16:27h.
Eis a descrição do CCZ:
A nova sede tem 10 mil m² e é composta por 7 blocos (veja a seguir) e 1 curral.
1) Bloco Técnico – administrativo:
Composto por sala de técnicos, refeitório, sala de reuniões, cozinha e dependências do Disk – Dengue (0800 – 646 – 1520);
2) Bloco de Operação de Campo:
Com o departamento de Inseticida, raticida, larvicida e suprimentos;
3) Bloco de Canil:
Composto pela sala de liberação de animais, 12 baias para cães (6 para machos e 6 para fêmeas), plataforma de desembarque de animais, setor de adoção de animais, sala de vacinas, setor de isolamento, gatil, sala de veterinária, sala de cirurgia, sala de esterilização, sala de eutanásia, necrotério, sala de depósito de ração e depósito de materiais de limpeza;
4) Bloco de Auditório:
Com auditório para 60 pessoas, setor de transporte e o SISFAD (Sistema de Informação das Fichas de Atendimento Domiciliar da Dengue);
5) Setor de Lavajato e Borracharia:
6) Baias de Equinos (com dois currais para cerca de 50 equinos e dois para bovinos)
7) Recintos de Aves:
8) Bloco de Suínos (com 8 baias para suínos).
A matéria pode ser lida na íntegra no link http://www.goiania.go.gov.br/sistemas/snger/asp/snger01010r1.asp?varDt_Noticia=27/08/2007&varHr_Noticia=16:27

Como dá para perceber não existem acomodações para GATOS.

Erra a AMMA em usar de truculência para resolver o problema de se ver impedida, PACIFICAMENTE, de capturar animais sadios, castrados, vacinados e vermifugados, e encaminha-los ao CCZ para serem mortos. Erra ainda ao levar pânico a população ao sugerir que GATOS transmitem FEBRE AMARELA.

E erra mais gravemente ao apressar-se para executar como ORDEM uma RECOMENDAÇÃO, sem apresentar a contrapartida à sociedade, PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E POSSE RESPONSÁVEL. Promove a matança de animais sadios e ignora que outros serão abandonados, pelo total AUSÊNCIA de ações positivas do Poder Público no sentido de PUNIR quem comete o crime de abandonar animais nas ruas.

ACERTA o CCZ – Goiânia em entregar os animais para as entidades protetoras e também em garantir que nenhum dos animais capturados serão exterminados, como gostariam a AMMA e a 15ª Promotoria.
Como disse antes, tudo é questão de postura e de opção. O MP em todo o Brasil vem dando exemplos de ações positivas, que incluem essa de GATOS em áreas verdes. Gatos são animais domésticos, em parte sim, são os mais independentes, e são antes de tudo animais urbanos, e possuem todo o direito de habitar um parque urbano.


E no caso do Bosque dos Buritis, um parque urbano que de um dia para o outro virou UNIDADE DE CONSERVAÇÃO, uai, perguntar não ofende, as obras lá dentro, as construções, os parquinhos e outros “inhos” podem em unidade de conservação? Francamente!


O jornalista Nilson Gomes cometeu o deslize de afirmar que estava tudo certo, coitado, mesmo se retratando, o povo ainda quer dar a ele o mesmo destino dos GATOS. Gaiola e o CCZ e logo em seguida a camara de gás – método de extermínio mais popular do CCZ. Saio em defesa do jornalista, o que expressou foi o lugar comum, não se percebe que qualquer vida que tiramos é uma vida. Toda vida é preciosa, dos gatos de quatro patas aos de duas. O que precisamos é garantir um mundo melhor para todos e para isso é fundamental o respeito a VIDA.


E me atrevo a parabenizar o jornalista Nilson Gomes, ao publicar as “asneiras”- não quero dizer que seja um asno – mas sim que escreveu bobagens sem fundamento, provocou nas pessoas a indignação necessária e forçou as manifestações de protesto. Todavia, seria louvável que essa indignação e as manifestações fossem direcionadas ao presidente da AMMA, ao Prefeito de Goiânia, ao MP na figura do Procurador Geral de Justiça.


Recomendo aos interessados que visitem as seguintes páginas:



quinta-feira, dezembro 27, 2007

GATOS DO BOSQUE E VIOLÊNCIA POLICIAL

Hoje o jornal O POPULAR noticiou que os gatos do Bosque dos Buritis serão encaminhados ao Centro de Zoonoses.

Durante a tarde de hoje a bióloga Marize Moreira, gerente de Proteção e Manejo da Fauna Silvestre da Amma resolveu retirar os gatos do bosque na marra e para isso acionou duas viaturas da Polícia Militar de Goiás.

Apoiada no Ofício Nº 268/2007- 15ªPJ que RECOMENDA ..." que promova a imediata retirada de todos os gatos que encontram no interior da unidade de conservação do Bosque dos Buritis e promova a sua remoção para o Centro de Controle de Zoonoses desse município para que sejam disponibilizados para adoção."
RECOMENDA, "outrossim, ...inicie imediatamente um projeto de educação ambiental acerca de posse responsável de animais domésticos e adote outras medidas a fim de coibir o abandono de animais domésticos na unidade de conservação".

Interessante, o MP RECOMENDA e sem ordem expressa do presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente, a biologa responsável acionou duas viaturas para coibir as manifestações de protestos contra a captura dos animais.

Seis policiais militares partiram para cima das pessoas presentes, mulheres em sua maioria, sendo uma delas atacada brutalmente. O tenente que comandou a operação manteve a sua identificação funcional durante toda a operação, oculta por um coleta a prova de balas. E além deles, da brutalidade e bestialidade com que agiram, nenhum do presentes portava armas.

Situação absurda e medieval. De que serve ao Prefeito Iris investir em propaganda para melhorar sua imagem, quando algo tão simples de ser solucionado, termina em pancadaria e bestialidade, graças ao autoritarismo de uma servidora pública que se apressou em providenciar o EXTERMINIO SUMÁRIO dos animais, esquecendo-se porém de apresentar o projeto de educação ambiental, que viria quem sabe representar a ÚNICA ação do poder público para resolver um problema grave em Goiânia: o abandono de animais.

Os coronéis hoje usam saia. E os PMs-GO se portaram de uma forma que envergonhou toda a corporação: espancaram mulheres e pior, com evidente prazer.

A história terminou no 1ºDP no Centro, com denúncia na Corregedoria da PM e na Delegacia da Mulher.

E amanhã prossegue na Corregedoria do MP.

Essa é a Goiânia de hoje, por fora bela viola por dentro pão bolorento. E muito asfalto e obras monumentais. Será já a campanha de 2010?

Que Deus nos proteja!


"Gatos do parque serão capturados
Retirada de 60 felinos, entre adultos e filhotes, será feita atendendo a recomendação do Ministério Público, que argumentou questão de saúde pública
Por Carla Borges
O Departamento de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) vão fazer a retirada de cerca de 60 gatos , que vivem no Bosque dos Buritis, na divisa dos Setores Oeste e Central, que está fechado para reforma desde meados de julho deste ano. A remoção dos animais, que está sendo planejada e deve acontecer a partir de segunda-feira, atende a recomendação da promotora de justiça Marta Moriya Loyola, em substituição no Núcleo de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público (MP) estadual. Ela pediu urgência na retirada dos felinos do parque, principalmente diante das mortes de macacos associadas à febre amarela. No Bosque dos Buritis, os gatos atacam, matam e comem macacos e micos.“É uma questão de saúde pública, principalmente diante dessa ameaça de febre amarela. As mortes de macacos são o alerta, mas aqui no Bosque dos Buritis esse controle está prejudicado”, explica a bióloga Marize Moreira, gerente de Proteção e Manejo da Fauna Silvestre da Amma. O diretor do Departamento de Zoonoses, Geraldo Edson Rosa, destaca que os animais serão colocados para adoção e ficarão aguardando interessados. “Se alguns não forem adotados, pediremos orientação do MP sobre o que fazer com eles, mas a retirada daqui será feita de imediato”, garantiu o diretor ao POPULAR.
Nativo
O presidente da Amma, Clarismino Luiz Pereira Júnior, lembra que o parque tem de ser utilizado para a biodiversidade nativa. “Aqui não é lugar de animais domésticos”, observa. Apesar de serem alimentados por pessoas que freqüentam o parque – funcionários contam de uma idosa que gasta cerca de 600 reais em rações –, os gatos não são propriamente domésticos. É o que indica o relatório de vistoria técnica da Amma, um dos documentos que serviram de base para a recomendação da promotora Marta Moriya. Segundo os técnicos, “a maioria dos indivíduos apresenta estado semi-selvagem, impossibilitando qualquer atividade de controle sanitário, como vacinação e vermifugação, apresentando risco de transmissão de doenças para a população visitante do parque”.A promotora lembra ainda “o incansável esforço da Sociedade Protetora dos Animais”, que tentou controlar a proliferação dos felinos no Bosque dos Buritis, com cadastramento e vacinação, que “restou infrutífero”, já que no início havia cerca de 35 animais e a última contagem da Amma revelou que eles são pelo menos 60. Segundo os técnicos, os gatos também estão desnutridos e com lesões características de sarna. Além disso, os vasilhames usados pelos visitantes para servir comida são fonte de nutrientes para insetos responsáveis pela veiculação de parasitas, na forma de vermes e protozoários, e de bactérias, como Ancilostoma, Toxoplasma gondii e Salmonella, respectivamente responsáveis por enfermidades zoonóticas como o bicho-geográfico, toxoplasmose e gastroenterites. Geraldo Edson Rosa explica que será necessário um planejamento antes da retirada dos gatos por se tratar de uma caso incomum."
Fonte: http://goiasnet.globo.com/diversidade/com_report.php?IDP=21383

PASMEM
A propósito da matéria não ficou claro a forma de transmissão da FEBRE AMARELA pelos felinos do bosque. É possível isso?
Nos últimos anos a luta pela sobrevivência dos gatos do Bosque dos Buritis chama atenção, voluntários empenham-se na compra de ração, vacinação e principalmente na castração dos animais, enquanto isso o poder público, neste caso a AMMA e o Centro de Zoonoses utilizam-se da única solução que conhecem: capturar e matar.
O Ministério Público, instituição que representa a defesa dos interesses da sociedade e em especial contra os desmandos do poder público, equivoca-se ao emitir um parecer em favor da retirada dos animais, apoiado apenas e exclusivamente nas afirmações dos técnicos da AMMA. Exige urgência na retirada, mas não parece exigir urgência em campanhas permanentes pela posse responsável. Aplaudir as ações do executivo goianiense nem sempre significa aplaudir ações que beneficiam o conjunto da sociedade, haja visto episodio recente, onde câmara técnica do plano diretor transformou-se em cabide de emprego de “aparentados” de uns e outros. E com isso, o MP esquece que há um fator cultural na sociedade goianiense que faz com que as pessoas abandonem animais nas áreas verdes, e não apenas GATOS. Isso acontecendo, em pouco tempo, novamente, o Bosque dos Buritis estará cheio de gatos, os lagos cheios de espécies exóticas.
E por quê? Onde estão as campanhas educativas? Qual o papel do poder público? Para onde estão indo os recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente tendo em vista que não se tem noticia de NENHUMA campanha permanente pela posse responsável de animais? O que fazem os veterinários do Centro de Zoonoses além de laudos de morte dos animais encaminhados a câmara de gás?
É no mínimo estranho acusar os gatos do bosque de afetar a saúde pública e transmitir febre amarela, quando se noticia que MACACOS estão morrendo contaminados, e os gatos do bosque, todos, são vacinados e vermifugados pela ação dos voluntários, sem um centavo de apoio do poder público, que se omite.
Goiânia ainda vai pagar caro, pela idéias de ambientalistas de província, que ignoram que o homem e suas “tralhas” fazem parte do mundo verde. Em todo o mundo existem parques urbanos e neles, gatos. Em muitos lugares reconhece-se que os animais não possuem donos, estão abandonados e em situação de rua, mas que existem pessoas que cuidam. É o caso do Rio de Janeiro, que através de lei, os gatos, são devidamente vermifugados, vacinados e identificados pela Prefeitura e cuidados por voluntários que alimentam. A Lei lá é conhecida como “Gatos de César”.
O sacrifício dos atuais gatos do bosque será inútil, pois diante da omissão do poder público em ações educativas permanentes, novos animais chegarão ao local e recomeçará a caçada e mortandade de animais, em perfeito estado de saúde, sem qualquer justificativa. Um absurdo.